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sábado, 28 de setembro de 2013

SETE - NÚMERO DA PREFERÊNCIA DIVINA

SETE são os dias da semana,
são as cores do arco-íris,
são as maravilhas do mundo antigo,
são as notas musicais.

SETE indica plenitude!
SETE não lembra nada a você?

Há pessoas ensinando que basta “guardar um dia em sete”, ou “qualquer dia pode ser o sétimo”, ou ainda, “não precisa guardar dia nenhum”; atitude semelhante assumiu Lúcifer, tentando subestimar a ordem divina, questionando a Lei de Deus, querendo implantar sua própria vontade, levando anjos, com seu ensino, a também se perderem.
Muitos hoje estão percorrendo o mesmo caminho de desobediência, contornando a vontade de Deus, no intuito de fazer prevalecer sua própria vontade.
Deus ordenou ao homem trabalhar seis dias e descansar no sétimo (Sábado). O homem, porém, está descansando no primeiro dia (domingo) , antes de trabalhar os seis. – Tudo trocado.
É justo isso? Será que Deus se conformará com tal atitude? Cuidado!
Deus não disse: Lembra-te de um Sábado, nem de um dia de Sábado. Ele definiu-o para você (Êxo. 20:8-11).
“O Sábado tem a sua origem na criação. Gênesis 2: 1-3.” – Pastor Carlo Johansson (teólogo Assembleano), Síntesi Bíblica do Velho Testamento, pág. 48.
“O Grande Arquiteto do Universo completou em seis dias Sua obra da criação, e descansou no sétimo dia... No sétimo dia Ele descansou, dando ao homem o exemplo, trabalhando em seis dias e descansando no sétimo.” – Pastor Myer Pearlman (teólogo Assembleano), Através da Bíblia, págs. 14,15.
Dizem que sete é conta de mentiroso. A Bíblia, porém, contradiz frontalmente esse conceito. O sete é predominante nela. No Novo Testamento, por exemplo, há estas referências:
Jesus disse que quando Satanás sai do coração do homem, e os frutos do Espírito não o povoa, ele volta e traz sete espíritos piores. Mat. 12:45.
Sete foram os pãezinhos que Jesus multiplicou para dar comida à uma multidão, e ainda sobraram sete cestos cheios (Mat. 15:34-37). Pedro desejava saber o limite do perdão. Sete vezes? perguntou a Jesus! Não até sete, mas até setenta vezes sete, respondeu Jesus. Mat. 18:21 e 22.
Os saduceus, em abono de sua crença herética, perguntaram a Jesus de qual seria a mulher dos sete irmãos que a desposaram (Mat. 22:24-28). Quando Jesus ressuscitou, a primeira pessoa a vê-Lo foi Maria Madalena, da qual tinha expulsado sete demônios. Mar. 16:9.
Sete anos também foram os dias de felicidade que tivera ao lado de seu esposo a profetisa Ana (Luc. 2:36). Jesus ensinou que se o nosso irmão pecar contra nós sete vezes em um dia, sete vezes devemos perdoá-lo. Luc. 17:4.
Sete homens foram escolhidos para serem diáconos e ajudar na Igreja Apostólica (Atos 6:3). Sete nações foram destruídas por Israel até que se estabeleceu definitivamente na Terra Prometida (Atos 13:19). Sete foram os filhos de Ceva, judeu principal dos sacerdotes, que tentavam imitar a Paulo, em suas maravilhas e milagres (Atos 19:14). Sete dias ficou Paulo em Tiro, quando o navio em que viajava parou para ser descarregado. Atos 21:4.
Filipe era um dos sete diáconos (Atos 21:8). Sete dias era o prazo para a purificação do templo (Atos 21:27). Sete dias ficou Paulo com os irmãos da Igreja de Potéoli (Atos 28:13 e 14). Sete mil foram os fiéis que não dobraram seus joelhos diante de Baal (Rom. 11:4). Sete dias foi o prazo em que o povo de Deus rodeou os muros de Jericó até derrubá-lo (Heb. 11:30). Sete pessoas foram as únicas que se salvaram juntamente com Noé, das águas do dilúvio. II Ped. 2:5.
Sete são as igrejas da Ásia que João relata em sua visão; sete são os espíritos que estão diante do trono de Deus (Apoc. 1:4). Sete castiçais de ouro João viu em sua visão (Apoc. 1:12 e 13). Sete estrelas viu João na destra de Jesus (Apoc. 1:16). João disse que as sete estrelas são os sete anjos das sete Igrejas, e os sete castiçais, são as sete igrejas (Apoc. 1:20). “Eu sei as tuas obras”, disse aquEle que tinha em Sua destra as sete estrelas (Apoc. 2:1 e 2). Os sete espíritos diante do trono de Deus são comparados por João a sete lâmpadas, ou sete tochas. Apoc. 4:5.
João viu na mão de Deus um livro selado com sete selos. Somente Jesus podia abrir aqueles sete selos (Apoc. 5:1 e 5). Jesus é simbolizado por um Cordeiro com sete pontas e sete olhos, que são os sete espíritos (Apoc. 5:6). “O Cordeiro abriu um dos sete selos” (Apoc. 6:1). Na abertura do selo número sete, houve “silêncio no Céu por quase meia hora” e João viu diante de Deus sete anjos e foram-lhe dadas sete trombetas (Apoc. 8:1-2). Então os sete anjos com as sete trombetas se prepararam para tocar (Apoc. 8:6). “Os sete trovões fizeram soar suas vozes” quando um anjo veio do Céu com um livrinho na mão, colocando seu pé sobre a terra e outro no mar. Apoc. 10:3.
Sete mil homens morreriam através de um terremoto, segundo a profecia de Apocalipse 11:13. João viu no Céu um dragão com sete cabeças e sete diademas (Apoc. 12:3). Depois viu subir do mar uma besta que tinha sete cabeças (Apoc. 13:1). Divisou também um grande sinal no Céu: sete anjos com as sete últimas pragas (Apoc. 15:1). Posteriormente “um dos quatro animais deu aos sete anjos salvas de ouro, cheias da ira de Deus” (Apoc. 15:7). Após o que ordenou aos sete anjos, derramar sobre a Terra as sete salvas da ira de Deus. Apoc. 16:1.
Em espírito João foi levado ao deserto, onde viu uma besta de cor escarlata que tinham sete cabeças (Apoc. 17:3). As sete cabeças são os sete montes (Apoc. 17:9). São também, segundo o apóstolo, sete reis (Apoc. 17:10). Há um enigma a mais em Apocalipse 17:11: “A besta que era e já não é, é ela também o oitavo, e é dos sete, e vai à perdição.”
A multiplicidade desta palavra sete é como que um chamar insistente e constante à nossa consciência para alguma coisa. O sete é o número da perfeição e predileção divina, tanto que, ao criar o nosso mundo, Deus o fez em seis dias e descansou no sétimo. Não que Deus se canse, mas para nos dar o exemplo.
Você já observou que na Lei de Deus, oito mandamentos começam com a injunção NÃO, e somente um inicia-se com a palavra lembra-te? É o quarto mandamento! Deus deseja que a cada final de um ciclo semanal os Seus filhos se lembrem de santificar o Sábado.
Prevendo Deus que com o passar do tempo o homem iria se esquecer, focalizou tanto o número sete, para, certamente, trazer à lembrança que o Sábado é o sétimo dia da semana e deve ser dedicado em adoração ao Senhor, não acha?
Algumas pessoas pensam que o domingo é o sétimo dia da semana, porque contam a partir de segunda-feira. Mas, diga-me, pode existir segundo sem primeiro? Evidente que não. Assim, o primeiro dia da semana é o domingo. Ninguém poderá se enganar, porque, neste particular Deus não deixou brechas para dúvidas, pois disse que o sétimo dia é o Sábado do Senhor. Êxo. 20:10. Gráficas e Editoras poderão imprimir calendários e neles colocar a segunda-feira como primeiro dia, e o domingo como o sétimo. Isso, porém, jamais inutilizará o calendário de Deus.
Porque vocês, pais e mães não adotam um bom costume? Sabe qual é? Façam seus filhos decorarem a Lei de Deus, os Dez Mandamentos. Então, não acham uma boa idéia? É um bom método. Mãos à obra, ela está relatada em Êxodo 20:1-17. Desta forma vocês estarão atendendo ao convite divino: “LEMBRA-TE...”
“LEMBRA-TE” ... De quê? – “Do Sábado para o santificar.”
– Esta amorosa expressão escrita pelo dedo de nosso Deus na pedra, prova que o Sábado já existia muito antes do Sinai.

“Mary Morril foi enviada à China como missionária, não sendo bem recebida. Ela e os outros missionários que lá estavam, receberam apelido muito humilhante: ‘Os diabos estrangeiros’. Mesmo assim, procuravam ser amáveis e bondosos com o povo, e não viviam atemorizados.
Certo dia, um líder juntou uma multidão, e enfurecidos foram xingando e gritando até o portão da Missão. Diziam que queriam matar a todos que ali estavam.
Na Missão havia um policial alto e forte, cujo nome era Feng. Ele tinha apenas 19 anos de idade. Apesar de ser o guarda dali, ele simpatizava-se com a turba enfurecida. Ria alto e dava gargalhadas quando o povo sacudia o portão, e ameaçava entrar na Missão.
De repente, surgiu uma jovem vestida de branco, com ar tranquilo. Era a missionária Mary que serenamente abriu o portão. Postando-se em frente da multidão, pediu silêncio para falar. Não demonstrou medo nem timidez, e pouco a pouco o silêncio tomou conta de todos. Disse ela:
– Por que vocês querem nos matar? Nós somos seus amigos. Não viemos aqui para fazer mal a ninguém, mas para ajudá-los. Vocês sabem que visitamos seus lares, ensinamos seus filhos, cuidamos dos seus doentes. É por isso que querem nos matar? Todas as vidas que salvamos, não valem a nossa vida?
Mas a multidão parecia querer avançar sobre ela. Então outra vez, Mary pediu silêncio e sem demontrar medo, fez uma proposta.
– Por favor, podem me matar, deixe-me morrer pelos outros, mas não invadam a Missão. Deixem os outros missionários que estão lá dentro viverem – disse apontando para o prédio. – Aqui estou indefesa, tomem-me!
Diante de tanta coragem, um a um, aqueles homens foram-se retirando e desapareceram.
Dias depois... a multidão voltou. Invadiram a Missão Advemtista e mataram cinco missionários. Levaram Mary e Anita Gould como prisioneiras. No dia seguinte, arrastaram-nas para fora da prisão e as decapitaram.
Feng ao ver esse terrível massacre de cristãos e a forma como reagiam diante da morte, exclamou: ‘Se estes cristãos não temem a morte, e como Mary, são até capazes de dar a vida pelos outros, eu também quero ser um deles’. Este jovem é atualmente uma coluna do evangelho em sua pátria, e é conhecido como o General Cristão.”
Ser fiel nesta vida significa ter a vitória garantida através de Cristo Jesus nosso Salvador. Meditação Matinal, 1997, 1º Dezembro.

Abraço!

sábado, 14 de setembro de 2013

ROMANOS CAPÍTULO 14 & OUTROS




A epístola aos Romanos além de ser um hino de exaltação à Lei Moral é também, por excelência, um doutrinal de justificação pela fé. E aqui, da mesma forma que se nota nas outras cartas paulinas, os “judaizantes” não lhe davam tréguas. Pelo “filtro” do capítulo 14 desta epístola, vemos como solertemente eles tentam injetar a heresia da justificação pelas obras da Lei Cerimonial, entre os discípulos.
Por isso, vamos abrir bem os olhos para alcançar de forma clara, o que Paulo diz neste capítulo para desanuviar a confusão gerada nos leitores atuais desta epístola que, com a maior sinceridade, pensam ter sido cancelado o Sábado, ao lerem:
Romanos 14:5
“Um faz diferença, entre DIA e dia, mas outro julga iguais todos os dias...”
A pessoa sincera, que ainda não entendeu a santidade do quarto mandamento da Lei de Deus, pensa que neste texto Paulo o desdenha. Não, não é assim!
Especificamente neste contexto, veja o que se encontra na Didachê (palavra grega = arte de ensinar):
“Vossos jejuns não devem ser feitos nos mesmos dias com os hipócritas, pois eles jejuam na segunda-feira e na quinta-feira, mas deveis jejuar na quarta-feira e na sexta-feira.” – Edgar Goodspeed, The Apostolic Fathers, An American Tranlation (New York: Harper and Brothers, 1950), pág. 14. Citado na RA, 08/98, pág. 9.
Foi esta tresloucada disputa cerimonial que levou Paulo a escrever Romanos 14:5. Isso é claro pelo testemunho documental da Didachê. Mas, Paulo fala de outro dia que muitos, não compreendendo, aceitam como se tratando do Sábado semanal – o dia do Senhor.
Bem, esquecendo a Didachê, o primeiro passo a dar para se desvendar o assunto, é descobrirmos de que DIA trata. Convém lembrar que este problema também ocorreu com os Gálatas, e Paulo assim os repreendeu. Observe:
Gálatas 4: 10 – “Guardais DIAS, e MESES, e TEMPOS, e ANOS.”
Não esqueça: os “professores judaizantes” trabalhavam assiduamente para subverter o cristianismo. Também tentaram infiltrar-se entre os crentes de Colossos, e Paulo novamente os repele, veja:
Colossenses 2: 16
“Portanto, ninguém vos julgue... por causa dos DIAS de festa, ou da LUA NOVA, ou dos SÁBADOS.”
Específicamente, neste texto, Paulo extravasa o assunto de maneira muito clara e abrangente, assegurando que a exigência dos “judaizantes” em todos os lugares onde se infiltrassem era a mesma:
Guardar DIAS, MESES, TEMPOS, ANOS, LUAS NOVAS e “SÁBADOS”
Isto daí, meu irmão, eram os festivais sabáticos dos judeus religiosos. Você os encontrará nestes livros: Isaías 1: 13. Oséias 2: 11. Amós 5: 21-22. Jeremias 6: 20; 7: 21-24; 14: 12. Miquéias 6: 6-7. I Crônicas 23: 31. Esdras 3: 4-5, etc.
Portanto o – DIA e DIAS – de Romanos 14: 5, é o próprio de Gálatas, também o mesmo dos Colossenses, e não é outra coisa senão as festas judaicas que compunham a Lei Cerimonial, a saber:
ATENÇÃO – GRÁFICO 1
Estes festivais obedeciam a um calendário anual e quando chegavam, o DIA era considerado sábado e revestido de toda a santidade conferida ao Sábado do sétimo dia da semana. Para você compreender bem o assunto, leia o capítulo GÁLATAS À LUZ DA BÍBLIA e SÁBADO – DO HOMEM E DE DEUS.
Estas cerimônias foram exigidas antes da cruz porque eram sombras de Cristo (Col. 2:17). Vindo Ele, acabou. A insistência dos “judaizantes” ao reviver tais festas era a declarada recusa às doutrinas cristocêntricas apresentadas por Paulo. Antes de Cristo morrer na Cruz do Calvário, aqueles rituais envolventes e impressionantes, se consituíam no evangelho para os judeus, mas com a morte de Cristo, desnecessário se tornou.
Assim, digo-lhe: em tudo isso nada há contra o Sábado do sétimo dia da semana, que, como um mandamento da santa Lei de Deus, permanece como sinal entre Jeová e Seus leais filhos. (Ezequiel 20: 20). Ainda que o Sábado tenha emprestado seu nome aos festivais cerimoniais nada tem a ver com eles. Lamentavelmente, o Sábado semanal permanece hoje como o grande mandamento esquecido. Reflita nisto irmão: Por ocasião destes incidentes, TODOS guardavam o Sábado (Atos 15: 21).
O próprio Paulo o guardou em todas as suas viagens e estabelecimento de igrejas. Por favor, queira ler o capítulo PAULO E O SÁBADO NO LIVRO DE ATOS. Os discípulos de Jesus guardavam o Sábado. Provas: Mateus 28: 1. Marcos 15: 42; 16: 1. Lucas 23: 54-56. Atos 13: 14, 27, 42, 44; 17: 2; 18: 1-4. Finalmente, anote:
Paulo escreveu a epístola aos Romanos no ano 58 d.C. Jesus antes de morrer (ano 31 d.C.) advertiu aos discípulos que não transgredissem o Sábado (Mat. 24:20) quando da destruição de Jerusalém, que se daria no ano 70 d.C.
Portanto, doze anos depois que Paulo escreveu aos romanos (ano 70 – ano 58 = 12 anos), o Sábado era guardado pelos discípulos por orientação de Jesus. Daí, a conclusão coerente é de que Paulo está se referindo aos DIAS (sábados cerimoniais) e nunca ao Sábado semanal, no capítulo 14 de Romanos.
GENEALOGIAS – LEI – FÁBULAS
Tito 3: 9
“Mas não entres em questões loucas, genealogias e contendas, e nos debates sobre a lei, porque são coisas inúteis e vãs.”
I Timóteo 1: 4
“Nem se dêem a fábulas, ou a genealogias, que mais produzem questões do que a edificação de Deus, que consiste na fé; assim o faço agora.”
Paulo sempre encontrou acérrimos “judaizantes” em seu caminho, preocupados em promover debates acerca do ritualismo e fábulas judaicos. Estes dois textos dizem da preocupação do apóstolo em preservar seu rebanho da escravidão enfadonha da Lei Cerimonial que tais contendores desejavam acirradamente colocar em uso, em todos os lugares.
Quanto à palavra Lei aí focada, você não deve confundir com a Lei de Deus cujos mandamentos são de cunho moral. Efetivamente: não roubar – não matar – não adulterar – não ter outros deuses, não são “coisas inúteis”, muito menos “coisas vãs”, certo?
Paulo incontestavelmente, está focalizando aos seus filhos na fé – Tito e Timóteo, exatamente o que sempre foi o problema mais próximo de seu ministério: O Ritualismo Cerimonial Judaico – Lei Cerimonial.

ROMANOS 14 — SEGUNDA PARTE
Este capítulo cristaliza a ampla liberdade de Paulo e do evangelho, bem como realça a fragilidade da fé de certos irmãos. Assim, Paulo nos anima, como cristãos fortes, a exercer tolerância para com os fracos na fé, evitando todo e qualquer julgamento a respeito da experiência cristã de alguém. I. Coríntios 8: 12.
Romanos 14: 2
“Porque um crê que de tudo se pode comer, e outro, que é fraco, come legumes.”
A Bíblia garante, estribados na apresentação pessoal do apóstolo Paulo (Fil. 3: 5-6), que ele não comia alimentos imundos (apelou com veemência para que os crentes preservassem seus corpos santos e aceitáveis a Deus como sacrifício vivo. Rom. 12:1. I Cor. 3:16-17. Porém, não se opunha a comer carnes sacrificadas a ídolos, porque eram carnes limpas. I Cor. 8:4; 10:19).
Pois bem, Paulo começa sua carta usando uma expressão que confunde os menos estudiosos – TUDO. E depois, confunde ainda mais, dizendo ser – FRACO – quem come legumes. Evidentemente, há necessidade de cavar fundo e “pescar” o que o apóstolo quer ensinar porque a alimentação vegetal tem-se demonstrado mais saudável para o ser humano, e foi o regime alimentar estabelecido por Deus antes do pecado (Gên.1:29). Daniel e seus companheiros na côrte babilônica provaram esta verdade. Daniel 1.
Quando Paulo menciona o TUDO, sua referência é direcionada às carnes sacrifi-cadas aos deuses pagãos (Atos 14:12-13. Levíticos 11: 3), e estas eram limpas (Veja pág. 351). E o FRACO é tão somente quem ainda não amadureceu espiritualmente e, como tem uma consciência débil (I Cor. 8: 11), não admitia o consumo desta carne.
Por conseguinte, comer ou deixar de comer carnes sacrificadas aos ídolos é um assunto pessoal. Ninguém deve se tornar consciência alheia para o fato, porque no verso 3, Paulo coloca os “pratos” na mesa, dizendo:
“QUEM COME NÃO DEVE DESPREZAR QUEM NÃO COME”
– Por quê? Paulo mesmo responde em Romanos 14:
Primeiro: porque todos comparecerão diante do tribunal de Deus (verso 10).
Segundo: Cada um dará contas de si mesmo a Deus (verso 12).
Terceiro: Ninguém deve se constituir em tropeço ao irmão (verso 13).
Romanos 14: 14
“Eu sei, e estou certo no Senhor Jesus, que nenhuma coisa, é de si mesma imunda, a não ser para aquele que a tem por imunda; para esse é imunda.”
Reafirmo-lhe, amado irmão, com toda a força do amor, que esta “nenhuma coisa” são as carnes sacrificadas aos ídolos, fato que se confirma cristalinamente nos versos 15 a 20. Efetivamente Paulo está capitulando o mesmo assunto, tratando do mesmo problema, discorrendo sobre alimentos; portanto, lógico, racional e evidente que são as carnes sacrificadas aos deuses pagãos, e nunca os seres proibidos na Lei Dietética de Levíticos 11, pois não há contradição na Bíblia. Como sabemos, o Espírito que inspirou Moisés a determinar esta necessária lei, foi O mesmo que inspirou Paulo em suas epístolas e cartas. Veja a posição de Paulo:
II Coríntios 6: 17: – “Pelo que saí do meio deles, e apartai-vos diz o Senhor: e não toqueis nada imundo e Eu vos receberei”.
A liberdade que Paulo dá a entender não é sobre as carnes imundas que Deus proibiu, mas as carnes limpas que alguns de seus compatriotas consideravam imundas ao serem sacrificadas aos ídolos.
Para consolidar o assunto vamos recorrer aos coríntios, que, identicamente, tiveram a mesma dificuldade, que foi equacionada de maneira correta. Porém, anote este detalhe:
– A Epístola aos Coríntios foi escrita menos de um ano antes da de Romanos, por isso é bastante razoável e lógico concluir que em Romanos 14 e I Coríntios 8 e 10 Paulo trate, em essência, do mesmo assunto, qual seja: Carnes sacrificadas aos ídolos.
I Coríntios 10: 27-28
“E, se algum dos infiéis vos convidar, e quiserdes ir, comei de tudo o que se puser diante de vós, sem perguntar nada, por causa da consciência. Mas, se alguém vos disser: Isto foi sacrificado aos ídolos, não comais, por causa daquele que vos advertiu e por causa da consciência...”
Observe esta ilustração:
Imaginemos você estar nesta época em Corinto, e um amigo idólatra o convida para um banquete. Você vai! Então, lá na casa deste seu amigo pagão, ao colocar ele um pedaço de carne em seu prato, não pergunte se ela foi sacrificada aos ídolos. Ao comer a carne, sem perguntar nada, a sua consciência não lhe acusará, pois nada sabes a respeito dela.
Porém, se algum dos irmãos coríntios passar por ali, ou estiver presente, informar que foi sacrificada aos ídolos – não coma – (I. Cor. 10: 28), ainda que seja deselegante para com o amigo. Evite-a por causa da consciência de quem lhe advertiu. A consciência dele o impede de comer e você por amor a ele, deve deixar de comer também (I Cor. 8: 13).
– Por que Paulo não disse assim:
“Se alguém vos disser: Isto é carne de porco ou imunda, não comais.”
– Ele tão somente afirmou:
“Se alguém vos disser: Isto FOI SACRIFICADO AOS ÍDOLOS, não comais.”
Como se vê, trata-se de questões de consciência e não de qualidade de comida, pois notória era a posição de todos quanto às carnes imundas.
Agora, a minha pergunta: Será a consciência um guia seguro? Se for uma consciência cativa aos princípios e vontade de Deus, sim! A diretriz do cristão é a Palavra de Deus quem estabelece.
Sabe, é possível que alguém esteja ferindo sua consciência por falta de domínio próprio, talvez cauterizando-a e arrazando a saúde por uma má interpretação dos textos paulinos. A consciência precisa de reflexos santos para se tornar um guia seguro. Sobretudo, a pessoa deve usar o bom senso, que, na maioria das vezes, é mais útil que a atuação da consciência.
EXEMPLO: Século vinte, em uma lanchonete vende-se pastéis de carne bovina, de galinha e de camarão. Alguém pode pedir um pastel de galinha ou de carne de boi para comer. E vai fazê-lo sem perguntar nada por causa da consciência? Vai fechar os “olhos” da consciência, por causa da consciência? É a guerra: Razão x apetite.
– Bem, os “quadros” são diferentes, ou não?!
Naquele tempo, Século um, a industrialização era zero. O consumo moderado, em função da quantidade de pessoas. Ademais, a dúvida levantada quanto a ter sido ou não a carne oferecida aos ídolos demonstra que eram limpas; e mesmo limpas, nem toda a carne era sacrificada aos deuses pagãos, pois caso contrário todos os crentes dela se absteriam sem nada perguntar.
Hoje, porém, houve uma tremenda inversão de valores; além do consumo cárneo adquirir proporções alarmantes, as carnes consideradas imundas por Deus (porco, rã, lagosta, etc. Lev. 11. Deut. 14) são largamente comercializadas, e o seu preço excede, em muito, ao das carnes limpas; uma penalidade ao contra-senso.
Por outro lado, nada havia de mal em comprar carne sacrificada aos ídolos no açougue ou comê-la na casa de algum gentio, porque sendo o ídolo uma estátua inanimada, não podia influir de forma nenhuma em tal carne. O que se há de condenar, e com veemência, era o fato de certos cristãos (de consciência “forte” ou plenamente cauterizada?) frequentarem os templos pagãos para se banquetearem com as oferendas feitas em honra aos ídolos (I Cor. 8:10; 9,7,11-12).
Por isso, no “quadro” atual, usando o bom senso, em nada a consciência precisa ser acionada. Basta imaginar: os pastéis de camarão, são fritos na mesma panela em que se fritam os pastéis de carne e de galinha?
Em que são fritos: óleo vegetal ou banha de porco?
E a faca ou a máquina elétrica que cortam o queijo, em um botequim: são as mesmas que cortam o presunto ou mortadela para se fazer um sanduiche?
– Lamento dizer, amado, está tudo contaminado. Isso sem falar que a gordura ou óleo nestes estabelecimentos não se renovam por meses. Está super saturada e é altamente cancerígena.
Use o bom senso, substitua estas coisas por aveia, soja, legumes, hortaliças, cereais, frutas bem lavadas e pão integral. Adicione exercício físico, água pura e um bom sono.
Bem, creio que posso lhe dizer: o bom senso ajudou a consciência a ser forte e assim constituir-se em um guia seguro, não é?
“TUDO PARA A GLÓRIA DE DEUS”
I Coríntios 10: 31
“Portanto, quer comais quer bebais, ou façais outra qualquer coisa, fazei tudo para a glória de Deus.”
Um irmão nosso foi convidado por seus parentes que são de fé batista para um almoço especial pela passagem de um natalício. Quando a mesa foi arranjada, alguém teve, de propósito, o cuidado de colocar bem no centro, uma leitoa assada, recitou o verso acima e solicitou ao irmão Noel para pedir a bênção sobre os alimentos. Este, com a calma peculiar dos santos, orou:
– “Senhor, o que puderes abençoar nesta mesa, abençoe, por amor de Jesus, amém.” (*)
– Não posso entender que um irmão coma um animal imundo proibido pelo próprio Deus (Levíticos 11: 7-8) e creia que assim fazendo seja para a glória de Deus! Diga-me qual a diferença de colocar também naquela mesa, um litro de cachaça, uma garrafa de cerveja ou de whisky?
Positivamente, dentro desse raciocínio (“tudo é para a glória de Deus”), não podemos aceitar (nem aquele irmão da leitoa aceitaria) que algum crente vá tomar cachaça, vinho ou uisque e o faça para a glória de Deus, mesmo o texto dizendo com a maior clareza: “...quer bebais.” Percebe como o problema é mais profundo do que muitos pensam? Sim, porque o que acontece é que o “quer comais” está sendo usado como autorizando se comer de tudo. E, o “quer bebais” não autoriza beber tais bebidas alcoólicas. Seria isso uma atitude coerente? Ainda diz mais o texto: “façais outra qualquer coisa”.
Será que o crente pode fazer o que o ímpio faz e isso ser para a glória de Deus? – Certamente que não! Mas se alguém aplica o “quer comais” como que o autorizando a comer tudo o que Deus proibiu não poderá contestar quem ache que “outra qualquer coisa” abone a prática de um pecado aberto e acintoso, ou velado e acariciado com o respaldo deste texto paulino!
Amado irmão, o “façais outra qualquer coisa” são unicamente as coisas lícitas aos cristãos, e o “bebais” e o “comais” referem-se somente ao que Deus permitiu o homem usar. Por conseguinte, o que Paulo quer dizer é que os coríntios e os romanos deveriam abster-se de carnes sacrificadas aos deuses pagãos por amor aos cristãos de consciência sensível. E isto sim, pode ser atribuído à glória de Deus.
(*) Treze anos depois, encontrei-me com o irmão Noel e perguntei-lhe: E o homem da leitoa, como vai? Respondeu-me: “Já é Adventista com quase toda a família.” Aleluia!
“TODA A CRIATURA É BOA?”
I Timóteo 4: 4
“Porque toda a criatura de Deus é boa, e não há nada que rejeitar, sendo recebido com ações de graças.”
Também aqui há que se usar o bom senso para se entender claramente o que Paulo quer dizer. Certamente o apóstolo diz ser boa toda a criatura para a finalidade para a qual foi criada. Exemplo: O boi para se comer, urubu para limpar a terra.
Veja a suprema necessidade de comparar os textos bíblicos para se extrair a verdade que eles encerram. Paulo não está querendo dizer aqui que se pode comer toda a criatura indistintamente, senão teremos que desculpar o canibal que come carne humana. Além do que haveria tremendo choque com Isaías, veja:
Isaías 66: 17: 65; 4
“Os que se santificam, e se purificam nos jardins uns após outros, os que comem carne de porco, e a abominação, e o rato, juntamente serão consumidos, diz o Senhor... Comendo carne de porco... abomináveis.”
Percebeu a clareza do texto? Isaías, inspirado pelo Espírito Santo diz: O crente que come estas duas criaturas – porco e rato – não será salvo. Não pensemos que haja contradição na Bíblia. O Espírito Santo jamais Se contradiz.
Tenho certeza que você mesmo não aceita que tudo se torna santificado após a oração, como parece sugerir o texto. É impossível que uma pessoa esclarecida, crente em Cristo, possa cozinhar uma cobra ou um sapo e depois pedir a bênção para eles, e comer. Não creio que serão santificados pela “ação de graças”, ainda que sejam criaturas de Deus!
– E, por que não? – Porque tais animais não foram criados para serem consumidos. Aliás... nenhum foi!
Assim pois, temos que comparar os textos e as ocorrências dos vários lugares que Paulo foi chamado a atuar sobre o assunto e veremos que tudo girava em torno de carnes limpas, porém, sacrificadas aos deuses pagãos.
Como afirmei, há necessidade de se usar o bom senso no melhor apuramento da vida espiritual, porque Paulo também mandou Timóteo tomar vinho (I Tim. 5:23); permitiu também ao diácono (I Tim. 3:8). E agora, vai o crente encher sua geladeira de cerveja? Ora, é tão razoável uma coisa quanto outra!
Com relação ao vinho que Paulo recomendou tomar – como remédio – , não tenhamos a menor dúvida que se trata do melhor suco de uva. Só pode ser o puro suco da vide (Deut. 32:14; Isa. 25:6); porém, Paulo não explicitou isso, não é?
E por que sei que é o puríssimo suco da uva? É porque não se concebe um crente tomar bebidas alcoólicas, pois ele é o templo do Espírito Santo (I Cor. 3:16), e os bêbados não entram no Céu (I Cor. 6:10). O Governo Brasileiro provou que meio copo de cerveja já altera o comando sensor do motorista. Se dirigir, será preso; porque pode ocasionar um desastre. Está bêbado! O bafômetro garante.
– Aliás, quem foi que disse que os bêbados não entram no Céu? Não foi Paulo? (I Cor. 6: 10). Disse também para não se embriagar (Efé. 5:18). Viu? Estamos indo além do véu, usando o bom senso, não é? Já está provado que de cada sete bebedores ocasionais um se torna alcoólatra inveterado. Pois é, o social–mente.
“DEUS CRIOU TUDO PARA OS FIÉIS?”
I Timóteo 4: 3
“Proibindo o casamento, e ordenando a abstinência dos manjares que Deus criou para os fiéis, e para os que conhecem a verdade, a fim de usarem deles com ações de graças.”
Na Bíblia, irmão, só há autorização para se comer carnes limpas (Lev. 11: Deut. 14). Por conseguinte, é destes manjares que Paulo está falando. São as carnes limpas, que, usadas com “acões de graças” se constituem os “manjares dos fiéis”.
Este texto especificamente, é uma profecia que, como luva, se encaixa na Igreja Romana. Ela mantém a tradição de proibir o casamento de padres e freiras, e também proibe comer carne na sexta-feira, chamada santa, lembra-se?
Ora, irmão, não há nada demais comer carne limpa (galinha, boi, vaca, touro, carneiro, ovelha, cabrito, etc) na sexta-feira santa. Pode pedir a bênção sobre ela, Deus a abençoará e poderás comer livremente, porque são estas as criaturas que, separadas para os fiéis, “pela Palavra de Deus e pela oração é santificada” (I Tim. 4: 5), na sexta-feira ou em qualquer outro dia da semana; porém, se optares pelo vegetarianismo, farás melhor. Sim, muito melhor!
Quanto ao casamento, ora, é um direito inalienável do moço e da moça amar e ser amado, e constituir sua família. Deus estabeleceu este sacramento no Éden ao oficiar o casamento de nossos primeiros pais, Adão e Eva. Portanto...!
“TODAS AS COISAS SÃO PURAS?”
Tito 1: 15
“Todas as coisas são puras para os puros, mas nada é puro para os contaminados e infiéis; antes o seu entendimento e consciência estão contaminados.”
Este é mais um texto isolado, e você não o pode aceitar literalmente, fundamentado na expressão abrangente da palavra: “todas as coisas são puras”, porque nem tudo é puro para o puro. Quer ver?
Revistas pornográficas,
filmes obscenos, violentos, fantasiosos,
novelas,
bailes, cinema, etc.
Estas coisas são puras para os puros? – Claro que não, você dirá! Então qual é o problema desta epístola?
O verso 15 de Tito cap. 1, faz parte de uma sequência onde Paulo ordena ao discípulo a organização da Igreja de Creta, dando-lhe orientações diversas conclamando-o a precaver-se contra certa classe de ensinadores – os da circuncisão – v. 10.
No dizer do apóstolo, a tais “professores” conviria tapar a boca pois dali só gotejava heresia (v.11), que eram fábulas judaicas e mandamentos de homens (v. 14).
Sabe, se era ensino judaico, estes nunca jamais autorizariam o consumo de carnes imundas. E... se eram – os da circuncisão – aí é que o “tempo fechava”. Estes fanáticos eram extremados em tudo, inclusive no regime alimentar e até mesmo da sombra de um animal imundo fugiam.
Daí, o mais lógico é raciocinar na direção de que estas “todas as coisas”que são puras, para os puros, certamente são os pensamentos, desejos, sentimentos e anseios do crente. Isto é: o crente só pensa o que é bom, puro e santo, não é? O que não se dá com os infiéis que têm suas mentes poluídas, contaminadas por toda sorte de impurezas.
Efetivamente, uma pessoa pura, manterá seu coração puro, uma mente pura, praticando a temperança ao evitar o consumo de carnes imundas. Paulo conclue falando ao nosso coração:
Filipenses 4: 8
“Quanto ao mais, irmãos, tudo o que é verdadeiro... honesto... justo... puro... amável... de boa fama... nisso pensai.”

JESUS MANDOU COMER TUDO!
Lucas 10:8
“E, em qualquer cidade em que entrardes e vos receberem, comei do que vos puserem diante”.
Jesus não está aqui destruindo a Sua Lei Dietética, muito menos acabando com a distinção e separação dos animais e peixes limpos e imundos. Quer ver? O Senhor Jesus ensinou:
“Igualmente o Reino dos Céus é semelhante a uma rede lançada ao mar, e que apanha toda qualidade de peixes. E estando cheia, puxam para a praia; e, assentando-se, apanham para os cestos os bons; os ruins, porém, lançam fora.” Mateus 13:47-48.
Evidentemente, quando Jesus disse para os discipulos comerem o que lhes dessem ao fazer o trabalho missionário, não seria preciso acrescentar o que era óbvio, praticado e vivido. Seus discípulos conheciam profundamente a boa e prudente Lei Dietética. Obedeciam sem questionar e sabiam bem distinguir o limpo do imundo, como Jesus os ensinou.
Ouça o que Jesus disse em Sua Lei Dietética:
“De todos os animais que há nas águas, comereis os seguintes: todo o que tem barbatanas e escamas, nas águas, nos mares e nos rios, esses comereis. Mas todo o que não tem barbatanas e escamas, nas águas, nos mares e nos rios, todo o réptil das águas, e todo o ser vivente que há nas águas (rã, mexilhão, camarão, lagosta etc), estes serão para vós abominação.” Lev. 11:9-12.
Pergunto! Estaria Jesus Se contradizendo? Proibe ao homem do Velho Testamento comer coisas imundas e as libera ao homem do Novo Testamento? Jesus fez acepção de pessoas? Não! Mil vezes não! Meu amado, Jesus é o Criador, não O contestemos jamais
Abrazo!

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

GUARDA DO DOMINGO: Bíblico ou pagão?

“Guardamos o domingo... porque o mundo em geral guarda esse dia”. – Citação do livro: “Sabatismo à Luz da Palavra de Deus.”
“Que todos os juízes, e todos os habitantes da cidade, e todos os mercadores e artífices descansem no venerável dia do Sol (domingo).” – (Codex Justinianus, lib. 13, tit. 12, par. 2/3).
“Aqui no Brasil ocorreu, há 40 anos, um fato interessante. Os Batistas, movidos por espírito polêmico, atacavam, pela imprensa, o aspersionismo e o pedobatismo, pelo fato de um órgão presbiteriano defender essas práticas. Num desses ataques, O Jornal Batista aventou a idéia de que não há na Bíblia prova taxativa para justificar o batismo de crianças, e isso era uma razão para não o aceitar. Em réplica, O Puritano, órgão então oficial da Igreja Presbiteriana do Brasil, editado no Rio de Janeiro, em edição de 7 de Maio de 1925, afirmava:
“Se pelo fato de não termos na Bíblia uma prova absoluta e taxativa para o batismo infantil, isto tira o valor da doutrina, diga-nos aqui à puridade o bom do Jornal (órgão Batista): Em que fica o colega com a guarda do domingo e não do Sábado?
“Pode o colega mostrar no Novo Testamento, de modo positivo, um mandamento para a guarda do domingo? Damos dois mil contos, ao colega, se no-lo apresentar...” – Subtilezas do Erro, pág. 171, A.B. Christianini.
Diante de tal argumento, o órgão batista calou-se, e “perdeu ótima oportunidade de ‘ganhar’ dois milhões de cruzeiros, naqueles tempos... por quê? Porque a guarda do domingo, bem como o aspersionismo e o pedobatismo são práticas pagãs que se infiltraram na Igreja Cristã.” – Idem.
Neste conflito, os Adventistas, outra vez, saem ganhando, porque aceitam o batismo por imersão e observam o Sábado, que são doutrinas fundamentais do Novo Testamento.
Dizem que o Sábado é do Antigo Testamento e o domingo do Novo Testamento, razão porque pregam os evangélicos ser o domingo o dia de guarda hoje.
Só existem oito textos nas Escrituras que falam do primeiro dia da semana; porém, não o chamam de domingo. Tal nome é estranho à Bíblia.
Se as Escrituras Sagradas mandam ou autorizam a troca do sétimo dia para o primeiro dia da semana, tem que estar nestes oito textos.
O dia como Deus o criou é composto de duas partes. Escura e clara (Gên. 1:1-5). Contado de uma tarde (pôr-do-Sol) a outra tarde (pôr-do-Sol). Esta é a maneira de Deus definir o período de 24 horas que é um dia. – Eis a prova:
Gênesis 1:5 – “E foi a tarde e a manhã, o primeiro dia.”
Neemias 13:19 – “Sucedeu pois que, dando às portas de Jerusalém já sombra antes do Sábado...”
Marcos 15:42 – “E tendo chegado a tarde, porquanto era o dia da preparação, isto é, véspera do Sábado.”
Pois bem, estudemos então os textos do Novo Testamento que mencionam o primeiro dia da semana.
1 “E, no fim do Sábado, quando já despontava o primeiro dia da semana, Maria Madalena e a outra Maria foram ver o sepulcro.” Mateus 28:1.
Este texto foi escrito no ano 62 d.C., ou seja, 31 anos depois da ressurreição de Jesus, e nele nada há indicativo da mudança do Sábado para o domingo. Apenas define que duas Marias, discípulas do Senhor, guardavam o Sábado, e ao findá-lo, no pôr-do-Sol, correram ao sepulcro, esperançosas de rever o corpo do Mestre. Prova que, após a morte de Jesus, o dia que se guardava, era o Sábado.
2 “E, no primeiro dia da semana, foram ao sepulcro, de manhã cedo, ao nascer do Sol.” Marcos 16:2.
No verso 1, as mulheres esperaram passar o Sábado, o santo dia do Senhor; chegado o primeiro dia, elas foram ao sepulcro. Consequentemente o domingo era estranho a todos os discípulos; porém, o Sábado continuava como dia santificado. Também esta Escritura data de 31 anos após a morte de Jesus, e Marcos menciona que o Sábado é o Dia do Senhor (Mar. 2:28), ao passo que desconhece completamente o domingo.
3 “E Jesus, tendo ressuscitado na manhã do primeiro dia da semana, apareceu primeiramente a Maria Madalena, da qual, tinha expulsado sete demônios.” Marcos 16:9.
Também este texto foi escrito 31 anos após a ressurreição de Jesus e nada há aqui que abone a santidade do domingo. Simplesmente vemos que a profecia de que o Senhor ia ressuscitar ao terceiro dia cumpriu-se. E Jesus assim demonstrou fidelidade à Sua santa lei, pois descansou no Sábado, da obra de criação, e agora dá provas que descansou da obra de redenção, permanecendo no sepulcro no Sábado. Por conseguinte, Seus trabalhos de criação e redenção foram realizados sem a transgressão do Sábado.
4 “E no primeiro dia da semana, muito de madrugada, foram ao sepulcro, levando as especiarias que tinham preparado.” Lucas 24:1.
Lucas escreveu isso no ano 64 d.C., 33 anos depois da ressurreição do Senhor, e, como os outros evangelistas, nada abona em favor da santidade do domingo. Porém, uma coisa Lucas deixa claro, no verso 56 do capítulo 23, isto é: que o Sábado era e é o dia do Senhor. Lemos: “E voltando elas, prepararam especiarias e unguentos, e no Sábado repousaram, conforme o mandamento.”
5 “E no primeiro dia da semana Maria Madalena foi ao sepulcro de madrugada, sendo ainda escuro, e viu a pedra tirada do sepulcro.” João 20:1.
Este texto foi escrito no ano 97 d.C., 66 anos depois de Jesus ressuscitar, e também nada acrescenta a favor do domingo. Nada mesmo!
6 “Chegada, pois, a tarde daquele dia, o primeiro da semana, e cerradas as portas onde os discípulos, com medo dos judeus, se tinham ajuntado, chegou Jesus... e disse-lhes: Paz seja convosco.” João 20:19.
Crêem os cristãos que discordam do Sábado, que este texto lhes assegura ser uma reunião religiosa dominical, e por isso o Sábado cedeu seu lugar ao domingo. Será mesmo assim? Não! Por que sei? Eis as razões:
• Os discípulos se ajuntaram com medo dos judeus e não para uma reunião religiosa regular. A intenção era esconder-se.
• Os discípulos não criam que Jesus havia ressuscitado. Leia: Mar. 16:11; 13-14; Luc. 24:37; João 20:24-27. Se não criam, evidentemente não era esta uma reunião religiosa, nem dominical.
• Jesus também não transformou esta reunião em cerimônia religiosa, muito menos em Santa Ceia. Comeu, sim, peixe assado e mel (Luc. 24:38-43), para provar aos discípulos que era Ele mesmo, e não um fantasma.
OBSERVAÇÃO: Não foi ótima ocasião para Jesus dizer aos discípulos que o domingo era agora o dia santificado? Por que não disse? Ora, porque o Sábado é eterno e santo, como Ele próprio. (Esta “reunião” se deu na habitação dos discípulos – Atos 1:13).
Observe que já estudamos seis dos oito versos onde é mencionado o primeiro dia da semana. E nada de concreto, definido, claro com relação à mudança do Sábado para o domingo.
7 “E, no primeiro dia da semana, ajuntando-se os discípulos para partir o pão, Paulo que havia de partir no dia seguinte, falava com eles; e alargou a prática até à meia noite.” Atos 20:7.
Este texto, depois de “esmiuçado” e comparado com outros, estribado na lógica e bom senso, dará uma mensagem diferente daquela que hoje se crê, que tal acontecimento foi uma reunião de Santa Ceia.
CONSIDEREMOS:
• Não se pode assegurar que esta foi uma Santa Ceia, porque “partir o pão” era um costume, uma ceia-refeição, um jantar entre os irmãos para alargar o sentimento cristão e o desenvolvimento do amor mútuo (Atos 2:42, 46). Era uma prática ótima, tão boa que motivou a unidade que o Espírito Santo precisava no Pentecostes. Este costume também imprimiu neles um profundo sentimento humanitário, pois não havia necessitados entre eles (Atos 2:45), e os pobres de Jerusalém por eles foram socorridos (Rom. 15:25 e 26). Finalmente, não podia ser Santa Ceia, pois não usaram o suco da vide, não procederam ao lava-pés (João 13:1-15; I Tim. 5:10); e muito menos há indícios sequer da Santa Ceia celebrada pelo mesmo Paulo (I Cor. 11:23-29). Ademais, o costume era partir o pão em casa (de casa em casa – Atos 2:46), o que prova ser uma refeição amigável, apenas.
• Nesta descrição – “E no primeiro dia da semana ajuntaram-se os discípulos...” entende-se com clareza tratar-se da noite do Sábado; pois que o dia é contado de pôr-do-Sol à pôr-do-Sol. Se assim é, o que ocorreu então? Paulo passou com os discípulos o Sábado, como era seu costume (Atos 17:2); e, ao terminar o dia, no pôr-do-Sol, e começar o primeiro dia (início da noite de Sábado), Paulo que teria de partir no dia seguinte (parte clara do primeiro dia da semana), desejou usufruir da presença dos discípulos, e isso foi até à meia noite (lógicamente do Sábado). Entretanto, foi uma reunião acidental, cujo motivo principal era o fato de ter Paulo que se ausentar dos irmãos, em cuja presença estivera durante uma semana (Atos 20:6). Se esta partida se desse numa terça, quarta ou quinta-feira, Paulo, como desejava, alargaria a prática até à meia noite anterior à sua viagem.
QUANTO AO MAIS, OBSERVEMOS:
• Paulo, como bom judeu, não poderia iniciar uma viagem no Sábado. De sorte que o aproveitou em assuntos espirituais, estendendo a prática por toda a tarde (conforme seu costume: Atos 16:13), e iniciando uma vigília até domingo de manhã, quando o navio havia de partir (Atos 20: 11).
• Caso admitamos que a reunião se deu no domingo, e como a noite de domingo já é o início da segunda-feira (segundo a contagem de tempo de Deus), por conseguinte a “Santa Ceia” se deu na segunda-feira, e não no domingo.
• Mesmo que esta reunião tenha se dado no domingo, mesmo que fosse uma Santa Ceia, ainda não há autorização expressa, específica, comprobatória da mudança do Sábado para o domingo. Pelo contrário, no tocante ao Sábado, Paulo o menciona diversas vezes, numa proporção de 10x1, em comparação ao primeiro dia da semana (Atos 18:1-3, 4, 11; 19: 8,10).
8 “No primeiro dia da semana cada um de vós ponha de parte, em casa, conforme a sua prosperidade, e vá ajuntando para que se não façam coletas quando eu for.” I Coríntios 16:2.
Submetamos também este texto ao crivo das Escrituras, para que os irmãos se sirvam dele para o bem. A tradução Almeida Revista e Corrigida omite a palavra EM CASA. Porém, a própria tradução Almeida, Revista e Atualizada, acrescentou tal expressão porque, de fato, ela consta do original. Nota-se por isso a sinceridade do tradutor que, sendo adepto do domingo, incluiu a expressão em casa, pois, se não fizesse isso, porporcionaria forte argumento a favor da crença de que a coleta era na igreja. Daí, há que se deduzir:
• Paulo soube que os crentes de Jerusalém (Atos 11:28 e 29) estavam em grandes necessidades, e os discípulos decidiram socorrê-los.
• O apóstolo então pediu aos irmãos que sistematicamente, em casa, no primeiro dia da semana, fossem ajuntando alguma coisa; dinheiro, alimento, roupa, sandálias, etc. E por que, no primeiro dia da semana? Ora, é o primeiro dia não somente de atividades e trabalhos, como marca o início de um novo ciclo semanal, logo após passado o Sábado do Senhor. (Leia estes versos e comprove como Paulo se envolveu nesta coleta filantrópica: Rom. 15:25 e 26; compare com Atos 19:21; 20:3; 24:17; I Cor. 16:1-5; II Cor. 8:1-4; 9:1 e 2). Deviam, portanto, ir ajuntando conforme sua prosperidade para que, quando Paulo fosse ter com eles, no Sábado, apanhasse a oferta. Agora, por que sei que Paulo iria à igreja no Sábado?
RAZÕES
• Era o dia que Paulo tinha por costume ir à igreja (Atos 17:2), portanto era nele que os irmãos, judeus e gentios, levariam suas dádivas à casa de Deus.
• Paulo trabalhava durante a semana e no Sábado ia à igreja. Atos 18:1-4.
Bem, acabaram-se os textos (8 apenas), em que os cristãos hoje se baseiam para advogar a tese da santidade do domingo. Neles não encontramos nada que dê, pelo menos, alguma pista para a aceitação do domingo tomando o lugar do Sábado. Por outro lado, acompanhe Paulo e veja como ele tratava o Sábado.
Atos 18:1-3 – Aqui prova que Paulo trabalhava fazendo tendas, durante a semana.
Atos 18:4 – Neste, prova-se que Paulo não trabalhava no Sábado, mas ia à igreja, pregar para gregos, prosélitos e judeus.
Atos 18:11 – Lucas diz que Paulo assim procedeu em Corinto, trabalhando durante a semana, descansando aos Sábados, durante um ano e seis meses (18 meses). Ou seja, 78 Sábados guardados e, em nenhum deles, Paulo mencionou tivesse o Sábado sido abolido ou cedido seu lugar ao domingo.
Atos 19:8-10 – Paulo, em Éfeso, pregou o vangelho durante dois anos e três meses (27 meses), ininterruptamente. Isto é, 116 Sábados guardados. Nada de domingo.
A Epístola aos Romanos, que é a carta de exaltação à Lei de Deus, foi escrita de Corinto, durante a terceira viagem missionária de Paulo (Atos 20:1-3), no inverno de 57-58 d.C. (Rom. 16:23; I Cor. 1:14; II Tim. 4:20). Nesta cidade, onde Paulo implantou o cristianismo puro e genuíno, confirmando por exemplo a santidade do Sábado, escreveu sua epístola aos cristãos de além-mar, e nada falou sobre a pseudo-santidade dominical.
A Epístola aos Gálatas também foi escrita de Corinto, pela mesma época, e é um severo rebate aos professores judaizantes que tentaram injetar lá a perniciosa doutrina da justificação pelas obras da Lei Cerimonial; porém, nada promulgou Paulo em favor do primeiro dia da semana.
A Epístola aos Tessalonicenses também foi escrita de Corinto (I Tess. 3:1,6 – comparar com Atos 17:15) pelo ano de 51-52 d.C. Era este grupo uma igreja exclusivamente de gentios (I Tess. 1:1,9), e, no entanto, Paulo nada informou da santidade do domingo.
A Epístola aos Coríntios foi escrita de Éfeso (I Cor. 16:8), na primavera de 57 d.C. onde Paulo trabalhou durante três anos (Atos 20:31). A Igreja de Corinto foi estabelecida em sua segunda viagem missionária, onde Paulo fez 18 meses de evangelismo, e nunca falou sobre a guarda do domingo.
Nas igrejas de Corinto e Éfeso (esta era, principalmente, de formação gentílica – Efé. 1:1; 2:11; 4:17), onde passou grande parte de sua vida ministerial, Paulo estabeleceu entre outras doutrinas os dons espirituais, mas nunca situou o domingo como tomando o lugar do Sábado. É inconcebível que, ao estabelecer-se uma igreja, o corpo doutrinário não fique definido! – Por que então Paulo nunca falou, sequer uma vez, da santidade do domingo?
CONCLUSÃO – Paulo, o missionário que implantou o cristianismo entre os gentios, estabeleceu várias igrejas (Atos 16:5; 18:22; Gál. 1:22; I. Cor. 16:19; II Cor. 8:1, etc). Ungiu diversos presbíteros e diáconos (Atos 14:23; 20:17). Empossou líderes na igreja (I Cor. 12), mas nunca mencionou nada que abonasse o domingo entre os cristãos judeus ou gentios convertidos. Pelo contrário, em Éfeso e Corinto guardou e pregou em 194 Sábados, durante três anos e nove meses, estando semanalmente com os irmãos. Ora, convenhamos, se não falou em nenhuma oportunidade que o domingo ocupou o lugar do Sábado, é porque não aceitava assim.
O escritor de Atos foi o gentio Lucas. Escreveu tudo sobre os Atos dos Apóstolos, especialmente os de Paulo, e nada falou da mudança do Sábado para o domingo. Irmão, não resista mais. Nada há de concreto, palpável, claro a respeito do domingo no Novo Testamento, o que não se dá com o Sábado, que é uma realidade em toda a Bíblia. Só no Novo Testamento há 59 referências ao Sábado (ver pág. 133). Paulo cumpriu em sua vida a Lei Moral dos Dez Mandamentos, trabalhava seis dias da semana, e descansava um dia; e a Bíblia assegura que era o Sábado.
PARA VOCÊ PENSAR – Depois da ressurreição, Cristo passou 40 dias instruindo Seus discípulos sobre o estabelecimento de Sua igreja e, no entanto, não disse que o Sábado foi transferido para o domingo por causa de Sua ressurreição. Seria desumano, bem como grande crueldade e desamor, deixar Sua mãe, o apóstolo amado, Pedro e tantos outros enganados! Se realmente o Sábado tivesse sido abolido, Jesus diria abertamente. Creia!
Entretanto, o ensino claro de Cristo foi este, preste atenção: Olhando o Mestre a iminente destruição de Jerusalém cerca de 40 anos depois de Sua ascenção, Ele deu este conselho aos discípulos:
Mateus 24: 20
“...Orai para que a vossa fuga não aconteça no inverno nem no Sábado.”
Ora, irmão, Jesus deixa claro como a luz solar que, muito tempo depois de Sua ressurreição, o Seu povo deveria guardar o Sábado e não o domingo. A preocupação divina salta aos olhos. “Orai”, lembrou o Mestre. Esta expressão denota a sacrossantidade do Sábado. Estava Jesus preocupado em que Seus amados discípulos pudessem violar o santo Sábado depois que subisse ao Céu.
O que Jesus desejava é que os discípulos tivessem o Sábado em mente todas as vezes que orassem, já que se avizinhava a grande destruição de sua cidade. (A fuga se deu numa quarta-feira do ano 70, quando Jerusalém foi destruída, e assim evitou-se a transgressão do Sábado, com cargas, barulho, nervosismo, etc.).
Consequentemente, nem a morte, nem a ressurreição de Cristo, exerceram qualquer efeito quanto à mudança que hoje se propaga nos meios evangélicos. Portanto, fica patente: domingo não é, nunca foi, e nunca será símbolo da ressurreição. O batismo sim, o é!
Jesus foi o maior defensor do Sábado. Criou, santificou, abençoou, guardou e ensinou que ele estaria eternamente em vigor (Mat. 5:17 e 18), mesmo porque o Sábado é o memorial, o Selo de Sua Criação.
Nos dias de Jesus, o mandamento do Sábado era oficial, reverenciado, observado e definido. Eis o testemunho do evangelista a respeito da morte de Jesus:
Lucas 23: 53-56
“E havendo-O tirado, envolveu-O num lençol, e pô-Lo num sepulcro cravado numa penha, onde ninguém havia sido posto. E era o dia da preparação, e amanhecia o Sábado. E as mulheres, que tinham vindo com Ele da Galiléia, seguiram também e viram o sepulcro, e como foi posto o Seu corpo e, voltando elas, prepararam especiarias e unguentos: E no Sábado repousaram, conforme o mandamento.”
O Sábado era amado por Jesus, daí Sua suprema preocupação em que não fosse transgredido por Seus amigos. O Senhor nunca foi contra este mandamento, nem jamais o tencionou mudar; pelo contrário, ordenava que os discípulos dessem ouvidos aos ensinos dos sacerdotes, e estes eram zelosos do Sábado. Sua preocupação, porém, era para observá-lo diferente dos tais ensinadores (Mat. 23:3), e por quê? – Porque coavam um mosquito e engoliam um camelo (Mat. 23:24). O Sábado deveria ser um dia deleitoso, digno de honra (Isaías 58:13), um dia aprazível, agradabilíssimo, mas os legalistas dele fizeram um dia da maior tristeza, um fardo mais pesado que um elefante.
Destaco do comentário de Taylor, Evangelho de João, Vol. 1 – págs. 126, 127 e 129, algumas tradições impostas sobre o Sábado:
“Os rabis fizeram uma lista de quarenta formas de trabalho menos uma. Se um homem praticasse no Sábado qualquer uma, devia ser apedrejado. Essas 39 categorias de trabalho eram chamadas ‘pais’ e cada ‘pai’ tinha ‘filhos’ de tradição sabática. Por exemplo, lavrar era um dos trinta e nove pais. Um filho de lavrar era cavar. E cavar abrangia muita coisa. Era proibido puxar uma cadeira de um lugar para outro no Sábado, pois podia cavar uma linha no assoalho.
“Permitia-se que um homem cuspisse na calçada no Sábado e que procurasse espalhar o cuspe com o pé, pois na calçada o pé não fazia sulco; mas o mesmo ato no chão era pecado, pois o pé, apagando o sinal do cuspe no chão, faria um sulco na terra, cavava.
“Outro pai era carregar peso e que numerosa descendência tinha! Não se permitia a um homem que levasse na boca a dentadura postiça no Sábado, pois era filho desse pai proibido.
“Um alfaiate não podia sair com sua agulha nem o escriba com sua pena, na sexta-feira de tarde, para não arriscar a possibilidade de voltar depois do pôr-do-Sol, e estar carregando esses pesos no Sábado.
“Outro pai proibido era colher, ceifar. Temos a narrativa da ofensa dos discípulos comendo grãos de trigo. Uma senhora não devia olhar-se no espelho no Sábado; podia ver um cabelo branco e ser tentada a arrancá-lo.
“Era proibido andar mais de 2.000 cúbitos (1.320 metros) no Sábado. Mas um fariseu que quisesse ir além poderia na sexta-feira pôr sua comida nesse ponto. Chegando ao fim dos dois mil cúbitos e achando a comida, diria: ‘Ah! eu estou em casa!’
“Não se podia comer um ovo que a galinha pusesse no Sábado. Mas se se dissesse: ‘Esta galinha se destina à mesa mais tarde’ – então poderia comer o ovo. Era apenas um pedaço da galinha que caíra, e se comia na intenção de equipará-la ao banquete de galinha assada que se teria, em outro dia.
“Havia um regulamento comprido sobre o nó que se poderia amarrar no Sábado, sendo proibido o nó de marinheiro e do condutor de camelos. Não se podia escrever juntas duas letras do alfabeto.
“Sapatos em que havia pregos não se podia calçar, pois isso seria carregar peso. Só se poderia calçar sapato costurado (o que somente os ricos e os fariseus poderiam adquirir). Também era lícito usar os dois sapatos, mas não um só, caso um homem estivesse com um calo ou ferida no pé. Um pão não se constituiria peso se carregado por dois homens, mas, um homem só carregando, então seria peso. Um judeu não podia tomar vinagre na boca, no Sábado, para aliviar a dor de dentes com bochecho, sem o engolir. Mas podia molhar a escova no vinagre.”
PENSE NISTO: Dois fariseus saindo da padaria carregando uma bisnaga. Cada um segurando um lado do pão. Não é para sorrir? É “sinceridade” demais!
Assim, a letra matou o deleite do Sábado. Felizmente Jesus libertou a alegria do Sábado destas tradições odiosas e inconsequentes e realçou o Sábado ao seu devido lugar. Sim, o Sábado, o memorial da criação de Deus é um dia deleitoso, agradável, espiritual. Deve ele servir ao homem e não o homem escravizar-se por ele, com infindas tradições tolas (Mat. 23:4; Luc. 11:46). Este Sábado feliz, Jesus aprova.
Por isso disse o Mestre: “...o Sábado foi feito por causa do homem e não o homem por causa do Sábado.” (Mar. 2:27). Sim, o Sábado não necessita do homem. O homem é que necessita do Sábado, porém, livre dos disparates mencionados. Por isso Deus criou o homem primeiro, depois o Sábado, para atender suas necessidades: repouso, meditação, devoção espiritual, etc.
“O Sábado foi feito por causa do homem...” – Sim, para sua felicidade, para seu benefício, para o bem-estar de seu corpo. Logicamente, o homem deve guardá-lo, haja vista Deus tê-lo feito por sua causa; seria portanto falta de respeito e ingratidão para com o Criador o homem recusar aceitar algo criado para ele mesmo. Deus não faria nada para o homem que não fosse bom. E, se é bom, porque cancelar ou mudar? O caráter de Deus não muda. Sal. 89:34; Deut. 4:2.
Trata-se de causa e efeito: A causa, o homem. O efeito, o Sábado. Enquanto a causa (homem) existir, o efeito (Sábado) existirá como repouso de Deus para ele. Devemos ser coerentes com a palavra do Mestre. O Sábado foi feito por causa do homem e não do judeu. E Sua palavra proclama a universalidade do Sábado, porque o homem habita todo o nosso Planeta. “Deus ordenou que o Sábado fosse uma bênção, não uma carga, e é do interesse do homem, e não em seu prejuízo, o observá-lo. Foi designado para aumentar sua felicidade, não para causar-lhe dificuldade.” – The Sevent-Day Adventist Bible Commentary – Vol. 5, pág. 588.
Esta verdade não se prende ao domingo (primeiro dia da semana) que já existia quando o homem foi criado, cinco dias depois. Por conseguinte Jesus não somente é Senhor do Céu, da Terra, do mar, mas até do Sábado (Mar. 2:27; Mat. 12:8). Então, qual é o Dia do Senhor?
– Resposta: O Sábado, reconhecido por João em Apocalipse 1:10. Deus o chama: “Meu santo dia”. Isaías 58:13.
Efetivamente, nenhum dos apóstolos, muito menos o apóstolo amado, João, deu título sagrado ao domingo. Simplesmente denominaram-no de “o primeiro dia da semana”. Evidente que não podia dar. Nem o próprio Criador deu.
Se os apóstolos não deram santidade ao domingo, se Jesus não deu, quem então o fez? Que pena! Quem deu santidade ao domingo, quem o fez símbolo da ressurreição de Jesus, quem o estabeleceu como dia santificado e de guarda, foi justamente aquela que os protestantes hoje desdenham: a Igreja Romana. Aqui as provas transcritas do livro Estudos Bíblicos, páginas 405-407, editado pela CPB:
“Nós, católicos romanos, guardamos o domingo, em lembrança da ressurreição de Cristo, e por ordem do chefe de nossa igreja, que preceituou tal ordem de o Sábado ser do Antigo Testamento, e não obrigar mais no Novo Testamento.” – Pe. Júlio Maria, em Ataques Protestantes, p. 81.
“Foi a Igreja Católica que, por autoridade de Jesus Cristo, transferiu esse descanso para o domingo, em memória da ressurreição de nosso Senhor: de modo que a observância do domingo pelos protestantes é uma homenagem que prestam, independentemente de sua vontade, à autoridade da Igreja.” – Monitor Paroquial de 26 de Agosto de 1926, Socorro, SP. Grifos meus.
“Pelo próprio ato da mudança do dia de descanso para o domingo, o qual todos os protestantes aceitam; e portanto, contradizem-se positivamente, observando estritamente o domingo, e violando a maioria dos outros dias de festa ordenados pela mesma igreja.” – Abridgment of Christian Doctrine, Rev. Henry Tuberville, D.D. do Douay College, França, 1649, pág. 58, grifos meus.
“A Igreja Católica, por sua própria infalível autoridade, criou o domingo como dia santificado para substituir o Sábado, da velha lei.” – Kansas City Catholic, 9 de Fevereiro de 1893.
“A Igreja Católica... em virtude de sua divina missão, mudou o dia de Sábado para o domingo.” Catholic Mirror (espelho católico), órgão oficial do Cardeal Gibbons, de 23 de Setembro de 1893, grifos meus.
“O domingo é uma instituição católica, e sua observância só pode ser definida por princípios católicos. Do princípio ao fim das Escrituras não é possível encontrar uma única passagem que autorize a mudança do culto público semanal, do último para o primeiro dia da semana.” – Catholic Press – Sidney, Austrália. 25 de Agosto de 1900.
“A Igreja de Deus porém, asachou conveniente transferir para o domingo a solene celebração do Sábado... em virtude da ressurreição de nosso Salvador.” – Catecismo Romano, edição 1566, pág. 440, parág. 5:18.
“Observamos o domingo em vez do Sábado, porque a Igreja Católica no Concílio de Laodicéia (364 a.D.) transferiu a solenidade do Sábado para o domingo.” – The Convert’s Catechism of Catholic Doctrine, Rev. Peter Geierman, C.S.S.R.) pág. 50 – terceira edição, 1913, obra que recebeu a bênção apostólica do Papa Pio X, em 25 de Janeiro de 1910.
“Podereis ler a Bíblia de Gênesis ao Apocalipse e não encontrareis uma única linha que autorize a santificação do domingo. As Escrituras ordenam a observância religiosa do Sábado, dia que nós nunca santificamos.” – Cardeal Gibbons em the Faith of Ours Fathers, edição de 1892.
“A Bíblia manda santificar o Sábado, não o domingo; Jesus e os apóstolos guardaram o Sábado. Foi a tradição católica que, honrando a ressurreição do Redentor, ocorrida no domingo, aboliu a observância do Sábado.” – O Biblismo, pág. 106, Padre Dubois – Belém.
“Não tivesse ela (Igreja Católica) esse poder, e não poderia haver feito aquilo em que concordam todos os religionistas modernos – não poderia haver substituído a observância do Sábado do sétimo dia, pela do domingo, o primeiro dia, mudança para a qual não há autoridade escriturística.” – Um Catecismo Doutrinal, Rev. Stephan, pág. 174.

Agora observe o respaldo dos citados “religionistas modernos”:

CONGREGACIONALISTAS: “Não existe na Bíblia mandamento que requeira de nós a observância do primeiro dia da semana como sendo o Sábado cristão.” – Mode and Subjects of Baptism, por Fowler.

METODISTAS: “É certo não haver mandamento positivo para o batismo infantil... Tampouco o há para santificar o primeiro dia da semana.” – Theological Compend (1902), Rev. Amós Binneyas, 180 e 181.

LUTERANOS: “A observância do domingo não se baseia em nenhum mandamento de Deus, mas sim na autoridade da igreja.” – Augsburg Confession of Faith citado em Cox’s Sabbath Manual, pág. 287.

PRESBITERIANOS: “Deus instituiu o Sábado na criação do mundo separando para este fim o sétimo dia, e impôs sua observância como obrigação universal, moral e perpétua.” – Dr. Archibaldo A. Hodge, da Comissão Presbiteriana de Publicidade.

PENTECOSTAIS: “A Bíblia nos mostra a sagrada Lei de Deus: ‘faça isto’, ‘não farás!’. Êxo. cap. 20. E essa Lei deveria ser observada, cumprida rigorosamente – e até aos nossos filhos a deveríamos fazer conhecer. Deut. 6: 1-13. A Palavra de Deus é, sob certos aspectos, autoritária! Ela nos fala de modo imperativo.” – Lições Bíblicas, 7-12/1966, Dir. Respons. Pastor Emílio Conde, pág. 12.

BATISTAS: “Cremos que a Lei de Deus é a base eterna e imutável do Seu governo moral (Rom. 3: 31. Mat. 5: 17. Luc. 16:17. Rom. 3:20); que essa Lei é santa, justa e boa (Rom. 7: 12. Sal. 119); que a incapacidade dos homens decaídos, da qual falam as Escrituras, para cumprirem os seus preceitos, provém unicamente do seu amor ao pecado (Rom. 8: 7-8. Jos. 24: 19. Jer. 13:23. João 6:44); que um dos principais objetivos do evangelho é o de libertar os homens do pecado e restaurá-los em Cristo a uma obediência sincera dessa santa lei, concorrendo para isso os meios da Graça proporcionados em conexão com a igreja visível (Rom. 8:2-4. Heb. 8: 10. Heb. 12.22-25).” – Manual das Igrejas Batista, por Willian Carey Taylor, 4a. Edição, 1949, pág. 178, Artigo XII – Casa Publicadora Batista.

MÓRMONS – “Há aqueles que gostariam de destruir o Decálogo, ou os Dez Mandamentos... Tais mandamentos não foram ab-rogados, nem anulados e estão em vigor hoje da mesma forma como estiveram quando pronunciados em meio aos trovões no Monte Sinai, embora não sejam observados.” – Joseph Fielding Smith, The Heed to Yourselves, pág. 133.
Eis aí, declarações sinceras. O Sábado é inegável. É bíblico. É eterno. É divino. Infelizmente só não é colocado em prática. Leia, irmão, Atos 5:29.
Assim, amado, grande número de escritores protestantes e autoridades evangélicas em geral admitem que foi por autoridade da Igreja Romana e não por ordem divina ou apostólica que o domingo tomou o lugar do Sábado, e passou a ser santificado pela cristandade. Destaco por fim, o Dr. Edward T. Hiscox, autor do Manual Batista, que fez perante um grupo de ministros, a seguinte honesta afirmação:
“Havia e há um mandamento para santificar-se o Sábado, mas aquele Sábado não era o domingo. Será dito, talvez, e com ostentação de triunfo, que o Sábado foi transferido do sétimo para o primeiro dia da semana, com todos os seus deveres, privilégios e sanções. Desejando ardentemente informações sobre este assunto, que tenho estudado por muitos anos, pergunto: Onde se pode achar o relato de tal transferência? Não no Novo Testamento, absolutamente não! Não há na Escritura evidência de mudança da instituição do Sábado, do sétimo dia da semana.
“É para mim incompreensível que Jesus, vivendo durante três anos com Seus discípulos, conversando com eles muitas vezes sobre a questão do Sábado, tratando-o nos seus vários aspectos, ressalvando-o das falsas interpretações, nunca Se referisse a uma transferência desse dia; mesmo durante os quarenta dias de vida após Sua ressurreição, tal coisa não foi indicada. Nem tampouco, quanto ao que sabemos, o Espírito Santo, que fora enviado para lhes fazer lembrar tudo quanto haviam aprendido, tratou desta questão. Nem ainda os apóstolos inspirados, pregando o evangelho, fundando igrejas, aconselhando e instruindo, discutiram ou abordaram o assunto.
“...estou bem certo de que o domingo foi posto em uso como dia religioso, bem no princípio da história cristã, pois assim aprendemos dos pais da igreja e de outras fontes. Mas que pena ter vindo ele estigmatizado com a marca do paganismo e crismado com o nome do Deus Sol, quando adotado e sancionado pela apostasia papal, e dado ao protestantismo como um legado sagrado.” – De um discurso feito em 13 de Novembro de 1893, – (citado em Sub. do Erro, A.B. Christianini, págs. 169/170 – CPB, grifos meus). Este discurso foi reproduzido parcialmente no The Watchman Examiner, Órgão Batista editado em Nova York, edição de 16 de Novembro de 1893.

Assim, meu irmão, se nada há de concreto que abone o domingo como substituindo o Sábado, e o próprio Senhor sequer o menciona, para onde ir?
Verdade é que Jesus:
• Não transgrediu o Sábado (Mat. 24:20);
• Não o alterou (Mat. 5:17 e 18);
• E ao morrer disse: “Está consumado” (João 19:30).
Portanto, ninguém se atreva a anular ou acrescentar (Apoc. 22:18-19).
• O Sábado é o dia do Senhor: (Mat. 12:8; Mar. 2:28; Apoc. 1:10).
• Deus confirma: “Não Mudarei” (Deut. 4:2; Sal. 89:34).
• Não mente (Tito 1:2). A palavra do Mestre tem que prevalecer (I Tim. 6:3).

O domingo não é bíblico. Que fará Deus?
• A “planta” domingo será arrancada.
“...toda planta que Meu Pai Celestial não plantou, será arrancada.” Mateus 15:13.
Pense bem:
Se Jesus surgisse hoje ensinando publicamente, não repetiria as palavras de 2.000 anos atrás? Estas:
“Por que transgredis vós também os Mandamentos de Deus pela vossa tradição?” (Mateus 15:3).
“Mas em vão Me adoram, ensinando doutrinas que são preceitos de homens.” (Mateus 15:9).
“Horrenda coisa é cair nas mãos do Deus vivo.” (Heb. 10:31).
Abraço!!!

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

PAULO E O SÁBADO ..No Livro de Atos! ..Na Sinagoga?

Em sua primeira viagem missionária, Paulo fundou as IGREJAS de Antioquia da Psídia, Icônio, Listra e Derbe, e muitas outras nas segunda e terceira viagens; no entanto, a nenhuma delas disse que o Sábado cedeu seu lugar ao domingo.

“É possível que alguém imagine que a transgressão desse quarto mandamento é menos grave do que a transgressão dos outros nove. A verdade, porém, é que quem se dispõe a transgredir o quarto mandamento já tem no coração a inclinação de transgredir um ou mais dos outros mandamentos...
“Por que deve o homem guardar o Sábado do Senhor? Porque é justo! Segue-se aqui o mesmo princípio de não furtar porque não é justo.” – Pr. Harold J. Brokle (teólogo Assembleano), Prosperidade Pela Obediência, págs. 58,59.

Muitos advogam a tese de que, pelos escritos paulinos, o domingo é o dia de guarda. Porém, acontece exatamente o contrário, segundo o próprio São Paulo. Se tivesse havido alteração no dia de repouso do Sábado para o domingo, certamente ele o teria dito a nós, os gentios, pois, afinal, ele é o nosso apóstolo.
Acompanhemos Paulo em uma sinuosíssima maratona sabática, entre gentios, judeus, prosélitos, em todos os lugares, ratificando incontestavelmente a santidade do Sábado.
PRIMEIRA VIAGEM MISSIONÁRIA: CHIPRE – ANTIOQUIA DA PSÍDIA
Paulo fez muitas viagens, estabeleceu diversas igrejas (Atos 16:5; 18:22; Gál. 1:22; I Cor. 16:19; II Cor. 8:1; Atos 14:21-27, etc), mas nunca disse nada a respeito do domingo substituindo o Sábado. Tome sua Bíblia. Como ponto de partida, examinaremos a respeito o livro de Atos, e, no capítulo 13, verso 2, por ordem do Espírito Santo, foram Paulo e Barnabé separados para a obra do Ministério. Empreenderam imediatamente a primeira viagem missionária, que abrangeu inúmeras cidades:
Atos 13:14
“E eles, saindo de Perge, chegando a Antioquia, da Psídia, e, entrando na Sinagoga, num dia de Sábado, assentaram-se.”
Paulo e seu companheiro foram à Sinagoga no dia do Senhor, o Sábado, e foi convidado a pregar o evangelho. Muitos admitem que Paulo só pregava nas Sinagogas dos judeus. Por isso pregava aos Sábados.
Bem, continue a leitura e aguarde a resposta. Por enquanto não esqueça: Paulo está no Sábado diante de judeus e gentios, e vai pregar. Que excelente oportunidade para anunciar a mudança do dia de repouso! Será que vai mencionar esta alteração? Diz a Bíblia:
Atos 13:16
“E, levantando-se Paulo, e pedindo silêncio com a mão, disse: Varões israelitas, e os que temeis a Deus, ouvi.”
Note suas palavras: “Israelitas, e os que temeis a Deus”. Isto disse porque estavam congregados judeus e gentios. Paulo discursa poderosamente até o verso 41 deste capítulo e o tema central é a ressurreição de Jesus. Portanto, estava à frente da Sinagoga pregando, e nada disse da mudança do dia de Sábado para o domingo, em virtude da ressurreição do Senhor, como querem muitos cristãos. Ouça:
Atos 13:27
“Por não terem conhecido a Este, os que habitavam em Jerusalém, e os seus príncipes, condenaram-nO, cumprindo assim as vozes dos profetas que lêem todos os Sábados.”
Paulo está confirmando que todos os Sábados era lida a Bíblia conhecida, isto é, o Antigo Testamento. Paulo relembrou a uma Sinagoga repleta de judeus e gentios o belo hábito da leitura da Bíblia aos Sábados. Ouça mais:
Atos 13:42
“E, saídos os judeus da Sinagoga, os gentios rogaram que no Sábado seguinte lhes fossem ditas as mesmas coisas.”
Meu caro irmão, é contundente a expressão bíblica: os GENTIOS rogaram que Paulo novamente lhes pregasse no Sábado seguinte. Por isso concluo: seria desumano e cruel se aqueles gentios que amavam Jesus e desejavam servi-Lo fossem ensinados erradamente. Paulo atendeu a solicitação dos gentios. Passou uma semana inteira trabalhando e se preparando para no próximo Sábado voltar a pregar-lhes o evangelho. Veja:
Atos 13:44 – “... no Sábado seguinte ajuntou-se quase toda a cidade para ouvir a Palavra de Deus.”
Que oportunidade magna para Paulo! Estava diante de quase toda a cidade (de Antioquia da Síria). Que grande responsabilidade! Eu pergunto: Porque Paulo não disse abertamente: Irmãos, vocês terão agora que guardar o domingo no lugar do Sábado, por causa da ressurreição de Jesus... Afinal, não pregava Paulo a respeito da ressurreição do Senhor? Caro irmão, Paulo sequer insinuou ou deixou transparecer algo a esse respeito. Partiu dali, deixando os irmãos exatamente como encontrou: guardando o Sábado, e com um presente, veja:
“Muitos creram e, foi organizada a primeira congregação gentia fora da Sinagoga.” – Conciso Dicionário Bíblico, editado pela Convenção Batista Brasileira, em 1983, 12ª edição, pág. 138. Ouça o que disse o referido Dicionário, à pág. 137:
“Depois do martírio de Estêvão, na época da dispersão, alguns judeus de Chipre e de Cirene, que se criaram em terras gregas chegaram a Antioquia (da Síria) e na Sinagoga pregaram aos judeus e prosélitos gregos. As pregações foram coroadas de êxito. Um misto de judeus e prosélitos gregos formou a congregação primitiva que, pouco a pouco, cresceu até que chamou a atenção da IGREJA EM JERUSALÉM...” (Viu? Igreja, e não Sinagoga).
A igreja em Jerusalém enviou Barnabé a Antioquia para ver o milagre que estava ocorrendo. Milhares de gentios estavam aceitando a Jesus pela pregação dos discípulos que foram dispersos pela perseguição desencadeada no apedrejamento de Estêvão – Atos 11:19-22.
Barnabé foi e ficou maravilhado. Encontrou uma igreja florescente e vibrante. Isso o motivou a tal ponto que decidiu ir a Tarso buscar aquele que fora o perseguidor da igreja – Saulo. Conduziu-o a Antioquia. Durante um ano Barnabé e Paulo permaneceram ali, fortalecendo a IGREJA.Ouça novamente:
“Daí em diante Antioquia tornou-se o local de grande desenvolvimento evangelístico e de interesse histórico para a igreja.” Idem, pág. 137. E é verdade mesmo, a ponto do Dr.Lucas, registrar o seguinte:
Atos 13: 1
“E na IGREJA que estava em Antioquia havia alguns profetas e doutores, a saber: Barnabé e Simeão, chamado Niger, e Lucio cirineu, e Manaem, que fora criado com Herodes o tetrarca, e Saulo.” (Paulo-verso 9).
Certamente Paulo fortaleceu a fé e esperança dos irmãos, porém quanto ao dia de guarda, não houve, de fato, nenhuma mudança. Foi exatamente em Antioquia, onde, pela primeira vez, os discípulos foram chamados cristãos (Atos 11: 26). Ora, sendo uma cidade onde surgiram os primeiros cristãos, e a primeira igreja sedimentada e fortalecida por Paulo, como não lhes ordenou claramente ter o domingo tomado o lugar do Sábado? Considere isto irmão!
Percebeu? Paulo prega na Sinagoga e o cristianismo se beneficia. Lembre-se: Paulo NUNCA falou que o Sábado foi trocado pelo domingo. Não o disse na Sinagoga, tampouco na Igreja.
ICÔNIO – LISTRA – DERBE
Nas cidades de Icônio e Listra, Paulo não prosperou na pregação do evangelho, NA IDA. Mas, em Derbe, “o evangelho foi pregado com muito êxito”. (Ibidem, pág. 139). Paulo e Barnabé “deixaram de pregar, QUANDO REGRESSARAM, a fim de se dedicarem à tarefa de organizar novas igrejas, elegendo anciãos (Atos 14: 21,23) ou pastores em cada uma.” – Ibidem.
Atos 14: 1
“E aconteceu que em Icônio entraram juntos na Sinagoga dos judeus, e falaram de tal modo que creu uma grande multidão, não só de JUDEUS mas de GENTIOS.”
Paulo sempre começava seu trabalho missionário pela Sinagoga. Aqui pregou de “tal modo” que houve imensa conversão, inclusive de gentios. Acha você que após essa decisão ao lado de Cristo, Paulo não tenha orientado os irmãos em toda a doutrina do Senhor, no estabelecimento da Igreja Cristã? Certamente que sim. Eles continuaram guardando o Sábado, porque o próprio Paulo considerava-o o Dia do Senhor, não há dúvidas! Ouça mais:
Atos 14:21, 23
“E, tendo anunciado o evangelho naquela cidade e feito muitos discípulos, voltaram para Listra, e Icônio e Antioquia... E havendo-lhes, por comum consentimento, eleito anciãos em cada IGREJA, orando com jejuns, os encomendaram ao Senhor em Quem haviam crido.”
Pois bem irmão, Paulo fez muitos discípulos em Derbe, e assim a primeira providência seria a aquisição de uma casa onde pudessem acomodar-se. Se foram organizadas igrejas, como diz o texto, forçoso seria delinear as normas, regulamentos, doutrinas e tudo o que tange à liturgia cristã. Se isso é verdade, seria grave erro de Paulo não determinar também o dia que deviam santificar e reservar para o encontro especial dos irmãos com Deus. Se Paulo explícitamente não o fez é porque o Sábado já era conhecido de todos. Nada mais lógico. Da mesma sorte, se estabeleceu anciãos (auxiliares de pastor – presbíteros) em cada igreja, certamente deu todas as instruções necessárias na condução do rebanho de Deus, e o Sábado permaneceu intocável e inalterado. Nada se falou a respeito, sequer houve vestígios a favor do domingo.
Atos 14:28 – “E ficaram ali não pouco tempo com os discípulos.”
É um grande desamor deixar alguém enganado com relação a alguma doutrina bíblica. Se Paulo ficou tanto tempo com esses discípulos e nada lhes falou da mudança do Sábado para o domingo, duas razões teremos de admitir.
Primeira: Concordava ele que o Sábado era o dia de repouso, aceito por todos, judeus e gentios, por isso sequer o mencionava, pois era caso encerrado.
Segunda: Foi muita falta de consideração deixar os irmãozinhos enganados, sem lhes comunicar que agora o domingo era o dia santificado. Que acha?

SEGUNDA VIAGEM MISSIONÁRIA: TRÔADE – MACEDÔNIA – FILIPOS
É maravilhososo! Deus “perdeu” Estêvão, mas Paulo o substituiu, e o cristianismo ganhou o maior de todos os baluartes. E vai ele:
Atos 16: 13
“E no dia de Sábado saímos fora das portas, para a beira do rio, onde julgávamos ter lugar para a oração; e, assentando-nos, falamos às mulheres que ali se juntaram.”
Esse costume benfazejo de Paulo, nós todos poderemos ter. O mais importante do relato é que Paulo não está na igreja, nem na Sinagoga e sim pregando em praça pública (ar livre) no Dia do Senhor. Portanto, Paulo ia à igreja pela manhã, no dia de Sábado, e à tarde saía para o Trabalho Missionário. Exatamente como fazemos nós, os Adventistas do Sétimo Dia.
Ainda há que ressaltar o brilhante fato de que Paulo viajou de Trôade (Ásia) para Macedônia (Europa), por ordem divina (Atos 16:9). Foi diretamente para a cidade de Filipos, uma colônia romana (Atos 16: 12, 21). Ali, em um dia de Sábado, pregou para um grupo de mulheres, e entre elas está Lídia, uma comerciante de púrpura imigrante da Ásia, mulher pagã, que aceitou os ensinos de Paulo, e se converteu com toda sua casa (Atos 16: 14-15). Tornou-se, assim, a primeira cristã na Europa, fruto do trabalho missionário de Paulo. Ela o ajudou a estabelecer a igreja de Filipos, e o Sábado permaneceu sendo guardado como antes (Atos 16: 13). Começou portanto o cristianismo no Continente Europeu, no Sábado.
ATENÇÃO – Ouça com carinho o contexto comprobatório:
Filipenses 1:1 - “Paulo e Timóteo, servos de Jesus Cristo, a todos os santos em Cristo Jesus, que estão em Filipos, com os bispos e diáconos.”
Percebeu? Paulo está aqui se referindo a uma Igreja Cristã (seus membros) e não a Sinagoga. Esta é a IGREJA que Paulo fundou em sua segunda viagem missionária no Sábado. E Lídia e seus parentes foram seus primeiros membros. E o Sábado ficou como sempre: O Dia do Senhor. Por que Paulo não falou: Domingo!

TESSALÔNICA – BERÉIA
Atos 17: 2
“E Paulo, como tinha por costume, foi ter com eles e por três Sábados disputou com eles sobre as Escrituras.”
Veja como é claríssimo e insofismável. O costume de Paulo era ir à igreja aos Sábados. Quem duvida!? Valho-me da expressão de Lucas – “disputou” – , para dizer-lhe que: se Paulo disputou sobre as Escrituras, como é que nunca disputou a respeito do Sábado? Lógico que não faria, pois o Sábado é o Dia do Senhor, confirmado por todos, judeus, prosélitos e gentios. Por isso nunca disputaram sobre este santo dia.
Atos 17: 17
“De sorte que disputava na Sinagoga com os judeus e religiosos, e todos os dias na praça com os que se apresentavam.”
O texto é esclarecedor. Todos os dias! Paulo pregou o evangelho durante anos e anos, e nada disse da mudança do dia de repouso do Sábado para o domingo. Por que não fêz? Ouça o que Paulo disse:
I Tessalonicenses 1: 1-9
“Paulo, Silvano e Timóteo à IGREJA dos tessalonicenses... como dos ídolos vos convertestes a Deus, para servir o Deus vivo e verdadeiro.”
Vê! Uma igreja só de gentios convertidos do paganismo. Paulo nada lhes falou sobre o domingo no lugar do Sábado.

OLHA ESTE DETALHE
Paulo confirmava as igrejas (Atos 15: 41).
Paulo ensinava nas igrejas (I Cor. 4: 17; 7: 17).
Paulo pregava em todas as igrejas (II Cor. 8: 18-19).
Percebe? Paulo não pregava só na Sinagoga.
CORINTO
Nesta cidade foi que Paulo deferenciou e exaltou o Dia do Senhor, o santo Sábado. O apóstolo partiu de Atenas para Corinto, e ali encontrou um casal missionário – Áquila e Priscila, que eram construtores de tendas, e Paulo a eles se associou, veja:
Atos 18: 3-4
“E, como era do mesmo ofício, ficou com eles, e trabalhava; pois tinham por ofício fazer tendas. E todos os dias disputava na Sinagoga, e convencia JUDEUS e GREGOS.”
Percebeu? Judeus e gregos (gentios), todos ouviam maravilhados as grandezas de Deus e se convertiam ao Senhor Jesus. Anote agora:
Atos 18: 11 “E ficou (Paulo) alí um ano e seis meses, estudando entre eles a Palavra de Deus.”
Por favor, irmão, preste atenção: Já me disseram que Paulo trabalhava dia e noite para não ser pesado a ninguém. Já ouviu isso? Pois bem, não questiono que ele, como qualquer ser humano, trabalhava, mas... somente de domingo a sexta-feira, pois acabamos de ler que aos Sábados, ele, Áquila e Priscila fechavam a oficina e iam para a igreja, pois Paulo era o pastor, e isso de manhã, porque à tarde saíam para o trabalho missionário, com a oficina fechada (Atos 16: 13). Tal ensino durou, naquela cidade, um ano e seis meses.
Sabe você quantos Sábados há em um ano e seis meses? Isto mesmo: 78 Sábados, nos quais Paulo foi a igreja, trabalhando nos dias precedentes. Não foi tempo suficiente para que doutrinasse os coríntios quanto a observância do domingo em lugar do Sábado? Por que não o fez?
Medite nisto: Por visão celestial, Paulo pregou nesta cidade (Atos 18: 9-10). Por visão celestial, converteu-se, no caminho de Damasco (Atos 9). Não poderia o Senhor lhe dar uma visão celestial a respeito do domingo? Mas, não deu!
ATENÇÃO – Anote estes textos:
I Coríntios 1: 2 – “A Igreja de Deus, que está em Corinto...”
II Coríntios 1: 1
“Paulo, apóstolo de Jesus Cristo... à igreja de Deus que está em Corinto...”
Não há dúvidas, para um sincero leitor, compreender que estes 78 Sábados, Paulo os guardou não na Sinagoga, mas na igreja junto aos irmãos. Em realidade tanto na Sinagoga (judeus) quanto na igreja (gentios, prosélitos gregos e judeus convertidos), todos guardavam o Sábado. Mas ressalte-se a grande verdade: Paulo nunca falou nada a respeito do domingo tomando o lugar do Sábado.

TERCEIRA VIAGEM MISSIONÁRIA – ÉFESO
Paulo embarcou para Éfeso e deixou os coríntios guardando o Sábado, que tanto amavam, exatamente como diz a Bíblia. Nesta cidade Paulo também positivou a prerrogativa de ser o Sábado o Dia do Senhor, tanto na Sinagoga, quanto na Igreja Cristã. Veja:
Atos 19: 8,10
“E, entrando na Sinagoga, falou ousadamente por espaço de três meses, disputando e persuadindo-os acerca do Reino de Deus... E durou isto por espaço de dois anos, de tal maneira que todos os que habitavam na ÁSIA ouviram a Palavra do Senhor Jesus, assim JUDEUS como GREGOS.”
Sabe, 2 anos e 3 meses são 116 Sábados guardados por Paulo. É tempo suficiente para doutrinar, de maneira que ficasse patente, sem sombra de dúvidas. Porém, que silêncio tumular! Nada de domingo. Toda a Ásia ouvira do apóstolo que trabalhava durante a semana fazendo tendas e, aos Sábados, ia à igreja pregar o evangelho e estar com os irmãos. Era o dia mais festivo e feliz, pois se reuniam, vindo de todas as partes, ao encontro de Deus, em Sua casa.
Convenhamos, o Sábado circundava a vida de Paulo. Seu viver foi uma demonstração inequívoca de que o Dia do Senhor para ele era o Sábado. Como ele gostava de ir à igreja neste dia!
ATENÇÃO – Analise com ternura este detalhe:
Apocalipse 2: 1-3
“Escreve ao anjo da IGREJA que está em Éfeso (Ásia)... Trabalhaste pelo Meu Nome...”
Jesus está dizendo igreja e não Sinagoga. E o detalhe é o seguinte: É na Igreja Cristã ou na Sinagoga que se “trabalha” pelo Nome de Cristo?
Portanto, os 116 Sábados guardados por Paulo na Ásia resultou num grande avanço para o cristianismo. Confirme:
I Coríntios 16:19
“As igrejas da Ásia saúdam-vos afetuosamente no Senhor...” Efésios 1:1
“Paulo, apóstolo de Jesus Cristo... aos santos que estão em Éfeso...” Efésios 2:11
“... lembrai-vos de que vós noutro tempo éreis gentios na carne...” Efésios 4:17
“E digo isto, e testifico no Senhor, para que não andeis mais como andam os outros gentios...”
PERCEBEU? – Uma igreja só de gentios? – Sim! Asiáticos, europeus, cidadãos livres do Império Romano e escravos, todos guardavam o Sábado!
GRAVE ESTE DETALHE – Éfeso era uma cidade no coração da Ásia.
RATIFICANDO
Está claro que o apóstolo Paulo não mencionou ser o domingo o dia de guarda, nas igrejas de Chipre, Antioquia, Salamina, Perge, Derbe, Icônio, Listra, Macedônia, Trôade, Filipos, Tessalônica, Corinto, Éfeso e Galácia, por ocasião de suas viagens missionárias. Ao contrário, porém, focalizou o Sábado como dia sagrado de reunião semanal dos cristãos, da qual ele mesmo participava, deixando isso bem claro e específico, durante 1 ano e 6 meses (78 Sábados) em Corinto. E em Éfeso, durante 2 anos e 3 meses, guardou 116 Sábados. Nesta cidade, Paulo também testemunhou para o mundo cristão seu costume de observar o Sábado.
Se Paulo, nestas duas cidades, guardou 194 Sábados seguidos, e, em nenhum deles ensinou que fora abolido, é porque não foi mesmo. Consequentemente, devemos admitir que Paulo era a favor e observava o Sábado, nunca foi contra ele, como muitos sinceros cristãos hoje pensam, e a igreja Romana determina.
Agora finalizaremos, acompanhando o apóstolo pelas cidades de Tiro, Cesaréia e finalmente Roma, e o irmão irá ver que nada dirá com respeito a santidade do domingo, o primeiro dia da semana.
Antes, analise comigo um episódio de real significado para aqueles que de fato desejam examinar as Escrituras e viver segundo seus ensinamentos. Foi após o regresso dos apóstolos Paulo e Barnabé da primeira viagem missionária a Antioquia da Síria, no ano 49 d.C. Criou-se um grande problema em consequência de os novos conversos ao cristianismo serem obrigados a circuncidar-se, satisfazendo assim os caprichos dos judaizantes, que diziam ser este ritual (já abolido por Cristo) essencial a salvação. O conflito foi tão grande, que se determinou enviar tais apóstolos a Jerusalém a fim de consultar a Igreja Mãe, a respeito. Confirme lendo Atos 15: 1-2. Agora, ouça:
Atos 15: 6
“Congregaram-se pois os apóstolos e os anciãos para considerar este assunto.”
QUAL ASSUNTO? – Aquele pertinente a Lei Cerimonial que estava incomodando os crentes de Antioquia. Observe: O Sábado era ponto em comum entre eles. Não havia nenhuma divergência a respeito dele como dia de guarda.
Portanto, reuniu-se em assembléia geral a Comissão da igreja, encabeçada pelos apóstolos que Cristo estabeleceu. E a decisão foi:
Atos 15: 28-29
“Na verdade pareceu bem ao Espírito Santo e a nós, não vos impor mais encargo algum, senão estas coisas necessárias: Que vos abstenhais das coisas sacrificadas aos ídolos e do sangue, e da carne sufocada, e da fornicação; das quais coisas fazeis bem em vos guardardes. Bem vos vá.”
Observe que depois de uma demorada reunião a respeito de assunto tão sério e necessário a igreja, a decisão não enfocou nada que falasse a respeito do domingo como o dia que tomou o lugar do Sábado. Pela lógica do raciocínio correto e do bom senso, conclui-se que, se este ponto não foi focado, é porque não merecia ao menos consideração. Entrementes, uma coisa é certa: O Sábado era o dia de guarda, para todos, apóstolos, judeus e conversos gentios. Isso é incontestável, ouça o que diz o contexto:
Atos 15: 21
“Porque Moisés, desde os tempos antigos, tem em cada cidade quem o pregue, e cada Sábado é lido nas Sinagogas.”
Portanto, não apenas em Jerusalém, a sede do cristianismo, mas em todas as cidades da Ásia por onde Paulo passou pregando o evangelho, todos observavam o Sábado, conforme o relato da Bíblia. O mais contundente é que foi o próprio apóstolo Paulo o portador destas novas para aqueles dissidentes. Tudo voltou à calma, o cristianismo venceu e o Sábado continuou santo e separado como sempre. Glória a Deus!
GRAVE ISTO:
Há duas impressionantes controvérsias no Novo Testamento, entre a Igreja Cristã e o judaismo. Qual seja, Cristo no cristianismo e a circuncisão no judaismo. Entrementes, não há e nunca houve nenhuma polêmica entre estes dois grupos religiosos no Novo Testamento, no tocante ao Sábado.
– Por quê?
Imagine, se a Igreja Cristã guardasse o domingo e o judaismo o Sábado, não seria tremenda incoerência?! Mas nada há a este respeito no Novo Testamento, porque, como estamos vendo comprovado pela Bíblia, o dia de repouso bíblico, tanto de judeus quanto de cristãos, é o mesmo: o Sábado.
Caminhemos com Paulo, meu irmão!
Atos 20: 20-21
“Como nada que útil seja, deixei de vos anunciar, e ensinar públicamente e pelas casas, testificando, tanto aos judeus, como aos gregos, a conversão a Deus e a fé em nosso Senhor Jesus Cristo.”
Paulo aqui usa de uma clarividência meridiana, e da sinceridade de um santo. Foi explícito: “Nada deixei de vos anunciar.” Portanto, se disse TUDO que era útil e necessário e nada mencionou sobre o domingo, e se no Novo Testamento nada há que o abone; se Paulo o omitiu em todas as suas viagens, pregações, epístolas, igrejas, Sinagogas, trabalhos missionários pessoais e públicos, é porque para ele era caso encerrado. Do mesmo modo nas igrejas que estabeleceu, o Sábado permaneceu como o Dia do Senhor. Não há como negar! Ouça mais:
Atos 20: 27
“Porque nunca deixei de vos anunciar todo o conselho de Deus.”
Novamente usa Paulo a expressão global e abrangente: “TODO”. Ora, se ensinou tudo mais uma vez, e nada mencionou a respeito do domingo como sendo o dia de guarda, temos de admitir que o domingo não é bíblico e deve ser considerado então de origem puramente humana – uma tradição de homens! Por outro lado, tudo que Paulo ensinou, conforme temos estudado juntos, o fez sempre aos Sábados, porque este era o dia consagrado ao culto dos fiéis. Era também, em seu tempo, o Dia do Senhor. Continua o apóstolo Paulo:
Atos 20: 31
“Portanto, vigiai, lembrando-vos de que durante três anos não cessei, noite e dia, de admoestar com lágrimas a cada um de vós.”
Meus amados, se Paulo teve tanto tempo entre os irmãos, doutrinando-os até as lágrimas, seria cruel deixá-los enganados quanto ao dia santificado por Deus. Por que ele nunca disse que o domingo substituiu o Sábado? Não podia fazê-lo, pois ele mesmo observava o Sábado e, dessa forma, não poderia contradizer-se. Ele afirmou:
II Coríntios 11: 28
“Além das coisas exteriores, me oprimem cada dia o cuidado de todas as igrejas.”

TIRO
Atos 21: 4
“E, achando discípulos, ficamos ali sete dias; os quais pelo Espírito diziam a Paulo que não subisse a Jerusalém.”
Bem, Paulo partiu da cidade de Tiro, porém, os discípulos permaneceram guardando o Sábado a cada final de semana, reunindo-se neste santo dia em suas igrejas.

CESARÉIA
Atos 21: 8, 10
“E no dia seguinte, partindo dali Paulo, e nós que com ele estávamos, chegamos a Cesaréia e, entrando em casa de Filipe, o evangelista, que era um dos sete, ficamos com ele... e, demorando-nos ali por muitos dias...”
Novamente teve Paulo amplas oportunidades e tempo bastante para pronunciar a mudança do dia de repouso, mas não o fez. Inda mais em se tratando que seu hospedeiro era evangelista e um dos sete diáconos estabelecidos pelo Espírito Santo para a Igreja Cristã. Era portanto indispensável que este servo de Deus recebesse as instruções, caso tivesse ocorrido a mudança do dia de repouso. Mas, o que houve? Silêncio total sobre o primeiro dia da semana. Continuou sendo um dia comum de trabalho e negócios seculares. Um dia que nem ao menos recebeu nome por parte do Criador, apenas é mencionado na Bíblia como primeiro dia. Fato que não ocorre com o Sábado; além do Senhor designá-lo como o sétimo dia, realça-o e define-o como o santo Sábado, para que ninguém se engane. Êxodo 20:8-11.

ROMA
Atos 28: 30
“E Paulo ficou dois anos inteiros na sua própria habitação que alugara, e recebia todos que vinham vê-lo.”
Roma é o ponto final da grande jornada do apóstolo Paulo. Até aqui nada falou que sancionasse ou abonasse o domingo como sendo o dia de guarda em lugar do Sábado. Quem aceitar o domingo como dia santificado o faz por imposição humana, não tem a chancela nem a aprovação do apóstolo dos gentios. E na Carta aos Romanos, destacamos estas gemas preciosas para patentear sua aprovação ipsis litteris à santa Lei de Deus que tem como um dos mandamentos o Sábado, que Paulo reverenciou em toda sua vida cristã.
Romanos 7: 12
“E assim a lei é santa, e o mandamento é santo, justo e bom.”
Romanos 7: 22
“Porque, segundo o homem interior, tenho prazer na Lei de Deus.”
Eis aqui o segredo do amor de Paulo pelo Sábado. Ele tinha prazer em guardá-lo. Belo prazer do apóstolo, observar a lei da qual o quarto mandamento é o Sábado.
Por fim, prezado irmão, como você crê em Paulo e sabe ser ele o maior missionário depois de Jesus, bem como um servo fiel, ouça o seu conselho, como que enfeixando sua maratona sabática. Leiamos juntos:
I Cor. 4:16; Fil. 3:17
“Admoesto-vos portanto, a que sejais meus imitadores; ... sede também meus imitadores, irmãos, e tende cuidado, segundo o exemplo que tende em nós...”
Pois bem, Paulo foi claro. Pede para você e eu imitá-lo. Você sabe o que é imitar? Isso mesmo, seguir o exemplo de alguém em seu costume. Costume? – Sim! Costume. Ora, e qual era o costume de Paulo? – Ir à igreja aos Sábados, eis a confirmação:
Atos 17:2
“E Paulo, como tinha por costume, foi ter com eles; e por três Sábados arrazoou com eles sobre as Escrituras.”
Aliás, este era o mesmo costume de Jesus (Luc. 4:16). Costume que nós adventistas seguimos no Século XXI. E é o costume da Igreja Batista de Jerusalém, em Israel – a Terra Santa
Prezado irmão, para tornar-se cidadão do Céu, o primeiro passo você já deu: Ir à Cristo. Os demais são seguir Suas pisadas, em obediência irrestrita à Sua Palavra. Eu oro para que você faça isso.
Creio que, deveras, você é um cristão sincero e obediente, assim que, se não há mandamento certo, específico, claro, insofismável, quanto à transferência do Sábado para o domingo, mas apenas suposição humana, é melhor ficar então com o que é claro e abonado por Paulo e o próprio Lucas que, sendo GENTIO de nascença, não se omitiu de escrever que os Atos dos Apostolos foram, dentro do contexto cristão e do puro evangelho de Jesus, ensinar que o Sábado era, é e será eternamente o Dia do Senhor, e isso provou Paulo, observando-o em todas as suas viagens, nas Sinagogas dos judeus e em todas as IGREJAS que estabeleceu entre os gentios.
ATENÇÃO – O Sábado foi guardado por todos os cristãos, desde Paulo até meados do século IV. A partir daí os judeus continuaram a guardá-lo nas Sinagogas, mas... a Igreja Cristã, que pena, adentrou um caminho estranho e triste. (Leia o capítulo DOMINGO BÍBLICO OU PAGÃO neste livro). Porém, a Igreja Batista Tradicional em Jerusalém, também guarda o Sábado.
Deixo-lhe a última mensagem paulina:
Romanos 15:18
“Porque não ousarei discorrer sobre coisa alguma, senão daquelas que Cristo fez por meu intermédio, para conduzir os GENTIOS à obediência, por palavras e por obras.”
SINAGOGA
“Antes do cativeiro, as práticas religiosas eram celebradas no Templo em Jerusalém. Enquanto durou o cativeiro em Babilônia, era impossível assistir ao culto no Templo em Jerusalém, e por isso foram-se erguendo Sinagogas em diversas partes, dentro e fora da Judéia. Na Sinagoga não se ofereciam sacrifícios; liam-se as Escrituras e fazia-se oração. No Velho Testamento não se encontram referências a estes lugares de adoração. Desde o primeiro século da Era Cristã que há notícias da existência da Sinagoga nos lugares onde havia judeus. A Sinagoga era o lugar de reunião para orações e leitura dos primeiros cinco livros da Bíblia, chamados a Lei. Nesse lugar o povo adorava durante o ano. O único Templo grande estava em Jerusalém, mas Sinagogas eram encontradas em toda a Palestina. Onde dez ou mais famílias moravam, frequentemente, havia uma Sinagoga. Ficava no ponto mais alto da cidade ou vila. O edifício era mais comprido do que largo. Do lado de fora havia uma escadaria que levava ao eirado. Dentro da Sinagoga quase sempre havia um armário; ficava encostado à parede que se voltava em direção de Jerusalém. Este armário ou cômodo era a Arca onde os Rolos Sagrados eram guardados. Estes eram a Lei, os Profetas e os Escritos. Uma fina cortina era pendurada ante a Arca.
“No meio da Sinagoga erguia-se uma plataforma onde eram colocados os púlpitos de leitura. Rente da plataforma e em frente da sala havia bancos chamados assentos dos anciãos. Ali, as pessoas importantes sentavam-se durante o culto. Ao redor da sala havia uma galeria gradeada para as mulheres e crianças. A Sinagoga durante a semana, era Escola, bem como lugar de reunião aos Sábados. Quando um menino completava seis anos de idade entrava para a Escola da Sinagoga e assistia até aos treze anos. Ali aprendia a ler a Lei e a recitar longos trechos dela de memória. Também aprendia a escrever partes dos primeiros cinco livros da Bíblia em hebraico, a língua na qual estes eram escritos. O aramaico e não o hebraico, era a língua falada diariamente pelo povo. As meninas aprendiam em casa com suas mães.
“Os materiais escritos eram raros e preciosos. Alguns alunos escreviam em pedaços de barro endurecidos, outros anotavam suas lições com certo objeto ponteagudo sobre cacos de jarro quebrado que eles encontravam na rua ou traziam de casa. Poucos alunos possuiam tabuinhas cobertas de fina camada de cêra e um estilete ou vareta de aço, com o qual escreviam nelas. A tabuinha servia para muitas vezes, porque após o término da lição escrita podia ser apagada. Zacarias escreveu numa tabuinha o nome de seu filho: João (Lucas: 1: 63).” – Pr. Braulino J.Vieira, teólogo Batista.
Bem, a Sinagoga nada mais era que uma igreja, não acha?
lembrando:
Há escritores evangélicos que, para tentar provar a santidade do domingo, dizem que os “pais da igreja” (patrística) observaram-no nos primeiros séculos.
Perdão, quero contestar! Só se foram os “padrastos”, porque os pais da igreja (apóstolos), bem como Seu fundador (Jesus Cristo), observaram o Sábado..
Abraço!!!

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