domingo, 1 de setembro de 2013

O QUE FAZ MAL? – O QUE ENTRA OU O QUE SAI DA BOCA DO HOMEM?

Cuidado! Não faça experiência para comprovar.
“Mas o que sai da boca procede do coração, e isso contamina o homem. Porque do coração procedem os maus pensamentos, mortes, adultérios, prostituição, furtos, falsos testemunhos e blasfêmias. São estas coisas que contaminam o homem; mas comer sem lavar as mãos, isso não contamina o homem.” São Mateus 15: 18-20
Observou? – Lavar as mãos!

NUNCA ESQUEÇA:

Deus fez nosso corpo perfeito para nele morar. I Cor. 3: 16.
Disse-me alguém enfaticamente: 
“Eu como caranguejo, siri, lagosta, camarão, peixe de couro, 
enfim, tudo que Moisés proibiu, porque quem autorizou a comer, 
não foi o homem, mas o próprio Jesus.”
Depois, aquele amigo querido, citou o verso 11 de Mateus 15, que diz: 
“O que contamina o homem não é o que entra na boca, mas o que sai da boca isso é o que contamina o homem.”
Este apetite descontrolado está fundamentado em um verso isolado que desfigura o contexto, fato que me proponho dissecar agora, por amor a você. 
Em primeiro lugar, aquele irmão equivocou-se ao dizer que quem proibiu comer carnes imundas foi Moisés. Não! Deus é quem proibiu. Levíticos 11.
Em segundo lugar, Jesus é Deus, e como tal, foi Quem proibiu as carnes imundas. Se as abonasse agora, estaria Se contradizendo. As Escrituras revelam o caráter de Deus. Ouça: 
“Deus não muda” – Malaquias 3: 6
“Não há sombra nem variação” – Tiago 1: 17
“Não fará coisa alguma, sem antes ter revelado o Seu segredo aos Seus servos, os profetas” – Amós 3: 7
“Não alterarei o que saiu dos Meus lábios” – Salmo 89: 34
“A palavra de nosso Deus subsiste eternamente” – Isaías 40: 8
Logicamente, Jesus não poderá Se desdizer, ainda que o homem assim o deseje. Tito 1:2. 
Portanto, para entender o que Jesus quer ensinar neste verso, é preciso ler todo o capítulo 15 de Mateus, senão, você vai capitular e, como os discípulos, ficar boquiaberto. Veja:
Mateus 15: 15-16
“E Pedro, tomando a palavra, disse-Lhe: explica-nos esta parábola. Jesus, porém, disse-lhe: Até vós mesmos estais sem entender?” 

Os discípulos ficaram atônitos diante daquilo que eles julgavam uma parábola. Sim, era a única conclusão. Só podia ser uma parábola. Tal conjectura é cabível, pois que a lei dietética de Levítico 11 era sagrada demais para todos os judeus, tanto para os discípulos, como judeus comuns, fariseus, irreligiosos, etc. O estonteamento dos discípulos, por conseguinte é natural, dada a posição em relação às coisas imundas condenadas e proibidas por Deus.
A diferença, porém, é que para a solução do problema e consequente esclarecimento, os discípulos foram humildemente suplicar a Jesus e Ele os atendeu, clareando as nuvens negras que envolveram as palavras divinas: “O que contamina o homem não é o que entra na boca, mas o que sai da boca...”
Hoje, lamentavelmente, percebi em centenas de pessoas com quem estudei a Bíblia que, havendo algo obscuro ou encoberto à primeira vista, ao invés de se ir a Jesus e com humildade estudar Sua Palavra, comparando o texto, para se chegar à Verdade que o versículo quer ensinar, simplesmente concordavam com aquilo que, para elas, era mais conveniente. Evidentemente, é muito mais fácil transgredir que sacrificar. Ler que estudar. Consentir que renunciar. Transigir que obedecer. Isso é próprio da natureza humana. Mas... não é o correto!
Com os discípulos foi diferente. Tomados que foram de estupefação tal, pois para eles, apenas ver ou sentir algo imundo lhes causava ojeriza (até de sua sombra corriam), quanto mais a idéia de comer carnes imundas, proibidas por Deus. Era inconcebível! Por isso rogaram a Jesus explicar-lhes tal versículo. E isso fez o Mestre, com todo amor. 
– Solicitemos agora ao Senhor, que esclareça o assunto para nós.
O título “A Tradição dos Anciãos” do capítulo quinze de Mateus, não é inspirado (foi acrescido pelo tradutor) como se sabe; porém, é de significado ímpar. Ouça a arguição dos fariseus a Jesus: 
Mateus 15: 2 – “Por que transgridem os Teus discípulos a tradição dos anciãos? Pois não lavam as mãos quando comem pão.”
Observe que o enredo começa com uma tradição. Entre as muitas, infindáveis e enfadonhas tradições dos judeus, tinha preeminência aquela de, antes de qualquer refeição, lavar as mãos muitas vezes (Mar. 7:3), como se fora uma cerimônia solene. Aliás, era de fato uma ablução imposta, um cerimonial preceituado. Lavava-se tanto as mãos, não para torná-las limpas, como é normal, antes de qualquer refeição! 
Simplesmente era um hábito para satisfazer uma tola tradição que mais parecia um capricho dos anciãos, doutores da Lei. E ai de quem não procedesse assim! Ouça isso, e veja se não dá para sorrir: 

“Não se tratava simplesmente de lavar-se com sabão e água e limpar-se. Não, não. Havia os movimentos certinhos que deviam ser feitos, tudo direitinho. A quantidade mínima de água que poderia ser usada devia caber pelo menos numa metade da casca de ovo. Então era preciso derramar um pouco d’água nos dedos e palmas da mão, primeiro uma, depois outra, erguendo a mão o bastante para que a água escorresse pelos punhos, mas não além deste ponto. Além disto a pessoa tinha de cuidar que a água não escorresse pelas costas da mão. E depois a pessoa deveria esfregar uma mão na outra, indo e vindo, para lá e para cá. Se não houvesse água nenhuma, poderia ser feita uma espécie de lavagem a seco, simplesmente fazendo os movimentos como se com água. Mas de modo algum a pessoa poderia sentar-se à mesa para comer sem ter praticado esta cerimônia.” – Inspiração Juvenil, 1979, pág. 349, Jan. S. Doward.
Pois bem, Jesus e os discípulos, embora primassem pela higiene, não aceitavam nem concordavam com esse ritual, essa tradição vazia e sem nexo. Por falar em tradição, há uma que predomina em certa parte do cristianismo (eu a percebi quando fui um fiel batista). Parece que o diploma de um cristão sábio nas Escrituras é-lhe conferido pelo fato de pertencer a uma igreja – 30,40,50 anos – ou ter lido a Bíblia outras tantas vezes. Ocorre que, ler é uma coisa, estudar é outra bem diferente, e, frequentar igreja décadas inteiras não quer dizer que tão somente por isso, a palavra desta pessoa seja doutrina e lei. 

Lembra-se? Jesus com apenas doze anos de idade deixou aturdidos homens envelhecidos, com ensinamentos que jamais penetraram em seus ouvidos, fazendo seus corações ferverem maravilhados. (Leia também Jó 32: 6,9).
Então, estudando todo o capítulo 15 de Mateus, depreendemos que aqueles anciãos transgrediam os mandamentos de Deus, mas suas pessoais tradições eram intocáveis, e colocavam-nas em lugar de destaque (Mat. 15:3). Será que hoje ocorre ao contrário? Veja: A voz corrente do moderno cristianismo é adaptar-se ao mundo, fazendo o que a maioria faz, do que ouvir e fazer o que diz a santa Bíblia.
Já li de um escritor, pastor da maior Igreja Evangélica do mundo, dizer que guarda o domingo, porque todo o mundo o guarda. Sei que você não concorda com isso, certo? Bem, ouça o que Jesus respondeu àqueles “condutores cegos”: 
Mateus 15: 7-8
“Hipócritas, bem profetizou Isaías a vosso respeito, dizendo: Este povo honra-Me com os lábios, mas o seu coração está longe de Mim.” 
Por conseguinte, o problema suscitado naquela oportunidade não é o da comida em si, mas a maneira de se comer, isso é muito claro. O verso 2 informa cristalinamente que a dificuldade residia em lavar ou NÃO lavar as mãos. Com relação à comida, os próprios fariseus disseram: “comer pão”.
Lavar as mãos sete vezes era a tradição. Coisa que Jesus e os discípulos não abonavam, tanto que comiam sem praticar aquela ablução. Quanto à comida, era caso encerrado: os judeus possuiam verdadeira idiossincrasia (repulsa em grau máximo) às carnes imundas, proibidas por Jeová. E como Jesus Cristo é o mesmo Jeová, autor da prudente, boa e sábia lei dietética, nada mais fiel aceitar que, sobre aquela mesa cercada de gente para comer, não havia comidas proibidas por Ele.
Isso é tão verdadeiro quanto comprobatório, pois tempos mais tarde após este incidente, Pedro declarou, alto e bom som, muito dramaticamente, quando foi por Deus ordenado a comer alimentos que estavam no lençol de sua visão em Atos 10: 14: “Nunca Senhor, comi coisa comum, ou imunda.”
Ora, não estaria Pedro mentindo para Deus agora, se naquele acontecimento com Jesus ou mesmo posteriormente, tivesse comido carnes imundas?
Portanto, está claro que, naquela oportunidade, quando Jesus mencionou o verso que estamos estudando, não havia sobre aquela mesa nenhuma carne proibida por Deus, e muito menos houve autorização para o seu consumo, pois desde este incidente de Mateus 15 até Atos 10, passaram-se algumas décadas e Pedro disse categoricamente, diante do lençol cheio de animais que descia do Céu: “Nunca, Senhor, comi coisa... imunda.”
Bem, é possível que alguém ainda questione esta Verdade, agarrando-se cegamente na declaração de Jesus em Mateus 15:17: 
“Tudo o que entra pela boca desce para o ventre, e é lançado fora.”
Meu amado, Jesus sempre Se serviu de parábolas e expressões metafóricas, para ilustrar verdades eternas. Por isso que, relativo a esse verso, não podemos fazer uma aplicação literal, porque o Senhor Jesus nunca teve tal intenção. Sabe por quê? Porque nem tudo o que entra pela boca vai para o ventre e é lançado fora. Por exemplo: arsênico, formicida, soda cáustica, etc. E... você acha que Jesus não sabe disso? Não foi Ele que fez nosso estômago? (Em sã consciência e usando o bom senso, também ninguém comeria alguma coisa envenenada para pôr à prova este texto. Isto seria tentar ao Senhor, o que é proibido por Ele mesmo).
– Dirá alguém: Jesus errou? Não amados! Mil vezes não! Jesus jamais erra.
Claro como a luz solar, para os filhos da luz, foi o fato de que Jesus queria ensinar, com esta ilustração, não a autorização para consumir carnes que Ele próprio proibiu a milênios, mas a verdade de que: 
Mateus 15: 18-19
“O que sai da boca, procede do coração. E isso contamina o homem. Porque do coração procedem os maus pensamentos, mortes, adultérios, prostituição, furtos, falsos testemunhos e blasfêmias.”
Jesus usa o vocábulo “coração” para representar a faculdade que planeja e decide. Na verdade a mente é a sede dos pensamentos e decisões. É aí onde atua o Espírito Santo, e todos os atos e gestos são dirigidos por este comando motor (sensório). Desta maneira, estas “coisas” procedem, não do coração em si, mas, da mente.
O Mestre conhecia aqueles corações farisaicos de sobejo. E era esta relação de impurezas que povoava suas mentes. Acrescente-se a isso a repulsa que mantinham em não aceitar o humilde Nazareno e Seus ensinamentos.
Mas, você, meu amado irmão, agora já conhece toda a história deste texto bíblico, e pode compreender com clareza que Jesus não está abonando o consumo de carnes proibidas por Ele mesmo, mas sim que é o “coração” (mente) o centro de tudo, no que tange aos sentimentos e, por isso diz a Bíblia:
Provérbios 4: 23
“Sobre tudo o que se deve guardar, guarda o teu coração, porque dele procedem as saídas da vida.”

Por conseguinte, irmão, tenha sempre uma mente pura e demonstre seu amor ao querido Jesus não comendo o que Ele proibiu. Certo?

PS – O homem mencionado, que motivou-me este capítulo, libertou-se das carnes imundas e morreu fiel Adventista do Sétimo Dia.
“Aqui reafirmo minha confiança em Deus e na infalibilidade de Sua santa Palavra: Creio honestamente que os filhos de Deus, sinceros e leais, não devem ser doentes.” Professor Durval Stockler de Lima – Autor do extraordinário livro “NUTRIÇÃO ORIENTADA”, editado pela CASA PUBLICADORA BRASILEIRA. Para quem deseja ser vegetariano, este livro é uma “cartilha” apropriada
.
LEMBRETES:
Pensei estar ouvindo um programa evangélico na Rádio Rio de Janeiro. À medida que ele se desenvolvia, minha atenção mais se aguçava: É que, apesar do “pregador” falar de Deus, Jesus, oração, etc., algo estava distoando.
Finalmente, pela oração feita por ele, pude notar que era um programa espírita. Mas, observe bem, só no final do programa (oração final), é que o véu se lhe tirou. Era de fato, até então, um programa evangélico de curas.
Amado irmão, o cerco está apertando (Apoc. 16:13). Só temos um refúgio e segurança para estabelecer a diferença: Isaías 8:20.
Quinta-feira, às 7:45 hs na Rádio Bandeirantes/RJ, vai ao ar o Programa A Hora da Eucaristia, sob a direção do Padre Jair Pereira da Paróquia Bom Jesus dos Milagres, situada à Rua Guarapuava nº 174, Mococa – SP.
Se não houvesse esta informação, ninguém diria tratar-se de uma Igreja Católica. É que ele prega batismo no Espírito Santo, cura divina, língua estranha, etc. etc. É, está ficando tudo igualzinho! Abra os olhos!

Abrazo!

sábado, 17 de agosto de 2013

“COMEI DE TUDO QUANTO SE VENDE NO AÇOUGUE”

Há pessoas tão endurecidas que não têm sequer consciência dos seus erros; outras são tão sensíveis que a cada momento estão se policiando e choram com o pensamento de que podem ou tenham cometido algum pecado.
Textos acessórios: I Cor. 8:9; 10:28 e 29; 8:7, 10-13.
“Os princípios dietéticos de Levítico 11, juntamente com outros regulamentos sanitários e de saúde, foram planejados por um sábio Criador, a fim de promover saúde e longevidade. Baseados como são na natureza e nas necessidades do corpo humano, tais princípios de modo algum poderiam ser afetados pela cruz ou pelo desaparecimento de Israel como nação. Princípios que contribuíram para a saúde 3.500 anos atrás, produzirão os mesmos resultados hoje.” – The Sevent-Day Bible Commentary, Vol. 1, pág. 757.
Antes do dilúvio, a média de vida foi de 900 anos, e após o dilúvio não superou os 200. Terá sido influência do regime alimentar?
• Comida dos homens antes do dilúvio:
Cereais, legumes, frutas e nozes (Gên. 1:29).
• Comida dos animais antes do dilúvio:
Ervas verdes (Gên. 1:30).
ANIMAIS QUE ENTRARAM NA ARCA DE NOÉ:
Limpos = 7 casais (Gên. 7:2)
Para se oferecer sacrifícios (Gên. 8:19 e 20).
Para alimento do homem (Lev. 11; Deut. 14).
Imundos = 1 casal (Gên. 7:2)
Apenas para preservação da espécie, que é o suficiente no desempenho da função para que foi criado.
Antes do dilúvio, Noé já conhecia a distinção entre animais limpos e imundos (Gên. 7:2, 3 e 8; 8:20). Daí o pressuposto que tal conhecimento provém de tempos bastantes remotos, bem como nos dá a certeza absoluta de que só os animais limpos eram oferecidos em sacrifício.
Agora, estudaremos um verso que, isolado do contexto, tem trazido uma mensagem equivocada e muitos dissabores. É da lavra paulina e diz:
I Coríntios 10: 25 – “Comei de tudo quanto se vende no açougue...”
Assim, aqueles que não comparam os textos a fim de descobrir a verdade que o apóstolo queria ensinar retiram de lá este verso, fecham a Bíblia, e pronto. Estão, segundo pensam, livres para comer tudo que exista no açougue: Batráquio, molusco gastrópode, ofídios, répteis, etc. E nessa disposição intolerável, pensam ficar com a consciência tranquila, pois quem autorizou foi Paulo.
Alto lá! Paulo jamais poderia ensinar tal aberração, pois se assim agisse, lançaria por terra a própria Palavra de Deus, e ele mesmo estaria cometendo tremenda contradição, haja vista ter advertido aos coríntios também:
I Coríntios 10: 20
“Antes digo que as coisas que os gentios sacrificam, as sacrificam aos demônios, e não quero que sejais participantes com os demônios.”
Então, deve-se escrupular a compra do açougue? Certamente que sim!
A discrepância no aparente sincretismo paulino não está na letra, mas no apetite desregrado de muitos cristãos que estão se preparando para o Céu.
Sim, porque em realidade, só a primeira parte de I Cor. 10:25 é focada no sentido da pseudo-autorização para se consumir animais imundos, proibidos por Deus; porém, ater-se apenas a esta parte do verso, sem concluí-lo,
desfigura-se a mensagem do apóstolo. O verso 25 de I Cor. 10 diz na sua segunda parte:
“...Sem perguntar nada, por causa da consciência.”
Observe a enfática paulina: “Por causa da consciência”. A partir daí, as coisas mudam de figura e o soar da buzina já tem mais notas. O problema, portanto, não é o da comida em si, mas da consciência de alguém. Antes de prosseguirmos, convidemos o apóstolo Paulo a se apresentar para nós:
Atos 22:3; Fil.3:5 e 6; Atos 26:4 e 5
“Quanto a mim, sou varão judeu, nascido em Tarso da Cilícia, e nesta cidade criado aos pés de Gamaliel, instruído conforme a verdade da lei de nossos pais, zelador de Deus, como todos vós hoje sois... circuncidado ao oitavo dia, da linhagem de Israel, da tribo de Benjamim, hebreu de hebreus, segundo a lei fui fariseu, segundo o zelo, perseguidor da igreja, segundo a justiça que há na lei, irrepreensível... A minha vida pois, desde a mocidade, qual haja sido, desde o princípio, em Jerusalém, entre os da minha nação, todos os judeus o sabem, sabendo de mim desde o princípio (se o quiserem testificar), que, conforme a mais severa seita de nossa religião, vivi fariseu.”
Seria portanto inacreditável achar que Paulo, zeloso como se diz, hebreu de hebreus, fariseu de fariseus, consumisse ou autorizasse a alguém comer carnes imundas. Jamais! Isso nunca passou em sua cabeça. Então, como entender tal verso? Simples. A própria Bíblia, pelo Espírito Santo, traz a solução para o problema, quando comparados os textos no sentido de ver-se aflorar a verdade ensinada.
Uma coisa que não é mistério para nenhum cristão é que, ao ser criado o homem, sua comida era puramente vegetal. Antes do dilúvio, dentro do plano original do Criador, nenhum animal destruiria o outro para sua manutenção. E pelo menos durante 1650 anos aproximadamente, o homem não teve autorização para comer carne. Em vindo porém o dilúvio, as águas, que levaram um ano e dez dias para baixarem (Gên. 7:11 e 24; 8:3-14), exterminaram toda a vegetação; conse-quentemente o homem ficou sem alimento, e até que novamente plantasse para colher, o que comeria? Portanto, dadas as condições prevalecentes na Terra, Deus, como Lhe aprouve, decidiu permitir o homem alimentar-se de carne, porém, em Sua onisciência especificou quais deveria ou não comer.
Em Levítico 11, o Senhor ensinou que os animais que não tivessem unhas fendidas e não remoessem deveriam ser evitados. Por outro lado, Deus mencionou os nomes de alguns que jamais deveriam ser comidos pelo homem, entre eles, o porco (verso 7). Se houve a preocupação divina com este animal, é porque, sem contestação, ele é nocivo e tem que ser evitado.
A verdade é que Paulo, ao afirmar – “comei de tudo quanto se vende no açougue” – tinha absoluta certeza que a carne ali vendida era limpa, embora oferecida aos ídolos, fato que para o apóstolo não tinha relevância, pois seu conceito era de, o ídolo, nada ser (I Coríntios 10:19), como de fato, nada é. Entretanto, é ine
gável que o escrúpulo por animais sacrificados não foi perdido quando o cristianismo foi introduzido aos gentios. Por conseguinte, havia irmãos que não tinham uma fé sedimentada, e tais cristãos se escandalizavam quando outros comiam aquela carne. Por isso frisou Paulo com clareza meridiana: “por causa da consciência”. Que consciência? Lógico, a consciência do irmão mais fraco na fé. Assim, todos os cristãos poderiam comprar qualquer carne no açougue, porque ali só era vendida carne limpa, desde que, esta atitude, não ofendesse a consciência de um irmão de débil fé, que é nosso dever respeitar e conservar. A liberdade espiritual de um cristão esclarecido não pode tornar-se pedra de tropeço para os que são fracos na fé. I Cor. 8:9.
A prova insofismável que os idólatras sacrificavam animais limpos está no incidente ocorrido com Paulo e Barnabé na cidade de Listra, quando após ter Paulo curado um paralítico, o povo achou serem as divindades por eles adoradas, Júpiter e Mercúrio, e queriam sacrificar-lhes touros (Atos 14:12 e 13). E touro é limpo. Lev. 11:3.
Um dos sábios daqueles tempos – Plutarco (46-120 d.C.), morador em Corinto, relatou este fato de um jantar privativo, usando carne limpa:
“O cozinheiro de Ariston fez sucesso entre os convidados do jantar não só por causa de sua habilidade geral, mas porque o galo servido aos comensais, embora recém-abatido como sacrifício a Hercules, era tão macio como se fosse de um dia.” – Citado por Jerome Murphy – O’Connor, St. Paul’s Corinth, pág. 101.
De uma coisa não duvidemos: Paulo não deixa implícito neste texto (I Cor.10:25), que a distinção entre carnes limpas e imundas tenha sido abolida. Tal assunto não está sob consideração. Na pauta está a debilidade da fé de alguém super-escrupuloso que, sendo um ser humano, também é alvo do sacrifício de Cristo, e assim merecia todo respeito e amor. Quando Paulo focaliza neste assunto a consciência super-escrupulosa, ele sabe que tal consciência evita constantemente fazer algo errado. Por isso deve-se respeitar o irmão e recebê-lo em comunhão, apesar de sua super-escrupulosidade. Consequentemente, o assunto sob análise é específicamente o comer carnes que possam ter sido sacrificadas aos ídolos.
“Muitos dos gentios convertidos estavam vivendo entre pessoas ignorantes e supersticiosas, que faziam frequentes sacrifícios e ofertas a ídolos. Os sacerdotes deste culto pagão mercadejavam extensamente com as ofertas a eles trazidas; e os judeus temiam que gentios conversos pudessem levar descrédito ao cristianismo por comprar aquilo que tinha sido sacrificado aos ídolos, sancionando assim, em certa medida, costumes idólatras.” – Atos dos Apóstolos, E.G. White, pág. 19.

Por isso o Concílio de Jerusalém (Atos 15), determinou que os cristãos se abstivessem das carnes sacrificadas aos ídolos (Atos 15:29).
Por conseguinte, à luz da razão, no Espírito Santo, para entender o significado de tais problemas, há que se conceber em que ponto os cristãos gentios e judeus estariam aptos a concordar em assuntos de consciência. “Alguns, como Paulo, puderam rapidamente mudar da ‘escravidão’ cerimonial do judaísmo para a ‘liberdade cristã’. Outros não puderam abandonar assim tão rapidamente as convicções e práticas de uma vida inteira”. Paulo absorveu de tal modo o cristianismo que, em certas ocasiões, dá a entender uma ampla liberdade, a ponto de chocar-se com o pensamento dos demais apóstolos. II Ped. 3:15 e 16.
O tempo gradualmente se encarregaria de esclarecer a mente do irmão super-escrupuloso, porém, não lhe lancemos pedras, porque, para situar-se dentro de sua consciência, neste fato, basta que alguém compre uma galinha que foi apanhada de um sacrifício de macumba na encruzilhada, mande cozinhá-la e coma.
Experimente: Se você conseguir comer, conforme I Coríntios 8: 4: 10: 31, você é um cristão forte. Por outro lado, se esta carne não descer ao seu estômago, você é um cristão fraco e débil na fé. Eu jamais farei isso, porque sou um aficcionado radical do naturalismo. E você, mesmo não sendo vegetariano, conseguiria comer?
Portanto, “fraqueza” ou “debilidade” na fé, inseridas neste contexto, e em toda esta narrativa, será medida pelo grau de conhecimento e maturidade cristã, estribando-se na afirmação de que o ídolo nada é.
Assim sendo, a preocupação paulina não era que fosse imunda ou limpa a carne, mas sim a consciência do cristão, porque é errado violar a consciência de alguém, principalmente quando ela está em desenvolvimento espiritual, ou se trata de uma consciência super-escrupulosa.
Pois bem, agora vamos falar de algo bem sério. Aceitar que Paulo não admite a separação de carne limpa e imunda, é concluir que Deus fala uma coisa no Antigo Testamento e outra no Novo Testamento, o que jamais pode ser crido.
Deus é onisciente: O que disse nas primeiras páginas do Gênesis, reafirmou em todo o Pentateuco e nos demais profetas, confirmou nos evangelhos e ratificou nas epístolas e no Apocalipse. O profeta Isaías diz claramente que quem come carne de porco (imunda) não será salvo (Isa. 66:17; 65: 4). É chocante ler tal afirmação, porém está na Escritura, e mais: a escatologia bíblica indica claramente neste capítulo que ele é extensivo à Nova Terra, fato que se depreende dos versos 20 a 24, razão porque, confirma o profeta Isaías, lá não entrarão os que comem carnes imundas.
Jesus disse que há peixes imundos (Mat. 13: 47-48), e finalmente no livro de Apocalipse 18: 2 lemos que a grande Babilônia “se tornou morada de demônios... e coito de toda ave imunda e aborrecível”. Por conseguinte, a lei dietética de Levítico 11 é ampla, abrangente e clara em toda a Bíblia Sagrada, salientando que em cima, sobre e sob a Terra, existem “seres” imundos que não devem ser consumidos. Outrossim, não se pode proibir ninguém de comê-los, desde que o indivíduo decidiu comer. Uma coisa porém é certa: Deus proibiu.
Pode-se até citar outros versículos isolados, onde se queira crer que há liberdade de comer as carnes proibidas; mas cuidado, pensar assim é dizer que Deus Se desdiz. Deus não é um rei terreno ou um ser limitado. Há perigo em contestar a vontade divina.
Tal disposição leva-nos à admitir que o homem do Antigo Testamento possuia uma composição biológica diferente da do homem do Novo Testamento. Pois que lá era proibido comer carnes imundas, e franqueado no Novo Testamento. 
– Sofreu mutações fisiológicas o organismo humano? Jamais!
Não há problema de ordem genética com o homem, ele é o mesmo desde a sua gênese, quando saiu das mãos do Criador, composto de todos os óligos elementos da terra, lá (Antigo Testamento) e aqui (Novo Testamento).
Se tivesse havido evoluções ou mutações no sistema digestivo humano, ele não teria sido criado, como cremos, por um Deus sábio e santo; mas, admitindo que tal aberração tivesse ocorrido, esta foi ao inverso, porque os homens do Antigo Testamento foram sempre mais longevos que os do Novo Testamento. Certamente isto é devido ao seu regrado regime alimentar, evitando as carnes proibidas por Deus.
Sabe, irmão, para que não haja dúvidas, convidemos a maior autoridade deste Universo para resolver esta questão – Jesus Cristo. Preste atenção:
– Andava o Senhor pelas pradarias de Gadara (Mar. 5: 1-20), quando com Ele deparou-se uma legião de demônios. Estes rogaram a Jesus que os enviassem para uma manada de porcos que por ali andava (vv. 12-13). O Mestre ordenou lançarem-se ao mar, e assim, dois mil porcos foram destruídos. Imagine, se cada porco pesasse por exemplo, 40 kgs; multiplicados pelos 2.000, teremos 80 toneladas de “carne” que daria, sem dúvidas, para matar a fome de milhares de pobres da região.
De outra feita, o Senhor encontrava-se perto de Betsaida (João 6: 1-5), quando os discípulos se deram conta que a multidão que durante todo o dia estivera com o Mestre, nada comera. Jesus então multiplicou 5 pães e dois peixes (João 6: 11), saciou a fome de 5.000 pessoas, e depois ordenou:
João 6: 12 – “...recolhei os pedaços que sobraram, para que nada se perca.”
Como é isso? Quem se atreveria a contestar o Salvador? Em uma ocasião ordena estragar 80 toneladas de carne, e noutra, manda recolher restos de pães e peixes, para não se estragarem? Sim, não é uma incoerência? Não, mil vezes não! Amados, o que temos de admitir é que porco nunca foi alimento. Deus criou o porco para uma função específica: Limpar a terra de sujeiras e imundícies, como fazem o urubu sobre a terra e o camarão, o siri, o caranguejo, mexilhões, a lagosta e os peixes de couro sob as águas. Nada mais!
Dessa forma, ninguém poderá contestar o Senhor Jesus, se Ele deixa claro que há animais puros e imundos. É nosso dever, pois, aceitar e praticar, deixando de consumi-los, advertindo também os demais, pois afinal, somos guardadores de nossos irmãos. Outro incidente na vida do Mestre que mostra a discriminação entre o imundo e o puro está nestas límpidas palavras:
Mateus 13: 47-48 – “Igualmente o Reino dos Céus é semelhante a uma rede lançada ao mar, e que apanha toda qualidade de peixes. E estando cheia, puxam para a praia; e, assentando-se, apanham para os cestos os bons; os ruins, porém, lançam fora.”
Considere o que disse o Salvador do mundo: “Peixe ruim”. Sabe, este peixe é aquele considerado imundo e proibido através da lei dietética de Levítico 11 versos 9 a12, o peixe de couro! – Quem negará?
Ora, meu irmão, hoje há uma volúpia de desejo para se comer as carnes que Deus proibiu! No entanto, até as que Ele franqueou já é perigoso consumí-las. Quem pode garantir que o bife bovino que você comeu ontem não estava doente?
Sim, embora a Saúde Pública aja no pleno exercício de suas funções higiênico-sanitárias na fiscalização aos animais de abate, o açougue, bem como os grandes frigoríficos não estão livres de serem ludibriados, e assim são enviados para as cidades animais com doenças de toda espécie, para serem consumidos por aqueles que, escravos do apetite, sequer põem em pauta o valor da saúde, o maior bem e dom de Deus.
Por fim, você poderá dizer: “Não é da conta de ninguém o que eu como”. Sim, pode ser certo que não seja da conta do irmão forte ou super-escrupuloso, mas é da conta de Cristo, pois foi Ele quem o criou, e por você morreu de braços abertos numa cruz (I Cor. 6: 19-20). Portanto, considere esses fatos!
PENSE: – Você nunca considerou com “seus botões” por que não come os doces dedicados a Cosme e Damião, distribuídos no dia 27 de setembro? Que há de mal nos doces? Há ou não há?
– Há para os frágeis na fé! I Cor. 8: 13.
– Não há, para os fortes, de fé amadurecida. I Cor. 8: 13.
Por causa dessa consciência débil, escrupulosa, para não levá-la a escandalizar-se, deve-se evitar coisas oferecidas a ídolos.
Na Nova Terra não haverá mais morte (Apoc. 21: 4); consequentemente, os animais não serão mortos também. Vivos, não os comeremos; qual será, então, a nossa alimentação?
Abrazo!!!

sábado, 10 de agosto de 2013

OBEDECER ÀS POTESTADES? — SIM! MAS A DEUS, EM PRIMEIRO LUGAR

“Cada pessoa neste mundo vive dentro de alguma espécie de ordem política, seja sob uma constituição, sob lei tribal, sob monarquia ou regime militar. Nações e comunidades têm governo, e pessoa alguma pode por muito tempo isolar-se desta realidade. Enquanto alguns governos têm filosofia cristã ao ponto de estabelecer no governo a fé cristã, outros são baseados em outras tradições ou são francamente ateístas.
“Sejam quais forem as circunstâncias, a pessoa cristã mantém uma relação básica com Deus e para com Cristo, a qual nenhum poder na Terra pode anular ou dizer ao cristão o que deve ele fazer. Do ponto de vista bíblico o Estado não possui soberania absoluta, sendo seus direitos limitados pelos reclamos de Deus. Jamais foi propósito de Deus, que fez o homem um ser moral livre, vivesse ele sob uma ordem baseada apenas na coersão, e o próprio Deus reservou na mente e na vontade do homem o direito de escolher a Deus antes de qualquer coisa.
“Obediência a Deus em primeiro lugar pode resultar no pagamento de um elevado preço sob um governo opressivo, e milhões de cristãos ao longo da História têm pago esse preço. O verdadeiro cristão sempre teme a Deus antes que aos homens, e entre a obediência a Deus ou aos homens, ele escolhe a primeira.” – Lição nº 9, Esc. Sab. Fev./78.
“Portanto dai a cada um o que deveis: A quem tributo, tributo; a quem imposto, imposto; a quem temor, temor; a quem honra, honra.” Rom. 13:7
Deus não negocia com princípios nem abre mão de santidade.
À esta altura de nossas considerações, creio que os sinceros crentes já admitem que a santa Lei de Deus não foi abolida e jamais o será, pois ela é o transcrito do caráter de Deus e o fundamento do Seu governo, e segundo Tiago 2:12, é também a norma para o julgamento de todos os homens. Pode, entretanto, surgir um aparente conflito diante destas palavras:
Tito 3: 1
“Admoesta-os a que se sujeitem aos principados e potestades, que lhes obedeçam, e estejam preparados para toda boa obra; toda alma esteja sujeita às potestades superiores...”
Para os que aceitam o cancelamento da Lei Moral e não compreendem a santidade do Sábado, essas palavras são muito apreciadas. Entretanto, você verá que não é assim como imaginam e que é fácil conciliar uma coisa com outra. Ao comparar os textos, descobriremos a verdade.
Alguém poderá dizer: Guardamos o domingo, porque este é o dia aceito como santificado em todo o país, por todas as igrejas cristãs, por ordem das autoridades eclesiásticas. Outros poderão admitir: Eu não posso guardar o Sábado, embora o reconheça como o Dia do Senhor e em vigor na dispensação cristã, porque a firma onde trabalho funciona aos Sábados, e eu tenho que estar sujeito aos meus superiores, portanto não posso observá-lo. E assim este texto aí, como ajuda!
Mas, meu irmão isso é prova de que esse cristão não é um forte, mas de uma débil fé. Pois que, agir assim é limitar o poder de Deus. Diz a Bíblia que Deus é o dono de tudo: Prata, ouro, emprego, dinheiro, etc (Ageu 2:8). E o Seu poder não é menor hoje do que o foi nos dias de Paulo. O que ocorre é que muitos cristãos da atualidade não crêem nas promessas da Bíblia nem no grande poder do Céu. Relembre estas duas promessas:
Filipenses 4: 13
“Posso todas as coisas naquEle que me fortalece.”
Isaías 49: 15-16
“Pode uma mulher esquecer-se tanto de seu filho que cria, que se não compadeça dele, do filho do seu ventre? Mas ainda que esta se esquecesse, Eu, todavia, não Me esquecerei de ti. Eis que nas palmas das Minhas mãos te tenho gravado; os teus muros estão continuamente perante Mim.”
Jesus foi categórico ao empenhar Sua palavra, ouça:
Mateus 6: 33
“Buscai primeiro o reino de Deus e a Sua justiça, e todas as coisas (casa, comida, emprego, etc) vos serão acrescentadas.”
E Pedro arremata dramaticamente quando diante de problema idêntico: “...mais importa obedecer a Deus do que aos homens.” Atos 5:29.
As grandes decisões envolvem muita coragem, e essa é movida pela fé, e sem fé é impossível agradar a Deus (Heb. 11:6). É muito simples, e próprio do ser humano, acomodar-se às circunstâncias. Há uma conhecida experiência de um homem que trabalhava em determinada firma e ninguém soube que ele era um crente; por isso nunca teve problemas com nada, pois sacrificava os princípios cristãos, para estar bem com tudo e todos. Até que um outro crente foi trabalhar na mesma firma, e surgiram enormes dificuldades com este, simplesmente porque exaltou o Nome de Cristo, testemunhando como verdadeiro filho da luz.
É mais fácil contemporizar com o pecado que rechaçá-lo, principalmente quando está em jogo um expressivo salário, um bom emprego. Longe, porém, de ser a melhor atitude, demonstra ser a maior falta de fé naquEle que disse ao ressuscitar: “É Me dado todo o poder no Céu e na Terra” (Mat. 28:18). E este poder é facultado a todos, nas expressivas palavras: “Pedi, buscai, batei” (Mat. 7:7). E isso ensinou Jesus que fosse feito com insistência, exemplificando no caso da viúva e o juiz iníquo (Luc. 18:1-8). Se ela perseverasse, seria vitoriosa, como de fato ocorreu.
Por conseguinte, não há desculpas para o fracasso, impossibilidades, pseudo-limitações, porque a fonte de todo o poder está a jorrar, o importante é crer.
Caro irmão, é muito comum escudar-se nas palavras citadas por Paulo de que o cristão têm que sujeitar-se às potestades, e por isso fica livre de guardar os mandamentos de Deus. Os que assim crêem e pregam, esquecem de um detalhe que deve ser a norma para se estudar a Bíblia: Saber porque, quando, onde e para que foi escrito tal verso. Isso facilitará descobrir a verdade que ele encerra. Preste atenção:
“Paulo estava escrevendo a cristãos romanos, num dos turbulentos tempos da história judaica. Incidentes de rebelião contra a autoridade romana eram frequentes entre os judeus. Não deviam os cristãos envolver-se nessas rebeliões, por mau e despótico que fosse o poder do momento.”
Veja, agora já podemos vislumbrar a exortação paulina sobre a sujeição obrigatória às potestades, sob um ângulo mais límpido. Um comentário abalizado fornece estas informações:
“Essa instrução foi especialmente necessária nos dias de Paulo, pois por aquela época os judeus viviam em turbulência política e haviam já suscitado rebelião em várias partes do Império Romano. Caso os cristãos revelassem idêntico espírito de insubmissão, incorreriam no mesmo ódio que começava a ser manifestado contra os judeus. Também resultaria na perda da proteção do Estado Romano, o que muitas vezes havia sido uma bênção aos primitivos cristãos, como Paulo testificou de sua própria experiência.” (Ver Atos 22:24-30) – The Seventh-day Adventist Bible Commentary. (Pare aqui e leia as páginas 104-105, lá atrás).

Sim, meu irmão, não devemos isolar um versículo e fazer dele lei ou doutrina. Antes é nossa obrigação cristã compará-lo com outros, para que não sacrifiquemos o que é sagrado no cristianismo, a nossa fé e obediência àquEle que morreu por nós.
Antes de prosseguir, quero deixar claro a você que, creio piamente na Palavra de Deus e no que ela ensina. Nós, Adventistas do Sétimo Dia, respeitamos a todas as autoridades constituídas bem como oramos por elas. Cremos no que diz a Bíblia que todas as autoridades são instituídas por Deus (João 19:11), porém, certo é, nem todas seguem os ditames do Céu. Cremos sinceramente que o cristão deve apoiar tanto quanto possa a autoridade em vigor, não deve presumir dela, nem resistir-lhe, muito menos indispor-se contra a mesma, desde que não sejamos forçados a transgredir a autoridade do Céu, que a todas estabeleceu; pois no conflito entre as leis de nosso País Terrestre com as do nosso País Celestial, a primazia penderá em favor da cidadania do Céu. Não é? Evidente que sim!

A partir de agora, peço-lhe aguçar a mente e verá como os fatos mudam de figura, muito embora permaneçamos bons cidadãos e quem sabe, melhores cristãos.
Por que houveram tantos mortos nas arenas dos Césares? Por que morreram tantos cristãos transformados em tochas vivas, para iluminar o caminho dos imperadores tiranos e cruéis? Por que milhares de cristãos, moços, velhos, mulheres e crianças morreram comidos por feras no Coliseu Romano? Por que milhares de servos de Deus se refugiaram nas montanhas e cavernas, tornando-se essas em sua última habitação nesse mundo? Por que milhares depuseram suas vidas como mártires, morrendo das mais desumanas formas, sim... por quê? Simplesmente porque não obedeceram aos “principados e potestades”.
Mais de 50 milhões de cristãos foram esquartejados, trucidados, queimados e sepultados vivos, no massacre de São Bartolomeu, na perseguição aos huguenotes, albigenses e outros fiéis da Europa, segundo o negro relato da História, na chamada “santa inquisição” da Idade Média.
Esses irmãos preferiram obedecer a Deus em primeiro lugar. Parabéns para eles. Isso é cristianismo vivo e genuíno. Tiremos-lhe o chapéu. Nunca se indispuseram contra as autoridades constituídas, nunca se rebelaram nem criaram conflitos, simplesmente não concordavam em negar o Mestre, e por isso morreram, preservando seus pendores cristãos (João 16:1-3).

Tenho certeza que aqueles cristãos, enquanto não foram tripudiados em sua fé, foram verdadeiros cidadãos. Corretos e cumpridores de seus deveres pátrios. Contribuindo com seu suor para o engrandecimento de sua terra – não duvido. Mas, quando colocados injustamente sob a pressão da espada para negar a fé, sacrificando os princípios divinos, e coercivamente obedecer aos dogmas estabelecidos pelos governantes de então, eles optaram em obedecer primeiro Aquele por quem, com prazer, dariam, em qualquer ocasião, sua própria vida, sem temor. Esta foi a decisão tomada pelos filhos do Rei Jesus, crentes de fibra, verazes, que sabiam em Quem haviam crido, em Quem depositavam sua esperança. Obedeceram a Deus em primeiro lugar e por isso morreram, mas deixaram um belo exemplo, digno de ser honrado e imitado. Esses exemplos nos apelam a que coloquemos sempre o Senhor em primeiro lugar.
Pensa você irmão, que muitos não desistiram diante do carrasco, vendo seus irmãos morrendo daquela forma hedionda? Pensa você que muitos não retrocederam covardemente, obedecendo a “potestade” dominante que exigia recalcitrar contra o Filho de Deus e O negar? – Felizmente o mundo só tomou conhecimento daqueles que preferiram morrer a aceitar aquela injunção cruenta. Ficaram ao lado da verdade, da Autoridade Celestial, e não ao lado da autoridade má, da mentira e de leis desumanas, de homens que detinham o poder, civil e eclesiástico, e o impunham pela força e violência. A nossa fé, pela fé destes mártires, se robustece. Aleluia!

Os três hebreus – Ananias, Azarias e Mizael – não se curvaram diante da estátua de ouro no campo de Dura (Dan. 3:1 e 12). Por quê? Simplesmente não o fizeram, porque se tivessem concordado com aquela lei injusta, estariam frontalmente transgredindo a Lei de Deus. Estariam quebrando o segundo mandamento dela. Preferiram, pois, com o risco da própria vida, ficar do lado de Deus e de Sua lei.
Embora tivessem sido condenados a morrer na fogueira, os três hebreus não foram desamparados; Deus que vê tudo e todos, enviou o próprio Jesus para com eles passarem incólumes pelas chamas ardentes que mataram aqueles que a acenderam, tal sua intensidade. Que belo exemplo. Que testemunho e que livramento espetacular! Mas...
Ao ajuntamento ordenado pelo rei, eles foram (Dan. 3:2 e 3). Obedeceram a potestade dominante. Cumpriram a lei do Estado, com respeito e amor.
• Recusando-se adorar a imagem; obedeceram a Deus. Atos 5:29.
Essa decisão ao lado de Deus foi benéfica, pois dela resultou a adoração ao Deus verdadeiro, levando os pagãos a amarem o Criador de todas as coisas.
Agora, digo-lhe: Se aqueles três jovens, para escapar da morte, ou para satisfazer suas conveniências, se dobrassem diante da estátua, uma coisa era certa: Não teriam sido lançados na fornalha; por outro lado, não teriam levado o conhecimento do Deus verdadeiro àquela massa humana que, pervertidamente, adorava deuses pagãos, e o mundo não conheceria o poder de Deus revelado em seu favor, livrando-os das crepitantes chamas.
Daniel, o mui amado de Deus, orava três vezes ao dia (Dan. 6:10). Houve porém uma lei em Babilônia que proibia a adoração a qualquer deus, durante determinado espaço de tempo. Dessa forma estava Daniel proibido por lei (uma lei injusta, não é?) de adorar a Deus. E agora, que fazer? Se concordasse com ela, interromperia sua comunhão tão benéfica com o Céu e demonstraria sua infidelidade para com o Pai Celestial.
A atitude de Daniel foi a de sempre: Continuar adorando o Criador, muito embora sua decisão o levasse à cova dos leões. Agora observe: Se Daniel, por comodidade ou conveniência, desse ouvidos aos inimigos de Deus, aquela geração, bem como sua posteridade, não teria conhecido o poderoso Jeová. Foi Daniel salvo das famintas feras e esse cuidado de Deus por Seu obediente filho levou a autoridade governante a estabelecer, por decreto real, a adoração de Deus (Dan. 6:26 e 27). Mas isso só foi possível, dada a posição assumida por alguém obediente e veraz. Assim acontece com aqueles que colocam em primeiro lugar servir a Deus. O libertamento, o respeito, a posição, o destaque, foram atos contínuos na vida de Daniel, fato que nunca será estranho na vida de todo aquele que, pela fé, determinar servir a Deus em primeiro lugar, custe o que custar.
Ora, pode você dizer que isso ocorreu no passado e, no presente, as coisas são diferentes. Pois bem, tome um avião e vá até um país comunista e procure ali, com cuidado, e encontrará homens e mulheres, cidadãos respeitáveis, cumpridores de seus deveres pátrios, crentes fiéis e sinceros que determinaram seguir a Cristo mesmo em perigo de vida. São os cristãos que vivem pelos “subterrâneos”, que não afrouxaram seus princípios nem transigiram com a imposição das autoridades e potestades da cortina de ferro em negar o Senhor, e por isso vivem sob intenso perigo, camuflados pelas circunstâncias, mas testemunhando do puro e genuíno evangelho. E com risco de perder a vida, marginalizados, perseguidos, em desalento e agonia, decidiram obedecer a Deus em primeiro lugar. (Leia a pág. 388).
Por que vivem assim escondidos esses cristãos? Por quê? Se aceitarem a determinação das autoridades e potestades estarão livres, à vontade; porém, assim agindo, demonstrarão a mais alta traição ao Filho de Deus, que sofreu e morreu, garantindo-lhe com Sua ressurreição o descanso em breve de suas lutas e perseguições, “nas alvacentas areias do mar de vidro da eternidade.”
Vivem aqueles cristãos à margem da vida, sem liberdade religiosa e sob intensa amargura, sequer podendo educar os filhos na doutrina do Senhor, porque se isso acontece e é descoberto, ficarão sem eles para todo o sempre. Experimente, irmão, ficar sem seus filhos durante uma semana apenas!
Por que viver assim, se é tão fácil renunciar, aceitar os dogmas estatais daquelas autoridades? Não vivem bem esses cristãos, não têm tranquilidade, nem paz, segurança ou calma, simplesmente porque determinaram obedecer a Deus em primeiro lugar, mesmo que isso lhes custe a cabeça. Parabéns! Parabéns cristãos!
Sabe, irmão, para escapar desta terrível perseguição que padecem esses irmãos, essa guerra fria que produz uma morbidez insuportável, essa ansiedade infinda, bastava apenas negarem seus princípios, sua fé e obediência a Deus e, tudo estaria bem. A paz viria. Mas, por que não o fazem? Somente os covardes e traidores se rendem. Só os que se enganam a si próprios, rotulados com a capa do cristianismo, mas sem a pureza do mesmo, tendo apenas aparência de cristão, negaceiam.
Evidente que num país cristão a possibilidade de tirania é infima, pois a liberdade religiosa é franqueada ao ser humano, daí o grande privilégio de demonstrar verdadeira obediência. Por isso esses belos exemplos deveriam se constituir em fervente apelo à nossa decisão de servir a Deus nestes dias de paz, com mais decisão, dispostos a tudo fazer para obedecer ao Deus do Céu, mesmo que nos custe a perda do emprego, a amizade antiga, bons salários e a posição tão almejada, e creia, nada disso nos levará a correr risco de vida, pois vivemos em um país livre, onde os direitos humanos são uma realidade.
Muitas vezes Deus espera a decisão de determinados cristãos em Seu favor, para poder mostrar-lhes e ao mundo o Seu poder, amor e cuidados, mas infelizmente, os cristãos têm-se conformado com a estagnação espiritual. Não se esforçam em guardar os mandamentos de Deus; depõem as armas sem lutar, transgridem, sem pôr à prova a Palavra do Senhor (I João 5:3, João 14:15). Imagine quando vier a “enchente do Jordão!” Quando o carrasco pedir as razões de nossa fé; exigir nossa abdicação do evangelho, e termos que decidir: Ao lado de Deus ou contra Ele?
Muitos hoje não vêem uma manifestação do poder celestial em suas vidas, porque têm baixado as normas divinas ao nível do mundo, pois tal não lhes exige sacrifício ou determinação. Ajustam-se assim em um conformismo perigoso. Desanimam em lutar pela fé que têm, de que o Sábado, como um mandamento da santa Lei de Deus, está em vigor, e por isso, deve ser observado, porque pensam: São tantos os que não o aceitam e como será se todos o observarem? Digo-lhe, irmão amado, você praticando sua fé, neste caso, observando o Sábado, será um obediente a mais e menos um transgressor na Terra. Portanto, seja Deus louvado. Como nem todos serão salvos, lute por estar entre os que não se perderão, e deixe o mundo continuar sua marcha de desobediência.
Ouça estas experiências em que são demonstrada a lealdade para com Deus, sem contudo, ser anarquista, rebelde ou fomentador de discórdia. Um militar, irmão nosso (Nicanor Mariano de Lima) foi escalado por seu novo Comandante para ficar de serviço no Sábado, em sua corporação. Então compareceu diante desta autoridade e na firmeza que o Espírito Santo confere aos que desejam antes de tudo servir a Deus em primeiro lugar, disse:
“Comandante, sei que o senhor precisa de um bom soldado, mas Cristo precisa de um fiel cristão.”
Palavras puras, sinceras, simples, objetivas. Depois de alguns minutos de estudos bíblicos, tornou-se ele amigo íntimo de seu Comandante e este certamente um cristão em potencial. Não poderia ser diferente; diante da lealdade, verdade e sinceridade, todos os sinceros e leais terão que se dobrar. Preconceitos desaparecem e as portas se abrem, sob a atuação do Espírito Santo.
E aquele irmão não teve mais plantão aos Sábados. Sua posição firme ao lado da verdade possibilitou a Deus operar no coração daquela autoridade que, talvez, de outra forma, não tivesse tido o conhecimento do evangelho. Parabéns para esse cristão que se posicionou ao lado de Pedro, quando bradou: “Mais importa obedecer a Deus do que aos homens” (Atos 5:29). E, por extensão, pôs-se ao lado de todos os mártires que depuseram suas vidas para não transgredir a vontade divina.
O Zelinho, dinâmico jovem de nosso Distrito (São Gonçalo/RJ), foi servir o Exército. Um Sábado estava escalado para ficar de plantão. Seu superior não aceitou o clamor de um jovem fiel. Nenhum remanejamento entre colegas foi permitido. Zelinho ficou preso 23 dias.
A juventude da amada Igreja do Barreto da qual era membro, o visitava sempre. O seu Pastor, Evanir Rocha Pires, o apoiou. Eu o visitei e dei-lhe, na prisão, o livro Colunas do Caráter dizendo-lhe: Você é um privilegiado, sofrendo por Jesus. Eu o invejo!
No final de 1995, o Zelinho deixou a Faculdade de Teologia Adventista ( IAE “Campus” Central) com seu diploma. É, agora, o Pastor Euzélio Vaz Filho, e no dia 8/5/97 casou-se com uma jovem preciosa – Priscila, minha filha, e estão realizando um profícuo ministério.
Prezado irmão, de hoje em diante, quando lhe disserem que pode transgredir o Sábado, o quarto mandamento da Lei Moral, porque tem que obedecer aos superiores, não esqueça: O Superior dos superiores, Criador do Universo, O Rei dos Reis precisa de “um fiel cristão”. Ele é poderoso para ajudá-lo a solucionar quaisquer que sejam seus problemas quando demonstrar decisão de obedecê-Lo. Sobretudo, lembre-se que Paulo nunca autorizou ninguém a transgredir os mandamentos de Deus, por uma pseudo-ordem de obedecer cegamente as potestades, porque ele mesmo assegurou que nada deve separar o homem da comunhão com Deus em obediência. Nem mesmo as potestades, nem os principados, ou superiores. Leia Romanos 8: 38-39, e veja se não é assim! Efetivamente, a decisão envolve grande coragem, e esta é movida pela fé na Palavra de Deus. Destaco com prazer uma dessas decisões com o desejo de que ela o motive na prática de sua fé.
Melik Afif Aziz Yacoub é um empresário do Rio de Janeiro, com um acervo de 8 lojas no “Saara” e uma fábrica de roupas com 174 empregados. Este homem entendeu que a Lei de Deus está em vigor, e que o Sábado, como um dos seus mandamentos, tem que ser observado. Assim creu e pôs em prática. Determinou a todos os seus gerentes fechar as lojas no pôr-do-Sol de sexta-feira e não mais abrir aos Sábados, recusando uma “gorda féria” de duas horas na sexta e oito horas no Sábado.
Uma outra loja (Rua Senhor dos Passos, 195 – sobrado, RJ) esse irmão a transformou em igreja, recusando alta importância em “luvas” e excelente aluguel. Edificou um “oásis” no Saara, como é conhecida a igreja. Um dia estive ali orando, foi confortador.
O irmão Melik é um fiel adventista em nossa Igreja Central do Rio de Janeiro, situada à Travessa Dr. Araújo, 115 – Praça da Bandeira.
REFLITA:
• A lição importante que temos de aprender na planície de Dura (Daniel 3) é que a Verdade não estava com a maioria. Você precisa conhecer a Verdade por você mesmo para não ser desencaminhado pela multidão, pois quem acompanha a multidão permite que outros ditem suas ações.
• Os crentes vivos, por ocasião da volta gloriosa de Jesus, irão resgatar uma dívida eterna aos milhares de mortos, mártires que, para não transgredirem os Mandamentos de Deus, depuseram suas vidas. Todos, pela Graça de Jesus, irão obedecer os Mandamentos de Deus, incluindo o Sábado, porque:

“O Sábado é o sinal peculiar que identifica Deus como nosso Criador e Pai. É ainda o sinal de que Seu povo entrou no descanso celestial, pela fé; descansando não do trabalho, mas da rebelião, do pecado e da justiça própria.”

PONHA ESTES PENSAMENTOS NA MOLDURA DE SEU CORAÇÃO
“Deus não permita que me excluais. Estou resolvido a fazer o que é reto sem me perturbar acerca da minha coroa. Desejo confessar o Senhor. Meu chapéu de eleitor e meus arminhos não são para mim tão preciosos como a cruz de Jesus Cristo... Se a honra de meu Senhor Jesus Cristo o exige, estou pronto... para deixar meus bens e vida. Renuncio de preferência a meus súditos e a meus domínios, deixaria de preferência o país de meus pais, com o bordão na mão a receber qualquer outra doutrina que não a que se contém nesta Confissão.” – João, Eleitor da Saxônia (Confissão de Augsburgo).
“Nós somos a execração e a escória do mundo; Mas Cristo olhará para o Seu povo e o preservará.” – Melâncton (Reformador).
“Há efetivamente espírito extraordinário nestes homens; mas que Espírito?... De um lado acautelamo-nos de entristecer o Espírito de Deus, e de outro, de sermos desgarrados pelo espírito de Satanás.” – Melâncton.
“Consinto em renunciar ao salvo-conduto. Coloco minha pessoa e minha vida nas mãos do imperador, mas a Palavra de Deus – nunca!” – Lutero.
“Temos o direito de falar; não temos o direito de agir. Preguemos; o resto pertence a Deus.” – Lutero.
“No tocante à palavra de Deus e a fé, todo cristão é juiz tão bom como pode ser o próprio Papa, embora apoiado por um milhão de concílios.” – Lutero.
“O evangelho de Cristo não pode ser pregado sem dano... Por que, pois, deveria o temor ou apreensão do perigo separar-me do Senhor, e da divina Palavra que, unicamente, é a verdade? Não! Entregaria antes meu corpo, meu sangue e minha vida.” – Lutero.
“Mesmo que houvesse tantos demônios em Worms como telhas nos telhados, eu ali entraria.” – Lutero.
“Ainda que acendessem por todo o caminho de Worms a Vitemberg uma fogueira cujas chamas atingissem o Céu, em Nome do Senhor eu caminharia pelo meio delas; compareceria perante eles; entraria pelas mandíbulas desse hipopótamo e lhe quebraria os dentes, confessando o Senhor Jesus Cristo.” – Lutero.
“Tão somente evitemos que o evangelho seja exposto ao escárnio dos ímpios; e por ele derramemos nosso sangue, de preferência a deixar que eles triunfem. Não me compete decidir se minha vida ou morte contribuirá para a salvação de todos... Podeis esperar tudo de mim... exceto fuga e abjuração. Fugir não posso, e menos ainda me retratar.” – Lutero.
“Aquele que deseja proclamar a verdade de Cristo ao mundo, deve esperar a morte a cada momento.” – Lutero.
“Deus não me guia. Ele me impele avante. Arrebata-me. Não sou senhor de mim mesmo. Desejo viver em repouso; mas sou arrojado ao meio do tumulto e revoluções.” – Lutero.

“Não havia púlpito como a fogueira do mártir. A serena alegria que iluminava o rosto daqueles homens, ao se encaminharem... para o lugar da execução; seu heroísmo, estando eles entre as chamas atrozes; seu meigo perdão às injúrias, em não poucos casos transformavam a cólera em piedade e o ódio em amor, pleiteando com irresistível eloquência em prol do evangelho.” – Wilie.
“Ó Pai, Teu sacrifício apaziguou Tua ira; Teu sangue lavou minhas impurezas; Tua cruz arrostou minha maldição; Tua morte fez expiação por mim. Imaginamos para nós muitas tolices inúteis, mas Tu colocaste Tua Palavra diante de mim como uma tocha, e tocaste-me o coração, a fim de que eu abominasse todos os outros méritos, com excessão dos de Jesus.” – Calvino.
“Não podeis defender a nossa fé; cada um deve crer com seu próprio risco e perigo.” – Lutero.
“Eu sei que Tu és nosso Pai e nosso Deus, e que dispersarás os perseguidores de Teus filhos; pois Tu mesmo corres perigo conosco. Toda esta causa é Tua, e é unicamente constrangidos por Ti que lançamos mãos à mesma. Defende-nos, pois, ó Pai!”. – Lutero.

Abrazo!!!

A GRAÇA EM TODA A BÍBLIA

“A lei é dada para que a Graça possa ser exigida; a Graça é concedida para que a lei possa ser cumprida.” – (Agostinho).
Os judeus, querendo ser salvos pela lei, sem a Graça, erraram; hoje, os cristãos querem ser salvos pela Graça, sem a lei, erram também. As duas que juntas começaram a agir à entrada do pecado, juntas agirão, até a eliminação do mesmo.
A salvação unicamente pela Graça de Deus é oferecida aos que a aceitam pela fé. Mas a genuína experiência de Graça e fé resulta sempre em obediência à Lei de Deus.
A Graça encarnada deu-se com o advento de Jesus. Portanto, a Graça jamais deve ser comercializada, tem é que ser apresentada graciosamente.
A santa Lei de Deus tem sido desprezada hoje em dia, por boa parte de irmãos bondosos e sinceros, pelo desconhecimento de seu eterno papel, afirmando que a Graça inutilizou-a, tornando-a sem nenhum efeito. Essa crença originou-se da leitura destes textos:
João 1: 17 – “Porque a lei foi dada por Moisés; a Graça e a verdade vieram por Jesus Cristo.”
Romanos 6: 15 – “...não estamos debaixo da lei, mas debaixo da Graça...”
Assevera-se assim que a Graça veio de Jesus para cá e portanto não devemos obediência à Lei Moral. Será assim mesmo?
É ensino óbvio das Sagradas Escrituras que a salvação dos homens é somente por meio da Graça (Efé. 2:8). Assim sendo, cabe de primeira mão uma pergunta: Se a Graça existiu apenas de Jesus para cá, como se afirma, que será dos homens do Antigo Testamento? Os grandes amigos de Deus, patriarcas, profetas e demais crentes que aguardavam a vinda do Messias! Certamente, se a Graça não existiu antes de Jesus, estão perdidos! Este é um raciocínio absurdo, porém cabível, dentro da aceitação de que a Graça só veio depois de Jesus que, segundo se pensa, cancelou a lei e estabeleceu a Graça.
Entrementes, tenho certeza que todos os cristãos aceitam que estes santos do Antigo Testamento estão salvos. Agora, note: Se não existia Graça, foram salvos por quê? Lógico, se a Graça se manifesta através da fé em Jesus, e se Jesus só veio no Novo Testamento, estes homens foram salvos, então, pelas suas obras. Se assim é, como será no Céu? Haverá duas classes de santos? Os que se salvaram pelas obras (Velho Testamento) e os que se salvaram pela Graça (Novo Testamento)? Absurdo! Um grupo pelos seus próprios méritos e esforços se salvaram; o outro, pelos méritos de Cristo (Graça). Isso é uma blasfêmia, reduz o sacrifício de Jesus a uma posição bastante insólita. Não, amado! A Graça antecede o advento de Jesus, veja:
“Ora, Aquele que é poderoso para vos confirmar segundo o meu evangelho e a pregação de Jesus Cristo, conforme a revelação do mistério que desde tempos eternos esteve oculto.” Romanos 16: 25.
“E adoraram-na todos os que habitam sobre a Terra, esses cujos nomes não estão escritos no livro da vida do Cordeiro que foi morto desde a fundação do mundo.” Apocalipse 13: 8.
“Que nos salvou, e nos chamou com uma santa vocação; não segundo as nossas obras, mas segundo o Seu próprio propósito e Graça que nos foi dada em Cristo Jesus antes dos tempos dos séculos.” II Timóteo 1: 9.
É portanto a Graça uma verdade reiterada pelos apóstolos, e Paulo consolida o assunto de maneira clara e definida, afirmando categoricamente que a Graça é estendida a todos os homens em sentido genérico, e em todos os tempos, antes ou depois de Cristo, com estas palavras:
Tito 2: 11 – “Porque a Graça de Deus se há manifestada, trazendo salva- ção a todos os homens.”
Por conseguinte, todos serão salvos, só e exclusivamente pela Graça, e nada mais; desta forma não se pode acreditar na pregação de que ela só veio depois de Jesus, baseando-se em um versículo isolado.
A Graça já era plano de Deus antes mesmo da queda do homem, e a primeira revelação escrita da mesma, encontra-se em Gênesis 3:15, que foi a promessa de um Salvador. A partir daí os homens passaram a esperá-Lo pela fé. Portanto, desde o início da humanidade, precisamente com o primeiro casal, teve começo a operação da Graça. Noé também foi alvo da Graça de Deus. Gênesis 6:8.
O Pastor Batista Zacarias Campello em seu livro Luz Sobre Batismo, pág. 66, informa: “Os que morreram antes de Cristo, que foram salvos, o foram pela fé no Salvador que havia de vir. Isso ia sendo lançado a débito de Cristo. Quando Cristo morreu, Seu sangue saldou essa velha dívida.” – (Grifos meus). Se foram salvos pela fé, óbvio é que foi pela Graça, não é?.
Hebreus 11 é a galeria dos salvos pela Graça (fé). Sim, porque a Graça é manifesta quando o homem exerce fé no sacrifício de Jesus. Ouça:
Efésios 2: 8 – “Porque pela Graça sois salvos, por meio da fé...”
Assim sendo, no Céu só haverá uma classe de remidos. Qual? A dos salvos pela Graça, mediante sua fé no sacrifício expiatório de Jesus; patriarcas, profetas, discípulos e os crentes de todas as épocas. Aqui a prova:
Apocalipse 5: 9
“E cantavam um novo cântico, dizendo: Digno És de tomar o livro, e abrir os seus selos; porque foste morto, e com Teu sangue compraste para Deus, homens de toda a tribo, e língua e povo e nação.”
Sabe, irmão, rigorosamente um dos maiores exemplos de salvação pela Graça, mediante sua fé no Salvador que havia de vir, foi o de Jó, cujo livro os exegetas presumem tenha sido o primeiro a ser escrito, e dele destaco:
Jó 19: 25 – “Porque eu sei que o meu redentor vive, e que por fim Se levantará sobre a Terra.”
Esta magistral declaração foi expressa milênios antes de Jesus nascer, e revela a clareza desta doutrina. Fica claro, então, que todos os que morreram antes de Cristo, sendo salvos, o serão exclusivamente pela Graça, mediante à fé sempre viva, demonstrada na esperança de um Salvador que havia de vir.
Não há, portanto, como se vê, o conflito entre Lei e Graça que hoje vêem muitos irmãos. Graça e Lei subsistiram juntas, e juntas co-existirão enquanto houver pecado; sabe por quê? A Lei e a Graça andam de mãos dadas, assim como dois namorados bem apaixonados. Senão, veja: – Por que existe a Graça?
– Você terá que responder: porque existe o pecado! Não há outra resposta. Certamente para haver Graça é mister que exista pecado. Porque caso contrário a Graça seria desnecessária. Como sabemos que existe pecado? Paulo responde:
Romanos 5: 13 – “...mas o pecado não é imputado, não havendo lei.”
Romanos 4: 15 – “Porque onde não há lei também não há pecado.”
Consequentemente, se não houvesse uma lei que apontasse, mostrasse, revelasse o pecado, ele não existiria. Não é simples? Efetivamente a lei e a Graça estão irmanadas, caminhando juntas: A lei revelando o pecado na vida do homem, e a Graça trazendo o remédio para este pecado. Fica claro, então, que a Graça antecede a presença física de Jesus nesta Terra. Ela passou a vigorar, após a transgressão à vontade expressa do Criador no Éden, por nossos primeiros pais.
Por isso, amado irmão, a Graça não nos exclui de guardar a Lei de Deus. Pelo contrário, sendo que é a lei que aponta o pecado, certamente se transgredirmos qualquer um de seus mandamentos, estaremos incorrendo no pecado (I S.João 3:4). Agradeçamos a Deus pela Graça que nos foi outorgada, mas vivamos de maneira que a lei em nada nos acuse.

UM CONSELHO – Os santos terão no fechamento da porta da Graça o caráter de Jesus, mas aqui na Terra, não no Céu. Assim é necessário que o afiramos aqui e agora. E qual é o elemento aferidor? A Lei de Deus dos Dez Mandamentos! Isaías 8: 20. Tiago 2: 10-12.

UMA CURIOSIDADE – Quando a Bíblia menciona que os remidos entoarão o cântico de Moisés e do Cordeiro (Apoc. 15: 3), você nunca se perguntou porque o cântico não é de João, Pedro ou Paulo? – Não é, porque é o cântico da Lei (Moisés) e da Graça (Cordeiro). E assim, até neste detalhe Lei e Graça estão juntas!

UMA CERTEZA – O sangue de Cristo é o único meio de salvação, e a Lei Moral eternamente será o padrão de conduta do ser humano.
O apóstolo Pedro negou a Cristo, bem como fez de tudo para esconder sua própria identidade. Lembra-se? (Mateus 26: 31-35, 69-75). Nesse caso, a fé de Pe-dro, sem as obras (testemunho pessoal), foi absolutamente morta.
“Nossa fé sem as obras é morta,
Foi assim que o Senhor ensinou
Se o amor realmente não há
Nem as obras nem a fé tem valor”
Esta é a primeira estrofe do belíssimo poema “A FÉ SEM AS OBRAS” cantado pelo Pastor Batista Feliciano Amaral, em seu LP – “Oração de Davi”.
Realmente ele tem razão e é isto que cremos e pregamos. As obras são frutos do amor. Nós guardamos a Lei de Deus não para sermos salvos, mas porque fomos salvos. Esta obediência (obra) é fruto da fé envolta no amor por aquEle que por nós morreu. Por isso lembre-se: Somos salvos pela fé, mas seremos julgados pelas nossas obras.

Abrazo!!! 

sábado, 20 de julho de 2013

MIL ANOS DE PAZ

Milênio, uma pausa, antes da eternidade.
Milênio é uma contração latina derivada das palavras mile e annum, que significa mil anos.

MILÊNIO:
“UM GRANDE SÁBADO DE REPOUSO
PARA A TERRA E O POVO DE DEUS”
Milênio é uma palavra que não se encontra de forma expressa na Bíblia. É usada para designar um período de tempo que as Escrituras Sagradas mencionam.
Apocalipse 20:4

“E vi tronos; e assentaram-se sobre eles... e foi-lhes dado o poder de julgar... e viveram e reinaram com Cristo durante mil anos.”
Estas palavras – mil anos – são encontradas na Bíblia dez vezes.
Segundo os textos de Apocalipse 20:6 e João 5:28 e 29, a Bíblia afirma que haverá duas ressurreições, e que, na primeira, somente participam os que morreram em Cristo. Assim, os mortos ressuscitados e os vivos justos, são imediatamente transformados, “num abrir e fechar de olhos” (I Coríntios 15:52) e serão levados imediatamente ao Céu, onde “reinarão” com Cristo por mil anos.
Apocalipse 7:9
“Depois destas coisas olhei e eis aqui uma multidão, a qual ninguém podia contar, de todas as nações e tribos, e povos, e línguas, que estavam diante do trono, e perante o Cordeiro, trajando vestidos brancos e com palmas nas suas mãos.”

É claro que esta visão refere-se ao período dos mil anos, porque os santos herdarão a Terra e não o Céu (Mat. 5:5); ali estarão apenas durante este tempo (mil anos), para uma obra especial, além de “viver e reinar com Cristo”, que também é o cumprimento das palavras de Jesus:
João 14: 1-3
“...vou preparar-vos lugar. E, se Eu for, e vos preparar lugar, virei outra vez, e vos levarei para Mim mesmo, para que onde Eu estiver estejais vós também.”
Quando do regresso do Senhor para buscar Sua igreja amada, todos os ímpios morrerão diante do resplendor da glória de Deus, e ao serem os justos levados ao Céu, a Terra ficará completamente vazia, sem uma alma viva sequer, a não ser Satanás e seus anjos.
Jeremias 4:23-26
“Observei a Terra, e eis que estava assolada e vazia; e os Céus não tinham a sua luz. Observei os montes, e eis que estavam tremendo; e todos os outeiros estremeciam. Observei e vi que nenhum homem havia e que todas as aves do Céu tinham fugido. Vi também que a terra fértil era um deserto, e que todas as suas cidades estavam derribadas diante do Senhor, diante do furor da Sua ira.”
Sim, prezado irmão, “Por ocasião da vinda de Cristo a Terra estará reduzida a um estado caótico – a um montão de ruínas. O Céu terá desaparecido como um rolo que é enrolado; as montanhas estarão removidas de seus lugares; e a Terra ficará em estado de escuridão, terror, desolação e deserto.” – Ver Isaías 24:1-3; Apocalipse 6:14-17. – Estudos Bíblico, pág. 327. Ouça agora o profeta:
Isaías 24:21 e 22
“E será que naquele dia o Senhor visitará os exércitos do alto na altura, e os reis da Terra sobre a terra. E serão amontoados como presos numa masmorra, e serão encerrados num cárcere; e serão visitados depois de muitos dias.”
Serão visitados sim, irmão, depois dos mil anos, para serem destruídos completamente. João, outra vez, tem a palavra:
Apocalipse 20:1-3
“E vi descer do Céu um anjo, que tinha a chave do abismo, e uma grande cadeia na sua mão. Ele prendeu o dragão, a antiga serpente, que é o diabo, e Satanás, e amarrou-o por mil anos, e lançou-o no abismo, e ali o encerrou, e pôs o selo sobre ele para que não mais engane as nações, até que os mil anos se acabem.”
“O termo abismo... aqui empregado, aplica-se à Terra em seu estado des
João 14: 1-3“...vou preparar-vos lugar. E, se Eu for, e vos preparar lugar, virei outra vez, e vos levarei para Mim mesmo, para que onde Eu estiver estejais vós também.” Quando do regresso do Senhor para buscar Sua igreja amada, todos os ímpios morrerão diante do resplendor da glória de Deus, e ao serem os justos levados ao Céu, a Terra ficará completamente vazia, sem uma alma viva sequer, a não ser Satanás e seus anjos.Jeremias 4:23-26“Observei a Terra, e eis que estava assolada e vazia; e os Céus não tinham a sua luz. Observei os montes, e eis que estavam tremendo; e todos os outeiros estremeciam. Observei e vi que nenhum homem havia e que todas as aves do Céu tinham fugido. Vi também que a terra fértil era um deserto, e que todas as suas cidades estavam derribadas diante do Senhor, diante do furor da Sua ira.”Sim, prezado irmão, “Por ocasião da vinda de Cristo a Terra estará reduzida a um estado caótico – a um montão de ruínas. O Céu terá desaparecido como um rolo que é enrolado; as montanhas estarão removidas de seus lugares; e a Terra ficará em estado de escuridão, terror, desolação e deserto.” – Ver Isaías 24:1-3; Apocalipse 6:14-17. – Estudos Bíblico, pág. 327. Ouça agora o profeta:Isaías 24:21 e 22“E será que naquele dia o Senhor visitará os exércitos do alto na altura, e os reis da Terra sobre a terra. E serão amontoados como presos numa masmorra, e serão encerrados num cárcere; e serão visitados depois de muitos dias.” Serão visitados sim, irmão, depois dos mil anos, para serem destruídos completamente. João, outra vez, tem a palavra:Apocalipse 20:1-3“E vi descer do Céu um anjo, que tinha a chave do abismo, e uma grande cadeia na sua mão. Ele prendeu o dragão, a antiga serpente, que é o diabo, e Satanás, e amarrou-o por mil anos, e lançou-o no abismo, e ali o encerrou, e pôs o selo sobre ele para que não mais engane as nações, até que os mil anos se acabem.”“O termo abismo... aqui empregado, aplica-se à Terra em seu estado des
João 14: 1-3“...vou preparar-vos lugar. E, se Eu for, e vos preparar lugar, virei outra vez, e vos levarei para Mim mesmo, para que onde Eu estiver estejais vós também.” Quando do regresso do Senhor para buscar Sua igreja amada, todos os ímpios morrerão diante do resplendor da glória de Deus, e ao serem os justos levados ao Céu, a Terra ficará completamente vazia, sem uma alma viva sequer, a não ser Satanás e seus anjos.Jeremias 4:23-26“Observei a Terra, e eis que estava assolada e vazia; e os Céus não tinham a sua luz. Observei os montes, e eis que estavam tremendo; e todos os outeiros estremeciam. Observei e vi que nenhum homem havia e que todas as aves do Céu tinham fugido. Vi também que a terra fértil era um deserto, e que todas as suas cidades estavam derribadas diante do Senhor, diante do furor da Sua ira.”Sim, prezado irmão, “Por ocasião da vinda de Cristo a Terra estará reduzida a um estado caótico – a um montão de ruínas. O Céu terá desaparecido como um rolo que é enrolado; as montanhas estarão removidas de seus lugares; e a Terra ficará em estado de escuridão, terror, desolação e deserto.” – Ver Isaías 24:1-3; Apocalipse 6:14-17. – Estudos Bíblico, pág. 327. Ouça agora o profeta:Isaías 24:21 e 22“E será que naquele dia o Senhor visitará os exércitos do alto na altura, e os reis da Terra sobre a terra. E serão amontoados como presos numa masmorra, e serão encerrados num cárcere; e serão visitados depois de muitos dias.” Serão visitados sim, irmão, depois dos mil anos, para serem destruídos completamente. João, outra vez, tem a palavra:Apocalipse 20:1-3“E vi descer do Céu um anjo, que tinha a chave do abismo, e uma grande cadeia na sua mão. Ele prendeu o dragão, a antiga serpente, que é o diabo, e Satanás, e amarrou-o por mil anos, e lançou-o no abismo, e ali o encerrou, e pôs o selo sobre ele para que não mais engane as nações, até que os mil anos se acabem.”“O termo abismo... aqui empregado, aplica-se à Terra em seu estado desolado, deserto, caótico, escuro e desabitado. Neste estado permanecerá ela durante mil anos. Esta será a tenebrosa prisão de Satanás durante esse período. Aqui, por entre as ossadas dos ímpios mortos, e que sofreram a morte por ocasião da segunda vinda de Cristo; as cidades destruídas, e os destroços e ruínas de toda pompa e poder deste mundo, Satanás terá oportunidade de refletir nos resultados de sua rebelião contra Deus. Mas a profecia de Isaías diz: ‘Serão visitados depois de muitos dias’.” Idem – grifos meus.
Sim, meu irmão, Satanás será preso por uma cadeia de circunstâncias. Não tendo a quem tentar, pois é o seu afazer cotidiano, está como que preso e amarrado, ficando assim durante mil anos. Note o que ainda diz João:
Apocalipse 20:5
“Os outros mortos não reviveram, até que os mil anos se acabaram...”
Quem são esses outros mortos? É claro que são os ímpios que estarão sepultados, enquanto no Céu estão os santos, passando o milênio; a Terra completamente vazia e deserta, e Satanás meditando em sua nefanda obra de destruição, e terá bastante tempo para tal reflexão: Mil Anos.
Este é um período de tempo muito especial em que o povo de Deus estará no Céu, também realizando uma obra não menos especial. Grave bem o que dirá Paulo:
I Coríntios 6:1-3
“Ousa algum de vós, tendo algum negócio contra outro, ir a juízo perante os injustos, e não perante os santos? Não sabeis vós que os santos hão de julgar o mundo? ...não sabeis vós que havemos de julgar os anjos...?”
Veja como é claro. Os santos julgarão os ímpios e os anjos caídos. Esta é a obra que estarão fazendo os santos salvos, durante o período de mil anos no Céu.
Daniel 7:21-22
“Eu olhava, e eis que esta ponta fazia guerra contra os santos, e os vencia. Até que veio o Ancião de dias, e foi dado o juízo aos santos do Altíssimo...”
Os santos salvos estarão no Céu, realizando a obra de julgamento. Não que Deus desconheça o destino de cada um, o galardão e recompensa de todos. Deus permite este julgamento para patentear diante dos homens, dos anjos e de todos os seres criados que não pecaram, a mentira que Lúcifer lançou no Universo, de que Deus era arbitrário, exigia uma subserviência tirana a uma obediência liberal; e quem não Lhe obedecesse, seria morto de imediato.
Agora, porém, desfaz-se a obra do engano. Satanás é desmascarado e todos compreendem, maravilhados, a justiça, o amor e a misericórdia de Deus.
Este julgamento nada mais é, senão a comprovação final do amor de Deus e da maldade de Lúcifer, que foi destruído pela inveja, ciúmes e ódio contra o Filho de Deus. Este julgamento é simplesmente para aclarar, desanuviar a intempestiva nódoa da dúvida lançada por Lúcifer contra toda a criação de Deus, de que seu Criador é um tirano despótico, cruel e implacável. Também servirá de ajuda à nossa compreensão da estranha obra divina, isto é: queimar (destruir) homens, mulheres e crianças. Isaías 28:21. O que ocorre ao final dos mil anos?
Apocalipse 20:3 – “...e depois importa que seja solto por um pouco de tempo.”
“No final dos mil anos, Cristo, acompanhado dos santos, vem de novo à Terra, para executar o juízo dos ímpios, e preparar a Terra, por meio de uma especial recriação de tudo, onde habitará Sua justiça para ser a morada eterna dos justos. A esse tempo, em resposta ao chamado de Cristo, os injustos mortos de todos os tempos acordarão para a vida. Esta é a segunda ressurreição, a ressurreição da condenação. Os ímpios ressuscitam com o mesmo espírito rebelde que antes possuíam. Então Satanás é solto de seu longo cativeiro e inatividade.” – Ibidem, pág. 328.
Após a ressurreição dos ímpios, Satanás é solto porque já tem a quem tentar; com efeito, lança-se ao último ataque e é finalmente destruído, juntamente com todos os ímpios e anjos maus.
Apocalipse 20:7-9
“E, acabando-se os mil anos, Satanás será solto de sua prisão, e sairá a enganar as nações que estão sobre os quatro cantos da Terra, Gogue e Magogue, cujo número é como a areia do mar, para os ajuntar em batalha. E subiram sobre a largura da Terra, e cercaram o arraial dos santos e a cidade amada, mas desceu fogo do Céu, e os devorou.”
Prezado irmão, segundo a leitura de Apocalipse 21:2 e 10 e Zacarias 14:4,5 e 9, a santa cidade, a Nova Jerusalém, a cidade cujo artífice e construtor é o próprio Deus, descerá do Céu, e o Monte das Oliveiras se fenderá em dois, formando uma grande planície onde ela pousará, para ser a capital da Nova Terra. Satanás então, com todos os ímpios ressuscitados, entre eles os maiores generais de guerra, marcharão contra ela, e, ao se aproximarem, contemplarão o Filho do Altíssimo acima dos muros; imediatamente investirão contra a cidade com todo ódio; então, o fogo de Deus cairá do Céu e os consumirá a todos, purificando também toda a Terra.
“Este é o último ato no grande conflito entre Cristo e Satanás. Toda a raça humana se encontra ali pela primeira e última vez. Ali ocorre a separação eterna dos justos e dos ímpios. Nessa ocasião é executado o juízo divino sobre os ímpios no lago de fogo. Esta é a segunda morte. Ela pôs fim à grande rebelião contra Deus e Seu governo. Ouve-se então a voz de Deus, ao sentar-Se em Seu trono e dizer aos santos: ‘Eis que faço nova todas as coisas’. E das ruínas fumegantes da velha Terra surgem, ante os olhares extasiados de milhões de remidos, ‘um novo Céu e uma nova Terra’, em que encontrarão uma herança eterna e uma eterna morada.” – Ibidem, grifos meus. Então, vamos ser vizinhos na Nova Terra?

Sim, meu irmão, Satanás será preso por uma cadeia de circunstâncias. Não tendo a quem tentar, pois é o seu afazer cotidiano, está como que preso e amarrado, ficando assim durante mil anos. Note o que ainda diz João:
Apocalipse 20:5
“Os outros mortos não reviveram, até que os mil anos se acabaram...”
Quem são esses outros mortos? É claro que são os ímpios que estarão sepultados, enquanto no Céu estão os santos, passando o milênio; a Terra completamente vazia e deserta, e Satanás meditando em sua nefanda obra de destruição, e terá bastante tempo para tal reflexão: Mil Anos.
Este é um período de tempo muito especial em que o povo de Deus estará no Céu, também realizando uma obra não menos especial. Grave bem o que dirá Paulo:
I Coríntios 6:1-3
“Ousa algum de vós, tendo algum negócio contra outro, ir a juízo perante os injustos, e não perante os santos? Não sabeis vós que os santos hão de julgar o mundo? ...não sabeis vós que havemos de julgar os anjos...?”
Veja como é claro. Os santos julgarão os ímpios e os anjos caídos. Esta é a obra que estarão fazendo os santos salvos, durante o período de mil anos no Céu.
Daniel 7:21-22
“Eu olhava, e eis que esta ponta fazia guerra contra os santos, e os vencia. Até que veio o Ancião de dias, e foi dado o juízo aos santos do Altíssimo...”
Os santos salvos estarão no Céu, realizando a obra de julgamento. Não que Deus desconheça o destino de cada um, o galardão e recompensa de todos. Deus permite este julgamento para patentear diante dos homens, dos anjos e de todos os seres criados que não pecaram, a mentira que Lúcifer lançou no Universo, de que Deus era arbitrário, exigia uma subserviência tirana a uma obediência liberal; e quem não Lhe obedecesse, seria morto de imediato.
Agora, porém, desfaz-se a obra do engano. Satanás é desmascarado e todos compreendem, maravilhados, a justiça, o amor e a misericórdia de Deus.
Este julgamento nada mais é, senão a comprovação final do amor de Deus e da maldade de Lúcifer, que foi destruído pela inveja, ciúmes e ódio contra o Filho de Deus. Este julgamento é simplesmente para aclarar, desanuviar a intempestiva nódoa da dúvida lançada por Lúcifer contra toda a criação de Deus, de que seu Criador é um tirano despótico, cruel e implacável. Também servirá de ajuda à nossa compreensão da estranha obra divina, isto é: queimar (destruir) homens, mulheres e crianças. Isaías 28:21. O que ocorre ao final dos mil anos?
Apocalipse 20:3 – “...e depois importa que seja solto por um pouco de tempo.”
“No final dos mil anos, Cristo, acompanhado dos santos, vem de novo à Terra, para executar o juízo dos ímpios, e preparar a Terra, por meio de uma especial recriação de tudo, onde habitará Sua justiça para ser a morada eterna dos justos. A esse tempo, em resposta ao chamado de Cristo, os injustos mortos de todos os tempos acordarão para a vida. Esta é a segunda ressurreição, a ressurreição da condenação. Os ímpios ressuscitam com o mesmo espírito rebelde que antes possuíam. Então Satanás é solto de seu longo cativeiro e inatividade.” – Ibidem, pág. 328.
Após a ressurreição dos ímpios, Satanás é solto porque já tem a quem tentar; com efeito, lança-se ao último ataque e é finalmente destruído, juntamente com todos os ímpios e anjos maus.
Apocalipse 20:7-9
“E, acabando-se os mil anos, Satanás será solto de sua prisão, e sairá a enganar as nações que estão sobre os quatro cantos da Terra, Gogue e Magogue, cujo número é como a areia do mar, para os ajuntar em batalha. E subiram sobre a largura da Terra, e cercaram o arraial dos santos e a cidade amada, mas desceu fogo do Céu, e os devorou.”
Prezado irmão, segundo a leitura de Apocalipse 21:2 e 10 e Zacarias 14:4,5 e 9, a santa cidade, a Nova Jerusalém, a cidade cujo artífice e construtor é o próprio Deus, descerá do Céu, e o Monte das Oliveiras se fenderá em dois, formando uma grande planície onde ela pousará, para ser a capital da Nova Terra. Satanás então, com todos os ímpios ressuscitados, entre eles os maiores generais de guerra, marcharão contra ela, e, ao se aproximarem, contemplarão o Filho do Altíssimo acima dos muros; imediatamente investirão contra a cidade com todo ódio; então, o fogo de Deus cairá do Céu e os consumirá a todos, purificando também toda a Terra.
“Este é o último ato no grande conflito entre Cristo e Satanás. Toda a raça humana se encontra ali pela primeira e última vez. Ali ocorre a separação eterna dos justos e dos ímpios. Nessa ocasião é executado o juízo divino sobre os ímpios no lago de fogo. Esta é a segunda morte. Ela pôs fim à grande rebelião contra Deus e Seu governo. Ouve-se então a voz de Deus, ao sentar-Se em Seu trono e dizer aos santos: ‘Eis que faço nova todas as coisas’. E das ruínas fumegantes da velha Terra surgem, ante os olhares extasiados de milhões de remidos, ‘um novo Céu e uma nova Terra’, em que encontrarão uma herança eterna e uma eterna morada.” – Ibidem, grifos meus. Então, vamos ser vizinhos na Nova Terra?

Abrazo!

sexta-feira, 12 de julho de 2013

QUANDO FOI PARA O CÉU O “BOM” LADRÃO?

“Quando os livros da Bíblia foram escritos, não existiam nem a divisão das palavras, nem os sinais de pontuação. Por meados do Século III d.C., Ammonio de Alexandria dividiu os evangelhos em seções curtas, para comparar as passagens paralelas ou parecidas.”
“A divisão atual de todos os livros da Bíblia em capítulos foi feita pelo cardeal Hugo de Sancher, em meados do Século XIII d.C. O Novo Testamento foi dividido em versículos no Século IX d.C., por Roberto Estiene, em sua edição grega desta segunda parte da Bíblia.”
“Deveria ser observado que a vírgula entre as palavras ‘te’ e ‘hoje’ foi intercalada pelos tradutores. O texto grego original, que não tem pontuação nem divisão de palavras, diz:
‘amem soi legõ sêmeron met emou esê en tõ paradisõ’
literalmente:
‘em verdade a-ti Eu digo hoje comigo tu-estarás no paraíso’
“O advérbio sêmeron, ‘hoje’, encontra-se entre os verbos legô, ‘eu digo’, e esê, ‘tu estarás’, e pode com propriedade aplicar-se tanto a um como a outro. Sua posição imediatamente seguinte ao verbo legô, ‘eu digo’, pode implicar numa relação gramatical mais íntima com este verbo do que com o verbo seguinte, esê, ‘estarás’. – The Seventh-day Adventist Bible Commentary.

“E DISSE-LHE JESUS EM VERDADE TE DIGO HOJE
ESTARÁS COMIGO NO PARAÍSO”
 Lucas 23:43
Este versículo é uma forte base para os irmãos que admitem o galardão post-mortem. Isto é: Após a morte.
Como você aceitaria se lhe dissesse que a interpretação dele depende inteira e exclusivamente de sua pontuação? – Que acha?
O Novo Testamento foi escrito em grego, e as palavras eram separadas uma da outra, por um pequeno ponto. Assim sendo, “a colocação da vírgula dependerá da compreensão do tradutor quanto ao sentido das palavras originais.”
Portanto, qualquer tradutor, com a maior sinceridade, fará uma pontuação que coadune com sua fé a respeito. Por isso que não podemos aceitar tenha Dimas, o ladrão que foi transformado pela presença de Jesus, ido imediatamente ao Céu gozar a bem-aventurança, após sua morte.
A exegese bíblica demonstra cabalmente que o galardão do justo só lhe será conferido quando do regresso de Jesus. Com isso concordam os patriarcas, profetas e apóstolos.
Todos de igual modo, esperavam sua recompensa não imediatamente após a morte, mas quando Jesus voltasse. Há para confirmar este fato centenas de textos bíblicos; apenas mencionarei três, para você sedimentar sua fé.
Jó 19: 25-26
“Porque eu sei que o meu Redentor vive, e que por fim Se levantará sobre a Terra; e depois de consumida a minha pele, ainda em minha carne verei a Deus.” (Jó tinha absoluta certeza que seria recompensado, galardoado, na vinda de Jesus).
Salmo 17: 15
“Quanto a mim, contemplarei a Tua face na justiça; satisfar-me-ei da Tua semelhança quando acordar.” (Davi, o amado de Deus, esperava seu galardão quando acordasse, isto é, na ressurreição, e essa só se dará na volta de Jesus).
II Timóteo 4: 8
“Desde agora, a coroa da justiça me está guardada, a qual o Senhor, justo Juiz, me dará naquele dia, e não somente a mim, mas também a todos que amarem a Sua vinda.”
Vinda de quem informa Paulo? Lógico: Do Senhor Jesus! Nero, o maldoso imperador romano, em breve tiraria a vida do apóstolo dos gentios, mas lá no fundo de seu coração, jogado numa prisão fria e subterrânea, sua fé era a esperança sempre viva dos demais apóstolos. Recompensa? – Sim! Galardão? – Também! Mas somente “naquele dia”, ou seja, na volta de Jesus.
A pontuação silábica é tão importante em qualquer escrito, que, apenas uma vírgula, um dos menores sinais gráficos, pode causar ou evitar uma morte, acabar ou criar uma guerra, separar ou juntar amigos. Para você compreender, veja estas duas experiências, anote no coração e se alegre no Senhor Jesus.
A imperatriz da Rússia, trocando apenas uma vírgula, salvou um prisioneiro do exílio. A mensagem que recebeu, dizia assim:
“Perdão impossível, enviar para a Sibéria.”
Com muito tato e cuidado, ela transferiu a vírgula para outro lugar, e a ordem passou a ser:
“Perdão, impossível enviar para a Sibéria.”
Houve uma rebelião em determinada cidade, e o governante comunicou a revolta ao seu superior, dizendo: “Devo fazer fogo ou poupar a cidade?” A resposta do superior foi:
“Fogo não, poupe a cidade.”
Lamentavelmente, o funcionário do Correio trocou a vírgula e escreveu no telegrama de resposta:
“Fogo, não poupe a cidade.”
A cidade foi arrasada.
(Pontuação na escrita, págs. 16-17, grifos e itálicos meus).
Lucas 24:6 – “Não está aqui, mas ressucitou...”
Meu irmão, como você gostaria fosse traduzido o texto de São Lucas 24:6, que fala da ressurreição de Jesus. Observe:
assim – “Ressuscitou! não está aqui.”
ou assim – “Ressuscitou? Não! Está aqui.”
Portanto, tem lógica o fato de que uma vírgula colocada fora de lugar poderá mudar o sentido do texto ou de uma frase, com resultados funestos. Inda mais, quando já se tem a crença vertida para a recompensa após a morte.
Irmão, se quando a pessoa morre, sendo boa vai para o Céu, gozar as delícias do paraíso e, sendo má, vai queimar-se eternamente no fogo, imediatamente após a morte, que valor tem a pregação do evangelho sobre a volta de Jesus? Que proveito terá o juízo de que fala a Bíblia? E qual a finalidade da ressurreição, que é doutrina básica de todas as igrejas protestantes? Diante disso, é mister que se dê atenção mais acurada ao problema, senão teremos um amontoado de contradições na Bíblia, o que é inconcebível, não é?.
Lucas 23: 43, como se disse, é questão pessoal de tradução. Por conseguinte, é vital que atentemos para o pedido do ladrão, antes da resposta dada por Jesus. A versão Almeida, edição revista e corrigida, menciona este pedido de Dimas:
Lucas 23:42
“...Senhor, lembra-te de mim, quando entrares no Teu reino.”
Por outro lado, “boas traduções rezam que o ladrão pediu a Jesus que se lembrasse dele, ‘quando VIERES no Teu reino’. Assim, por exemplo, fazem Matos Soares, a Trinitariana, a Versão Italiana de G. Deodatti, a Francesa L. Segond, a Inglesa de King James, e outras.” – Subt. do Erro, A. B. Christianini, pág. 221, grifos meus.
É mais racional admitir que a tradução correta seja: “quando vieres no Teu reino”, e não “quando entrares no Teu reino”, porque a comprovação escriturística, insofismável, é de que os salvos só entrarão no Reino quando Cristo voltar, pelos versos já mencionados e agora nas palavras cristalinas do evangelista:
Mateus 25:31-34
“E quando o Filho do Homem vier em Sua glória e todos os santos anjos com Ele, então Se assentará no trono da Sua glória; e todas as nações serão reunidas diante dEle, e apartará uns dos outros, como o pastor aparta dos bodes as ovelhas; e porá as ovelhas à Sua direita, mas os bodes à esquerda. Então dirá aos que estiverem à Sua direita: Vinde, benditos de Meu Pai, possuí por herança o Reino que vos está preparado desde a fundação do mundo.”
Por conseguinte, somente nessa ocasião o ladrão irá ao paraíso, e não somente ele, mas como disse Paulo: “Todos os que amarem a Sua vinda”. Eu, você, nossos queridos falecidos que ressuscitarão nesse dia. Aleluia!
Caro irmão, penso que esteja tudo claro, porém como temos feito nestes estudos, é bom deixar que a Bíblia fale poderosamente, esse deve ser o nosso costume. Particularmente creio tenha ocorrido uma impropriedade de tradução em Lucas 23:43, pois caso contrário teríamos uma tremenda contradição, porque a Bíblia diz que JESUS NÃO SUBIU AO CÉU NAQUELE DIA! Você sabia? Sim, não se espante. Há provas. A Escritura Sagrada é clara: Três dias depois da Sua morte, Jesus disse a Maria Madalena:
João 20: 17 (Matos Soares)
“Não Me toques, porque ainda não subi para Meu Pai...”
Ora, se o Senhor afirmou que não subiu três dias depois de morto, quem poderá dizer o contrário? Por isso não é correto aceitar tenha Jesus prometido estar com o ladrão naquele dia, isto é, o de Sua morte, no paraíso! Ou será que o paraíso é na sepultura? É lógico que a vírgula foi mal colocada, não acha?
Fica claro então, comprovado pelas Escrituras Sagradas que o único lugar para onde Jesus pode ter ido quando morreu, foi a sepultura, e ali descansou, repousando no Sábado, de Sua obra de redenção, semelhante ao que fizera no Sábado da criação.
Volvo meus pensamentos para o irmão agora; talvez você já creia nesta grande verdade, mas... se ainda duvida, permita-me dizer-lhe com todo amor, respeito e zelo:
O LADRÃO NÃO MORREU NAQUELE DIA EM QUE FIZERA SUA DRAMÁTICA SÚPLICA A JESUS.
Por conseguinte, como iria ao paraíso?
A Bíblia confirmará esta palavra, pois ela é a nossa regra de fé, somente. Mas para isso, teremos que ser humildes ao analisar as últimas cenas do Calvário:
João 19:31-33
“Os judeus pois, para que no Sábado não ficassem os corpos na cruz, visto que era a preparação (pois era grande o dia de sábado), rogaram a Pilatos que se lhes quebrassem as pernas, e fossem tirados. Foram pois os soldados, e, na verdade, quebraram as pernas ao primeiro, e ao outro que com Ele fora crucificado; mas vindo a Jesus, e vendo-O já morto, não lhe quebraram as pernas.”
Compreendeu?
Quebrar as pernas dos crucificados (“castigo do crucifragium”) é a maior prova de que eles normalmente não morriam no mesmo dia, e, quando se tratasse de uma pessoa robusta, durava, na cruz, até sete dias, em seu martírio.
A respeito diz o comentarista bíblico, não Adventista, J.B. Howell:
“O crucificado permanecia dependurado na cruz até que, exausto pela dor, pelo enfraquecimento, pela fome e sede, sobreviesse a morte. Duravam os padecimentos geralmente três dias, e às vezes sete.” – Grifos meus.
Agora, veja você, caro irmão: se foi imperioso quebrar as pernas dos malfeitores no pôr-do-Sol de sexta-feira, que era o dia de preparação para o Sábado, é lógico, foi preciso porque eles não haviam morrido ainda. Mas, note bem, Jesus morrera. Evidente que os dois ladrões não foram supliciados como foi o Mestre. Não receberam as chicotadas, os bofetões, nem passaram pela agonia do Getsêmani, não foram furados com as lanças dos soldados, nem tiveram o coração partido pelos pecados do mundo, nem foram pregados, mas, amarrados tão somente; por isso é que ainda permaneciam vivos enquanto Jesus já havia morrido.
Se Dimas não fosse robusto de físico, forte, vigoroso bastante para permanecer sete dias dependurado na cruz, ou quem sabe, 5, 4, 3 dias, uma coisa é certa, em última análise, na pior das hipóteses, ele teve mais um dia de vida que Jesus. Então pergunto-lhe: COMO PODIA ESTAR DIMAS COM JESUS NO PARAÍSO NO MESMO DIA, estando Jesus morto e ele vivo?
Sim, irmão, houve um lapso na colocação da vírgula. Consequentemente, o texto correto de Lucas 23:43, no bom português é:
“...Em verdade te digo HOJE (dois pontos) estarás Comigo no paraíso.”
Ou: “...Te afirmo agora:
Ou seja, quando Jesus voltar e disser:
Mateus 25: 34
“Vinde, benditos de Meu Pai, possuí por herança o reino que vos está preparado desde a fundação do mundo.”
Portanto, não é preciso consultar hermeneutas, exegetas, nem o grego ou o aramaico, basta estudar a santa Bíblia, comparando texto com texto, e o Espírito Santo esclarecerá a verdade para o coração sincero.
Finalizando, minha oração por você, amado irmão, são estas palavras de Jesus:
Mateus 11: 25
“...graças Te dou, ó Pai, que ocultastes estas coisas aos sábios e entendidos, e as revelastes aos pequeninos.” Glória a Deus!
Abrazo!!!

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