sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

Ab-rogar a Lei


O QUE É AB-ROGAR A LEI?
Agora que sabemos qual a lei que foi abolida por Cristo, resta-nos saber a finalidade da Lei Moral, dos Dez Mandamentos. Antes, porém, deixe-me explicar o que é cumprir a lei, porque muitos pensam que, por ter dito Jesus: “Eu vim cumprir a lei”, Ele a cancelou.
Tomemos, por exemplo, uma coisa simples, como uma placa de contramão. Esta placa, feita pelo Detran, consiste de um círculo vermelho com uma faixa branca cortando-o. Em qualquer país do mundo esta placa indica que é proibido ao carro seguir a rua onde ela esteja. Pois bem, então o motorista vai guiando o seu carro e de repente vê à sua frente tal placa. Se ele volta, ou dobra à esquerda ou à direita, ele está cumprindo a “lei” representada por aquela placa que o proibiu de seguir por aquela estrada. Então, cumprir é obedecer aquele regulamento. Como se vê, o cumprir não foi tornar nulo nem cancelar aquele dispositivo que o proibia seguir em frente.
Da mesma forma, o pedestre que vai atravessar uma rua, posta-se então na calçada, e espera que o sinal fique vermelho para os carros; quando isto ocorre, acende-se o sinal verde para ele atravessar tranquilamente a pista de rolamento. A “lei” é representada ali pelo sinal vermelho para os carros e pelo sinal verde para ele. Se o carro pára ao sinal tornar-se vermelho, está o motorista cumprindo aquele regulamento, a lei do trânsito; e, se a pessoa atravessa quando o sinal está verde para ela, da mesma maneira está cumprindo o requisito legal que determina estas normas.
Agora pergunto: Cumprir é cancelar, inutilizar, acabar? Certamente você responderá que não! Cumprir então é obedecer, neste caso, os estatutos do Detran. Da mesma sorte, qualquer proibição legal, obedecida, é cumprida, por quem a obedece.
Isto acontece com os governos, indústrias, comércios, escolas, universidades, que têm regulamentos e leis. Qualquer cidadão brasileiro que é fiel em suas obrigações no pagamento de seus impostos, e que cumpre as normas e leis estabelecidas para o nosso bem-estar, está livre de sua condenação, mas, tão logo as transgride, fica sujeito às suas penalidades.
Recentemente, em programa radiofônico de maior audiência no Rio de Ja-neiro, um jurista disse: “A lei cumprida, protege; a lei transgredida, condena”. Que bela verdade disse um homem que nem evangélico é!
Da mesma maneira ocorre com a Lei de Deus. Mesmo sem a explicação apresentada, será ilógico achar que Jesus “cancelou”, “acabou” com Sua própria lei. Primeiro, porque ela é eterna, como é eterno o nosso grande Deus. Sobretudo é o fundamento de Seu governo. Segundo, por ela será julgada toda criatura, conforme as palavras de Tiago 2:12: “Assim falai, e assim procedei, como devendo ser julgados pela lei da liberdade”. Terceiro, ela é tão importante e útil que está guardada no Céu. Observe: “E abriu-se no Céu o templo de Deus, e a arca do Seu concerto foi vista no Seu templo...” (Apoc. 11:19). Portanto, estão no Céu, dentro da arca, os originais da santa Lei de Deus, escritos pelo Seu próprio dedo. Isto é muito significativo, irmão. Queira ler: Êxo. 31:18; Deut. 10:5.
Pois bem, a finalidade da Lei de Deus é apontar, mostrar o pecado. A lei é o espelho espiritual do cristão. Se você estiver com o rosto sujo, o espelho mostra a sujeira e, então, o que faz? Lava-se, não é? O mesmo papel desempenha a Lei de Deus; ela mostra onde está sujo na vida do homem. Quando isso ocorre, a sujeira, isto é, o pecado, precisa ser removido.
Fala-se muito que estamos debaixo da Graça. Que a Graça cancelou a lei, etc. Entrementes, afirmo, com base nas Escrituras Sagradas, que a lei jamais pode ser abolida, porque se tal acontecesse não haveria a necessidade da Graça. Sim, Graça é um favor imerecido. É estendida ao homem para justificá-lo de seu pecado, quando ele expressa fé no sacrifício de Jesus.
– Que é pecado? Perguntou Billy Graham, quando de sua campanha evangelística no Rio de Janeiro em seu folheto intitulado: “Que importância você dá a Deus?” Ele mesmo responde: “Pecado é a quebra da Lei Moral... Porque todos nós temos quebrado os Dez Mandamentos...” Ele está certíssimo, porque a Bíblia revela tal verdade com estas palavras: “Qualquer que comete pecado, também transgride a Lei, porque o pecado é a transgressão da Lei” (I João 3:4 – Edição revista e atualizada). Esta é a mais clara e divina definição de pecado.
Não esqueça: a lei funciona como um espelho. Qualquer pecado na vida do homem é apontado por ela, e imediatamente ela o acusa, restando ao homem uma única saída para livrar-se de sua incômoda penalidade: recorrer à Graça de Deus, que é a aceitação do sacrifício de Jesus para sua vida.
Por conseguinte, para haver Graça, necessário é que haja pecado. E para saber se há pecado, preciso é que se tenha um código que o identifique. Por favor, irmão, preste a máxima atenção a este silogismo:
Romanos 4:15; 5:13
“Porque onde não há lei também não há pecado... mas o pecado não é imputado não havendo lei.”
Assim que, se alguém prega que a Lei de Deus foi abolida, forçosamente as pessoas terão de crer também que não existe pecado, e se assim é, todos são justos, e todos se salvarão, possuam ou não fé em Cristo, tenham ou não nascido de novo, sem a manifestação da Graça.
Sim, porque Deus não pode condenar nem destruir aqueles que não pecaram. Aceitando-se que a Lei Moral foi abolida por Cristo, não há mais necessidade de fé e muito menos angustiar-se por causa de uma perdição eterna, em chamas crepitantes, no Juízo Final. Agora observe o que diz o evangelista:
Mateus 1:21
“E dará à luz um filho e chamará o Seu nome Jesus; porque Ele salvará o Seu povo dos seus pecados.”
Então, como é isso? Jesus nasceu para salvar homens do pecado?
Paulo afirma que, “...Se não há lei, também não há pecado...” (Rom. 5: 13). E se hoje em dia alega-se ter sido a lei abolida, o raciocínio lógico é que, se não há pecado (em virtude do cancelamento da Lei de Deus), não pode haver salvação, pois ela é a consequência da conversão do pecador. Se todos, porém, são justos (pois não há uma lei que aponte e mostre pecados), para quê salvação?
Ora, se não há salvação, que necessidade temos de Jesus? Conclui-se pela palavra dos que advogam a tese da abolição da Lei de Deus que – informa o apóstolo Paulo –, “não há pecado”. Não havendo pecado, dizemos nós, todos se salvarão, e o sacrifício de Jesus foi em vão, inútil e desnecessário, e é isso o que Satanás deseja, levando os homens a pensarem que a Lei de Deus foi abolida.
Digo-lhe irmão, fiado na Bíblia, a Lei Moral de Deus existirá sempre, enquanto houver pecado. Permanecerá ela como a expressa vontade de Deus para com o homem. Ela acusará sempre todo aquele que cometer pecado.
Saiba, meu irmão, quando se afirma que estamos livres da lei, isto é, de sua penalidade, fácil é saber se é verdade. Cumprindo os Dez Mandamentos em sua vida, a lei não o acusará. É como estar diante do espelho, e este mostra seu rosto completamente limpo. Mas, embora livre da condenação da Lei de Deus, pela justificação do sacrifício de Cristo, não quer dizer que o cristão esteja livre do pecado; em qualquer tempo que o cristão tornar a cometê-lo, novamente a lei o acusará, e assim acontecerá até a volta de Cristo, quando então, e só então e para sempre, será banido o pecado desta Terra. Depois leia estes textos: I. S. João 1:8,10. João 8:7.
Agora ouça, amado irmão, de que adianta dizer-se justificado, salvo pela Graça, e guardar apenas nove mandamentos, como é o caso de muitos, se a lei é composta de dez? Para estes há uma dura palavra na Bíblia:
Tiago 2:10
“Porque qualquer que guardar toda a lei, e tropeçar em um só ponto, tornou-se culpado de todos.”
Se a Bíblia diz que “pecado é a transgressão da lei”, portanto, mesmo sendo apenas um mandamento quebrado, o pecado torna-se patente na vida do transgressor, pois para Deus o pecado não tem categoria nem tamanho. Pecado é pecado! Ouça:
I João 2:3 e 4
“E nisto sabemos que o conhecemos, se guardamos os Seus mandamentos; aquele que diz: Eu conheço-O e não guarda os Seus mandamentos, é mentiroso e nele não está a verdade.”
Percebe como é grave a situação? Meu amado, se à luz desta dura palavra, e se a Lei de Deus lhe mostra alguma transgressão, lave-se no sangue de Jesus, seja forte, decida-se. Pois a Bíblia determina:
Eclesiastes 12:13
“De tudo o que se tem ouvido, o fim é: Teme a Deus e guarda os Seus mandamentos, porque este é o dever de todo homem.”
Jesus disse ao jovem rico: “... se queres, porém, entrar na vida, guarda os mandamentos” (Mat. 19:17).
Você irmão, só terá absoluta certeza de que a lei não o acusa, se estiver guardando os Dez Mandamentos de que ela é composta. Esta é a única maneira de certificar-se de estar livre de sua condenação.
Alguém poderá dizer, como já ouvi: “Isso é legalismo”! Eu responderei: “Isso é o que diz a Bíblia”, e eu creio nela. Outros dizem: “Ninguém pode guardar toda a lei”. Assim agem, porque não depositam em Deus suas fraquezas, para dEle receber força. Isso dizem os que limitam o poder de Deus. Isso dizem os cristãos de pequena fé. Isso dizem os que não querem ver os milagres de Deus.
Caro irmão, quer ser vitorioso e forte para poder guardar a Lei de Deus? Leia Filipenses 4:13, Mateus 6:33, Isaías 49:15 e 16. Leia várias vezes. Ore. E o Deus do Céu o abençoará ricamente. Se tomar a decisão de ser fiel a Deus nesta parte da Bíblia, reclame de Deus a Sua bênção.
Glória a Deus! Aleluia!
Abraço!!!

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Contraste Entre as Leis – Moral e Cerimonial


CONTRASTE ENTRE AS LEIS MORAL E CERIMONIAL
Segundo o breve estudo anterior, é possível que alguém tenha ficado perplexo, pois há textos na Bíblia que positivamente declaram ser a Lei de Deus eterna, e que não muda, e que todos devem obedecê-la. Por outro lado, existem outras passagens que parecem significar que a lei é transitória, que nada aperfeiçoa, é inútil e o crente salvo em Jesus Cristo não tem obrigação de guardá-la.
Dentre todas as leis mencionadas na Bíblia, duas têm destaque preeminente: A Lei Moral e a Lei Cerimonial, fato que muitos, mas muitos irmãos, mesmo, não compreendem, porém é claro em toda a Bíblia.
“A Lei Moral, os Dez Mandamentos, chamamos de Lei de Deus. Esta lei vem da eternidade. Os princípios desta lei são a base do governo de Deus. São imutáveis como o trono de Jeová. A lei é por natureza indestrutível, adaptando-se ao governo de seres morais livres em todos os séculos, em todo o Universo de Deus. Nem um mandamento pode ser tirado do Decálogo. Permanece, todo ele, irrevogado, e assim permanecerá para sempre. Esta lei não pode ser ab-rogada, nem por homens da Terra, nem por seres do Céu. Nem mesmo o Seu autor – com reverência o dizemos – a pode ab-rogar, a menos que mude Sua natureza, e a forma de Seu governo. Disse Jesus: “É mais fácil passarem o Céu e a Terra do que cair um til da lei” (Luc. 16: 17). Portanto, esta lei permanece para sempre. Pelo menos enquanto durar Céu e Terra.
“O mesmo não se dá com a Lei Cerimonial, frequentemente chamada de Lei de Moisés, que veio a existir depois da queda do homem. Esta lei ‘consistindo em manjares e bebidas, e várias abluções e justificações da carne’ e sacrifícios, destinava-se a chamar a atenção para a primeira vinda de Jesus; em vindo Ele, passou, pois nEle teve seu cumprimento. Aí encontraram-se o tipo e o antítipo; a sombra encontrou o corpo. Quando Cristo, o Cordeiro de Deus, morreu na cruz, ‘o véu do templo se rasgou em dois de alto a baixo’ (Mat. 27: 51). Os serviços do templo deixaram então de ter lugar. O sistema sacrifical cessou, e a lei que a ele pertencia deixou de existir. Foi cravada na cruz (Col. 2: 14). Foi dada para satisfazer condições temporárias, locais, e uma vez que essas condições mudaram em virtude da entrada da nova dispensação, os estatutos cerimoniais não tinham mais razão de ser.” – Folheto nº 22 – CPB.
A seguir, através de inúmeros textos bíblicos, consolidaremos a grande verdade entre as duas leis, específicamente. Você vai notar que, de fato, existe uma distinção entre os dois códigos, e que, com certa facilidade, veremos que os textos que se referem a um não podem referir-se a outro, certo?
A Lei Moral – é Denominada a “Lei do Senhor” – Salmo 1: 2; 19: 7
“... tem o seu prazer na Lei do Senhor. E na Sua lei medita de dia e de noite. A Lei do Senhor é perfeita e refrigera a alma...”
A LEI CERIMONIAL – FOI DENOMINADA A “LEI DE MOISÉS”
Neemias 8: 1
“... disseram a Esdras, o escriba, que trouxesse o livro da Lei de Moisés...”
Atos 15: 5
“Alguns, porém, da seita dos fariseus... se levantaram, dizendo que era mister circuncidá-los e mandar-lhes que guardassem a Lei de Moisés.”
A Lei Moral – é Chamada a “Lei Real” – Tiago 2: 8
“... se cumprirdes, conforme a Escritura, a Lei Real...”

A Lei Cerimonial – é Chamada a “Cédula de Ordenanças”
Colossenses 2: 14
“Havendo riscado a cédula que era contra nós nas suas ordenanças...”
Efésios 2: 15
“Na Sua carne desfez a inimizade, isto é, a lei dos mandamentos que consistiam em ordenanças...” (A Lei Cerimonial é chamada também de Lei Ritual).
A Lei Moral – Existia Antes do Pecado do Homem – Romanos 4: 15
“... onde não há – lei – também não há transgressão.”
(Logicamente, se Adão e Eva pecaram, é porque transgrediram a lei de Deus. Disso Paulo dá provas cabais e insofismáveis, ao declarar: “Como por um homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte... Mas o pecado não é imputado não havendo lei (Rom. 5: 12-13). Fica então claro, que a Lei de Deus existia antes do pecado do homem, no Éden).
A Lei Cerimonial – Foi Dada Depois da Queda de Adão
Os símbolos e cerimônias desta lei (Lei Cerimonial) deveriam conduzir os homens ao Messias que viria para resgatar os pecadores. (Leia Hebreus 10:1).
A Lei Moral – Foi Escrita Pelo PRÓPRIO Deus – Êxodo 31: 18
“E deu a Moisés...duas tábuas do testemunho, tábuas de pedra, escritas com o dedo de Deus.”
A Lei Cerimonial – Foi Escrita por Moisés – Deuteronômio 31: 9
“E Moisés escreveu esta lei, e a deu aos filhos de Levi...”
A Lei MORAL – Foi Escrita em Tábuas de Pedra – Êxodo 31: 18
“E deu a Moisés... duas tábuas do testemunho, tábuas de pedra...”
A Lei Cerimonial – Foi Escrita em um Livro – Deuteronômio 31: 24
“E aconteceu que, acabando Moisés de escrever as palavras desta lei num livro, até de todo as acabar.”
A Lei Moral – Foi Colocada Dentro da Arca – Deuteronômio 10: 5
“E virei-me e desci do monte, e pus as tábuas na arca que fizera; e ali estão como o Senhor me ordenou.”
A Lei Cerimonial – Foi Colocada Fora da Arca – Deuteronômio 31: 26
“Tomai este livro da lei, e ponde-o ao lado da arca...”
A Lei Moral – é uma Lei Perfeita – Salmo 19: 7
“A Lei do Senhor é perfeita e refrigera a alma...”
A Lei Cerimonial – “Nenhuma Coisa Aperfeiçoou” – Hebreus 7: 19
“Pois a – lei – nenhuma coisa aperfeiçoou...”
A Lei Moral – é uma Lei Eterna – Mateus 5: 18
“... em verdade vos digo que até que o Céu e a Terra passem, nem um jota ou um til se omitirá da lei, sem que tudo seja cumprido.”
A Lei Cerimonial – Era Transitória – Hebreus 10: 1
“Porque tendo a lei sombra dos bens futuros, e não a imagem exata das coisas...”
A Lei Moral – É Santa, Justa e Boa – Romanos 7: 12
“... assim a lei é santa, e o mandamento santo, justo e bom.”
A Lei Cerimonial – Nada Aperfeiçoou ou Santificou – Hebreus 10: 1
“...Nunca, pelos mesmos sacrifícios que contínuamente se oferecem a cada ano, pode aperfeiçoar os que a eles se chegam.”
A Lei Moral – É uma Lei Espiritual – Romanos 7: 14
“Porque bem sabemos que a lei é espiritual...”
A Lei Cerimonial – Era Carnal – Hebreus 9: 10
“Consistindo somente em manjares, e bebidas, e várias abluções e justificações da carne...”
A Lei Moral – Contém um Sábado Semanal – Êxodo 20: 8-11
“Lembra-te do dia de Sábado para o santificar...”
A Lei Cerimonial – Tinha Sete Sábados Anuais – Levítico 23: 27; 23: 32
“Mas aos dez deste mês sétimo, será o dia da expiação; tereis santa convocação... sábado de descanso vos será; então afligireis as vossas almas, aos nove do mês à tarde...”
Querido irmão, grave nos escaninhos de sua alma estas duas comparações finais. Entesourai-as no coração e na mente.
A Lei Moral – Não Foi Ab-rogada (anulada) por Cristo
Mateus 5: 17-19
“Não cuideis que vim destruir a lei ou os profetas: Não vim ab-rogar, mas cumprir. Porque em verdade vos digo que, até que o Céu e a Terra passem, nem um jota, ou um til, se omitirá da lei, sem que tudo seja cumprido...”
A Lei Cerimonial – Sim – Foi Cravada na Cruz
Colossenses 2: 14
“Havendo riscado a cédula que era contra nós, nas suas ordenanças, a qual de alguma maneira nos era contrária, e a tirou do meio de nós, cravando-a na cruz.”
A Lei Moral – Não Foi Abolida Nem Anulada Pela Fé em Cristo
Romanos 3: 31 – “Anulamos, pois, a lei pela fé? De maneira nenhuma; antes, estabelecemos a lei.”
A Lei Cerimonial – Foi Desfeita ou Cancelada por Cristo
Efésios 2: 15 – “Na Sua carne (Seu sacrifício) desfez a inimizade, isto é, a lei dos mandamentos, que consistia em ordenanças...”
Finalmente, lhe digo amado: A Lei Moral não dá instruções ou informações sobre ofertas queimadas, de manjares, páscoa, ereção de altares, circuncisão, ordem sacerdotal, etc. A Lei Cerimonial é que engloba e exige a prática destes ritos.
– Considere estes fatos, com carinho! E não esqueça do isto é!
FALTA DE UNIDADE? CONTRADIÇÃO? EQUÍVOCO?
• “– Os Adventistas e a Lei de Moisés – Dividem a Lei de Moisés em duas partes, uma moral, incluindo os dez mandamentos e a outra cerimonial, compreendendo o resto da lei. Dizem que Cristo aboliu a lei cerimonial, mas a lei moral precisa ser obedecida. Inventaram essa maneira de argumentar, porque viram-se em dificuldade diante da declaração bíblica de que a lei foi abolida por Cristo.” – Pastor Rui Franco (teólogo Batista), Revista Mocidade e Adulto, Edições Brasil Batista, 10 de outubro de 1976.
• “Devemos fazer distinção entre a lei cerimonial e a lei moral. A lei cerimonial ficou circunscrita ao Velho Testamento. Referia-se a costumes próprios do povo de Israel, alimentação, etc. Não temos nenhuma obrigação, hoje, para com essa lei.
“Há, porém, a lei moral. Esta permanece. Os dez mandamentos, por exemplo, faziam parte da lei, mas permanecem até hoje, porque são princípios eternos, estabelecidos por Deus para as relações humanas.” – Pastor Walter Kaschel (teólogo Batista), Lições de Mordomia, Suplemento da Revista de Jovens e Adultos, Casa Publicadora Batista (teólogo Batista), 4a. impressão, 1964.
• “Não há tal coisa como duas leis diferentes dadas a Israel. Tal distinção não é mencionada em nenhum lugar da Bíblia.” – Gordon Lindsay (teólogo Assembleano) – Os Fatos Sobre o Sétimo Dia, pág. 39.
• “As idéias que alguns fazem da Lei de Deus, são errôneas e muitas vezes perniciosas. O arrojo ou ousadia dos tais, chega a ponto de ensinar ou fazer sentir que a Lei já foi abolida e que nenhum valor mais lhe resta, tão pouco tem autoridade para corrigir os costumes e influir na vida do indivíduo... Os que ensinam a mentira que a Lei não possui mais valor ou autoridade, ainda não leram com certeza os versículos que nos servem de texto (S. Mat. 5:17-19). Como se pode dizer que a Lei foi abolida?
“Outros dizem que Jesus não fez mais que afrouxar a Lei. Ora, ainda aí, o absurdo é grande, pois será crível aos que possuem um pouco de senso, que Deus mude a Sua Lei quando Ele é imutável? Não! Tudo pode mudar-se, tudo pode transformar-se ou degenerar-se, porém Deus não muda, nem o Seu poder, nem a Sua glória; os Seus preceitos são eternos.
“Vamos mais longe: Essa Lei é base da moralidade social, e será crível que tal base seja abolida, isto é, que se mate, adultere, furte e calunie? Não! Essa Lei é toda digna de nossa admiração, de nosso respeito e acatamento.
“Jesus veio pôr em prática a Lei e não a abolir. Olhemos todos para esse modelo e peçamos força para obedecer os preceitos divinos.” – S. L. Ginsburg (Ministro Batista) O Decálogo ou Os Dez Mandamentos da Lei de Deus, págs. 4-7.
• “A Bíblia afirma que existe uma só Lei. O que existe, na verdade, são preceitos morais, preceitos cerimoniais, e preceitos civis. É chamada Lei de Deus, porque teve origem nEle. Lei de Moisés, porque foi Moisés o legislador que Deus escolheu para promulgar a Lei no Sinai. Os preceitos, tanto do Decálogo como os fora dele, são chamados alternadamente Lei de Deus ou do Senhor e Lei de Moisés (Luc. 2:22 e 23; Heb. 10:28). São, portanto, sinônimos e, por isso não há distinção alguma (Nee. 8:1, 2, 8, 18). – Pr. A. Gilberto (teólogo Assembleano) Lições Bíblicas Jovens e Adultos, Casa Publicadora das Assembléias de Deus, 2º trim/97, pág. 45.
• “Algumas pessoas dão ênfase entre mandamentos ‘morais’ e mandamentos ‘cerimoniais’ . As exigências ‘morais’ são aquelas que em si mesmas são justas e nunca podem ser revogadas. Ao contrário, as leis ‘cerimoniais’ são aquelas sobre observâncias, sobre o cumprimento de certos ritos, por exemplo: os mandamentos acerca dos holocaustos e o incenso... As leis ‘cerimoniais’ podem ser ab-rogadas na mudança de dispensação, mas não as leis ‘morais’. É certo que existe tal distinção. – Pastor O. S. Boyer (teólogo Assembleano) – Marcos: O Evangelho do Senhor, pág. 38-39.
A LEI E O PECADO
“Quando os judeus rejeitaram a Cristo, rejeitaram a base de sua fé. E, por outro lado, o mundo cristão de hoje, que tem a pretensão de ter fé em Cristo, mas rejeita a Lei de Deus, comete um erro semelhante ao dos iludidos judeus. Os que professam apegar-se a Cristo, polarizando nEle as suas esperanças, ao mesmo tempo que desprezam a Lei Moral e as profecias, não estão em posição mais segura do que os judeus descrentes. Não podem chamar inteligentemente os pecadores ao arrependimento, pois são incapazes de explicar devidamente o de que se devem arrepender. O pecador, ao ser exortado a abandonar seus pecados, tem o direito de perguntar: Que é pecado? Os que respeitam a Lei de Deus podem responder: Pecado é a transgressão da Lei (I João 3:4). Em confirmação disto, o apóstolo Paulo diz: “...Eu não conheceria o pecado, não fosse a Lei...” (Rom. 7:7).

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Distinção de Leis

DISTINÇÃO DE LEIS
Crê, boa parte dos cristãos de hoje que a Lei de Deus foi abolida quando Cristo morreu na cruz. Assim admitem esses irmãos, pelo fato de aceitarem que a Bíblia apresenta apenas uma lei, a Lei de Moisés. Entendem pelo termo “lei”, encontrado nas Escrituras, como definindo todas as leis da Bíblia. Não compreendem a separação delas, e discordam que haja distinção entre as mesmas. Tudo se resume, pensam, na Lei de Moisés. Não aceitam a existência de um código particular, como a Lei Moral (Os Dez Mandamentos), ou a Lei Cerimonial (ritualismo judaico).
O estudante sincero encontra nas Escrituras muitas leis, entre as quais destaco: Lei Moral – os Dez Mandamentos (Êxodo 20:1-17). Lei Cerimonial (Levíticos 23). Lei Dietética – de Saúde (Levíticos 11). Lei Civil (que regia o governo dos judeus). Leis de Casamento. Leis de Divórcio. Leis de Escravatura. Leis de Propriedade. Leis de Guerra, etc.
Caiu no domínio popular cristão que, quando se menciona ou se lê na Bíblia a palavra lei, tudo se resume na Lei de Moisés, o que não é correto. De fato, existem muitas leis que foram enunciadas, escritas e entregues por Moisés, embora provenham de Deus, e entre elas está a Lei Cerimonial, consistindo de um ritual que os judeus deveriam praticar até a chegada do Messias Jesus. Esse ritual simbolizava o evangelho para os judeus, e compunha-se de ordenanças como: ofertas diversas, holocaustos, abluções, sacrifícios, dias anuais de festas específicas e deveres sacerdotais (II Crôn. 23:18; Lev. 23; II Crôn. 30:16; Esd. 3:2).
Há porém um código particular e distinto, escrito e entregue pelo próprio Deus a Moisés; é a Lei Moral dos Dez Mandamentos, e em nenhuma parte das Escrituras é esta lei chamada de Lei de Moisés. Portanto, estudando com cuidado e carinho, qualquer um encontrará na Bíblia essa variedade de leis.
“Billy Graham, considerado o maior evangelista da atualidade e fundamentalista, assim se expressou sobre a Lei de Deus. Reproduzimos a pergunta específica de um repórter e consequente resposta textual, como estão na coluna de um jornal londrino (reproduzidas em Signs of the Times de 23.08.1955, pág. 4).
“Pergunta: Mr. Graham, alguns homens religiosos que conheço, dizem que os Dez Mandamentos são parte da ‘lei’e não se aplicam a nós hoje. Dizem que nós, como cristãos, estamos ‘livres da lei’. Está certo?
“Resposta: Não, não está certo, e espero que você não seja desencaminhado por estas opiniões; é de suma importância compreender o que quer dizer o Novo Testamento quando afirma que estamos ‘livres da lei’. Como é evidente, a palavra ‘lei’ é usada pelos escritores do Novo Testamento em dois sentidos. Algumas vezes ela se refere à Lei Cerimonial – do Velho Testamento, que se relaciona com matéria ritualística e regulamentos concernentes a manjares, bebidas e coisas deste gênero. Desta lei, os cristãos estão livres na verdade. Mas o Novo Testamento também fala da Lei Moral, a qual é de caráter permanente e imutável e está sumariada nos Dez mandamentos.” – A.B. Christianini, Subtilezas do Erro, pág. 63-64. Grifos meus.
Este famoso pregador Batista confirma o que a Bíblia apresenta com enorme clareza. Bem, aguce sua audição agora e vamos consultar, também, o apóstolo Paulo, a respeito do assunto:
I Coríntios 14: 21
“Está escrito na lei: Por gente doutras línguas, e por outros lábios, falarei a este povo...”
Aqui, Paulo não se refere nem à Lei Moral, e muito menos à Lei Cerimonial. Sua referência só pode ser ao Pentateuco ou mesmo a todo o Antigo Testamento, nunca porém a um código definido, como a Lei Moral ou a Lei Cerimonial.
Gálatas 3: 10
“Todos aqueles pois que são das obras da lei estão debaixo de maldição... porque escrito está: Maldito todo aquele que não permanecer em todas as obras que estão escritas no livro da lei, para fazê-las.”
Aqui, lógico e evidente, refere-se o apóstolo a outra lei. É inegável! Inclusive a define como sendo escrita em um livro.
Há outras passagens contundentes da pena de Paulo que apresenta a diversidade de leis, porém, chamo sua atenção para um fato altamente importante e de real destaque em dois textos:
Efésios 2: 15 – “Na Sua carne desfez a inimizade, isto é; a lei dos mandamentos, que consistia em ordenanças...”
Romanos 3: 31 – “Anulamos, pois, a lei pela fé? De maneira nenhuma, antes estabelecemos a lei.”
Releia o que disse Billy Graham aí atrás (pág. 75). Agora considere o que escreveu este eminente teólogo:
“O contraste entre as afirmações é nítido quando se chama a atenção para o fato de que Paulo usou a mesma raiz grega para as palavras aqui traduzidas por ‘desfez’ e ‘anulamos’. Esta raiz, katargeo, significa tornar ‘inoperante’,‘fazer cessar’, ‘afastar’ alguma coisa, ‘anular’, ‘abolir’. Mas o escritor inspirado Paulo diz a uma determinada igreja que a ‘lei’ está desfeita, e a outra igreja exclama: ‘De maneira nenhuma (Deus nos livre é o sentido original)’, ao pensamento mesmo de que a ‘lei’ esteja abolida, e se refere à mesma lei em cada caso? Obviamente Paulo deve estar falando de duas leis diferentes. Esses dois textos são suficientes em si mesmos para expor a falácia de que a Bíblia fala de uma só lei.” – Francis D. Nichol, Objeções Refutadas, págs. 3-4. Grifos meus. Vamos ainda ouvir o apóstolo São Paulo.
Efésios 6: 2
“Honra a teu pai e a tua mãe, que é o primeiro mandamento com promessa.”
Seria irrazoável, não acha, já que o “mandamento” fora desfeito, Paulo mandar os efésios observá-lo! E há mais, afirma ele ter sua obediência uma alvissareira promessa – vida longa – com saúde e paz; se a lei da saúde também for observada, evidente!
I Timóteo 1: 8
“Sabemos, porém, que a lei é boa, se alguém dela se utiliza legitimamente.”
Percebe, meu irmão! Jamais pode ser boa uma coisa “maldita”. Correto? Também, se é boa e útil, por que ser abolida e desfeita, não é?
Romanos 7: 14
“Porque bem sabemos que a lei é espiritual, mas eu sou carnal...”
Note, Paulo toma a minha e a sua palavra agora e diz: “sabemos que a lei é espiritual”. Sabia você isso, irmão? Ou seja: A lei provém do Espírito de Deus. Se sua fonte é tão sagrada, não lhe surpreende vê-la tão rejeitada?
Romanos 7: 16
“E se faço o que não quero, consinto com a lei que é boa.”
Observe novamente a afirmação paulina: “A lei é boa”. Não deixa ele brecha para suposições ou interpretações falseadas. A lei é boa disse. Ora, se a lei é boa e contribui para tornar o homem espiritual, não pode nem deve ser anulada, desfeita, interrompida, caducada. Nunca! Concorda? Nunca jamais, você dirá com certeza!
Romanos 7: 12
“E assim a lei é santa, e o mandamento santo, justo e bom.”
Permita-me repetir as palavras de Paulo mais uma vez: Lei santa, Lei justa, Lei boa. É inegável que Paulo faz alusão a leis diferentes, porque jamais poderia afirmar que uma lei não presta e seja boa ao mesmo tempo. Que foi anulada, e é santa, justa e boa. Que é maldição e que tenha uma promessa de longa vida ao se observá-la.
Romanos 7: 22
“Porque, segundo o homem interior, tenho prazer na Lei de Deus.”
Viu? Lei de Deus e não de Moisés. Claro, não é? Que acha o irmão, seja o “homem interior”?
– Sim, é o homem espiritual, o crente fiel e sincero, o homem que não transgride a vontade divina, que não transige com o pecado, e, como Paulo, tem prazer na Lei de Deus.
Romanos 7: 25
“Dou graças a Deus por Jesus Cristo, nosso Senhor, assim que eu mesmo com o entendimento sirvo a Lei de Deus...”
Caro irmão, Paulo já afirmou que a Lei de Deus é santa, justa, boa, espiritual, tinha prazer em guardá-la, e agora dá “graças a Deus por Jesus Cristo” pela oportunidade e privilégio de poder, com todo o seu entendimento, servir à Lei de Deus. Que maravilhoso! Creia isto, sinceramente, amado!
Por conseguinte, é contundente e claro que há distinção de leis na Bíblia. Ninguém deve supor que toda referência à lei nas Escrituras se credite a Moisés como sendo o legislador. De fato, os seus primeiros cinco livros são considerados a “lei”, pois, forma o compêndio mais exato das obrigações mútuas e orientações divinas para o estabelecimento do governo de Deus, Seus métodos e regulamentos.
Mas, é bom saber e, dar lugar à Lei Moral dos Dez Mandamentos, que não foi escrita por Moisés, como se julga, e sim pelo próprio Deus, em tábuas de pedra (Êxo. 31:18). É a única parte das Escrituras que Deus não permitiu ao homem escrever; Ele mesmo o fez, pela primeira e segunda vez, quando Moisés quebrou as tábuas, sobre o bezerro de ouro, ao descer ele do Monte Sinai (Êxo. 34: 1,28).
Assim agiu Deus, para patentear a sacrossantidade de Sua lei, bem como chamar a atenção do homem para o fato de Ele próprio tê-la escrito, e mais, sobre pedras, para deixar clara a eternidade, perpetuidade e durabilidade desta lei, que é eterna e gloriosa, como Ele o é.
“Algumas pessoas dão ênfase à distinção entre mandamentos ‘morais’e mandamentos ‘cerimoniais’. As exigências ‘morais’ são aquelas que em si mesmas são justas e nunca podem ser revogadas. Ao contrário, as leis ‘cerimoniais’ são aquelas sobre observâncias, sobre o cumprimento de certos ritos, por exemplo: os mandamentos acerca dos holocaustos e o incenso... As leis ‘cerimoniais’ podem ser abrogadas na mudança de dispensação, mas não as leis ‘morais’. É certo que existe tal distinção.” – Pr. O. S. Boyer (teólogo Assembleano), Marcos: O Evangelho do Senhor, págs. 38-39.
QUE SERIA DE NÓS SEM A LEI?
No dia 7 de outubro de 1969, a polícia de uma das maiores cidades da América do Norte entrou em greve. Dois homens foram assassinados, quarenta e oito pessoas ficaram feridas em tumultos, foram assaltados sete bancos, houve muitos outros roubos e foram quebradas cerca de mil vitrines no centro da cidade. Os prejuízos excederam a um milhão de dólares.
Que seria de nós sem a lei e sua aplicação? Que seria do mundo e do Universo sem a Lei de Deus e Seu poder moderador?
No decorrer dos séculos, grandes pensadores reconheceram que a Lei Moral de Deus constitui a base de sociedades ordeiras. Quando a Lei de Deus é desprezada, os seres humanos tornam-se vítimas de seu raciocínio subjetivo. O resultado é permissividade destrutiva, libertinagem e degradação moral e ética. Nisto está se transformando nossa sociedade após o adultério ter deixado de ser crime na lei do Estado.
REFLEXÃO
• Se Deus escreveu Dez Mandamentos, quantos Ele quer colocar em nosso coração hoje?
• Amor se expressa pela obediência?
• Cristo poderá salvar um transgressor?
• O homem tem capacidade para corrigir a Deus?
• Se Deus diz Sábado, porque o homem diz domingo?
Abraço!!!

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

A santa Lei de Deus

Nos proximos topicos vamos ver tudo sobre "A SANTA LEI DE DEUS"
• Distinção de Leis
• Contraste Entre as Leis – Moral e Cerimonial
• O que é Ab-Rogar a Lei?
• O Que Você Deve Saber Sobre a Lei
• Quando Foi “Enterrada” a Lei Cerimonial ?
• A Verdade Sobre a Mudança da Lei
• “ A Lei e os Profetas, Duraram Até...(?)”
• Lei Moral Antes do Sinai
• A Perfeição Divina
• Exatidão Divina
• Excelência Divina

“Agora é o tempo de mostrar-se o povo de Deus leal aos princípios. Quando a religião de Cristo for mais desprezada, quando Sua Lei mais desprezada for, então deve nosso zelo ser mais ardoroso e nosso ânimo mais inabalável. Permanecer em defesa da verdade e justiça quando a maioria nos abandona, ferir as batalhas do Senhor quando são poucos os campeões – esta será nossa prova. Naquele tempo devemos tirar calor da frieza dos outros, coragem da covardia e lealdade de sua traição.” – E.G. White, Testemunhos Seletos, vol. 2 pág. 31.
“O corpo do homem é governado pela lei natural e seu comportamento pela Lei Moral; estas duas leis devem refletir a harmoniosa vontade de Seu autor.”
“A lei de Deus é divina, santa, celestial, perfeita... Não há mandamento em excesso; não falta nenhum; é tão incomparável que sua perfeição constitui uma prova de divindade.” – Spurgeon (teólogo Batista), Sermon On The Law.
“A Lei é a vontade de Deus, no Decálogo.” – Pr. Carlo Johansson (téologo Assembleano), Síntese Bíblica do Velho Testamento, pág. 48.
“A lei é uma parte vital do governo divino no mundo em nossos dias... a santa Lei de Deus é um pré-requisito para uma experiência mais profunda da Graça.” – Pr. Harold J. Brokle (teólogo Assembleano), Prosperidade Pela Obediência, pág. 10.
“Os mandamentos representam a expressão décupla da vontade de Jeová e a norma pela qual governa Seus súditos.” – Pr. Myer Pearlman (teólogo Assembleano), Através da Bíblia, pág. 27.
“O Senhor não anulou a Lei Moral, contida nos Dez Mandamentos, e observada pelos profetas. O objetivo de Sua vinda não foi abolir nenhuma parte dela... Todas as suas partes têm de permanecer em vigor para a humanidade de todas as épocas, pois não dependem de tempo, de lugar, ou de outra qualquer circunstância sujeita a mudanças, da natureza de Deus e do homem, e das relações imutáveis que existem ente eles.” – João Wesley, Bible Readings for the Home Circle, pág. 375. (Citado em Segue-me pág. 140).
“O ritual, ou a Lei Cerimonial, dada por Moisés aos filhos de Israel, contendo todas as injunções e ordenanças que estavam relacionadas com os velhos sacrifícios e serviços do templo, nosso Senhor em verdade veio para destruir, dissolver, e inteiramente abolir. Esse fato traz o testemunho de todos os apóstolos... Essas ordenanças eram transitórias, nosso Senhor as apagou, removeu e pregou na Sua cuz. Mas a Lei Moral contendo os Dez Mandamentos e reforçada pelos profetas, Ele não a aboliu. Não foi o objetivo de Sua vinda abolir qualquer parte dela. Ela é uma lei que nunca pode ser anulada e que ‘permanece como a fiel testemunha no Céu’. A moral (lei) repousa sobre um fundamento diferente dos das Leis Cerimoniais ou rituais... Cada parte dessa lei tem de permanecer em vigor para a humanidade de todas as épocas, visto que não depende de tempo, de lugar, ou de outra qualquer circunstância sujeita a mudanças da natureza de Deus e do homem, e das relações imutáveis que existem entre eles.” – João Wesley (fundador da Igreja Metodista) – Sermon 25, On The Sermon on The Mount, págs. 221 e 228. (Citado em Segue-me págs. 184-185).
Abraço!!!

domingo, 25 de outubro de 2009

Predestinação

PREDESTINAÇÃO
O que a Bíblia apresenta sobre predestinação são estes cinco textos:
II S. Pedro 1: 10
“Portanto irmãos, procurai fazer cada vez mais firme a vossa vocação e eleição...”
Efésios 1: 5
“E nos predestinou para filhos de adoção por Jesus Cristo...”
Efésios 1: 11
“...havendo sido predestinados, conforme o propósito daquEle que faz todas as coisas segundo o conselho de Sua vontade.”
Romanos 8: 29
“Porque os que dantes conheceu também os predestinou para serem conforme à imagem de Seu Filho...”
Romanos 8: 30
“E aos que predestinou a estes também chamou; e os que chamou também justificou...”
No conceito Calvinista Deus estabeleceu dois decretos: Um selecionando o grupo de salvos; outro o grupo dos perdidos. Calvino mesmo disse que este é o “terrível decreto de Deus”.
Segundo Calvino, existiria no mundo um grupo de pessoas que poderiam fazer tudo errado, mas seriam salvas. E outro grupo as pessoas poderiam fazer tudo certo, mas jamais se salvariam. Ouça o que João Calvino, declarou em 1537:
“Ora, a semente da Palavra de Deus só se enraíza e produz frutos nas pessoas que o Senhor, por Sua eleição eterna, predestinou para serem filhos e herdeiros do Reino Celestial. Para todos os outros (que pelo mesmo conselho de Deus foram rejeitados antes da fundação do mundo) a clara e evidente pregação da verdade só pode ser um cheiro de morte para a morte.” – Instruction in Faith (Paulo T. Fuhrmann. 1/949, pág. 136). Citado pelo Pr. Pedro Apolinário.
A predestinação Calvinista portanto, é:
• Deus já decretou quem vai ser salvo e quem se perderá. Não precisa obediência nem desobediência para que Deus manifeste Sua justiça ou misericórdia.
• Os que Deus destinou a salvação serão salvos mesmo pecando ou não querendo ser salvos. E os que destinou à perdição não serão salvos mesmo aceitando o Sacrifício de Jesus, e vivendo vida santificada.
• Que Jesus não morreu por todos os homens, mas tão somente pelos que foram predestinados.
João Calvino, foi inegavelmente, um dos grandes Reformadores Protestantes, mas o princípio de fé que estabeleceu para seus seguidores, não afina com a Palavra de Deus. Creio que, os textos isolados que valeu-se para criar seu arcabouço doutrinário, são estes:

“O Senhor fez todas as coisas para os seus próprios fins, e até o ímpio para o dia do mal.” Provérbios 16: 4.
“...compadece-se de quem quer, e endurece a quem quer.” Romanos 9: 18
“... Eu endurecerei o seu coração (de Faraó), para que não deixe o povo ir.” Êxodo 4: 21.
“Como está escrito; amei Jacó, e aborreci Esaú.” Romanos 9: 13.
“...Em verdade vos digo que um de vós Me há de trair.” Mateus 26: 21.

QUE DIZ A BÍBLIA?
Em Adão todos são predestinados a morrer:
I Coríntios 15: 22 – “Porque assim como todos morrem em Adão, assim também todos serão glorificados em Cristo.”
Em Jesus todos são predestinados a salvação:
São João 1: 12 – “Mas, a todos quantos O receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus; aos que crêem no Seu Nome.”
Tito 2: 11 – “Porque a Graça de Deus se há manifestada, trazendo salvação a todos os homens.”
II Pedro 3: 9 – “ ... não querendo que nenhum pereça, senão que todos cheguem ao arrependimento.”
Apocalipse 22: 17 – “...quem quiser receba de graça a água da vida.”
Está claro? Deus não predestinou ninguém para a perdição. Pelo contrário, é Seu desejo que ninguém se perca, todavia não pode interferir nas decisões do homem, por força do livre arbítrio que conferiu ao ser humano. Todos tem a oportunidade de se salvar, mas isso é exclusivamente uma decisão pessoal. Portanto, o princípio bíblico é que o homem é livre para decidir qual seu destino.
Porém, é inegável o anseio de Deus pela salvação de todas as Suas criaturas, observe:
I Timóteo 2: 4 – “O qual deseja que os homens sejam salvos e cheguem ao conhe- cimento da verdade.”
São João 3: 16 – “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o Seu Filho unigênito, para que todo aquele que nEle crê não pereça, mas tenha a vida eterna”

OBSERVE: • Morreu por todos!
• Todos que crerem, serão salvos!
Jesus mesmo ratificou este princípio, garantindo que a salvação não é um prêmio só para alguns privilegiados, mas é extensiva a todos os que perseverarem na carreira cristã até o dia final. Veja:
Apocalipse 2: 10 – “...sê fiel até a morte e dar-te-ei a coroa da vida.”
Apocalipse 3:5 – “Ao que vencer, de maneira nenhuma riscarei o seu nome do livro da Vida...”

Deus empenhou Sua palavra em favor de todos os homens, de todas as eras e de todas as condições: financeiras, culturais e étnicas. Eis a prova:
Ezequiel 18: 32 –“Porque não tenho prazer na morte de ninguém, diz o Senhor. Portanto, convertei-vos e vivei.”
Mateus 7: 21 – “Nem todo o que Me diz: Senhor, Senhor! entrará no Reino do Céu, mas aquele que faz a vontade de Meu Pai que está nos Céus...”
Compreendeu? Deus sofre se a pessoa decide não aceitá-Lo. Por isso, os que não se salvarem, se perderão de livre e espontânea vontade. Deus fez tudo para salvá-los. Preste atenção aos textos finais:
Jeremias 21: 8 – (Leia também Deut. 30: 15-19). “...eis que ponho diante de vós o caminho da vida e o caminho da morte.”
Josué 24: 15 – “...escolhei hoje a quem sirvais...”
Por quê? Deus é a essência da liberdade! Comprometeu-Se jamais interferir na vontade humana, mas em toda a Bíblia demonstra profundo amor e interesse na conversão do pecador, pois deseja que ele viva para sempre. Aleluia! Glória a Deus! É o homem quem escolhe e determina o seu destino eterno, e não Deus.
Atos 17: 30 – “... notifica aos homens que todos em toda parte se arrependam.”
I Timóteo 2: 4 – “Que quer que todos os homens se salvem...”
Atos 16: 31 – “...crê no Senhor Jesus e serás salvo tu e tua casa.”
Deus não pode fazer nada mais que apelar. Apelar! Apelar! E por quê? – Lógico, um dia Ele vai purificar esta Terra para ser a morada dos salvos, e para isso, terá que destruir o pecado, Satanás, seus anjos rebelados, e os ímpios que recusaram a salvação. Mas, se como ocorreu em Nínive, todos se arrependerem, Deus ficará muito feliz, porque todos assim, se salvarão.
I Coríntios 10: 12
“Aquele, pois, que cuida estar em pé, olhe, não caia.”
Meus amados, a doutrina da predestinação é que ninguém precisa arrepender-se porque o caso de todos já está pré-estabelecido. Então por que Paulo, cheio do Espírito conclama a que todos se arrependam? Também, não acha você seja uma preocupação desnecessária do apóstolo, mandar se “cuidar” para não cair na vida espiritual, se o destino de todos estiver traçado?
I Tessalonicenses 5: 9 – “Porque Deus não nos destinou para a ira, mas para a aquisição da salvação, por nosso Senhor Jesus Cristo.”
Jesus Cristo, o Salvador bendito pagou o preço da redenção de todos. Por isso pode afirmar:
João 6: 37 – “...o que vem a Mim de maneira nenhuma o lançarei fora.”
João 6: 47 – “...aquele que crê em Mim tem a vida eterna.”
Apocalipse 3: 11 – “...guarda o que tens para que ninguém tome a tua coroa.”
Querido irmão, Deus jamais virá a nós dizendo: “Mudei de idéia contigo, Meu sacrifício está anulado, agora as regras do Plano da Redenção são outras.”
Não! – O homem escolhe! O preço está pago para todos sem exceção! Um dia Jesus ficou tão triste com a indiferença de Seu povo, que afirmou:
João 5: 40
“E não quereis vir a Mim para terdes vida.”
Compreende? O problema não é quem será ou não será salvo! Se a predestinação fosse uma doutrina verdadeira, creio que não precisávamos de Jesus, do Seu sacrifício, nem do evangelho, nem da igreja, muito menos do Plano de Salvação. Bastava viver e aguardar a morte. No entanto, eis aí o Senhor Jesus, demonstrando claramente que os que decidem ir a Ele terão vida e vida eterna. Os que recusarem, assumem sua desventurada decisão, sendo exterminados quando for destruído o pecado.
Complemente seu estudo. Deus ama a todos: Eze. 33: 11: Mat. 5: 45. Faraó foi quem se endureceu: Êxo. 7: 13,14,22: 8:15,19, 32; 9:7,34,35; 13:15. Os próprios pagãos reconheceram que Faraó se endureceu deliberadamente: I Sam. 6:6.

MEDITE NISTO COM CARINHO
Mateus 25: 34 – “...vinde benditos de Meu Pai, possuí por herança o reino que vos está preparado desde a fundação do mundo.”
Mateus 25: 41 – “...apartai-vos de Mim, malditos, para o fogo eterno, preparado para o diabo e seus anjos.”
Se houvesse predestinação realmente, Jesus diria aos perdidos como disse aos salvos: “...preparado para vós desde a fundação do mundo”. Isso é óbvio, porque aí estão os dois grupos de pessoas: salvos e perdidos!
Aqui pois, a inequívoca verdade que Jesus morreu por todos, mas nem todos querem ser salvos, e Deus respeita a decisão de todos. O fogo, pois, foi preparado para o diabo e seus anjos e não para o homem.
Como no Juízo Final a Terra se tornará uma bola de fogo, todos os perdidos, Satanás e seus anjos serão destruídos por suas chamas. Deus, os anjos, o Senhor Jesus, o Espírito Santo e todos os salvos lamentam, mas... que fazer?
Abraço!!!

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Os dois concertos

OS DOIS CONCERTOS
II Coríntios 3
Meu irmão, este texto de II Coríntios 3, jamais financia a abolição de 39 livros da Bíblia, como afirma em seu livro, o Pastor Pentecostal Antenor Santos de Oliveira. Nele, Paulo realmente se refere à Lei Moral escrita em tábuas de pedra, porque ela era, e é o único instrumento que Deus tem para revelar o pecado, e diz claramente que o que foi abolido é o Velho Concerto e não o Velho Testamento.
Paulo estabelece, no capítulo três de II Coríntios, um contraste entre os dois Concertos; a saber:
VELHO CONCERTO NOVO CONCERTO
1- (V. 7) “Ministério da Morte” 1- (V. 8) “Ministério do Espírito”
2- (V. 9) “Ministério da Condenação” 2- (V. 9) “Ministério da Justiça”
3- (V. 6) “Letra que Mata” 3- (V. 6) “Espírito que Vivifica”
4- (V.14) “Foi Abolido” 4- (V.11) “Permanece”
5- (V.10) “Em Glória” 5- (V.10) “Em Excelente Glória”
NOTA: a) – O Velho Concerto, foi com sangue de animais (Heb. 9:19-20). O Novo Concerto foi com o sangue de Jesus.

b) – A base fundamental destes dois Concertos foi uma só: Os Dez Mandamentos, chamados de Lei Moral.
A função da Lei é revelar o pecado. Romanos 7: 7.
O objetivo da Lei é levar o homem a Cristo. Romanos 7: 8.

II Coríntios 3: 3“...sois a carta de Cristo...escrita não em tábuas de pedra, mas em tábuas de carne, no coração.”

Tábuas de “pedra e de carne”: Isto é uma metáfora, para comparar os dois Concertos. Quer ver? Leia o que diz o profeta, nas palavras seguintes: Jeremias 31: 31-33 “Eis que vem dias, diz o Senhor, em que farei um Concerto Novo com a casa de Israel e com a casa de Judá. Não conforme o Concerto que fiz com seus pais, no dia em que os tomei pela mão, para os tirar da terra do Egito; porquanto eles invalidaram o Meu Concerto, apesar de Eu os haver desposado, diz o Senhor. Mas este é o Concerto que farei com a casa de Israel depois daqueles dias, diz o Senhor: Porei a Minha Lei no seu interior, e a escreverei no seu coração: e Eu serei o seu Deus e eles serão Meu povo.”
Veja, Deus está falando de um Novo Concerto e Se refere à mesma Lei que escreveu com Seu dedo no Sinai. Portanto, nada há indicativo do cancelamento da Lei Moral.

Observe: Ezequiel 11: 19-20 “E lhes darei um mesmo coração e um espírito novo porei dentro deles; e tirarei de sua carne o coração de pedra, e lhes darei um coracão de carne. Para que andem nos Meus estatutos, e guardem os Meus juízos (leis), e os executem; e eles serão o Meu povo, e Eu serei o seu Deus.”
Hebreus 8: 10 “Porque este é o concerto que depois daqueles dias farei com a casa de Israel, diz o Senhor; porei as Minhas leis no seu entendimento, e em seu coração as escreverei; e Eu lhes serei por Deus, e eles Me serão por povo.”

No Novo Concerto, a Lei de Deus seria impressa não em pedra, mas em carne (no coração). Isso prova que jamais seria abolida. Sem sombra de dúvida, sob o evangelho, só pode participar do Novo Concerto quem tenha conhecimento da Lei de Deus, pois ela será colocada no coração do crente.
QUE É CONCERTO: Diz o Dicionário ser: Combinação, acordo. Concerto não é uma Lei, mas um pacto normativo entre pessoas. Neste caso, com o povo de Deus, os cristãos. E a norma ou base é a Lei Moral.
Atenção: • Se Deus acabar com o objeto (norma/base) do Seu acordo, como saberá se a outra parte (nós) está cumprindo o acordo?

• Qual legislador executará a sentença se não possuir uma lei reguladora?

• Quando Deus julgar o mundo (João 12: 47; Atos 17:31), o fará através desta lei (Tiago 2:12). Como o faria, estando cancelada? Por conseguinte, o problema de II Coríntios 3 não é o cancelamento da Lei de Deus, porque o próprio Paulo diz que a fé não anula a Lei. Romanos 3: 31.
RESUMO
VELHO CONCERTO – Obras – Guardar a lei para ser salvo.
NOVO CONCERTO – Fé – Guardar a lei porque foi salvo.
VELHO CONCERTO: O povo não era capaz por si mesmo, de cumprir a sua parte no Concerto, e este não lhe proporcionava o auxílio para o cumprirem. Era um concerto de obras, e não de Graça, porque Jesus não estava nele. Este Concerto só valia para revelar que precisavam reconhecer sua própria pecaminosidade, bem como sua necessidade do auxilio divino. Por isso Jesus diz: “... Sem Mim, nada podeis fazer.” (João 15:5). Com Jesus é fácil guardar a lei. Em nenhuma hipótese ou circunstância a Lei Moral pode ser abolida, porque ela é a base, o fundamento do governo de Deus no presente e o será no futuro, para todos os Seus súditos fiéis e leais. Razão porque reverbera o apóstolo Paulo: “...porquanto sem a lei está morto o pecado.” Romanos 7:8.“O grande objetivo do Velho Concerto era, pois, ensinar ao povo suas fraquezas e incapacidade de guardar a lei sem o auxílio divino.”
“MINISTÉRIO DA MORTE” – II Cor. 3: 7
“MINISTÉRIO DA CONDENAÇÃO” – II Cor. 3: 9“Sem derramamento de sangue, não há remissão de pecados”, Hebreus 9: 22. Se alguém transgredisse a Lei Moral deveria morrer. Todavia, o pecador poderia conseguir um substituto para assumir o seu lugar. O Velho Concerto foi estabelecido nesta base. “A alma que pecar, esta morrerá.” Eze. 18:20.
EXEMPLO: A lei realiza sua função (ministério da condenação). Ao revelar o pecado, exige a morte do pecador (ministério da morte).Quando pecava (transgredindo a Lei de Deus), o que, então, fazia o pecador? Adquiria um cordeiro sem defeitos físicos e o levava ao sacerdote para ser morto pelo seu pecado. Hoje a base (Lei Moral – único instrumento que revela o pecado) continua a mesma, apenas, o sacrifício é melhor. O Cordeiro é Jesus, o “Cordeiro que tira o pecado do mundo” (João 1: 29).
“LETRA QUE MATA” – II Cor. 3: 6A função (ministério) da lei era definida. Sua “letra que mata”, resultava evidentemente em morte para os transgressores. Hoje, porém, a função (ministério) da lei continua, mas “baseada na justiça de Cristo através da ação do Espírito Santo no coração do pecador, resulta em vida.”Assim, “o primeiro ministério foi letra morta, por inadimplemento por parte do povo; o último, ‘Espírito que vivifica’, por ser Cristo que habilita o homem a obedecer.”Em ambos os Concertos, nada sugere a abolição da lei de Deus.
“FOI ABOLIDO” – II Cor. 3: 14 Quanto ao que foi “abolido”, é claro, foi o Velho Concerto e não a Lei de Deus. O Novo Concerto permanece, e a Lei Moral como sua eterna base, continua em vigor. Enquanto houver o pecado, a lei terá que existir. Ela é o mais perfeito instrumento que Deus possui para revelar o pecado. Mas, indagará alguém: Estaria Deus circunscrito a uma lei para definir o pecado?– Que é pecado? Você pode dizer: beber, fumar, falar palavrão são pecados. Sim! Mas Deus em Sua suprema sabedoria, enfeixou todo o pecado, sob quaisquer espécie, nome ou títulos, em Dez Mandamentos. Por isso a melhor definição para o pecado é bíblica: “Pecado é a transgressão da Lei de Deus.” I.S.João 3: 4 (edição atualizada). Por isso, a lei só perderá seu valor quando o pecado acabar.
“EM GLÓRIA” – II Cor. 3: 10O Sinai foi envolto em glória quando Deus proclamou a lei. Porém, maior glória viu a Terra quando Cristo desceu do Céu para “salvar o povo dos seus pecados” (Mateus 1: 21).A glória de Jesus no Sinai, produziu reflexos no rosto de Moisés, que precisou cobri-lo com um véu. Mas, a glória de Jesus em pessoa na Terra, visível e palpável entre os homens, empalideceu a glória do Sinai. E quando exaltou a Sua lei (Isaías 42:21), libertando-a da grande quantidade de tradições, que levavam as pessoas a considerá-la fardo pesado; quando esclareceu-a, explicou-a, honrou-a e obedeceu-a, Jesus tornou-a muito mais gloriosa. E quando pediu que orássemos para não transgredir o Sábado (Mateus 24:20), Jesus demonstrou, de fato, ser uma lei por demais gloriosa.
OBSERVAÇÃO – O texto de II Coríntios três, menciona duas palavras que muitos cristãos sinceros aplicam à Lei de Deus, equivocadamente.
Ei-las:ABOLIDO – Está claro que é o Velho Concerto. Concerto de Obras.
TRANSITÓRIO – Esta palavra não pode referir-se à Lei Moral, porque:1º) – Paulo, em nenhum lugar da Bíblia falou contra ela. 2º) – Paulo, dezenas de vezes realça a santidade, legitimidade, utilidade e necessidade dela. 3º) – O Senhor Jesus mencionou cinco dos Dez Mandamentos dela, para o jovem rico, dizendo-lhe da necessidade de observá-la, para entrar na vida eterna (Mateus 19:16-19). 4º) – Na Nova Terra (Isaías 66:22-23), o Sábado será eternamente o Dia do Senhor. E ele faz parte da Lei Moral. 5º) – Deus não Se contradiz. 6º) – Nenhum cristão admite o cancelamento de nove mandamentos desta lei, mas apenas um.
Observe o que disse dois renomados irmãos Batistas:
CHARLES SPURGEON: “Antes de vir a fé, éramos mantidos sob a lei, retidos dentro da fé que depois se revelaria. Por essa causa a lei era nosso aio para conduzir-nos a Cristo, a fim de sermos justificados pela fé. Digo-vos que, pondo de parte a lei, despojastes o evangelho de seu auxiliar mais competente. Tiraste dele o aio que leva os homens a Cristo. Eles nunca aceitarão a Graça sem que tremam perante uma lei justa e santa. Por conseguinte, a lei serve ao mais necessário e bendito propósito, e não deve ser removida do lugar que ocupa.” – C.H. Spurgeon, The Perpetuity of the Law of God, pág. 11. Grifos meus.
WILLIAN CAREY TAYLOR: “Seria uma bênção se cada púlpito do mundo trovejasse ao povo a voz divina do Decálogo, pois a lei é o aio para guiar a Cristo.” – W. C. Taylor, Os Dez Mandamentos, pág. 5. Grifos meus.

7º) – Deus não daria uma lei nas circunstâncias que fez, para depois dizer que foi cancelada ou que só valeria para um povo, uma época ou ocasião. 8º) – Na lei, específicamente no quarto mandamento, está o selo de Deus, isto é: Seu Nome: “Senhor teu Deus”. Seu cargo ou posição: “Criador do Universo“. Território sobre que domina: “Os Céus e a Terra”. Abolida, pois, a Lei de Deus, a idolatria se generalizaria na proliferação de deuses a granel. 9º) – Se Deus diz que na Nova Aliança colocará Sua lei no coração do crente, então ela jamais seria transitória. Meu amado, o texto de II Coríntios três, apresenta apenas a função, – o propósito da lei. Paulo jamais poderia concluir pela ab-rogação dela neste texto isolado, senão contraditaria dezenas de outros textos seus, que exaltam a Lei de Deus. Portanto, transitório e fadado a extinção foi o Velho Concerto que abrigava o Sistema Sacrifical – a lei de Moisés, escrita num livro. Deut. 31:24.
PERCEBA ESTE DETALHE II Coríntios 3: 13 “E não somos como Moisés, que punha um véu sobre sua face, para que os filhos de Israel não olhassem firmemente para o fim daquilo que era transitório.”
• Por que o véu era posto sobre o rosto de Moisés e não sobre as tábuas de pedra?
. A Lei de Deus é fato consumado em toda a Bíblia, e confirmado por todos os escritores bíblicos, inclusive o próprio São Paulo.

“A glória do rosto de Moisés era muitíssimo penosa para os filhos de Israel, por motivo de sua transgressão da santa Lei de Deus. Isto é uma ilustração dos sentimentos dos que violam a lei divina. Desejam remover dela sua luz penetrante, que é um terror para o que a transgride, ao passo que para os leais ela se afigura santa, justa e boa. Apenas os que têm justa consideração para com a Lei de Deus podem estimar devidamente a expiação de Cristo, tornada necessária pela violação da Lei do Pai.” – Mensagens Escolhidas, vol. 1 – pág. 232. E.G. White.NB –
Lembre-se de II Pedro 3:16. Leia: “MÁXIMAS PAULINAS”. Paulo deixa claríssimo que a Lei de Deus jamais será abolida. Concluindo, ouça:II Coríntios 3: 14-15“.... Porque até hoje o mesmo véu está por levantar na lição do Velho Concerto (nunca Velho Testamento), o qual foi por Cristo abolido; e até hoje, quando é lido Moisés, o véu está posto sobre o coração deles.” “Deles” quem? Paulo está se referindo aos “judaizantes.”Paulo escreveu esta epístola em 52-54 d.C., nesta ocasião os judeus teimavam em praticar o ritual abolido (Lei Cerimonial) por Jesus ao morrer no Calvário. Somente no ano 70 com a destruição do Templo pelos romanos é que cessou definitivamente o que fora transitório.

A Lei Moral, tanto ao tempo de Moisés quanto em nossos dias “nunca teve o poder para libertar uma pessoa do pecado”. Esta atribuição pertence apenas a Cristo por meio da Graça de Deus, facultado a todos “antes da fundação do mundo” A Lei Moral é o padrão do caráter e não uma “avenida de salvação”.

Portanto, o “véu da incompreensão”só poderia ser removido daqueles juidaizantes quando se convertessem a Cristo (II Cor. 3:16).
“SEMELHANÇAS ENTRE OS DOIS CONCERTOS”

1. Ambos são chamados concertos.
2. Ambos foram ratificados com sangue.
3. Ambos foram feitos com base na Lei de Deus.
4. Ambos foram feitos com o povo de Deus.
5. Ambos foram estabelecidos sobre promessas.
DESSEMELHANÇAS ENTRE OS DOIS CONCERTOS
1-Velho Concerto
Novo Concerto
2-Chamado velho concerto
Chamado novo concerto.
3-Chamado primeiro concerto
Chamado segundo concerto.
4-Um pacto temporário
Um concerto eterno.
5-Ratificado com sangue de animais
Ratificado com o sangue de Cristo
6-Era repreensível
É uma melhor promessa.
7-Estabelecido sobre as promessas do povo
Estabelecido sobre as promessas de Deus.
8-Não tinha mediador
Tem um Mediador.
9-Não continha providência para perdão dos pecados
Provê o perdão dos pecados.
10-A lei foi escrita em pedras
A lei é escrita no coração
11-Era de obras
É de graça.
12-Obedece e vive
Desobedece e morre.
13-Arrepende-te e serás perdoado
Crê e será salvo.
14-O Velho
O Novo
15-Se. Se vós. Se vós fizerdes.
Eu, Eu farei.
16-Se vós fizerdes tudo.
Eu farei tudo.
17-Se vós fizerdes tudo, então – sereis
Eu farei tudo e serei o vosso Deus, e vós o Meu povo, e Eu serei o vosso Deus. sereis o Meu povo.”
Abraço!!!

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Batismo por Aspersão?

O BATISMO BÍBLICO Efésios 4: 5 – “Um só Senhor, uma só fé, um só batismo.” I Timóteo 2: 5 – “Porque há um só Deus, e um só Mediador entre Deus e os ho- mens, Jesus Cristo homem.”
O batismo é algo solene, definitivo e marcante na experiência cristã. É emocionante este dia. O Céu fica em festa, e Jesus se alegra, pois o batizando está demonstrando publicamente que aceita o Sacrifício do Calvário para sua vida. Como o batismo é a porta de entrada para a Igreja de Deus, Ele então especificou como deve ser. Quer ver? – Jesus comissionou os discípulos: Mateus 28: 19-20 “Ide, portanto, fazei discípulos... batizando-os em Nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo...” Percebeu? O Senhor Jesus foi quem estabeleceu esta norma para o cristianismo, o batismo bíblico.
Depois de batizada a pessoa inicia uma vida nova em comunhão com Cristo, crescendo na Graça e na fé. Eis como surgiu este ritual bíblico: Mateus 3: 1-6 “E naqueles dias apareceu João Batista pregando no deserto da Judéia. E dizendo: Arrependei-vos, porque é chegado o reino dos Céus...
E eram por ele batizados no rio Jordão, confessando os seus pecados. ”Vamos ao Jordão. Águas cristalinas e volumosas. Jesus chegou! Não perguntou qual era a forma de batismo, não questionou porque João batizava as pessoas. Ele entrou nas águas, e foi até onde estava João e pediu que este O batizasse. João batizava com muitas águas. Se o batismo fosse gotinha d’agua na cabeça, Jesus precisaria ir a um rio? Entrar nele? É maravilhoso como Jesus viveu para ser nosso exemplo em tudo. Viveu uma vida correta, digna e possível de ser imitada por todos. Não esqueceu de nada. Confirmou que o batismo é bíblico e por imersão.
Ouça: Marcos 1: 9-10 “E aconteceu naqueles dias que Jesus tendo ido de Nazaré, da Galiléia, foi batizado por João, no Jordão. E, logo que saiu da água viu os Céus abertos, e o Espírito que como pomba descia sobre Ele. ”Não há nenhuma dúvida que Cristo foi batizado por imersão, no rio, pois diz o texto que Ele saiu das águas, correto? Aliás, seria até incoerente entrar dentro da água, molhar-se todo e jogar gotas d’agua na cabeça, não acha? Se o batismo fosse por aspersão, Jesus poderia ter ficado tão somente às margens do rio e João Batista também, não é?
Pedro também, ensinou:Atos 2: 38 –“E disse-lhes Pedro: Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em Nome de Jesus Cristo, para perdão dos pecados; e recebereis o dom do Espírito Santo. ”A palavra grega usada neste texto é baptizo, que significa imergir, mergulhar, cobrir com água. Esta palavra é exatamente o oposto de aspergir ou derramar água sobre alguém. Portanto, quando Pedro disse ao povo: “Arrependei-vos e cada um de vós seja batizado”, eles entenderam que deviam “arrepender-se e ser submersos”, isto é: serem mergulhados na água. Observe que o batismo é para “lavar” pecados. Só pecadores precisam batizar-se, e por imersão, porque é preciso sepultar nas águas, simbolicamente, os pecados.
Ouça aqui:Atos 8: 26-39 – “...E mandou parar o carro, e desceram ambos a água, tanto Filipe como o eunuco, e o batizou...”Novamente com clareza absoluta se percebe que o batismo na igreja primitiva era por imersão. Não há nenhuma dúvida, os pormenores indicam que o eunuco e Filipe entraram dentro do rio para um batismo por imersão. Romanos 6: 3-6 “Ou não sabeis que todos quantos fomos batizados em Jesus Cristo, fomos batizados na Sua morte? De sorte que fomos sepultados com Ele pelo batismo na morte; para que, como Cristo ressuscitou dos mortos, pela glória do Pai, assim andemos nós em novidade de vida. Porque, se fomos plantados juntamente com Ele na semelhança de Sua morte, também o seremos na da Sua ressurreição. Sabendo isto, que o nosso homem velho foi com Ele crucificado, para que o corpo do pecado seja desfeito, para que não sirvamos mais ao pecado. ”Isto é lindo demais. Altamente significativo.
Nunca esqueci o meu batismo. Que experiência marcante na vida de um moço, moça, senhor ou senhora. Ouça : “O batismo é uma ordenança evangélica em comemoração da morte, sepultamento e ressurreição de Cristo. No batismo é dado um testemunho público de que o batizando foi crucificado com Cristo, com Ele sepultado e ressurgiu para andar em novidade de vida. Só um batismo pode representar devidamente esses fatos na vida, e esse é a imersão, o modo seguido por Cristo e a igreja primitiva.” – Estudos Bíblicos, pág. 79 – CPB, grifos meus.
No batismo morre o pecador, e ressuscita uma nova criatura. Isto é: quando as águas cobrem o pecador, isto simboliza a sua morte para a velha vida. Ao levantar-se das águas é como nascer uma nova criatura. Por isso o batismo bíblico jamais pode ser com gotas de água na cabeça.
Anote isto:“O Concílio de Ravena, em 1311, foi o primeiro concílio que legalizou o batismo por aspersão, deixando a critério do ministro oficiante. “Durante mil e trezentos anos o batismo foi geral e regularmente por imersão de uma pessoa na água e só em casos extraordinários por aspersão ou efusão, porém esta última prática era tida como proibida por aqueles que discutiam o assunto.” – Brenner, Demonstración Histórica de la Administración del Bautismo desde Cristo a Nuestros Dias, pág. 306. “Podemos demonstrar pelas atas dos Concílios e pelos rituais antigos, que durante mil e trezentos anos o batismo foi administrado por imersão em toda a igreja tanto quanto era possível.” – Bossuet, Bispo de Meaux, Idem, pág. 42. – Citado em Segue-Me.
Abraço!!!

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Pedro, Papa?

PEDRO APÓSTOLO PRÍNCIPE DOS APÓSTOLOS?
“O nome original de Pedro derivou do hebraico Simeão, resultando Simão, no grego (Atos. 15: 14; II Pedro 1: 1)... nasceu em Betsaida (João 1:44), situada às margens do lago da Galiléia. Durante o ministério de Jesus, Pedro morava em Cafarnaum (Mar. 1: 21, 29).” – Lição da Escola Sabatina, nº 10, ano 96, pág. 3.
Pedro, em grego, quer dizer petros, isto é: pedacinho de pedra. Era o sobrenome de Simão, filho de Jonas, irmão de André. Pescador profissional da Galiléia (Mat. 4: 18). Obstinação e covardia se mesclavam momentaneamente em seu caráter. Era impulsivo e sempre a primeira pessoa a falar. Foi o único que pediu a Cristo para andar sobre as águas. (Mat. 14. 28). Foi uma das colunas basilares da Igreja Apostólica. Figurava em primeiro lugar na relação feita pelos evangelistas (Mat. 10: 2-4. Mar. 3: 16-19. Luc. 6: 13-16). O cantar do galo despertou sua fé.
Os mais criteriosos teólogos negam que Pedro tenha vivido 25 anos em Roma e que tenha lá estabelecido qualquer episcopado. Todavia é provável, admitem, que ele tenha passado seus últimos dias lá sofrendo o martírio através de Nero, Imperador Romano.
Quando Cristo estava formando Seu ministério, chamou também a Pedro:
São João 1: 41-42
“Este achou primeiro a seu irmão Simão, e disse- lhe: Achámos o Messias (que traduzido, é o Cristo). E levou-o a Jesus. E, olhando Jesus para ele, disse-lhe: Tu és Simão, filho de Jonas; tu serás chamado Cefas (que quer dizer Pedro)”.
Mais tarde ocorreu a célebre declaração de Pedro, arguído pelo Mestre:
Mateus 16: 15-19
“Disse-lhe Ele: E vós, quem dizeis que Eu sou: E Simão Pedro, respondendo, disse: Tu És o Cristo, o Filho do Deus vivo. E Jesus, respondendo, disse-lhe: Bem aventurado és tu, Simão Barjonas (filho de Jonas), porque to não revelou a carne e o sangue, mas Meu Pai que está nos Céus. Pois também Eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta Pedra edificarei a Minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela. E Eu te darei as chaves do Reino dos Céus; e tudo o que ligares na Terra será ligado nos Céus, e tudo o que for desligado na Terra será desligado nos Céus.”
Seria Pedro “esta pedra”? A Pedra que os profetas exaltaram e sobre a qual Jesus estabeleceria Sua igreja? Ouça o que dizem os teólogos:
“Talvez a melhor evidência de que Cristo não apontou a Pedro como a ‘pedra’ sobre a qual edificaria Sua igreja seja o fato de que nenhum dos que ouviram esta afirmação de Cristo, nem o próprio Pedro assim entendeu Suas palavras, nem durante o tempo em que Cristo esteve na Terra nem posteriormente. Houvesse Cristo feito a Pedro chefe entre os discípulos, depois disto eles não se veriam envolvidos em discussões sobre qual deles seria considerado o maior.” – The Seventh-Day Adventist Bible Commentary, vol. 1, pág. 431.
Volvamo-nos ao Antigo Testamento:
Salmo 118: 22
“A Pedra que os edificadores rejeitaram tornou-se cabeça de esquina.”
A pedra angular determinava o esquema e o formato do edifício. Por ocasião da construção do Templo de Salomão, onde foram empregadas 183.300 pessoas durante 46 anos (João 2:20), trouxeram uma pedra enorme para ser empregada na fundação do prédio. Os construtores não acharam lugar para ela e não queriam usá-la. Exposta ao Sol, chuva, ar e tempestade, não apresentou sequer uma fenda. Os construtores submeteram-na à forte prova de pressão; como resistiu decidiram utili-za-la. Colocaram-na no lugar que lhe era designado e viram que se ajustava tão perfeitamente como uma luva. Posteriormente Deus revelou em visão a Isaías que esta Rocha era um símbolo de Cristo.
A Escritura confirma:
Isaías 28:16 – “...uma Pedra, uma Pedra provada, Pedra preciosa de esquina...”
Isaías 8:14 – “Então Ele... Pedra de tropeço, e de Rocha de escândalo...”
Mat. 21:42 – “...a Pedra... rejeitaram, essa foi posta por cabeça de ângulo...”
Atos 4:11 – “Ele é a Pedra ... rejeitada..... posta por cabeça de esquina...”
Rom. 9:33 – “...Sião uma Pedra de tropeço, e uma Rocha de escândalo...”
(Os judeus achavam um escândalo o Messias morrer na cruz, já que O esperavam para sentar-Se no trono de Davi e dominar o mundo).
Efésios 2: 20; 11: 22; 5: 23
“...Jesus Cristo é a principal Pedra de esquina... cabeça da igreja”.
EM TODA A BÍBLIA JESUS CRISTO É A PEDRA, A ROCHA ETERNA.
Números 20:11 –“...Moisés levantou a mão, e feriu a Rocha duas vezes...”
I Coríntios 10:4 –“E beberam... da Pedra espiritual... e a Pedra era Cristo.”
Deut. 32:4 –“Ele (Jesus) é a Rocha, cuja obra é perfeita...”
Salmo 18:2 –“O Senhor é a minha Rocha...”
Salmo 19:14 –“...Senhor, Rocha minha e libertador meu!”
Salmo 28:1 –“A Ti clamarei, ó Senhor, Rocha minha...”
Salmo 89:26 –“... a Rocha da minha salvação.”
Salmo 95:1 –“...a Rocha da nossa salvação.”
Salmo 144:1 –“Bendito seja o Senhor, minha Rocha...”
A PEDRA É CRISTO, O PRÓPRIO PEDRO CONFIRMA:
I Pedro 2: 4
“...E chegando-vos para Ele (Jesus) – Pedra viva...”
I Pedro 2: 7-8
“Pelo que também na Escritura se contém: Eis que ponho em Sião a Pedra principal de esquina, eleita e preciosa; e quem nela crer não será confundido. E assim para vós, os que credes, é preciosa, mas, para os rebeldes, a Pedra que os edificadores reprovaram essa foi a principal da esquina. É uma Pedra de tropeço e Rocha de escândalo, para aqueles que tropeçam na palavra...”
PAULO, DEFINE A QUESTÃO COM ESTAS PALAVRAS INCISIVAS:
I Coríntios 3: 11 – “Porque ninguém pode pôr outro fundamento, além do que já está posto, o qual é Jesus Cristo.”
JESUS CRISTO É A PEDRA, ELE AFIRMOU:
Mateus 21: 43-44 – “ ... E quem cair sobre esta Pedra, despedaçar-se-á; e aquele sobre quem ela cair ficará reduzido a pó.”
SE PEDRO FOSSE O PAPA...
• Os discípulos não brigariam pela primeira posição entre si (Mat. 23: 8,10; Luc. 9: 46; 22: 24-30).
• Não seria o apóstolo da Circuncisão (Gál. 2: 8).
• Como ficaria seu casamento? (Mat. 8: 14. Mar. 1: 30. Luc. 4: 38).
• Não levaria sua esposa em suas viagens missionárias (I Cor. 9: 5).
• Não negaria a Jesus (Luc. 22: 57).
• Não mentiria ao ser identificado como apóstolo (Luc. 22: 58).
• Não disfarçaria diante da verdade (Luc. 22: 60).
• Enviaria outros apóstolos para Samaria ao invés de ser enviado (Atos 8: 14).
• Não se justificaria perante a igreja, por haver batizado Cornélio (Atos 11:1-11).
• O primeiro Concílio Cristão, ocorrido no ano 52 d.C., seria presidido por ele e não por Tiago (Atos 15: 13,19).
• A Carta Oficial deste Concílio seria assinada por ele e não foi (Atos 15: 22-23).
• Paulo não o repreenderia publicamente, sendo “infalível” (Gál. 2:11-14).
• Estaria na primeira posição e não na segunda, como coluna da igreja (Gál.2: 9).
• Jesus não repreenderia os discípulos dizendo que quem “quiser ser o primeiro seja vosso servo” (Mat. 20: 20-28).
• Jesus não diria que quem “quiser ser o primeiro, será o derradeiro de todos e o servo de todos” (Mar. 9: 35).
• Jesus não diria que entre eles quem “quiser ser grande, será vosso serviçal” (Mar. 10: 35-45).
• Jesus não diria que “aquele que entre vós todos for o menor, esse mesmo é grande” (Luc. 9: 48).
• Jesus não diria isso: “Mas não sereis vós assim; antes o maior entre vós seja como o menor; e quem governa como quem serve” (Luc. 22: 26).
ÚLTIMO DETALHE
I Pedro 5: 13
“A vossa coeleita em Babilônia vos saúda...”
“Os comentaristas em geral, admitem que, com essa expressão, ele se refere a Roma, e não ao insignificante lugarejo que era tudo quanto restava de Babilônia literal...” – The Seventh-Day Adventist Bible Commentary, vol. 7, pág. 113.
Pedro, sem dúvida, fez um paralelo entre o primeiro e o último Impérios Mundiais. A antiga Babilônia de Nabucodonosor, foi, nos dias de sua glória, um centro de crueldade organizada. Roma, por sua vez, nos dias de Pedro, era uma cópia daquela impiedade babilônica.
Roma, nesta ocasião, “estava se tornando a opressora do novo Israel”. Nada mais lógico, então, a conotação de Pedro.
E AS CHAVES? – QUE SERIAM?
O consagrado pastor Pedro Apolinário, responde:
“Se as chaves são usadas para abrir e fechar, a figura indica que as chaves do Reino dos Céus, servem para abrir e fechar o Reino dos Céus.
“O abrir e fechar é expresso no texto por ligar e desligar ou desatar.
“As chaves, que abrem e fecham a casa de Deus, ligam os homens à igreja, ou dela desligam, são os princípios do evangelho, as condições da salvação, aceitas ou rejeitadas pelos homens. Pedro abriu, com a chave da Palavra de Deus, as portas do Reino dos Céus a três mil pessoas que se converteram (Atos 2: 14-47). Este privilégio não foi apenas concedido a Pedro, mas a todos os discípulos. São Mateus 18: 18.” – Estudos de Passagens com Problemas de Interpretação, págs. 150-151, grifos meus.
Se você faz parte da Comissão de sua igreja, então está inserido neste contexto. Também você, em assembléia, após a leitura da ATA, ao dar o seu voto para receber um batizando ou excluir um membro da igreja, está exercendo esta orientação de Jesus.
OBSERVAÇÃO:
Pedro (grego petros) significa pedra pequena. Grego (petra) significa rocha grande e imóvel. Você não acha que uma pedra pequena é imprópria para a construção da Igreja de Deus? Claro! Jesus fez um trocadilho, referindo-Se a Si mesmo como a Rocha (I. Cor. 3:11;10:4).
PARA CONCLUIR, RESPONDA CONSIGO MESMO:
• Se você ofende a Mário, e pede perdão a “Joaquim”; está correto?
• Se você peca contra Deus, deve pedir perdão a “Antônio” ou a Deus?
Abraço!!!

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Maximas Paulinas

“Falando disto, como em todas as suas epístolas, entre as quais há pontos difíceis de entender, que os indoutos e inconstantes torcem, e igualmente as outras Escrituras, para sua própria perdição.” II Pedro 3:16.
I Coríntios 14: 34-35
“As mulheres estejam caladas nas igrejas, porque não lhes é permitido falar... E, se querem aprender alguma coisa, interroguem em casa a seus próprios maridos, porque é indecente que as mulheres falem na igreja.”
Romanos 2: 11
“Porque, para com Deus, não há acepção de pessoas.”
Efésios 6: 9
“...e que para Ele (Deus) não há acepção de pessoas.”

CONTRADIÇÃO? – Não!
A igreja de Corinto era a “pedrinha no sapato” de Paulo. Ele não quer efetivamente transferir para a Igreja Cristã as idéias do judaísmo farisaico que reduzia a mulher à condição insignificante, inferior mesmo a um menino.
Certamente, isto foi mais um conselho oportuno do apóstolo, preservando as irmãs da onda crescente de prostituição entre as mulheres desta cidade e que estava alcançando a igreja.
Paulo era maravilhoso em suas colocações. Incrivelmente profundo. O estudo da Bíblia é necessário. Mas é imperativo que seja criterioso, metódico e comparado, na descoberta das doutrinas basilares para a igreja do Senhor. Acompanhe o apóstolo Paulo, para ver a necessidade do contexto.
PAULO MANDA OU NÃO MANDA AUXILIAR?
Gálatas 6:2 – “Levai as cargas uns dos outros...”
Gálatas 6:5 – “Cada qual levará a sua própria carga.”

Contradição? – Aparente apenas! Muitas de nossas cargas são as cargas de nosso próximo. Devemos, pois, servir-lhe de auxílio.
PAULO DISSE QUE OS FRACOS COMEM LEGUMES – Romanos 14:2
Daniel e seus companheiros mostraram na Corte Babilônica (Daniel 1:12) que a alimentação vegetariana foi superior a todas as demais iguarias do rei, tornando-os mais fortes, dispostos e corados, em dez dias apenas. Daniel 1:15.
PAULO MANDOU OBEDECER AOS GOVERNANTES – Romanos 13:1
Sadraque, Mesaque e Abedenego, isto é: Ananias, Mizael e Azarias, os três hebreus fiéis em Babilônia, agiram diferente (Daniel 3:12), não se curvando diante da estátua pagã. Nem Daniel deixou de orar três vezes ao dia, como foi proibido por decreto real. Daniel 6:8-9.
Por acaso, Paulo não conhecia o Antigo Testamento? Lógico que sim, pois o citou dezenas de vezes, como por exemplo em Romanos 3:10-18; veja as referências na Bíblia. Esta passagem é uma série de citações do Antigo Testamento, principalmente dos Salmos.
O erro está em Paulo? Nunca! Outra vez digo-lhe: Nunca jamais! O erro está naqueles que lêem o apóstolo Paulo, salvaguardando, possivelmente, as suas conveniências e não os interesses de Deus.
PAULO ERA JUDEU OU ROMANO?
Atos 22:3“Quanto a mim, sou varão judeu...”
Atos 22: 27-28 “E, vindo o tribuno, disse-lhe: Dize-me, és tu romano? E ele (Paulo) disse-lhe: sim...”
PAULO MANDOU COMER “TUDO QUANTO SE VENDE NO AÇOUGUE” I Coríntios 10:25
Pela leitura dos versos 18,19 e 20 de I Coríntios capítulo 10, depreendemos com clareza que Paulo sabia que no açougue eram vendidas carnes limpas, porém sacrificadas a ídolos, estabelecendo inclusive um paralelismo com o Sistema Sacrifical israelita (v. 18), quando os sacerdotes, ao comerem a oferta, tornavam-se participantes do altar e do sacrifício em sí. Semelhantemente, comer carnes sacrificadas aos ídolos, como faziam os pagãos, era participar com os demônios, o que Paulo não desejava para os discípulos (v. 20). Êxo. 34:15.
Por outro lado, Paulo mesmo foi escolhido para levar o resultado do Concílio da Igreja de Jerusalém (Atos 15), cuja preocupação principal eram as carnes sacrificadas aos ídolos. E a decisão foi, não comê-las.
Não parece à primeira vista uma contradição? Por isso o irmão terá sempre que ir à época do autor bíblico e, à luz daquela ocasião, situar o problema e concluir pelo razoável e lógico, já que aceitamos a infalibilidade da Escritura e a inspiração dos escritos paulinos.
PAULO DISSE AOS CORÍNTIOS
II Coríntios 6: 17
“Pelo que saí do meio deles, e apartai-vos diz o Senhor; e não toqueis nada imundo, e Eu vos receberei.”
Não precisa explicar que o apóstolo, neste texto, estabelece uma linha divisória entre o imundo e o limpo. Inclusive que uma condição para ser recebido pelo Pai Celestial era “apartar-se” e não “tocar” nada imundo. Este ensino foi claro para os coríntios.
PAULO DISSE AOS ROMANOS
Romanos 14:14
“Eu sei, e estou certo no Senhor Jesus, que nenhuma coisa é de si mesma imunda a não ser para aquele que a tem por imunda; para esse é imunda.”
Se parece, irmão, haver divergência de uma região para outra, neste caso Corinto e Roma, quando a uma igreja Paulo ordena não tocar algo imundo, e a outra, assegura que nada é imundo. Logicamente tais eventos têm que ser estudados à luz de outros textos e no contexto paulino, para que alcancemos o que quer ensinar o apóstolo. Pelo sim, pelo não, uma coisa é certa: para o desempate, Deus diz em Levítico 11 que há carnes imundas.
PAULO E A JUSTIÇA DA LEI Gálatas 2: 16; 3:11
“Sabendo que o homem não é justificado pelas obras da lei... porquanto pelas obras da lei nenhuma carne (pessoa), será justificada... E é evidente que pela lei ninguém será justificado...”
Romanos 2:13 – “Porque os que ouvem a lei não são justos diante de Deus, mas os que praticam a lei hão de ser justificados.”
PERGUNTO: O homem é ou não é justificado pela lei?
PAULO E A JUSTIÇA DA LEI Gálatas 2:21; Filipenses 3:6
“Não aniquilo a Graça de Deus, porque se a justiça provém da lei, segue-se que Cristo morreu debalde... .”
Romanos 8:4; Filipenses 3: 6
“Para que a justiça da lei se cumprisse em nós... Segundo o zelo, perseguidor ..., segundo a justiça que há na lei, irrepreensível.”
RESPONDA: Há ou não há justiça na lei?
Caro irmão, é profundíssima a força de pensamento do apóstolo Paulo. Para alcançá-la é necessário pedir auxílio ao Espírito Santo, pois foi Ele quem o inspirou. Jamais pensaria, sequer imaginarei que entre os escritos paulinos haja controvérsia, porém, lembre-se:
II Pedro 3:15-16
“...como também o nosso amado irmão Paulo vos escreveu... Falando disto, como em todas as suas epístolas entre as quais há pontos difíceis de entender, que os indoutos e inconstantes torcem, e igualmente as outras Escrituras, para sua própria perdição.”
Parece que agora, após este preâmbulo, podemos compreender com mais clareza alguns textos mal compreendidos hoje pelos nossos amados irmãos, com relação à Lei dos Dez Mandamentos.
Vamos ver o que Paulo disse?
Gálatas 3:10 – “Todos aqueles que são das obras da lei estão debaixo de maldição...”
Gálatas 3: 13 – “Cristo nos resgatou da maldição da lei...”
Efésios 2: 15 – “Na Sua carne (em Si mesmo) desfez a inimizade, isto é, a lei dos mandamentos que consistiam em ordenanças...”
AGORA OBSERVE O QUE DIZ O MESMO APÓSTOLO
Efésios 6:2 –“Honra teu pai e tua mãe, que é o primeiro mandamento...”
Seria ilógico, já que o “mandamento” fora desfeito, Paulo mandar observar esse mandamento, não acha? E tem mais, afirma ele que há uma promessa para os que o observam. Sabe qual é? Longevidade (vida longa). E esse é o quinto mandamento da Lei de Deus.
Romanos 3:31 – “Anulamos a lei pela fé? De maneira nenhuma...”
I Timóteo 1:8 – “Sabemos, porém, que a lei é boa...”
Romanos 7:16 – “E, se faço o que não quero, consinto com a lei que é boa.”
Romanos 7:12 – “E assim a lei é santa e o mandamento santo, justo e bom.”
Percebeu? Para os crentes de Roma, a lei também era e é: boa, santa e justa. Isso é maravilhoso, não é? Ora! Não foi “desfeita” a lei? Não é maldito o que a observa? Por que então “estabelecer” uma lei nestas condições, inda mais sobre a base da fé? Extraordinário! E agora? Para onde ir, amado! É inconcebível que uma coisa maldita, desfeita, anulada, seja boa. Concorda?
Atente para esta expressão: “Segundo o homem interior”. Paulo refere-se ao homem espiritual. Sim, os crentes espirituais têm prazer na Lei de Deus.
Romanos 7:22
“Porque, segundo o homem interior, tenho prazer na Lei de Deus.”
Romanos 7:25
“Dou graças a Deus... assim que eu mesmo com o entendimento sirvo à Lei de Deus...”
OBSERVE – Paulo já disse que a lei é: santa, justa, boa, espiritual, tinha prazer em guardá-la e agora afirma que dá graças a Deus por isso. Que maravilhoso!
Para quem estudou até aqui, é possível compreender que há diversidade de leis na Bíblia. Paulo menciona muito o termo lei, nos assuntos que enfoca. Muitas vezes o faz de forma explícita e clara. Algumas vezes de forma dificultosa ao entendimento imediato, e nalguns textos dá a entender ter ligado várias leis, para externar seu ponto-de-vista.
Porém, em nenhuma ocasião deixou antever o cancelamento da Lei Moral dos Dez Mandamentos, mas afirma com veemência o fim da Lei Cerimonial, e há momento que, ao se referir à lei, o faz tendo em vista o Pentateuco, e até mesmo toda a Bíblia.
I Coríntios 14:21 – “Está escrito na lei: Por gente doutras línguas, e por outros lábios, falarei a este povo; e assim não Me ouvirão, diz o Senhor.”
I Coríntios 14:34 – “As mulheres estejam caladas nas igrejas... estejam sujeitas como ordena a lei.”
I Coríntios 9:9 – “Porque na lei de Moisés está escrito: Não atarás a boca do boi que trilha o grão...”
I Timóteo 5:18 – “Porque diz a Escritura: Não ligarás a boca ao boi que debulha...”
Viu como fica claro o estudo de comparação texto com texto? Com base em um mesmo texto, uma vez Paulo o atribui à lei, outra, suprime o termo lei, usando a palavra Escritura, dando a entender que toda a Escritura é lei, o que é verdade.
Portanto, esse é o sincretismo de Paulo, que muitos deixam de alcançar porque evitam “cavar fundo”. Certo é que Paulo estabelece a diversidade de leis, realçando uma, a Lei Moral (os Dez Mandamentos), e mostrando a caducidade de outra, a Lei Cerimonial, correto?
Daqui para a frente estudaremos mais alguns textos da lavra paulina concernentes à lei, e o irmão vai guardando tudo dentro do coração.
Romanos 7:14 – “Porque bem sabemos que a lei é espiritual...”
Romanos 8: 7 – “Porquanto a inclinação da carne é inimizade contra Deus, pois não é sujeita à lei de Deus.”
Paulo novamente realça a lei dos Dez Mandamentos, enfatizando a incapacidade de o homem carnal guardá-la, o que só é possível aos crentes espirituais. Arremata dizendo que o transgressor da lei é inimigo de Deus, o que é grave.
Romanos 7:6
“Mas agora estamos livres da lei, pois morremos para aquilo em que está- vamos retidos; para que sirvamos em novidade de espírito, e não na velhice da letra.”
“Livres da lei”. – Por quê? Simples. Antes, porém, jamais pensemos que esse “livre” faculte a liberação geral, porque a Lei Moral jamais envelhece.
A lei só tem uma finalidade: apontar pecados. E a transgressão da lei é pecado (I.S.João 3:4). Disso Paulo não deixa dúvida, ao dizer: “...O pecado não é imputado não havendo lei” (Romanos 5:13). Então, guardando os mandamentos da Lei de Deus, não estaremos sob condenação e assim “estamos livres” de sua penalidade. Não livres da lei. Veja bem, por quê?
A lei é espiritual, como afirmou Paulo. O homem carnal não é sujeito à Lei de Deus. O homem carnal transgride a lei despreocupadamente, porque é carnal. Este homem rouba e a lei diz: “não furtarás”. Ao se converter, este homem deixa de roubar; dessa forma passa da esfera carnal para a espiritual, que é a própria esfera da lei, e então ela deixa de acusá-lo de roubo.
Todavia (não desejo), se um dia esse homem voltar a roubar, novamente a lei tornará a acusá-lo: “não furtarás”. Compreende como a lei não perde o valor quando o homem se converte? Ela simplesmente não terá domínio sobre ele, não o acusará por todo o tempo que a não transgredir.
Romanos 7:8 – “Mas, o pecado, tomando ocasião pelo mandamento, obrou em mim toda concupiscência; porquanto sem lei estava morto o pecado.”
O apóstolo Paulo descobriu e ensinou que não teria conhecido o pecado não fosse a lei (Rom. 7:7). Disse que o pecado estaria morto, se não existisse a lei (Rom. 5:13). A lei lhe revelou a hediondez do pecado; por isso afirma: “O pecado reviveu e eu morri”. Romanos 7: 9.
Sim, mas Paulo não permaneceu morto; observando a lei, o pecado desapareceu, ele reviveu para uma vida nova, e quem “morreu” agora foi o pecado, enquanto ele vivia em obediência, livre da penalidade da lei.
I Coríntios 15:56
“Ora, o aguilhão da morte é o pecado. E a força do pecado é a lei.”
Por quê? Lógico, a lei aponta o pecado. É a sua exclusiva função. Ela possui força para mostrar o pecado na vida do homem, e mais, sua força é tal que ele morrerá, se não procurar o remédio divino: Jesus Cristo.
Romanos 7:7
“Que diremos, pois? É a a lei pecado? De modo nenhum; eu não conheci o pecado senão pela lei; porque eu não conheceria a concupiscência, se a lei não dissesse: Não cobiçarás.”
Querido irmão, dizem que Paulo chama a lei de maldita (Gál. 3:10); logicamente esta que menciona agora, realçando surpreso “de modo nenhum”, forçosamente não pode ser a mesma. Vamos então descobrir qual é ela. Na sua Bíblia, depois dos dois pontinhos que antecedem as palavras “não cobiçarás” (Rom. 7: 7), há o número “8”, bem miudinho’. Vá ao rodapé da Bíblia (referência) e ela o conduzirá até Êxodo 20:17, que é a Lei Moral (os Dez mandamentos), o Decálogo.
Nunca foi difícil mesmo em meio à profunda dialética paulina descobrir sua exaltação à Lei Moral. Ensinava ele, que sem a vigência atuante da Lei de Deus não pode existir o pecado. O “pecado é a força da lei”, ou seja: o pecado existe porque a lei o revela.
Uma vez me disseram: “Você adora um Deus morto, a Lei Moral foi pregada na cruz, por isso está sob sua maldição”. Meu amado, para Paulo não é assim, está claro? “De modo nenhum”, enfatiza ele. Paulo só se apercebeu da malignidade do pecado quando se espelhou na Lei de Deus. Diante dela, esta o acusou de concupiscência.
Por outro lado, quando Paulo era carnal (isto é, antes de sua conversão), cobiçava, matava (possuia carta de autorização para isso), judiava com os crentes, e sua consciência não lhe doía. Participou da morte de Estevão e tudo era-lhe absolutamente normal.
Mas, agora, Saulo é Paulo, o ímpio é cristão, o carnal é espiritual, e assim des-cobriu ele o verdadeiro valor da lei, e no poder de Cristo guardou-a enquanto viveu.
Mais três textos claros definem, se houver dúvidas, que a lei é imprescindível na dispensação cristã para que possamos apresentar ao mundo que o pecado ainda impera, e, portanto, há a necessidade do Salvador Jesus.
Romanos 3: 19-20 – “...Porque pela lei vem o conhecimento do pecado.”
Romanos 4: 15 – “...Porque onde não há lei, também não há transgressão.”
Romanos 5: 13 – “...Mas o pecado não é imputado não havendo lei.”

É bastante claro o ensino de Paulo. Ele não tem dúvida. A lei permanece em vigor, enquanto existir o pecado. Quando porém o pecado for erradicado da Terra, a vigência da lei cessa.
Atente agora para este ângulo da lei:
I Timóteo 1: 9-10
“Sabendo isto, que a lei não é feita para o justo, mas para os injustos e obstinados, para os ímpios e pecadores, para os profanos e irreligiosos, para os parricidas e matricidas; para os homicidas; para os fornicários, para os sodomitas, para os roubadores de homens, para os mentirosos; para os perjuros e para o que for contrário à sã doutrina.”
Observe que o crente está isento aí nesta relação pavorosa. Por quê? – Porque a lei só aponta pecados. Então só os pecadores são “alvos” da Lei de Deus. Mas o crente que guarda só nove mandamentos cai da “sã doutrina” e passa a ser transgressor da Lei de Deus. Ouça:
Tiago 2:10
“Porque qualquer que guardar toda a lei, e tropeçar em um só ponto, tornou-se culpado de todos.”
Esse “um só ponto” é o Sábado que muitos teimam achar que foi abolido. Evidentemente, se Paulo afirma que a lei está em vigor, o Sábado também está, e, porque ele faz parte integrante dela, quem não observá-lo se faz transgressor e a Lei de Deus o acusará.
Estudemos o último verso desta bateria. Ele é muito interessante.
Romanos 10:4
“Porque o FIM da lei é Cristo, para justiça de todo aquele que crê.”
O termo “fim” empregado aqui neste texto é proveniente da palavra grega telos, e muitos querem dar-lhe o sentido de “término”, “encerramento”, “abolição”. Mas, ouça isso:
I São Pedro 1:9
“Alcançando o FIM da vossa fé, a salvação das vossas almas.”
Ora, o telos aqui é o mesmo, também o é o sentido, mas jamais aceitaremos o “término”, “encerramento” e “abolição” da fé do crente, por este texto!
Meu amado, a palavra “FIM”, aqui empregada, tem o sentido de finalidade, objetivo e propósito. Você nunca escreveu cartas assim?
“Esta tem o fim (objetivo) de informar a V.Sas...”
“Com o fim (propósito) de convidá-los...”
“Com o fim (finalidade) de explicar-lhes...”
Imagine o irmão, se aceitássemos que o “fim” de Romanos 10:4, cancelou a Lei de Deus, estaríamos diante de uma tremenda contradição. Afinal, Paulo, através de inúmeras Escrituras, provou que a Lei Moral está em vigor. Agora, veja:
Eclesiastes 12:13
“De tudo o que se tem ouvido o FIM é: teme a Deus e guarda os Seus mandamentos...”
Considere: Este fim aí, nos desobriga de temer a Deus e transgredir Seus mandamentos? Claro que não!
Meus amados, é grande perigo a falta de humildade, e pior a insinceridade. Sábio é o que aprende com a experiência dos outros, certo?
De outra feita, para não aceitar uma verdade bíblica que não coadunava com seu pessoal ponto de vista, um querido irmão, membro de uma tradicional Igreja Evangélica, disse que a minha Bíblia estava errada.
Entristeci-me deveras, porque muito amo este irmão!
Para que você saiba como é perigoso fazer doutrina de um texto isolado, e pior, chegar à este insólito extremo (achar que a Bíblia está errada), vou dar-lhe o texto com o qual aquele amado irmão quis provar-me que as segundas tábuas de pedras dos Dez Mandamentos foram escritas por Moisés, e não por Deus.
O texto isolado que, com enorme ênfase leu para mim, é este:
Êxodo 34:28
“E esteve ali com o Senhor quarenta dias e quarenta noites; não comeu pão, nem bebeu água, e escreveu nas tábuas as palavras do Concerto, os Dez Mandamentos.”
Ele afirmou com toda veemência, estribando-se neste verso solto, que Moisés foi quem escreveu a Lei nas segundas tábuas de pedra.Todavia, eis o que diz o contexto:
Êxodo 34:1
“Então disse o Senhor a Moisés: Lavra-te duas tábuas de pedra, como as primeiras; e EU escreverei nas tábuas as mesmas palavras que estavam nas primeiras tábuas, que tu quebraste.”

Veja: Deus disse: EU escreverei! (Capítulo 34: 1).
E escreveu! – Quer ver?

Êxodo 34: 28
“E esteve (Moisés) ali com o Senhor quarenta dias e quarenta noites; não comeu pão nem bebeu água, e (Deus) escreveu nas tábuas as palavras do concerto, os Dez Mandamentos.”
Apenas o contexto, Êxodo 34: 1, bastaria para provar que Quem escreveu pela segunda vez, e se preciso fosse, mil vezes mais, foi Deus. Esta parte da Bíblia o Senhor não permitiu que o homem escrevesse. Fê-lo para provar ao mundo que Sua santa Lei é intocável.
Os textos acessórios que comprovam esta verdade, e que na oportunidade ofereci-lhe, são: Deuteronômio 10:1,2,4: 5:1-22, etc. Que acha você, amado?
PRESTE ATENÇÃO – Sabe por que Deus fez uma cópia “xerográfica” da Lei, ao Moisés tê-la quebrado? Porque Ele é imutável, Sua vontade é soberana. Quando Deus diz:
• “Mulheres sejam submissas a seus maridos”
Ele não vai mudar as regras por causa dos movimentos feministas.
• “Honra a teu pai e a tua mãe”
Ele não vai mudar as regras para os filhos desobedecerem aos pais.
• “Maridos, amai a vossas mulheres”
Ele não vai mudar as regras para o esposo sentir-se livre para trair os sagrados laços matrimoniais.
• “Lembra-te do Sábado para o santificar”
Ele não vai mudar as regras para que o domingo seja um dia santo.
Quando Deus disse a Moisés:
“Lavra-te duas tábuas de pedra, como as primeiras...” Êxo. 34:1.
Deus não permitiria que um homem mortal reescrevesse os Dez Mandamentos, porque tais mandamentos são o transcrito de Seu caráter.
Aliás, teria Moisés os mesmos recursos para reescrevê-los?
– Lembre-se, quando Deus escreveu Seus Dez Mandamentos o Monte Sinai estremeceu qual tremendo terremoto. Pense: O que mais fez Deus para reescrever Sua lei?
Onde não há lei, o mais forte é que domina.
Além de tudo, a lei protege. Vivas a Deus que criou
com eterno amor uma lei para reger Seus filhos.
Abraço!!!

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