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domingo, 1 de setembro de 2013

O QUE FAZ MAL? – O QUE ENTRA OU O QUE SAI DA BOCA DO HOMEM?

Cuidado! Não faça experiência para comprovar.
“Mas o que sai da boca procede do coração, e isso contamina o homem. Porque do coração procedem os maus pensamentos, mortes, adultérios, prostituição, furtos, falsos testemunhos e blasfêmias. São estas coisas que contaminam o homem; mas comer sem lavar as mãos, isso não contamina o homem.” São Mateus 15: 18-20
Observou? – Lavar as mãos!

NUNCA ESQUEÇA:

Deus fez nosso corpo perfeito para nele morar. I Cor. 3: 16.
Disse-me alguém enfaticamente: 
“Eu como caranguejo, siri, lagosta, camarão, peixe de couro, 
enfim, tudo que Moisés proibiu, porque quem autorizou a comer, 
não foi o homem, mas o próprio Jesus.”
Depois, aquele amigo querido, citou o verso 11 de Mateus 15, que diz: 
“O que contamina o homem não é o que entra na boca, mas o que sai da boca isso é o que contamina o homem.”
Este apetite descontrolado está fundamentado em um verso isolado que desfigura o contexto, fato que me proponho dissecar agora, por amor a você. 
Em primeiro lugar, aquele irmão equivocou-se ao dizer que quem proibiu comer carnes imundas foi Moisés. Não! Deus é quem proibiu. Levíticos 11.
Em segundo lugar, Jesus é Deus, e como tal, foi Quem proibiu as carnes imundas. Se as abonasse agora, estaria Se contradizendo. As Escrituras revelam o caráter de Deus. Ouça: 
“Deus não muda” – Malaquias 3: 6
“Não há sombra nem variação” – Tiago 1: 17
“Não fará coisa alguma, sem antes ter revelado o Seu segredo aos Seus servos, os profetas” – Amós 3: 7
“Não alterarei o que saiu dos Meus lábios” – Salmo 89: 34
“A palavra de nosso Deus subsiste eternamente” – Isaías 40: 8
Logicamente, Jesus não poderá Se desdizer, ainda que o homem assim o deseje. Tito 1:2. 
Portanto, para entender o que Jesus quer ensinar neste verso, é preciso ler todo o capítulo 15 de Mateus, senão, você vai capitular e, como os discípulos, ficar boquiaberto. Veja:
Mateus 15: 15-16
“E Pedro, tomando a palavra, disse-Lhe: explica-nos esta parábola. Jesus, porém, disse-lhe: Até vós mesmos estais sem entender?” 

Os discípulos ficaram atônitos diante daquilo que eles julgavam uma parábola. Sim, era a única conclusão. Só podia ser uma parábola. Tal conjectura é cabível, pois que a lei dietética de Levítico 11 era sagrada demais para todos os judeus, tanto para os discípulos, como judeus comuns, fariseus, irreligiosos, etc. O estonteamento dos discípulos, por conseguinte é natural, dada a posição em relação às coisas imundas condenadas e proibidas por Deus.
A diferença, porém, é que para a solução do problema e consequente esclarecimento, os discípulos foram humildemente suplicar a Jesus e Ele os atendeu, clareando as nuvens negras que envolveram as palavras divinas: “O que contamina o homem não é o que entra na boca, mas o que sai da boca...”
Hoje, lamentavelmente, percebi em centenas de pessoas com quem estudei a Bíblia que, havendo algo obscuro ou encoberto à primeira vista, ao invés de se ir a Jesus e com humildade estudar Sua Palavra, comparando o texto, para se chegar à Verdade que o versículo quer ensinar, simplesmente concordavam com aquilo que, para elas, era mais conveniente. Evidentemente, é muito mais fácil transgredir que sacrificar. Ler que estudar. Consentir que renunciar. Transigir que obedecer. Isso é próprio da natureza humana. Mas... não é o correto!
Com os discípulos foi diferente. Tomados que foram de estupefação tal, pois para eles, apenas ver ou sentir algo imundo lhes causava ojeriza (até de sua sombra corriam), quanto mais a idéia de comer carnes imundas, proibidas por Deus. Era inconcebível! Por isso rogaram a Jesus explicar-lhes tal versículo. E isso fez o Mestre, com todo amor. 
– Solicitemos agora ao Senhor, que esclareça o assunto para nós.
O título “A Tradição dos Anciãos” do capítulo quinze de Mateus, não é inspirado (foi acrescido pelo tradutor) como se sabe; porém, é de significado ímpar. Ouça a arguição dos fariseus a Jesus: 
Mateus 15: 2 – “Por que transgridem os Teus discípulos a tradição dos anciãos? Pois não lavam as mãos quando comem pão.”
Observe que o enredo começa com uma tradição. Entre as muitas, infindáveis e enfadonhas tradições dos judeus, tinha preeminência aquela de, antes de qualquer refeição, lavar as mãos muitas vezes (Mar. 7:3), como se fora uma cerimônia solene. Aliás, era de fato uma ablução imposta, um cerimonial preceituado. Lavava-se tanto as mãos, não para torná-las limpas, como é normal, antes de qualquer refeição! 
Simplesmente era um hábito para satisfazer uma tola tradição que mais parecia um capricho dos anciãos, doutores da Lei. E ai de quem não procedesse assim! Ouça isso, e veja se não dá para sorrir: 

“Não se tratava simplesmente de lavar-se com sabão e água e limpar-se. Não, não. Havia os movimentos certinhos que deviam ser feitos, tudo direitinho. A quantidade mínima de água que poderia ser usada devia caber pelo menos numa metade da casca de ovo. Então era preciso derramar um pouco d’água nos dedos e palmas da mão, primeiro uma, depois outra, erguendo a mão o bastante para que a água escorresse pelos punhos, mas não além deste ponto. Além disto a pessoa tinha de cuidar que a água não escorresse pelas costas da mão. E depois a pessoa deveria esfregar uma mão na outra, indo e vindo, para lá e para cá. Se não houvesse água nenhuma, poderia ser feita uma espécie de lavagem a seco, simplesmente fazendo os movimentos como se com água. Mas de modo algum a pessoa poderia sentar-se à mesa para comer sem ter praticado esta cerimônia.” – Inspiração Juvenil, 1979, pág. 349, Jan. S. Doward.
Pois bem, Jesus e os discípulos, embora primassem pela higiene, não aceitavam nem concordavam com esse ritual, essa tradição vazia e sem nexo. Por falar em tradição, há uma que predomina em certa parte do cristianismo (eu a percebi quando fui um fiel batista). Parece que o diploma de um cristão sábio nas Escrituras é-lhe conferido pelo fato de pertencer a uma igreja – 30,40,50 anos – ou ter lido a Bíblia outras tantas vezes. Ocorre que, ler é uma coisa, estudar é outra bem diferente, e, frequentar igreja décadas inteiras não quer dizer que tão somente por isso, a palavra desta pessoa seja doutrina e lei. 

Lembra-se? Jesus com apenas doze anos de idade deixou aturdidos homens envelhecidos, com ensinamentos que jamais penetraram em seus ouvidos, fazendo seus corações ferverem maravilhados. (Leia também Jó 32: 6,9).
Então, estudando todo o capítulo 15 de Mateus, depreendemos que aqueles anciãos transgrediam os mandamentos de Deus, mas suas pessoais tradições eram intocáveis, e colocavam-nas em lugar de destaque (Mat. 15:3). Será que hoje ocorre ao contrário? Veja: A voz corrente do moderno cristianismo é adaptar-se ao mundo, fazendo o que a maioria faz, do que ouvir e fazer o que diz a santa Bíblia.
Já li de um escritor, pastor da maior Igreja Evangélica do mundo, dizer que guarda o domingo, porque todo o mundo o guarda. Sei que você não concorda com isso, certo? Bem, ouça o que Jesus respondeu àqueles “condutores cegos”: 
Mateus 15: 7-8
“Hipócritas, bem profetizou Isaías a vosso respeito, dizendo: Este povo honra-Me com os lábios, mas o seu coração está longe de Mim.” 
Por conseguinte, o problema suscitado naquela oportunidade não é o da comida em si, mas a maneira de se comer, isso é muito claro. O verso 2 informa cristalinamente que a dificuldade residia em lavar ou NÃO lavar as mãos. Com relação à comida, os próprios fariseus disseram: “comer pão”.
Lavar as mãos sete vezes era a tradição. Coisa que Jesus e os discípulos não abonavam, tanto que comiam sem praticar aquela ablução. Quanto à comida, era caso encerrado: os judeus possuiam verdadeira idiossincrasia (repulsa em grau máximo) às carnes imundas, proibidas por Jeová. E como Jesus Cristo é o mesmo Jeová, autor da prudente, boa e sábia lei dietética, nada mais fiel aceitar que, sobre aquela mesa cercada de gente para comer, não havia comidas proibidas por Ele.
Isso é tão verdadeiro quanto comprobatório, pois tempos mais tarde após este incidente, Pedro declarou, alto e bom som, muito dramaticamente, quando foi por Deus ordenado a comer alimentos que estavam no lençol de sua visão em Atos 10: 14: “Nunca Senhor, comi coisa comum, ou imunda.”
Ora, não estaria Pedro mentindo para Deus agora, se naquele acontecimento com Jesus ou mesmo posteriormente, tivesse comido carnes imundas?
Portanto, está claro que, naquela oportunidade, quando Jesus mencionou o verso que estamos estudando, não havia sobre aquela mesa nenhuma carne proibida por Deus, e muito menos houve autorização para o seu consumo, pois desde este incidente de Mateus 15 até Atos 10, passaram-se algumas décadas e Pedro disse categoricamente, diante do lençol cheio de animais que descia do Céu: “Nunca, Senhor, comi coisa... imunda.”
Bem, é possível que alguém ainda questione esta Verdade, agarrando-se cegamente na declaração de Jesus em Mateus 15:17: 
“Tudo o que entra pela boca desce para o ventre, e é lançado fora.”
Meu amado, Jesus sempre Se serviu de parábolas e expressões metafóricas, para ilustrar verdades eternas. Por isso que, relativo a esse verso, não podemos fazer uma aplicação literal, porque o Senhor Jesus nunca teve tal intenção. Sabe por quê? Porque nem tudo o que entra pela boca vai para o ventre e é lançado fora. Por exemplo: arsênico, formicida, soda cáustica, etc. E... você acha que Jesus não sabe disso? Não foi Ele que fez nosso estômago? (Em sã consciência e usando o bom senso, também ninguém comeria alguma coisa envenenada para pôr à prova este texto. Isto seria tentar ao Senhor, o que é proibido por Ele mesmo).
– Dirá alguém: Jesus errou? Não amados! Mil vezes não! Jesus jamais erra.
Claro como a luz solar, para os filhos da luz, foi o fato de que Jesus queria ensinar, com esta ilustração, não a autorização para consumir carnes que Ele próprio proibiu a milênios, mas a verdade de que: 
Mateus 15: 18-19
“O que sai da boca, procede do coração. E isso contamina o homem. Porque do coração procedem os maus pensamentos, mortes, adultérios, prostituição, furtos, falsos testemunhos e blasfêmias.”
Jesus usa o vocábulo “coração” para representar a faculdade que planeja e decide. Na verdade a mente é a sede dos pensamentos e decisões. É aí onde atua o Espírito Santo, e todos os atos e gestos são dirigidos por este comando motor (sensório). Desta maneira, estas “coisas” procedem, não do coração em si, mas, da mente.
O Mestre conhecia aqueles corações farisaicos de sobejo. E era esta relação de impurezas que povoava suas mentes. Acrescente-se a isso a repulsa que mantinham em não aceitar o humilde Nazareno e Seus ensinamentos.
Mas, você, meu amado irmão, agora já conhece toda a história deste texto bíblico, e pode compreender com clareza que Jesus não está abonando o consumo de carnes proibidas por Ele mesmo, mas sim que é o “coração” (mente) o centro de tudo, no que tange aos sentimentos e, por isso diz a Bíblia:
Provérbios 4: 23
“Sobre tudo o que se deve guardar, guarda o teu coração, porque dele procedem as saídas da vida.”

Por conseguinte, irmão, tenha sempre uma mente pura e demonstre seu amor ao querido Jesus não comendo o que Ele proibiu. Certo?

PS – O homem mencionado, que motivou-me este capítulo, libertou-se das carnes imundas e morreu fiel Adventista do Sétimo Dia.
“Aqui reafirmo minha confiança em Deus e na infalibilidade de Sua santa Palavra: Creio honestamente que os filhos de Deus, sinceros e leais, não devem ser doentes.” Professor Durval Stockler de Lima – Autor do extraordinário livro “NUTRIÇÃO ORIENTADA”, editado pela CASA PUBLICADORA BRASILEIRA. Para quem deseja ser vegetariano, este livro é uma “cartilha” apropriada
.
LEMBRETES:
Pensei estar ouvindo um programa evangélico na Rádio Rio de Janeiro. À medida que ele se desenvolvia, minha atenção mais se aguçava: É que, apesar do “pregador” falar de Deus, Jesus, oração, etc., algo estava distoando.
Finalmente, pela oração feita por ele, pude notar que era um programa espírita. Mas, observe bem, só no final do programa (oração final), é que o véu se lhe tirou. Era de fato, até então, um programa evangélico de curas.
Amado irmão, o cerco está apertando (Apoc. 16:13). Só temos um refúgio e segurança para estabelecer a diferença: Isaías 8:20.
Quinta-feira, às 7:45 hs na Rádio Bandeirantes/RJ, vai ao ar o Programa A Hora da Eucaristia, sob a direção do Padre Jair Pereira da Paróquia Bom Jesus dos Milagres, situada à Rua Guarapuava nº 174, Mococa – SP.
Se não houvesse esta informação, ninguém diria tratar-se de uma Igreja Católica. É que ele prega batismo no Espírito Santo, cura divina, língua estranha, etc. etc. É, está ficando tudo igualzinho! Abra os olhos!

Abrazo!

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Jesus Não Guardava o Sábado, Transgrediu-o Curando e Mandando o Paralítico Carregar a Cama

Passemos a limpo os fatos a respeito dos paralíticos bíblicos.

O PARALÍTICO DE CAFARNAUM
MATEUS CAPÍTULO 9
verso 1 – “E, entrando no barco, passou para a outra banda, e chegou à Sua cidade, e eis que Lhe trouxeram um paralítico deitado numa cama.”
verso 6 – “...(Disse Jesus então ao paralítico): Levanta-te; toma a tua cama, e vai para tua casa.”
Observações:
• Pode-se ler todo o contexto e se verá que não foi em dia de Sábado esta cura.
• Portanto, não cabe recriminar a Jesus ou cancelar o mandamento do Sábado.
MARCOS CAPÍTULO 2
verso 3 – “E vieram ter com Ele conduzindo um paralítico, trazido por quatro.”
verso 4 – “E, não podendo aproximar-se dEle, por causa da multidão,descobri-ram o telhado onde Ele estava e, fazendo um buraco, baixaram o leito em que jazia o paralítico.”
verso 11 – “(Disse Jesus): A ti te digo: Levanta-te, toma o teu leito, e vai para tua casa.”
verso 12 – “E levantando-se e, tomando o leito, saiu da presença de todos...”
Observações:
• O estudante apressado, lendo estes versos e fechando a Palavra de Deus, entende que este leito deve ser uma cama de madeira, pesada e robusta. Sem um estudo acurado do tema, pode-se, com a maior naturalidade chegar a tal conclusão. Porém, será uma conclusão verdadeira?
• Esta é uma lógica. Mas, existirão outras? Se houver, qual a mais racional?
• Se a esta lógica apegarmos para basear a nossa fé, o mandamento do Sábado não foi quebrado, porque este incidente não se deu nele. (Leia-se todo o contexto).
• Agora a outra lógica, com subsídios palpáveis. No Dicionário da Bíblia de John D. Davis, pág. 97, há esta esclarecedora definição da tal cama: “Utensílio doméstico que serve para dormir. Os pobres e os viajantes, muitas vezes dormem no chão, cobrindo-se com a sua própria vestimenta.
A cama pode ser feita com um tapete, ou manta, que se enrola para ser transportada.” Mateus 9:6. (Este Dicionário é destacada autoridade eclesiástica não Adventista). Grifos meus.
Portanto, ainda que o ser trazido por quatro pessoas, este leito não poderia ser mais que uma manta reforçada, segura pelas quatro pontas esticadas, e a prova disso é que apenas por um buraco do telhado, desceram-no. E para dissipar todas as dúvidas, o relato diz que o paralítico, na presença de todos, tomou o seu leito e saiu. Cabe, então, a pergunta: Será que o paralítico era mais forte que os quatro homens que lhe carregaram com a cama? Ou será que ele enrolou a manta, colocou-a debaixo do braço e foi embora? Você decide, meu amado!
LUCAS CAPÍTULO 5
verso 17 – “E aconteceu que, num daqueles dias...”
verso 18-19 – “E eis que uns homens transportaram numa cama um homem que estava paralítico, e procuravam fazê-lo entrar e pô-lo diante dEle. E, não achando por onde o pudessem levar, por causa da multidão, subiram ao telhado, e por entre as telhas o baixaram com a cama, até o meio, diante de Jesus.”
verso 24 – (Disse Jesus) “A ti te digo: Levanta-te, toma a tua cama, e vai para tua casa.”
verso 25 – “E, levantando-se logo diante deles, e tomando a cama em que estava deitado, foi para sua casa, glorificando a Deus.”
Observações:
• A expressão clara e definida: “Num daqueles dias...” descarta a possibilidade total de ser Sábado. Pois se fosse Sábado, os fariseus não perderiam a oportunidade de acusar a Jesus de transgredí-lo, bem como recriminariam o paralítico.
• “Por entre as telhas”. Esta expressão denota claramente que a cama não era de madeira, nem de ferro, e simplesmente uma manta ou um tapete. Por uma abertura do telhado foi ela descida. E tem mais, o evangelista sinótico, Lucas, é mais explícito em sua afirmação, ao dizer: “tomando a cama em que estava deitado, foi para sua casa...” Portanto, a cama que subiu ao telhado foi a mesma que desceu, sendo a mesma que o paralítico curado, enrolou, colocou debaixo do braço e foi embora.
• Outra prova bíblica encontra-se na cura do cego Bartimeu (Mar. 10:46-52). Destacamos o verso 50: “E ele (Bartimeu) lançando de si sua capa (manta) levantou-se, e foi ter com Jesus”. Esta capa era a cama de Bartimeu. (Pedro também dormia sobre sua capa. Atos 12:7-8; Deut. 22:12).
O PARALÍTICO DE BETESDA – João Capítulo 5
O tanque de Betesda possuia cinco alpendres (v.2).
Alpendre é definido no dicionário como: “telheiro, meia-água, varanda coberta.”
Nestes alpendres ficava grande “multidão de enfermos, cegos, mancos e ressicados” aguardando o movimento das águas (v.3). Criam eles que de quando em vez um anjo agitava as águas do tanque e o primeiro que ali descesse sarava (v. 4). Entre estes, estava “um homem que, havia trinta e oito anos se achava enfermo”. E Jesus então lhe ordenou:
verso 8 – “Levanta-te, toma a tua cama, e anda.”
verso 9 – “Logo aquele homem ficou são; e tomou a sua cama, e partiu. E aquele dia era Sábado.
verso 10 – “Então os judeus disseram àquele que tinha sido curado: é Sábado, não te é lícito “levar a cama.”
Observações:
• No Sábado é lícito fazer o bem (Mat. 12:11, 12; Mar. 3:4, etc). Portanto não é nenhum pecado curar um paralítico, cego ou ressicado, neste dia.
• Os judeus – fariseus e doutores da lei – tinham tanto ódio ao Senhor que não poupavam esforços para condená-Lo vendo-O realizar alguma cura. Mais rancor demonstravam quando Jesus perdoava pecados (Mar. 2:7; Luc. 5:21).
• Novamente afirmo na força deste relato bíblico – “e tomou a sua cama” – que esta cama era de fato uma surrada manta, que, após enrolá-la, sobraçou-a e saiu satisfeito. Isso não é, também, nenhuma obra nem trabalho.
• Egoisticamente os judeus – fariseus e doutores da lei – repreendiam os beneficiados por Jesus, ao invés de se alegrarem com seus irmãos que se curavam milagrosamente da cegueira e deficiência física (Mar.3:1-5). Só fariseu mesmo pode achar que é trabalho carregar trapos rotos de panos velhos e surrados, enrolados debaixo do braço. Não é a toa que Jesus os classifica de “raça de víboras”. Mat. 23:33; 12:34.
• Quando os judeus disseram ao paralítico que não era lícito carregar a cama, não é porque ele estivesse transgredindo o mandamento do Sábado, – não. Mil vezes, não! Os judeus O estavam recriminando por quebrar a “parafernália” criada pelos doutores da lei (Luc. 11:46; Mat. 23:14). Eram 39 tradições inconsequentes, vazias, escandalosas e indigestas (leia-as na pág. 171, parág. 2º), e... não se escandalize.
• O Sábado do qual Jesus é Senhor (Mat. 12:8) – repito, é um dia feliz, deleitoso, aprazível, sem jugos ou fardos. É um dia alegre que dá prazer e não enfado (Isaías 58:13-14). O Sábado dos fariseus e doutores da lei, inimigos de Deus e da Verdade, é que era frio e escudado na letra que mata.
Conclusão – Entenda, meu irmão, carregar uma manta enrolada, ainda que sem necessidade, no Sábado, não é nenhuma obra ou trabalho. Os fariseus recriminavam o paralítico porque foram ensinados que carregar um lenço ou um pente no bolso, no Sábado, era transgressão do mandamento. Só isso. Nada mais que isso!
INCOERÊNCIA?!
Veja a que ponto de falta total de entendimento chegaram os judeus, fariseus e doutores da lei: disseram que Jesus não era de Deus (João 9:16) só porque no Sábado, fez lodo e colocou sobre os olhos de um cego para curá-lo. João 9:11.
A acusação dos fariseus contra Cristo foi que transgrediu o Sábado curando, fazendo lodo e mandando o cego lavar o rosto.
Incrível! Que trabalho! Que obra! Só fariseu mesmo para chegar a esta conclusão tão triste. Imagine, tomar alguns grãozinhos de terra, umedecê-los com a ponta dos dedos, é trabalho? Lavar o rosto sujo é obra? Fazer o bem no Sábado é pecado? Não esqueça: Foram os fariseus que disseram que Jesus transgrediu o Sábado. João 5:16,18.
Meu querido irmão, os fariseus estavam errados, cegos de inveja, ódio e ciúmes, que foram os sentimentos que levaram Lúcifer à transgressão. O Sábado nunca foi questionado nem transgredido pelo Senhor Jesus.
Se Jesus desejasse, apenas daria uma ordem e o cego ficaria curado. Ao passar lodo nos olhos do cego e mandá-lo lavar o rosto, Jesus estava provando a fé do pobre cego físico, e esperava fossem abertos os olhos dos cegos espirituais.
Abraço!!!

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