sábado, 20 de julho de 2013

MIL ANOS DE PAZ

Milênio, uma pausa, antes da eternidade.
Milênio é uma contração latina derivada das palavras mile e annum, que significa mil anos.

MILÊNIO:
“UM GRANDE SÁBADO DE REPOUSO
PARA A TERRA E O POVO DE DEUS”
Milênio é uma palavra que não se encontra de forma expressa na Bíblia. É usada para designar um período de tempo que as Escrituras Sagradas mencionam.
Apocalipse 20:4

“E vi tronos; e assentaram-se sobre eles... e foi-lhes dado o poder de julgar... e viveram e reinaram com Cristo durante mil anos.”
Estas palavras – mil anos – são encontradas na Bíblia dez vezes.
Segundo os textos de Apocalipse 20:6 e João 5:28 e 29, a Bíblia afirma que haverá duas ressurreições, e que, na primeira, somente participam os que morreram em Cristo. Assim, os mortos ressuscitados e os vivos justos, são imediatamente transformados, “num abrir e fechar de olhos” (I Coríntios 15:52) e serão levados imediatamente ao Céu, onde “reinarão” com Cristo por mil anos.
Apocalipse 7:9
“Depois destas coisas olhei e eis aqui uma multidão, a qual ninguém podia contar, de todas as nações e tribos, e povos, e línguas, que estavam diante do trono, e perante o Cordeiro, trajando vestidos brancos e com palmas nas suas mãos.”

É claro que esta visão refere-se ao período dos mil anos, porque os santos herdarão a Terra e não o Céu (Mat. 5:5); ali estarão apenas durante este tempo (mil anos), para uma obra especial, além de “viver e reinar com Cristo”, que também é o cumprimento das palavras de Jesus:
João 14: 1-3
“...vou preparar-vos lugar. E, se Eu for, e vos preparar lugar, virei outra vez, e vos levarei para Mim mesmo, para que onde Eu estiver estejais vós também.”
Quando do regresso do Senhor para buscar Sua igreja amada, todos os ímpios morrerão diante do resplendor da glória de Deus, e ao serem os justos levados ao Céu, a Terra ficará completamente vazia, sem uma alma viva sequer, a não ser Satanás e seus anjos.
Jeremias 4:23-26
“Observei a Terra, e eis que estava assolada e vazia; e os Céus não tinham a sua luz. Observei os montes, e eis que estavam tremendo; e todos os outeiros estremeciam. Observei e vi que nenhum homem havia e que todas as aves do Céu tinham fugido. Vi também que a terra fértil era um deserto, e que todas as suas cidades estavam derribadas diante do Senhor, diante do furor da Sua ira.”
Sim, prezado irmão, “Por ocasião da vinda de Cristo a Terra estará reduzida a um estado caótico – a um montão de ruínas. O Céu terá desaparecido como um rolo que é enrolado; as montanhas estarão removidas de seus lugares; e a Terra ficará em estado de escuridão, terror, desolação e deserto.” – Ver Isaías 24:1-3; Apocalipse 6:14-17. – Estudos Bíblico, pág. 327. Ouça agora o profeta:
Isaías 24:21 e 22
“E será que naquele dia o Senhor visitará os exércitos do alto na altura, e os reis da Terra sobre a terra. E serão amontoados como presos numa masmorra, e serão encerrados num cárcere; e serão visitados depois de muitos dias.”
Serão visitados sim, irmão, depois dos mil anos, para serem destruídos completamente. João, outra vez, tem a palavra:
Apocalipse 20:1-3
“E vi descer do Céu um anjo, que tinha a chave do abismo, e uma grande cadeia na sua mão. Ele prendeu o dragão, a antiga serpente, que é o diabo, e Satanás, e amarrou-o por mil anos, e lançou-o no abismo, e ali o encerrou, e pôs o selo sobre ele para que não mais engane as nações, até que os mil anos se acabem.”
“O termo abismo... aqui empregado, aplica-se à Terra em seu estado des
João 14: 1-3“...vou preparar-vos lugar. E, se Eu for, e vos preparar lugar, virei outra vez, e vos levarei para Mim mesmo, para que onde Eu estiver estejais vós também.” Quando do regresso do Senhor para buscar Sua igreja amada, todos os ímpios morrerão diante do resplendor da glória de Deus, e ao serem os justos levados ao Céu, a Terra ficará completamente vazia, sem uma alma viva sequer, a não ser Satanás e seus anjos.Jeremias 4:23-26“Observei a Terra, e eis que estava assolada e vazia; e os Céus não tinham a sua luz. Observei os montes, e eis que estavam tremendo; e todos os outeiros estremeciam. Observei e vi que nenhum homem havia e que todas as aves do Céu tinham fugido. Vi também que a terra fértil era um deserto, e que todas as suas cidades estavam derribadas diante do Senhor, diante do furor da Sua ira.”Sim, prezado irmão, “Por ocasião da vinda de Cristo a Terra estará reduzida a um estado caótico – a um montão de ruínas. O Céu terá desaparecido como um rolo que é enrolado; as montanhas estarão removidas de seus lugares; e a Terra ficará em estado de escuridão, terror, desolação e deserto.” – Ver Isaías 24:1-3; Apocalipse 6:14-17. – Estudos Bíblico, pág. 327. Ouça agora o profeta:Isaías 24:21 e 22“E será que naquele dia o Senhor visitará os exércitos do alto na altura, e os reis da Terra sobre a terra. E serão amontoados como presos numa masmorra, e serão encerrados num cárcere; e serão visitados depois de muitos dias.” Serão visitados sim, irmão, depois dos mil anos, para serem destruídos completamente. João, outra vez, tem a palavra:Apocalipse 20:1-3“E vi descer do Céu um anjo, que tinha a chave do abismo, e uma grande cadeia na sua mão. Ele prendeu o dragão, a antiga serpente, que é o diabo, e Satanás, e amarrou-o por mil anos, e lançou-o no abismo, e ali o encerrou, e pôs o selo sobre ele para que não mais engane as nações, até que os mil anos se acabem.”“O termo abismo... aqui empregado, aplica-se à Terra em seu estado des
João 14: 1-3“...vou preparar-vos lugar. E, se Eu for, e vos preparar lugar, virei outra vez, e vos levarei para Mim mesmo, para que onde Eu estiver estejais vós também.” Quando do regresso do Senhor para buscar Sua igreja amada, todos os ímpios morrerão diante do resplendor da glória de Deus, e ao serem os justos levados ao Céu, a Terra ficará completamente vazia, sem uma alma viva sequer, a não ser Satanás e seus anjos.Jeremias 4:23-26“Observei a Terra, e eis que estava assolada e vazia; e os Céus não tinham a sua luz. Observei os montes, e eis que estavam tremendo; e todos os outeiros estremeciam. Observei e vi que nenhum homem havia e que todas as aves do Céu tinham fugido. Vi também que a terra fértil era um deserto, e que todas as suas cidades estavam derribadas diante do Senhor, diante do furor da Sua ira.”Sim, prezado irmão, “Por ocasião da vinda de Cristo a Terra estará reduzida a um estado caótico – a um montão de ruínas. O Céu terá desaparecido como um rolo que é enrolado; as montanhas estarão removidas de seus lugares; e a Terra ficará em estado de escuridão, terror, desolação e deserto.” – Ver Isaías 24:1-3; Apocalipse 6:14-17. – Estudos Bíblico, pág. 327. Ouça agora o profeta:Isaías 24:21 e 22“E será que naquele dia o Senhor visitará os exércitos do alto na altura, e os reis da Terra sobre a terra. E serão amontoados como presos numa masmorra, e serão encerrados num cárcere; e serão visitados depois de muitos dias.” Serão visitados sim, irmão, depois dos mil anos, para serem destruídos completamente. João, outra vez, tem a palavra:Apocalipse 20:1-3“E vi descer do Céu um anjo, que tinha a chave do abismo, e uma grande cadeia na sua mão. Ele prendeu o dragão, a antiga serpente, que é o diabo, e Satanás, e amarrou-o por mil anos, e lançou-o no abismo, e ali o encerrou, e pôs o selo sobre ele para que não mais engane as nações, até que os mil anos se acabem.”“O termo abismo... aqui empregado, aplica-se à Terra em seu estado desolado, deserto, caótico, escuro e desabitado. Neste estado permanecerá ela durante mil anos. Esta será a tenebrosa prisão de Satanás durante esse período. Aqui, por entre as ossadas dos ímpios mortos, e que sofreram a morte por ocasião da segunda vinda de Cristo; as cidades destruídas, e os destroços e ruínas de toda pompa e poder deste mundo, Satanás terá oportunidade de refletir nos resultados de sua rebelião contra Deus. Mas a profecia de Isaías diz: ‘Serão visitados depois de muitos dias’.” Idem – grifos meus.
Sim, meu irmão, Satanás será preso por uma cadeia de circunstâncias. Não tendo a quem tentar, pois é o seu afazer cotidiano, está como que preso e amarrado, ficando assim durante mil anos. Note o que ainda diz João:
Apocalipse 20:5
“Os outros mortos não reviveram, até que os mil anos se acabaram...”
Quem são esses outros mortos? É claro que são os ímpios que estarão sepultados, enquanto no Céu estão os santos, passando o milênio; a Terra completamente vazia e deserta, e Satanás meditando em sua nefanda obra de destruição, e terá bastante tempo para tal reflexão: Mil Anos.
Este é um período de tempo muito especial em que o povo de Deus estará no Céu, também realizando uma obra não menos especial. Grave bem o que dirá Paulo:
I Coríntios 6:1-3
“Ousa algum de vós, tendo algum negócio contra outro, ir a juízo perante os injustos, e não perante os santos? Não sabeis vós que os santos hão de julgar o mundo? ...não sabeis vós que havemos de julgar os anjos...?”
Veja como é claro. Os santos julgarão os ímpios e os anjos caídos. Esta é a obra que estarão fazendo os santos salvos, durante o período de mil anos no Céu.
Daniel 7:21-22
“Eu olhava, e eis que esta ponta fazia guerra contra os santos, e os vencia. Até que veio o Ancião de dias, e foi dado o juízo aos santos do Altíssimo...”
Os santos salvos estarão no Céu, realizando a obra de julgamento. Não que Deus desconheça o destino de cada um, o galardão e recompensa de todos. Deus permite este julgamento para patentear diante dos homens, dos anjos e de todos os seres criados que não pecaram, a mentira que Lúcifer lançou no Universo, de que Deus era arbitrário, exigia uma subserviência tirana a uma obediência liberal; e quem não Lhe obedecesse, seria morto de imediato.
Agora, porém, desfaz-se a obra do engano. Satanás é desmascarado e todos compreendem, maravilhados, a justiça, o amor e a misericórdia de Deus.
Este julgamento nada mais é, senão a comprovação final do amor de Deus e da maldade de Lúcifer, que foi destruído pela inveja, ciúmes e ódio contra o Filho de Deus. Este julgamento é simplesmente para aclarar, desanuviar a intempestiva nódoa da dúvida lançada por Lúcifer contra toda a criação de Deus, de que seu Criador é um tirano despótico, cruel e implacável. Também servirá de ajuda à nossa compreensão da estranha obra divina, isto é: queimar (destruir) homens, mulheres e crianças. Isaías 28:21. O que ocorre ao final dos mil anos?
Apocalipse 20:3 – “...e depois importa que seja solto por um pouco de tempo.”
“No final dos mil anos, Cristo, acompanhado dos santos, vem de novo à Terra, para executar o juízo dos ímpios, e preparar a Terra, por meio de uma especial recriação de tudo, onde habitará Sua justiça para ser a morada eterna dos justos. A esse tempo, em resposta ao chamado de Cristo, os injustos mortos de todos os tempos acordarão para a vida. Esta é a segunda ressurreição, a ressurreição da condenação. Os ímpios ressuscitam com o mesmo espírito rebelde que antes possuíam. Então Satanás é solto de seu longo cativeiro e inatividade.” – Ibidem, pág. 328.
Após a ressurreição dos ímpios, Satanás é solto porque já tem a quem tentar; com efeito, lança-se ao último ataque e é finalmente destruído, juntamente com todos os ímpios e anjos maus.
Apocalipse 20:7-9
“E, acabando-se os mil anos, Satanás será solto de sua prisão, e sairá a enganar as nações que estão sobre os quatro cantos da Terra, Gogue e Magogue, cujo número é como a areia do mar, para os ajuntar em batalha. E subiram sobre a largura da Terra, e cercaram o arraial dos santos e a cidade amada, mas desceu fogo do Céu, e os devorou.”
Prezado irmão, segundo a leitura de Apocalipse 21:2 e 10 e Zacarias 14:4,5 e 9, a santa cidade, a Nova Jerusalém, a cidade cujo artífice e construtor é o próprio Deus, descerá do Céu, e o Monte das Oliveiras se fenderá em dois, formando uma grande planície onde ela pousará, para ser a capital da Nova Terra. Satanás então, com todos os ímpios ressuscitados, entre eles os maiores generais de guerra, marcharão contra ela, e, ao se aproximarem, contemplarão o Filho do Altíssimo acima dos muros; imediatamente investirão contra a cidade com todo ódio; então, o fogo de Deus cairá do Céu e os consumirá a todos, purificando também toda a Terra.
“Este é o último ato no grande conflito entre Cristo e Satanás. Toda a raça humana se encontra ali pela primeira e última vez. Ali ocorre a separação eterna dos justos e dos ímpios. Nessa ocasião é executado o juízo divino sobre os ímpios no lago de fogo. Esta é a segunda morte. Ela pôs fim à grande rebelião contra Deus e Seu governo. Ouve-se então a voz de Deus, ao sentar-Se em Seu trono e dizer aos santos: ‘Eis que faço nova todas as coisas’. E das ruínas fumegantes da velha Terra surgem, ante os olhares extasiados de milhões de remidos, ‘um novo Céu e uma nova Terra’, em que encontrarão uma herança eterna e uma eterna morada.” – Ibidem, grifos meus. Então, vamos ser vizinhos na Nova Terra?

Sim, meu irmão, Satanás será preso por uma cadeia de circunstâncias. Não tendo a quem tentar, pois é o seu afazer cotidiano, está como que preso e amarrado, ficando assim durante mil anos. Note o que ainda diz João:
Apocalipse 20:5
“Os outros mortos não reviveram, até que os mil anos se acabaram...”
Quem são esses outros mortos? É claro que são os ímpios que estarão sepultados, enquanto no Céu estão os santos, passando o milênio; a Terra completamente vazia e deserta, e Satanás meditando em sua nefanda obra de destruição, e terá bastante tempo para tal reflexão: Mil Anos.
Este é um período de tempo muito especial em que o povo de Deus estará no Céu, também realizando uma obra não menos especial. Grave bem o que dirá Paulo:
I Coríntios 6:1-3
“Ousa algum de vós, tendo algum negócio contra outro, ir a juízo perante os injustos, e não perante os santos? Não sabeis vós que os santos hão de julgar o mundo? ...não sabeis vós que havemos de julgar os anjos...?”
Veja como é claro. Os santos julgarão os ímpios e os anjos caídos. Esta é a obra que estarão fazendo os santos salvos, durante o período de mil anos no Céu.
Daniel 7:21-22
“Eu olhava, e eis que esta ponta fazia guerra contra os santos, e os vencia. Até que veio o Ancião de dias, e foi dado o juízo aos santos do Altíssimo...”
Os santos salvos estarão no Céu, realizando a obra de julgamento. Não que Deus desconheça o destino de cada um, o galardão e recompensa de todos. Deus permite este julgamento para patentear diante dos homens, dos anjos e de todos os seres criados que não pecaram, a mentira que Lúcifer lançou no Universo, de que Deus era arbitrário, exigia uma subserviência tirana a uma obediência liberal; e quem não Lhe obedecesse, seria morto de imediato.
Agora, porém, desfaz-se a obra do engano. Satanás é desmascarado e todos compreendem, maravilhados, a justiça, o amor e a misericórdia de Deus.
Este julgamento nada mais é, senão a comprovação final do amor de Deus e da maldade de Lúcifer, que foi destruído pela inveja, ciúmes e ódio contra o Filho de Deus. Este julgamento é simplesmente para aclarar, desanuviar a intempestiva nódoa da dúvida lançada por Lúcifer contra toda a criação de Deus, de que seu Criador é um tirano despótico, cruel e implacável. Também servirá de ajuda à nossa compreensão da estranha obra divina, isto é: queimar (destruir) homens, mulheres e crianças. Isaías 28:21. O que ocorre ao final dos mil anos?
Apocalipse 20:3 – “...e depois importa que seja solto por um pouco de tempo.”
“No final dos mil anos, Cristo, acompanhado dos santos, vem de novo à Terra, para executar o juízo dos ímpios, e preparar a Terra, por meio de uma especial recriação de tudo, onde habitará Sua justiça para ser a morada eterna dos justos. A esse tempo, em resposta ao chamado de Cristo, os injustos mortos de todos os tempos acordarão para a vida. Esta é a segunda ressurreição, a ressurreição da condenação. Os ímpios ressuscitam com o mesmo espírito rebelde que antes possuíam. Então Satanás é solto de seu longo cativeiro e inatividade.” – Ibidem, pág. 328.
Após a ressurreição dos ímpios, Satanás é solto porque já tem a quem tentar; com efeito, lança-se ao último ataque e é finalmente destruído, juntamente com todos os ímpios e anjos maus.
Apocalipse 20:7-9
“E, acabando-se os mil anos, Satanás será solto de sua prisão, e sairá a enganar as nações que estão sobre os quatro cantos da Terra, Gogue e Magogue, cujo número é como a areia do mar, para os ajuntar em batalha. E subiram sobre a largura da Terra, e cercaram o arraial dos santos e a cidade amada, mas desceu fogo do Céu, e os devorou.”
Prezado irmão, segundo a leitura de Apocalipse 21:2 e 10 e Zacarias 14:4,5 e 9, a santa cidade, a Nova Jerusalém, a cidade cujo artífice e construtor é o próprio Deus, descerá do Céu, e o Monte das Oliveiras se fenderá em dois, formando uma grande planície onde ela pousará, para ser a capital da Nova Terra. Satanás então, com todos os ímpios ressuscitados, entre eles os maiores generais de guerra, marcharão contra ela, e, ao se aproximarem, contemplarão o Filho do Altíssimo acima dos muros; imediatamente investirão contra a cidade com todo ódio; então, o fogo de Deus cairá do Céu e os consumirá a todos, purificando também toda a Terra.
“Este é o último ato no grande conflito entre Cristo e Satanás. Toda a raça humana se encontra ali pela primeira e última vez. Ali ocorre a separação eterna dos justos e dos ímpios. Nessa ocasião é executado o juízo divino sobre os ímpios no lago de fogo. Esta é a segunda morte. Ela pôs fim à grande rebelião contra Deus e Seu governo. Ouve-se então a voz de Deus, ao sentar-Se em Seu trono e dizer aos santos: ‘Eis que faço nova todas as coisas’. E das ruínas fumegantes da velha Terra surgem, ante os olhares extasiados de milhões de remidos, ‘um novo Céu e uma nova Terra’, em que encontrarão uma herança eterna e uma eterna morada.” – Ibidem, grifos meus. Então, vamos ser vizinhos na Nova Terra?

Abrazo!

sexta-feira, 12 de julho de 2013

QUANDO FOI PARA O CÉU O “BOM” LADRÃO?

“Quando os livros da Bíblia foram escritos, não existiam nem a divisão das palavras, nem os sinais de pontuação. Por meados do Século III d.C., Ammonio de Alexandria dividiu os evangelhos em seções curtas, para comparar as passagens paralelas ou parecidas.”
“A divisão atual de todos os livros da Bíblia em capítulos foi feita pelo cardeal Hugo de Sancher, em meados do Século XIII d.C. O Novo Testamento foi dividido em versículos no Século IX d.C., por Roberto Estiene, em sua edição grega desta segunda parte da Bíblia.”
“Deveria ser observado que a vírgula entre as palavras ‘te’ e ‘hoje’ foi intercalada pelos tradutores. O texto grego original, que não tem pontuação nem divisão de palavras, diz:
‘amem soi legõ sêmeron met emou esê en tõ paradisõ’
literalmente:
‘em verdade a-ti Eu digo hoje comigo tu-estarás no paraíso’
“O advérbio sêmeron, ‘hoje’, encontra-se entre os verbos legô, ‘eu digo’, e esê, ‘tu estarás’, e pode com propriedade aplicar-se tanto a um como a outro. Sua posição imediatamente seguinte ao verbo legô, ‘eu digo’, pode implicar numa relação gramatical mais íntima com este verbo do que com o verbo seguinte, esê, ‘estarás’. – The Seventh-day Adventist Bible Commentary.

“E DISSE-LHE JESUS EM VERDADE TE DIGO HOJE
ESTARÁS COMIGO NO PARAÍSO”
 Lucas 23:43
Este versículo é uma forte base para os irmãos que admitem o galardão post-mortem. Isto é: Após a morte.
Como você aceitaria se lhe dissesse que a interpretação dele depende inteira e exclusivamente de sua pontuação? – Que acha?
O Novo Testamento foi escrito em grego, e as palavras eram separadas uma da outra, por um pequeno ponto. Assim sendo, “a colocação da vírgula dependerá da compreensão do tradutor quanto ao sentido das palavras originais.”
Portanto, qualquer tradutor, com a maior sinceridade, fará uma pontuação que coadune com sua fé a respeito. Por isso que não podemos aceitar tenha Dimas, o ladrão que foi transformado pela presença de Jesus, ido imediatamente ao Céu gozar a bem-aventurança, após sua morte.
A exegese bíblica demonstra cabalmente que o galardão do justo só lhe será conferido quando do regresso de Jesus. Com isso concordam os patriarcas, profetas e apóstolos.
Todos de igual modo, esperavam sua recompensa não imediatamente após a morte, mas quando Jesus voltasse. Há para confirmar este fato centenas de textos bíblicos; apenas mencionarei três, para você sedimentar sua fé.
Jó 19: 25-26
“Porque eu sei que o meu Redentor vive, e que por fim Se levantará sobre a Terra; e depois de consumida a minha pele, ainda em minha carne verei a Deus.” (Jó tinha absoluta certeza que seria recompensado, galardoado, na vinda de Jesus).
Salmo 17: 15
“Quanto a mim, contemplarei a Tua face na justiça; satisfar-me-ei da Tua semelhança quando acordar.” (Davi, o amado de Deus, esperava seu galardão quando acordasse, isto é, na ressurreição, e essa só se dará na volta de Jesus).
II Timóteo 4: 8
“Desde agora, a coroa da justiça me está guardada, a qual o Senhor, justo Juiz, me dará naquele dia, e não somente a mim, mas também a todos que amarem a Sua vinda.”
Vinda de quem informa Paulo? Lógico: Do Senhor Jesus! Nero, o maldoso imperador romano, em breve tiraria a vida do apóstolo dos gentios, mas lá no fundo de seu coração, jogado numa prisão fria e subterrânea, sua fé era a esperança sempre viva dos demais apóstolos. Recompensa? – Sim! Galardão? – Também! Mas somente “naquele dia”, ou seja, na volta de Jesus.
A pontuação silábica é tão importante em qualquer escrito, que, apenas uma vírgula, um dos menores sinais gráficos, pode causar ou evitar uma morte, acabar ou criar uma guerra, separar ou juntar amigos. Para você compreender, veja estas duas experiências, anote no coração e se alegre no Senhor Jesus.
A imperatriz da Rússia, trocando apenas uma vírgula, salvou um prisioneiro do exílio. A mensagem que recebeu, dizia assim:
“Perdão impossível, enviar para a Sibéria.”
Com muito tato e cuidado, ela transferiu a vírgula para outro lugar, e a ordem passou a ser:
“Perdão, impossível enviar para a Sibéria.”
Houve uma rebelião em determinada cidade, e o governante comunicou a revolta ao seu superior, dizendo: “Devo fazer fogo ou poupar a cidade?” A resposta do superior foi:
“Fogo não, poupe a cidade.”
Lamentavelmente, o funcionário do Correio trocou a vírgula e escreveu no telegrama de resposta:
“Fogo, não poupe a cidade.”
A cidade foi arrasada.
(Pontuação na escrita, págs. 16-17, grifos e itálicos meus).
Lucas 24:6 – “Não está aqui, mas ressucitou...”
Meu irmão, como você gostaria fosse traduzido o texto de São Lucas 24:6, que fala da ressurreição de Jesus. Observe:
assim – “Ressuscitou! não está aqui.”
ou assim – “Ressuscitou? Não! Está aqui.”
Portanto, tem lógica o fato de que uma vírgula colocada fora de lugar poderá mudar o sentido do texto ou de uma frase, com resultados funestos. Inda mais, quando já se tem a crença vertida para a recompensa após a morte.
Irmão, se quando a pessoa morre, sendo boa vai para o Céu, gozar as delícias do paraíso e, sendo má, vai queimar-se eternamente no fogo, imediatamente após a morte, que valor tem a pregação do evangelho sobre a volta de Jesus? Que proveito terá o juízo de que fala a Bíblia? E qual a finalidade da ressurreição, que é doutrina básica de todas as igrejas protestantes? Diante disso, é mister que se dê atenção mais acurada ao problema, senão teremos um amontoado de contradições na Bíblia, o que é inconcebível, não é?.
Lucas 23: 43, como se disse, é questão pessoal de tradução. Por conseguinte, é vital que atentemos para o pedido do ladrão, antes da resposta dada por Jesus. A versão Almeida, edição revista e corrigida, menciona este pedido de Dimas:
Lucas 23:42
“...Senhor, lembra-te de mim, quando entrares no Teu reino.”
Por outro lado, “boas traduções rezam que o ladrão pediu a Jesus que se lembrasse dele, ‘quando VIERES no Teu reino’. Assim, por exemplo, fazem Matos Soares, a Trinitariana, a Versão Italiana de G. Deodatti, a Francesa L. Segond, a Inglesa de King James, e outras.” – Subt. do Erro, A. B. Christianini, pág. 221, grifos meus.
É mais racional admitir que a tradução correta seja: “quando vieres no Teu reino”, e não “quando entrares no Teu reino”, porque a comprovação escriturística, insofismável, é de que os salvos só entrarão no Reino quando Cristo voltar, pelos versos já mencionados e agora nas palavras cristalinas do evangelista:
Mateus 25:31-34
“E quando o Filho do Homem vier em Sua glória e todos os santos anjos com Ele, então Se assentará no trono da Sua glória; e todas as nações serão reunidas diante dEle, e apartará uns dos outros, como o pastor aparta dos bodes as ovelhas; e porá as ovelhas à Sua direita, mas os bodes à esquerda. Então dirá aos que estiverem à Sua direita: Vinde, benditos de Meu Pai, possuí por herança o Reino que vos está preparado desde a fundação do mundo.”
Por conseguinte, somente nessa ocasião o ladrão irá ao paraíso, e não somente ele, mas como disse Paulo: “Todos os que amarem a Sua vinda”. Eu, você, nossos queridos falecidos que ressuscitarão nesse dia. Aleluia!
Caro irmão, penso que esteja tudo claro, porém como temos feito nestes estudos, é bom deixar que a Bíblia fale poderosamente, esse deve ser o nosso costume. Particularmente creio tenha ocorrido uma impropriedade de tradução em Lucas 23:43, pois caso contrário teríamos uma tremenda contradição, porque a Bíblia diz que JESUS NÃO SUBIU AO CÉU NAQUELE DIA! Você sabia? Sim, não se espante. Há provas. A Escritura Sagrada é clara: Três dias depois da Sua morte, Jesus disse a Maria Madalena:
João 20: 17 (Matos Soares)
“Não Me toques, porque ainda não subi para Meu Pai...”
Ora, se o Senhor afirmou que não subiu três dias depois de morto, quem poderá dizer o contrário? Por isso não é correto aceitar tenha Jesus prometido estar com o ladrão naquele dia, isto é, o de Sua morte, no paraíso! Ou será que o paraíso é na sepultura? É lógico que a vírgula foi mal colocada, não acha?
Fica claro então, comprovado pelas Escrituras Sagradas que o único lugar para onde Jesus pode ter ido quando morreu, foi a sepultura, e ali descansou, repousando no Sábado, de Sua obra de redenção, semelhante ao que fizera no Sábado da criação.
Volvo meus pensamentos para o irmão agora; talvez você já creia nesta grande verdade, mas... se ainda duvida, permita-me dizer-lhe com todo amor, respeito e zelo:
O LADRÃO NÃO MORREU NAQUELE DIA EM QUE FIZERA SUA DRAMÁTICA SÚPLICA A JESUS.
Por conseguinte, como iria ao paraíso?
A Bíblia confirmará esta palavra, pois ela é a nossa regra de fé, somente. Mas para isso, teremos que ser humildes ao analisar as últimas cenas do Calvário:
João 19:31-33
“Os judeus pois, para que no Sábado não ficassem os corpos na cruz, visto que era a preparação (pois era grande o dia de sábado), rogaram a Pilatos que se lhes quebrassem as pernas, e fossem tirados. Foram pois os soldados, e, na verdade, quebraram as pernas ao primeiro, e ao outro que com Ele fora crucificado; mas vindo a Jesus, e vendo-O já morto, não lhe quebraram as pernas.”
Compreendeu?
Quebrar as pernas dos crucificados (“castigo do crucifragium”) é a maior prova de que eles normalmente não morriam no mesmo dia, e, quando se tratasse de uma pessoa robusta, durava, na cruz, até sete dias, em seu martírio.
A respeito diz o comentarista bíblico, não Adventista, J.B. Howell:
“O crucificado permanecia dependurado na cruz até que, exausto pela dor, pelo enfraquecimento, pela fome e sede, sobreviesse a morte. Duravam os padecimentos geralmente três dias, e às vezes sete.” – Grifos meus.
Agora, veja você, caro irmão: se foi imperioso quebrar as pernas dos malfeitores no pôr-do-Sol de sexta-feira, que era o dia de preparação para o Sábado, é lógico, foi preciso porque eles não haviam morrido ainda. Mas, note bem, Jesus morrera. Evidente que os dois ladrões não foram supliciados como foi o Mestre. Não receberam as chicotadas, os bofetões, nem passaram pela agonia do Getsêmani, não foram furados com as lanças dos soldados, nem tiveram o coração partido pelos pecados do mundo, nem foram pregados, mas, amarrados tão somente; por isso é que ainda permaneciam vivos enquanto Jesus já havia morrido.
Se Dimas não fosse robusto de físico, forte, vigoroso bastante para permanecer sete dias dependurado na cruz, ou quem sabe, 5, 4, 3 dias, uma coisa é certa, em última análise, na pior das hipóteses, ele teve mais um dia de vida que Jesus. Então pergunto-lhe: COMO PODIA ESTAR DIMAS COM JESUS NO PARAÍSO NO MESMO DIA, estando Jesus morto e ele vivo?
Sim, irmão, houve um lapso na colocação da vírgula. Consequentemente, o texto correto de Lucas 23:43, no bom português é:
“...Em verdade te digo HOJE (dois pontos) estarás Comigo no paraíso.”
Ou: “...Te afirmo agora:
Ou seja, quando Jesus voltar e disser:
Mateus 25: 34
“Vinde, benditos de Meu Pai, possuí por herança o reino que vos está preparado desde a fundação do mundo.”
Portanto, não é preciso consultar hermeneutas, exegetas, nem o grego ou o aramaico, basta estudar a santa Bíblia, comparando texto com texto, e o Espírito Santo esclarecerá a verdade para o coração sincero.
Finalizando, minha oração por você, amado irmão, são estas palavras de Jesus:
Mateus 11: 25
“...graças Te dou, ó Pai, que ocultastes estas coisas aos sábios e entendidos, e as revelastes aos pequeninos.” Glória a Deus!
Abrazo!!!

sábado, 16 de fevereiro de 2013

CASTIGO ETERNO (SEM FIM) PARA OS PECADORES?


“Porque, eis que Eu crio Céus novos e nova Terra, e não haverá lembrança das coisas passadas, nem mais se recordarão.” Isaías 65: 17.
Não coaduna com o pensamento divino pecadores ficarem queimando para todo o sempre em uma Terra renovada.
Deus disse para o homem: “CERTAMENTE MORRERÁS” – Gênesis 2: 17.
Satanás retrucou: “CERTAMENTE NÃO MORRERÁS” – Gênesis 3: 4.
Quem falou a verdade?
Esta mentira satânica, de que “os pecadores viverão para sempre, e que nem o fogo do inferno poderá extinguir a centelha de vida”, tem sido pregada dos púlpitos, em acintosa rejeição à Palavra de Deus.
O castigo dos ímpios é por tempo limitado.
O galardão dos justos é para sempre.
A idéia medieval do inferno predomina ainda entre boa parte da cristandade. Um inferno semelhante ao criado pela superstição romana em que homens ficarão eternamente queimando, fustigados pelos tridentes dos demônios que o habitam.
Este pensamento de que o pecador queimará para sempre, é esposado por ilustres cristãos que o aceitam sempre associado com suplício, terror, tormento e dor, intermináveis. Para tal, baseiam-se em três textos bíblicos, especialmente:
Mateus 25: 46
“E irão eles para o tormento eterno, mas os justos para a vida eterna.”
Marcos 9: 43,46
“E, se a tua mão te escandalizar, corta-a; melhor é para ti entrar na vida aleijado, do que, tendo duas mãos, ires para o inferno, para o fogo que nunca se apaga. Onde o seu bicho não morre, e o fogo nunca se apaga.”
Mateus 25: 41
“Então dirá também aos que estiverem à Sua esquerda: Apartai-vos de Mim, malditos, para o fogo eterno, preparado para o diabo e seus anjos.”
Qualquer irmão, com sinceridade, certamente lendo estas passagens isoladas, irá crer nesse inferno que por aí é propalado. Mas, na verdade, o que realmente ensina a Bíblia a respeito? Consultemo-la.
Inferno quer dizer sepultura, lugar de silêncio, parte inferior, lugar dos mortos. É traduzido da palavra hebraica sheol no Antigo Testamento e da palavra grega hades no Novo Testamento. É para lá que, após a morte, todos, tanto bons quanto maus, ricos e pobres, salvos ou não, irão aguardar a ressurreição. Pois inferno é sepultura. Ouça:
Jonas 2: 1-2
“E orou Jonas ao Senhor, seu Deus, das entranhas do peixe, e disse: Na minha angústia clamei ao Senhor, e Ele me respondeu; do ventre do inferno gritei, e Tu ouviste a minha voz.”
Observe que, aqui, inferno não dá idéia de suplício, nem de fogo, nem de punição, tormento ou agonia, mas simplesmente de um lugar inferior – neste caso, as profundezas do Mar Mediterrâneo.
Salmo 89: 48
“Que homem há, que viva, e não veja a morte? Ou que livre a sua alma do poder do mundo invisível?”
Esclarece, pois, o salmista, que todos os seres humanos morrerão, indo à sepultura (inferno), que denomina lugar invisível.
Jó 17: 13
“Se eu olhar a sepultura como a minha casa, se nas trevas estender a minha cama.”
O patriarca chama a sua casa de sepultura (inferno), e Salomão, o grande sábio, assim afirma, veja:
Provérbios 5: 5
“Os seus pés descem à morte, os seus passos firmam-se no inferno.”
Evidentemente, não há dúvida de que o inferno crido pelos autores bíblicos é um lugar inferior, debaixo da terra, a sepultura, lugar de todos os mortais.
Chamo a atenção do irmão, agora, para o aspecto mais contundente da verdade que desejo apresentar. Observe estes dois textos da Escritura:
Salmo 16: 10
“Pois não deixará a Minha alma no inferno, nem permitirá que o Teu Santo veja a corrupção.”
Atos 2: 27
“Pois não deixarás a Minha alma no hades, nem permitirás que o Teu Santo veja a corrupção.”
Notou? Lucas troca a palavra inferno, que Davi usa, pelo vocábulo hades, e no verso 31 esclarece cristalinamente que quando se reportava ao inferno, isto é, que Cristo não permaneceria no inferno, estava se referindo ao inferno como sepultura, ao asseverar:
Atos 2: 31
“Nesta previsão disse da ressurreição de Cristo que a Sua alma não foi deixada no hades...”
Portanto, nada mais claro que o inferno é sepultura, assim demonstrado pelos textos lidos, através da inspiração dos expositores bíblicos, patriarcas, profetas, apóstolos e o médico Lucas.
Desta forma, nenhuma destas passagens que se referem ao inferno quer dar a idéia de suplício, castigo ou fogo. Não ensina a Bíblia em nenhuma de suas páginas que há um lugar especial no Cosmo ou na Terra, sobre ela ou debaixo dela, que se tenha transformado no inferno, com demônios, fogo e suplício.
Quanto ao “fogo que nunca se apaga”, “nem o seu verme morre”, aparentemente sugere o castigo interminável, mas... vamos examinar estes textos à luz da Palavra de Deus, confrontando com a História Universal, para que a verdade aflore e edifique a nossa fé, certo?
Antes, porém, observe que o fogo não devora o bicho! Ora, quem executa o juízo? O fogo ou o bicho? Também, se o bicho não morresse, a destruição não seria completa, seria meia destruição, não é?
Havia ao redor dos muros de Jerusalém, um vale muito grande onde os pagãos queimavam crianças vivas em honra ao deus Moloque, e também eram ali lançados os detritos, cadáveres de malfeitores, supliciados, corpos de animais e toda sorte de imundícies recolhidas na cidade.
Era um vazadouro de lixo (lixão público da cidade). Ali era acendido um “fogo que nunca se apagava”, isto é, estava constantemente aceso, haja vista haver todos os dias despejo de detritos e muita “carniça”.
Dessa forma, os dejetos que não eram consumidos pela ação intermitente do fogo, o era pela ação devastadora dos “vermes”, que proliferavam aos montões naquele amontoado de lixo. Digo-lhe, amado, aquele fogo “que não se apagava” era essencial, sobretudo, para a preservação da saúde do povo do lugar, daí ser reacendido a todo instante, para nunca se apagar.
Esse era o chamado Vale de Hinon ou Geena (Jer. 7:31). Certamente a cena impressionava os escritores bíblicos. Estando, pois, indelével em suas mentes, fazem aplicação desse quadro no campo espiritual, tornando-o um “simbolismo do fogo consumidor do último dia do julgamento e punição dos ímpios.”
Muitos aplicam a expressão “fogo eterno” ao desejo mórbido de ver pecadores (ainda que o sejam) queimando por toda a eternidade sem fim, entre gritos alucinantes. Mas, isto não é certo, quer ver? Responda-me: As cidades de Sodoma e Gomorra estão queimando até hoje? Ouça:
Judas 7
“Assim, Sodoma e Gomorra... havendo-se corrompido... foram postas por exemplo, sofrendo a pena do fogo eterno.”
Não é gritante a clareza do texto? Foi posta como EXEMPLO da pena do fogo eterno. Vale enfatizar que estas cidades foram mencionadas pelo irmão de Jesus como sendo exemplo de quem recebe o castigo do fogo eterno.
Mas, meu prezado irmão, embora tenham sofrido a pena do fogo eterno, não estão essas ímpias cidades queimando até hoje, correto? A eternidade daquele fogo devorador foi tão rápida, que durou apenas “um momento”. Eis a prova:
Lamentações 4: 6
“Porque maior é a maldade da filha do meu povo que o pecado de Sodoma e Gomorra, a qual se subverteu como num momento...”
Deus tomou as providências para o esclarecimento definitivo do fato. Sabe você o que existe no lugar dessas ímpias cidades? Um mar! Sim, o Mar Morto. (85 km de água super salgada ao sul da Palestina). E o fogo eterno, onde está?
Ainda há uma segura e abalizada palavra profética sobre o assunto. Preste muita atenção:
Jeremias 17: 27
“Mas, se não Me derdes ouvido, para santificardes o dia de Sábado, para não trazerdes carga alguma, quando entrardes pelas portas de Jerusalém no dia de Sábado, então acenderei fogo nas suas portas, o qual consumirá os palácios de Jerusalém, e não se apagará...”
O profeta diz que tal fogo é semelhante a um fogo eterno. Agora o irmão vai ver o cumprimento inloco dessa formidável profecia:
II Crônicas 36: 19-21
“E queimaram a casa do Senhor e derrubaram os muros de Jerusalém, e todos os seus palácios queimaram a fogo... para que se cumprisse a Palavra do Senhor, pela boca de Jeremias, até que a Terra se agradasse dos Seus Sábados...”
Pois bem, a profecia de Jeremias cumpriu-se religiosamente, demonstrando ao mundo a sacrossantidade do Sábado; apenas o fogo que ele mencionou não se apagaria; apagou-se! E agora: O profeta mentiu? Não foi ele inspirado pelo Espírito Santo? Aguarde! Os edomitas estavam sob a indignação do Senhor e Isaías então preconizou:
Isaías 34: 9-10 – “E os seus ribeiros se transformarão em pez (piche), e o seu pó em enxofre, e a sua terra em pez ardente. Nem de noite nem de dia se apagará, para sempre o seu fumo subirá...”
Sim, amado, foi profetizado que os rios da cidade de Edom se transformariam em piche ardente e sua fumaça subiria ao Céu para sempre, e nunca se apagaria. Mas, pergunto-lhe: Onde estão os edomitas? Já desapareceram há milênios e na sua terra o fumo não está subindo nem queimando e muito menos o piche (matéria prima do asfalto) está ardendo até hoje (Eze. 25: 13-14). O eterno, então, teve limitações? – Sim, teve, com sinceridade devemos crer. Grave esta declaração:
“Para qualquer pessoa isenta de preconceitos, as palavras que se traduzem por ‘eterno’ e ‘todo o sempre’ não significam necessariamente que nunca terão fim. No Novo Testamento, vem do grego aión, ou do adjetivo aiónios. É impossível forçar este radical grego significar sempre um período que não tem fim. Quando aplicado a coisas terrenas tem sentido restrito de duração enquanto durar a coisa a que se liga; quando junto a Deus ou coisas derivadas de Deus, então, sim, exprime duração sem fim.” – Subtilezas do Erro, págs. 236/7, A.B. Cristianini, grifos meus.
Compreende? Que haverá o castigo eterno dos pecadores, através do “fogo eterno”, não se pode duvidar. É inegável! Porém, o fogo eterno é enquanto existir “matéria” para queimar. Porém, acabando os elementos, seja animal ou vegetal, o fogo apagará, assim como apagou-se nas cidades de Sodoma e Gomorra, nas portas de Jerusalém e nas cidades de Edom.
Certamente o castigo que Deus infligirá aos pecadores será de acordo com o grau de pecado cometido. Os pecadores pagarão até o “útimo ceitil” (Mat. 5: 26). Logicamente se um pecou mais que o outro, esse queimará mais que aquele, mas terá fim, por três razões fundamentais e simples:
Primeira: Desejar que seres humanos, ainda que pecadores, fiquem queimando por toda uma eternidade, entre gritos lancinantes de dor, é um desejo mórbido, inconcebível no cristão e estranho para Deus.
Segunda: Deus, através do profeta Malaquias, deixa claro que o aniquilamento do pecador seguir-se-á imediatamente após haver pago todos os seus pecados, na terceira vinda de Cristo.Vamos ler:
Malaquias 4: 1-3
“Porque eis que aquele dia vem ardendo como forno; todos os soberbos, e todos os que cometem impiedade, serão como a palha, e o dia que está para vir os abrasará, diz o Senhor dos Exércitos, de sorte que lhes não deixará nem raiz nem ramo. E pisareis os ímpios, porque se farão cinzas debaixo das plantas de vossos pés, naquele dia que farei, diz o Senhor dos Exércitos.”

ESCLARECENDO:
“Raiz”: Satanás. “Ramos”: Todos os que lhe deram ouvidos. Todos serão extirpados da face da Terra. “Naquele dia” – a volta de Jesus.”
Terceira: A erradicação de todo resquício do mal é “essencial ao bem-estar de toda a criação”. O profeta Isaías consolida o assunto afirmando que Deus “aniquilará a morte para sempre...” (Isa. 25: 8). Eu não duvido, e você?
Finalizando, digo-lhe amado, os ímpios desaparecerão sob a ação do fogo de Deus, junto com Satanás e suas hostes de maldade, e com esse fogo, que os destruirá para sempre, Deus purificará toda a Terra, para receber de volta o Jardim do Éden e posteriormente doando-a em possessão eterna aos salvos (Mat. 5: 5).
Seria desconcertante habitar uma Terra nova e pura, restaurada, repleta de gozo, felicidade e paz, ouvindo gritos horríveis de pecadores queimando, não é? Claro que sim!
Que acha você seja melhor: Gozar as delícias eternas, sabendo que, em algum lugar, estão pecadores, parentes e amigos, queimando, entre gritos de desespero, ou o prazer do salvo será melhor sabendo ele que o pecador já recebeu seu castigo, pagou o que devia, e desapareceu completamente?
OS ATRIBUTOS DO CARÁTER DE DEUS SÃO:
— AMOR, JUSTIÇA, MISERICÓRDIA —
Nenhum dos atos divinos pode estar dissociado destes elementos.
AMOR Deus não quer que o homem se perca (perdendo-se, será por sua exclusiva vontade, porque Deus perdoa a todo pecador e qualquer pecado, desde que confessado e abandonado), mas não pode interferir em sua vontade. Se ele rejeita a salvação, Deus tem que executar a justiça.
JUSTIÇA Erradicar o mal completamente da Terra. Destruir Satanás, seus anjos maus e os pecadores que recusaram a salvação, ficando agarrados ao pecado.
MISERICÓRDIA A morte do pecador, conquanto pareça um ato estranho da divindade, é um gesto de misericórdia de Deus, pois que, seria um suplício para o ímpio estar em um ambiente onde não tivesse os prazeres e deleites que amou e decidiu não renunciar, em toda a sua vida.
Embora o pecador, de livre escolha, recuse a vida eterna e seja condenado ao inferno para ser devorado pelas chamas, padecendo sem nunca morrer, caracterizaria a justiça sem misericórdia, e assim o amor de Deus seria posto em dúvida.
CONSIDERE: 
Se o pecador ficar queimando para sempre, é uma prova de que ele tem vida eterna, razão por que não morre. Mas a Bíblia afirma que o dom da vida eterna é para os justos e salvos, apenas. A morte, por conseguinte, faz cessar a vida, e não continuar.
Se o pecador vai ficar queimando em sofrimento, como conciliar com a afirmação bíblica de que o sofrimento será erradicado da Terra? (Apoc. 21:4). A Nova Terra também não pode abrigar coisas velhas, principalmente pecadores queimando.
A mãe é a mais preciosa dádiva divina. Você, como um filho amoroso, suponhamos, tem uma mãe que recusa aceitar o evangelho. Você insiste, apela, pois quer vê-la no Céu. Ela recusa, se mostra indiferente, e então, com profunda tristeza e pesar, você percebe que ela não foi salva. Isto não interfere no seu amor de filho. Embora “perdida” você jamais desejaria vê-la no fogo para sempre, certo? O amor filial explodiria em seu peito e faria você recusar esta idéia profundamente cruel.
Se a relação de filho para com a mãe, é assim, como não será de pai (o Pai do Céu) para filho?
Este amor tem o Pai Celestial pelos pecadores. Ainda que, como tais, pereçam, o amor de Deus não permitirá que fiquem sofrendo no fogo para todo o sempre.
– Simplesmente desaparecerão, após pagar todos seus pecados!
Apresentando certa vez este tema a um querido irmão observador do domingo, disse ele enfático: “Se o pecador não ficar queimando no inferno, então comamos e bebamos que amanhã morreremos.”
Ele deixou transparecer que, sem inferno e suplício eterno, melhor seria viver no gozo do pecado hoje. Este é um preconceito que surge imperceptivelmente até mesmo em corações muito sinceros, todavia, este sentimento em relação ao ímpio de exigir que fique queimando para sempre, é estranho à Bíblia e não encontra eco no coração de Deus.
Você, meu dileto irmão, jamais esqueça: É o amor que nos deve constranger a obediência e não o terror do castigo.
Na Obra Católica “A Luz do Inferno”, há esta descrição infernal:
“Escutai a tremenda, horrível gritaria de milhões e milhões de criaturas atormentadas e enlouquecidas de fúria no inferno. Oh, os gritos de terror, os gemidos de dor, os brados de agonia, os guinchos de desespero de milhões e milhões!
“Escutai-os ali bramirem como leões, sibilarem como serpentes, latirem como cães; lamúrias de dragões. Ouvi ali o ranger de dentes e as terríveis blasfêmias dos demônios. Acima de tudo, ouvis o troar dos raios da ira divina, que abalam o inferno até as profundezas.
“Mas, há outro som... é o som dos oceanos de lágrimas que vertem os incontáveis milhões de olhos.”
Ufa! Este tipo de inferno foi o que, por muitos anos, ofuscou a crença em um Deus justo.
Esta doutrina diabólica, trouxe descrédito ao caráter de Deus e criou milhões de ateus.
“Um inferno ardendo eternamente, pregado do púlpito e conservado diante do povo, é uma injustiça ao benévolo caráter de Deus. Isto O apresenta como o maior tirano do universo. Este espalhado dogma tem encaminhado milhares ao universalismo, à infidelidade e ao ateísmo”. – EGW, Test. Sel. vol 1, págs. 119-120.
MEDITE NISTO: 
• Se Deus “não tem prazer na morte do ímpio” (Eze. 33:11), quanto mais vê-lo sofrer para sempre, depois que a história do pecado acabar!
• Imagine, Deus exigir de uma pessoa que pecou durante 70, 80 ou 90 anos que fique queimando milhões e milhões de anos na eternidade sem fim. Não tem sequer lógica, não é?
Querido irmão, a vida é decisão constante. Se você crê na doutrina do “castigo eterno” como acabo de lhe apresentar, decida-se a vivê-la e ensiná-la aos que ainda a desconhecem.
Abrazo!

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

A Parabóla do Homem Rico e o Mendigo Lázaro



LITERALMENTE FALANDO:

Lucas 16:19-31




Por suas atitudes, quem merece de fato, o Céu? – O Rico ou Lázaro?
Manda a sinceridade que o todo desta parábola seja interpretado literalmente, já que parte assim é feita, para financiar a fugaz doutrina da imortalidade da alma.
“E com muitas parábolas tais lhes dirigia a palavra, segundo o que podiam compreender. E sem parábolas nunca lhes falava; porém tudo declarava em particular aos Seus discípulos.” Marcos 4:33 e 34.
Vamos, com a ajuda do Espírito Santo, desvendar a parábola do Rico e Lázaro. Como ponto de partida, descubramos pelo dicionário qual o significado da palavra parábola. Diz o Pequeno Dicionário da Língua Portuguesa que é uma “narração alegórica”. Isto é: Parábola é uma alegoria e, segundo o mesmo dicionário, alegoria é: “Exposição de um pensamento sob forma figurada; ficção que representa um objeto para dar idéia de outro; continuação de metáforas que significam uma coisa nas palavras e outra no sentido.”
A palavra grega traduzida por “parábola” significa: “comparação”, “tipo”, “figura”. Isto é: Uma linguagem em códigos.
Mal comparando, e com a devida anuência do irmão, digo: Uma estória engendrada, um conto, que esconde e acoberta uma verdade importante (Eze. 17:2; 24:3). A parábola, pois, tem o objetivo de transmitir uma verdade; mas ela mesma não é esta verdade. Ouça o testemunho de Jesus e do evangelista Mateus:
“Por isso lhes falo por parábolas; porque eles vendo, não vêem; e, ouvindo, não ouvem nem compreendem. E neles se cumpre a profecia de Isaías, que diz: Ouvindo, ouvireis mas não compreendereis. E vendo, vereis, mas não percebereis. Porque o coração deste povo está endurecido. E ouviram de mau grado com seus ouvidos, e fecharam os seus ouvidos; para que não vejam com os olhos, e ouçam com os ouvidos, e compreendam com o coração, e se convertam, e Eu os cure.” – Mateus 13: 13-15.
“Tudo isso disse Jesus por parábolas à multidão. E nada lhes falava sem parábolas, para que se cumprisse o que fora dito pelo profeta que disse: Abrirei em parábolas a Minha boca; publicarei coisas ocultas desde a fundação do mundo.” – Mateus 13: 34-35.
Compor parábolas era o método particular que Jesus usava para o ensino. Ao expor através destas ilustrações a verdade que queria apresentar, Ele o fazia por um motivo todo especial; e a respeito, diz-nos Ellen G. White, abalizada escritora:
“Entre as multidões que O rodeavam, havia sacerdotes e rabinos, escribas e anciãos, herodianos e maiorais, amantes do mundo, beatos, ambiciosos que desejavam, antes de tudo, achar alguma acusação contra Ele. Espias seguiam-Lhes os passos, dia a dia, para apanhá-Lo nalguma palavra que Lhe causasse a condenação, e fizesse silenciar para sempre aquele que parecia atrair a Si o mundo todo.
“O Salvador compreendia o caráter desses homens e apresentava a verdade de maneira tal, que nada podiam achar que lhes desse ensejo de levar seu caso perante o Sinédrio. Em parábolas, Ele censurava a hipocrisia e o procedimento ímpio daqueles que ocupavam altas posições. E, em linguagem figurada, vestia a verdade de tão penetrante caráter, que, se as mesmas fossem apresentadas como acusações diretas, não dariam ouvidos às Suas palavras e teriam dado fim rápido ao Seu ministério.” – Paráb. Jesus, pág. 22.
Está claro então que havia um motivo especial para o Mestre falar em parábolas, sobretudo para que se cumprisse também a profecia messiânica que diz: “Abrirei em parábolas a Minha boca...” Salmo 78:2.
Há uma corrente de leitores da Bíblia que afirma com veemência ser a narrativa de Jesus sobre o Rico e Lázaro não uma parábola, e sim uma doutrina real. Ao agirem assim, além de contradizê-la, chocam-se com uma barreira evangélica, formada pelos mais respeitáveis teólogos dos mais variados ramos protestantes, que concordam ser este conto puramente parábolico. Portanto, é preciso ficar sacramentado, sem nenhuma sombra de dúvidas, que a narração é uma parábola: A parábola do Rico e Lázaro.
Por conseguinte, a doutrina da imortalidade da alma e do galardão após a morte, extraída, como fazem, dessa parábola, é acima de tudo inconveniente, pois sabido é, e aceito pelos mais eminentes exegetas, que não se pode firmar doutrina sobre parábolas, pois ela é uma ficção, uma alegoria, uma metáfora.
O Doutor Joseph Angus, teólogo evangélico (da Igreja Batista), em sua obra – História, Doutrina e Interpretação da Bíblia, pág. 181 aconselha-nos judiciosamente a respeito das parábolas. Diz ele:
“Converter delicados pormenores em grandes verdades escriturísticas é obscurecer o grande desígnio do todo. E assim trazemos um significado para a parábola em vez de extrair dela o significado. Isso é um hábito que nos pode levar aos enganos mais sérios.” – Grifos meus.
Particularmente, não acho existir “engano mais sério”, do que esconder-se o verdadeiro sentido parabólico desta estória, para apresentar a doutrina da imortalidade da alma, a doutrina do Céu e inferno, ou seja: O Céu para o bom, e o inferno para o mau, imediatamente após a morte. Ouça, ainda, E.G. White:
“Nesta parábola Cristo se acerca do povo em seu próprio terreno. A doutrina de um estado consciente de existência entre a morte e a ressurreição era mantida por muitos dos que ouviam as palavras de Cristo. O Salvador lhes conhecia as idéias e compôs Sua parábola de modo a inculcar verdades importantes em lugar dessas opiniões pré-concebidas.” – Parábolas de Jesus pág. 263.
Em síntese, prezado irmão, estamos diante de uma estória contada por Jesus, que, se estudarmos diligentemente (cavando fundo), notaremos a beleza da verdade que o Salvador queria ensinar. Antes de começarmos a estudar a parábola, deixe-me dizer-lhe o que falou um eminente teólogo:
“É regra aceita em teologia que as doutrinas não devem ser baseadas sobre parábolas.” – F.D. Nichol, Answers to Objections, nota ao pé, pág. 567 – citado em Subtilezas do Erro.
Pois bem, façamos de conta que estes teólogos, pesquisadores e escritores estejam errados, e chegamos à incongruência de considerar essa parábola literalmente, como a aceitam muitos sinceros cristãos. Então vamos considerá-la assim, toda literalmente, certo? Coloquemos, portanto, em pauta, o Rico da parábola.
• Nem a Bíblia nem Jesus disseram que o rico era mau. Dizem apenas que era rico. E ser Rico não é característica do desagrado de Deus; pelo contrário, a riqueza do cristão é sinal de bênçãos do Céu.
• Abraão foi chamado “amigo de Deus” e os cristãos sabem do cuidado do Senhor sobre ele e sua família, e, no entanto, lemos em Gênesis 13:2: “Era Abraão muito rico em gado, em prata e em ouro.”
• Jó, o habitante da terra de Uz, homem sincero, reto e temente a Deus, foi tam-bém amado por Ele e lemos em seu livro, capítulo 1 versículos de 1 a 3: “...e era o seu gado 7.000 ovelhas, 3.000 camelos e 500 juntas de bois e 500 jumentas, era também muitíssima a gente a seu serviço, de maneira que este homem era maior que todos os do Oriente”. Aí está o homem mais rico do Oriente e também um grande amigo de Deus, e por Ele lembrado e amado.
• Salomão, José de Arimatéia, Nicodemos, este, afirmam, era tão rico, que sua fortuna daria para sustentar a nação judaica por 10 anos, e no entanto não foi repelido por Jesus; pelo contrário, o Mestre amou-o profundamente.
Então, caro irmão, depreendemos daí que não é nenhum pecado ser rico. E a Bíblia informa simplesmente, nesta parábola: “Havia um homem rico... e ele morreu...” (Luc. 16:22). E isso não é, nunca foi, jamais será pecado tão grave que o possa lançar ao inferno. Vê, se formos tratar esta parábola literalmente, pergunto: O que é errado? O que fez o Rico para se perder e ser lançado no inferno?
Não esqueça, Jesus apresentou simplesmente um homem Rico. Não disse que ele era transgressor da Lei de Deus, nem mau, nem avarento. Nem que tenha adquirido sua riqueza com fraude, injustiça ou roubo. Apenas um homem rico. Coloquemos em pauta, agora, o mendigo Lázaro.
• Nem a Bíblia, nem Jesus, mencionam que ele tenha sido um crente bom e fiel, e muito menos cumpridor da Lei de Deus. Diz, simplesmente: Era um mendigo.
• Ouça irmão, e não se escandalize: Mendicância é prova do desfavor de Deus (perdão Senhor!). Não precisa desencostar-se da cadeira, nem engolir seco, estamos considerando literalmente a parábola, e é isso o que diz a Bíblia, e aqui está Davi para provar; diz ele: “Fui moço, e agora sou velho; mas nunca vi desamparado o justo, nem a sua descendência mendigar o pão.” Sal. 37:25.
(Por conseguinte, literalmente falando, o nosso bom mendigo parabólico, coitado, não era justo, muito menos descendente de algum justo. Ademais, a Bíblia silencia quanto ao fato de que pelo menos ele tenha feito algo de bom, para merecer o Céu).
Por isso, irmão, aceitar essa parábola literalmente, como se quer admitir, forçoso será crer que o mendigo foi salvo pelos “méritos da pobreza”, o que contraria frontalmente o plano de salvação, pois é notório que o homem só será salvo mediante sua fé na aceitação de Jesus Cristo como seu Salvador.
A Bíblia não ensina, em nenhum lugar, que por ser pobre ou ter sofrido muitas agruras, padecido muitas dores, alguém ganhe por isso o Céu por recompensa. Tal não é bíblico! O que as Escrituras mencionam a respeito é que os pobres sempre teremos conosco (Mat. 26:11), e que temos o dever de ampará-los, mas também eles deverão fazer sua decisão ao lado de Cristo, se é que desejam habitar o Céu um dia. (Sabe, eu já fui tão pobre, meu pai morreu deixando minha mãezinha com 4 filhos. Minha irmã era a mais velha e contava 10 anos. Morei em morro e favela. Carrego com orgulho uma marca de fome em meu braço esquerdo. Com ela irei para o Céu, mas... só porque eu também fiz minha decisão por Cristo.)
Literalmente falando, a benemerência deste Rico parabólico assumiu proporções maiores, porque Lázaro não era um mendigo somente, era um farrapo de gente, com o corpo todo carcomido por uma doença terrível, possivelmente a lepra.
Sabe você como era que um leproso deveria andar quando não estava enclausurado? Sua obrigação, por Lei, era passar ao largo e gritar: “Sou leproso”, “estou imundo”, “afastem-se”. (Lev. 13:44-46). Isto quando não eram apedrejados. Coitados! Pobres criaturas!
Agora meu irmão, imagine o seguinte:
– Você acorda de manhã, e junto com seus filhos se prepara para sair, quando, ao abrir o portão, depara com esse pobre “trapo” de gente, caindo aos pedaços, e os seus cães lambendo aquelas feridas em carne viva, devorada pela lepra. Diga sinceramente, qual seria sua reação? Daria a ele comida, mesmo sendo migalhas (migalhas de rico é fartura) de sua mesa ou chamaria a Polícia ou a Saúde Pública?
– Sim, qual seria sua atitude ao encontrar, na porta de sua casa um leproso, em avançado grau de enfermidade?
Sua reação, meu amado, é uma incógnita, mas a do Rico da parábola, não. Permitiu-lhe comer migalhas e não o expulsou de sua porta; e, do relato, imaginamos haver durado dias essa beneficência. Portanto, esse Rico parabólico não é um homem mau, mas bom, de coração inclinado a apiedar-se dos desvalidos da sorte, não acha?
Agora lhe pergunto sinceramente: Considerando as virtudes de ambos, (certamente baseando-se no literal, que é o que estamos fazendo com toda a parábola), quem merece o Céu? Sim, argumentando literalmente, se Lázaro por ser mendigo foi para o Céu, o Rico não pode deixar de ir também, porque não é pecado ser rico, e, esse da parábola, demonstrou genuína humanidade, não expulsou o mendigo de sua porta, não chamou a Polícia nem a Saúde Pública, e ainda permitiu-lhe alimentar-se do pão de sua mesa.
Isto bastaria para derrubar a tese de que essa parábola tem que ser aceita literalmente para fundamentar a doutrina da imortalidade da alma e do galardão imediato após a morte; mas, não paremos aqui.
Continuemos considerando-a literalmente, e segure-se firme, para que a terra não fuja de debaixo dos seus pés, porque diz o relato fictício que Lázaro morreu, e foi para o “seio de Abraão”. Lucas 16:23.
Então, ensina esta parábola, se tomada ao pé da letra (literalmente), que o homem, sendo pobre, mendigo, desvalido, ao morrer, tem como prêmio, ou recompensa, o Céu (seio de Abraão). Então, façamos as seguintes perguntas:
• Você não acha que o seio de Abraão seja muito pequeno, porque no máximo este patriarca devia ter de altura, 2,30 m?
• E os pobres e mendigos que morreram antes de Abraão, para que seio foram?
• Caberá no seio de Abraão todos os pobres do mundo quando morrerem, pois é sabido que a maior parte da população mundial, que já se aproxima dos 5 bilhões, são pobres?
• Bem, se apenas por ser mendigo alguém tem direito ao Céu, o crente então jamais poderá ficar fora dele, e que seio é esse para caber tanta gente? Abel, que viveu antes de Abraão, para que seio foi?
• Agora, pasme o irmão. Para onde fugir, diante desta pergunta: E Abraão, chamado o amigo de Deus, homem justo e bom, o pai da fé, morreu, e para onde foi? Para o seu próprio seio?
Percebeu?
Como se pode notar, uma parábola jamais poderá ser interpretada literalmente, porque, se assim for, teremos de admitir que Abraão tem um seio descomunal para acolher tanta gente. Os que aceitam essa parábola literalmente, terão de crer nesse absurdo, ou então aceitá-la no que lhes satisfaz, o que é uma grande desonestidade para com a Palavra de Deus.
Pois bem, continuemos considerando a parábola literalmente, e como tal, em seguida, temos na narrativa de Jesus que admitir seja a fronteira entre o Céu e o inferno tão próxima uma da outra que permite conversação, diálogo entre as pessoas que gozam as delícias do paraíso com as do suplício eterno.
Se a parábola ensina assim (como querem os imortalistas), que os eleitos de Deus personificados pelo mendigo conversam com os ímpios no inferno, personificados pelo Rico; imaginemos por exemplo, que você, irmão, esteja no Céu, gozando a bem-aventurança, contemplando a face gloriosa do Salvador, usufruindo da calmaria celestial, passeando por entre aquele belo jardim, sentindo o frescor e perfume das flores, quando, de repente, você ouve gemidos, e estes aumentam gradativamente. Então, você contempla seu parente no inferno, o fogo inclemente devorando-o; dores, gritos horripilantes, tormento indizível. Medite: Como você se sentiria no Céu, vendo do lado de lá, ali bem pertinho, um seu querido neste estado? Afinal, o Céu e o inferno estão separados por uma “parede-de-meia”? Ora irmão, é inadimissível; é insuportável crer numa coisa dessa! Mas é o que se terá de admitir ao aceitar que esta parábola foi um conto real, uma doutrina de Jesus.
Não terminemos aqui! Ainda deve nos impressionar o fato de que, ao se basear nessa parábola para afirmar que a alma é imortal, e se, de crente, vai para o Céu após a morte, volto a perguntar: Que almas eram essas? Sabe por quê?

• Tinham dedos (Luc. 16:24).
• Tinham línguas (Luc. 16:24).
• Tinham olhos (Luc. 16:23).
• Tinham sede (Luc. 16:24).
• Falavam e ouviam (Luc. 16:27-31).
Ora, se essas almas tinham dedos, é lógico que deveriam ter braços. Se tinham línguas, forçoso é crer que tinham boca, se possuíam olhos, era preciso terem rostos.
– Meu irmão, um rosto precisa de um pescoço, o pescoço precisa de um tronco, um tronco precisa de membros, braços, pernas, pés, etc. E, se falavam e ouviam, certamente tinham sentimento, e esse era traduzido pela sede, e tudo isso porque o cérebro funcionava.
Então, por favor, que “almas” eram essas que têm um corpo completo, com cabeça, tronco e membros? Ou não eram almas? E agora amado, para onde ir?
Bem, ainda assim, os que preconceituosamente crêem na imortalidade inerente da alma, e do galardão imediato após a morte, asseveram que essa parábola é uma doutrina porque as “almas” estavam conscientes através do diálogo que mantiveram. Mas, desculpe-me, isto é um equívoco, porque o diálogo havido não foi entre as “almas” que se imaginam, pois segundo a narrativa os personagens eram pessoas reais com corpo e tudo.
Quer ver algo mais estranho e inquietante? Releia a parábola e considere também que nela não aparecem o Senhor Jesus, nem Deus, nem anjos. Ora, que Céu é esse que não se encontra o Criador? Nem o Seu trono? Despido de toda a beleza de que é provido!!
Finalizando, para os que aceitam essa parábola literalmente e sobre ela fundamentam a doutrina mencionada, não poderão, então, fugir da aceitação de outras parábolas similares relatadas pela mesma Bíblia, no campo literal.
Há, por exemplo, no livro de Juízes 9:7-15, a parábola de Jotão. Lemos ali que as árvores falavam, e que levantaram reis sobre elas, certamente outras árvores. Você crê que as árvores falavam? Eram conscientes? Certamente que não. Temos absoluta certeza. Mas é uma parábola. Então, aceita-se uma e outra não? Como é isso?
Observe esta outra parábola bíblica:
II Reis 14:9
“Porém Jeoás, rei de Israel, enviou a Amazias, rei de Judá, dizendo: O cardo que está no Líbano enviou ao cedro que está no Líbano, dizendo: Dá tua filha por mulher ao meu filho; mas os animais do campo que estavam no Líbano, passaram e pisaram o cardo.”
Então, que lhe parece? Cardo e cedro são árvores. Árvores de lei e estão falando. E que casamento de filhos de árvores é esse? Querido irmão, são parábolas, e parábolas são metáforas, ficção, estória, não podem ser entendidas literalmente. Jamais.
Tudo aí é figurado. É uma ilustração. Nada mais que dois reis: O de Judá (Amazias), e o de Israel (Jeoás); são personificados pelas árvores. Jeoás compôs a parábola para Amazias. Este não a atendeu (II Reis 14:11), e por isso, o povo do “cardo” (Amazias) foi ferido pelos “animais do campo” (exército do “cedro” – Jeoás).
Na parábola da ovelha perdida, a ovelha é um animal, mas representa o pecador (Lucas 15). Não há o que negar, parábola é um ilustrativo para extrair-se uma verdade. Na parábola do semeador, a semente é o evangelho. A vinha do Senhor é a casa de Israel. Isaías 5:1-7.
Nenhuma das quarenta e quatro parábolas proferidas por Jesus podem ser aceitas literalmente, porque parábola é uma ilustração para clarear o ensino.
Chegamos então à conclusão de que é um equívoco considerar parábolas pelo lado literal e aplicá-las para sedimentar doutrina bíblica. Fica, por conseguinte, claro, que Jesus não ensinou o que se prega hoje em dia, baseando-se nesta parábola.
Finalmente, afirmo, essa parábola não foi mencionada por Jesus como uma doutrina. Digo-lhe no Senhor. A única coisa de escatológica e doutrinária, em toda a narração, só é o verso 31, que é o final da estória e que trata da ressurreição, nada mais.
O que, afinal, desejava ensinar o Senhor? É o assunto que estudaremos a seguir, com toda a sinceridade de uma meiga criança.
Fizemos o estudo literal dessa parábola, apenas para demonstrar a que absurdos chegaríamos caso a aceitássemos como uma doutrina e não uma estória, ficção, como realmente é, uma vez que ela tem sido usada literalmente para abonar a doutrina da imortalidade da alma.
O Rico da parábola era uma “símile” dos judeus, a quem Deus fez os depositários dos oráculos divinos. Deveriam por isso ser a luz das nações. Os reis da terra deveriam caminhar vendo a glória de Deus sobre eles. Isaías 60:3.
O mendigo parabólico também era uma “símile” (analogia – semelhança) dos gentios, que eram, coitados, considerados como cães, imundos e indignos do favor do Céu, pelos judeus.
Destacamos ainda, da lavra desta célebre escritora evangélica, Ellen G. White, este outro pensamento:
“O Senhor fizera dos judeus depositários da verdade sagrada. Nomeou-os mordomos de Sua graça. Deu-lhes todas as vantagens temporais e espirituais, encarregou-os de partilhar estas bênçãos. Uma instrução especial fora-lhes dada concernente ao tratamento de irmãos empobrecidos, dos estrangeiros dentro de suas portas e dos pobres entre estes. Não deveriam procurar ganhar tudo para o proveito próprio, antes deveriam lembrar-se dos necessitados e repartir com eles. E Deus prometeu abençoá-los de acordo com as obras de amor e misericórdia. Como o rico, porém, não estendiam a mão auxiliadora para aliviar as necessidades temporais e espirituais da humanidade sofredora. (Permitia-lhe comer das migalhas. Mas ele poderia fazer muito por ele e não o fez). Cheios de orgulho, consideravam-se o povo escolhido e favorecido de Deus; contudo não serviam nem adoravam a Deus. Depositavam confiança na circunstância de serem filhos de Abraão. ‘Somos descendência de Abraão’ (João 8:33), diziam, com altivez. Ao chegar a crise, foi revelado que se tinham divorciado de Deus, e confiado em Abraão como se fosse Deus.” – Parábolas de Jesus, págs. 267/268, grifos meus.
Assim que, foram os judeus comparados ao homem Rico da parábola, porque tinham as riquezas do evangelho; no entanto, não cumpriram a vontade de Deus a seu respeito, que era de ser a luz dos gentios. No campo religioso, os pobres gentios pegavam mesmo, apenas as migalhas.
No pátio do Templo de Jerusalém havia uma linha demarcatória que, se os gentios dali passassem, eram mortos no ato, isso porque eram considerados indígnos de cultuar a Jeová neste santuário. (Leia-a à página 379).
Entretanto, encontramos nas Escrituras belos exemplos de verdadeira fé entre os gentios, como é o caso do centurião romano de Cafarnaum pedindo a Jesus que curasse seu criado, conforme se lê em Mateus 8:5-13. Nesta experiência o centurião expressou exatamente o que os judeus pensavam dos gentios:
“No sou digno de que entreis em minha casa...” (verso 8).
No entanto, o centurião demonstrou grande fé quando disse: “Diga somente uma palavra e meu criado sarará...” (verso 8). Jesus curou o servo daquele gentio e publicamente elogiou sua fé com estas palavras: “...Nem mesmo em Israel encontrei tanta fé...” (verso 10), assegurando que muitos gentios assentar-se-ão à mesa com Abraão (Veja Gálatas 3:27-29; Romanos 10:12). Anote agora, este outro belo exemplo de sublime e sincera fé:
“E, partindo Jesus dali, foi para as bandas de Tiro e Sidom. E eis que uma mulher cananéia, que saíra daquelas cercanias, clamou dizendo: Senhor, filho de Davi, tem misericórdia de mim, que minha filha está miseravelmente endemoniada. Mas Ele não lhe respondeu palavra. E os discípulos, chegando ao pé dEle, rogaram-lhe dizendo: Despede-a, que vem gritando atrás de nós. E Ele respondendo disse: Eu não fui enviado senão às ovelhas perdidas da casa de Israel. Então chegou ela e adorou-O dizendo: Senhor, socorre-me. Ele porém, respondendo disse: Não é bom pegar no pão dos filhos e deitá-lo aos cachorrinhos. E ela disse: Sim, Senhor, mas também os cachorrinhos comem das migalhas que caem da mesa dos seus senhores. Então respondeu Jesus, e disse-lhe: Ó mulher, grande é a tua fé: Seja isto feito para contigo como tu desejas. E desde aquela hora a sua filha ficou sã.” – Mateus 15: 21-28.
Jesus não possuia o preconceito dos judeus com relação aos gentios. Ele apenas procedeu assim para que fosse revelada, publicamente, a fé daquela mulher gentílica, naquEle que veio para o Seu próprio povo, e este não O aceitou.
Aqui estão, amados, dois exemplos de grande fé, revelada por aqueles que eram literalmente considerados como “cães”, indígnos dos favores e bênçãos divinos, por serem gentios. No entanto, mereceu do Mestre elogios tais, por uma fé que não havia encontrado em Seu próprio povo.
Por favor, observe a preferência de Jesus pelos FILHOS. Quem são eles?
Mateus 10:5-6
“Jesus enviou estes doze, e lhes ordenou, dizendo: Não ireis pelo caminho das gentes, nem entrareis em cidade de samaritanos; mas ide antes às ovelhas perdidas da casa de Israel.”
Eram, portanto, os filhos, a casa de Israel, nação judaica, aquele povo tão amado por Deus, nação diferenciada entre todas com bênçãos inefáveis; e agora, para sedimentar, provar o cuidado, amor, preferência de Deus por ela, o próprio Jesus vem, e envia discípulos a lhes pregar as boas-novas do Reino.
Por conseguinte, queria Jesus ensinar, na parábola do Rico e Lázaro, que os judeus (Rico) banqueteavam-se na mesa da verdade, enquanto os gentios (Lázaro), coitados, eram os cachorrinhos que procuravam a todo custo apanhar migalhas do evangelho. E parabéns para eles, passaram das migalhas para as gemas puras e cristalinas do santo evangelho do Senhor.
Os ricos vestiam-se de linho branco. O branco significa paz, pureza, e era isso que Deus lhes desejava, caso ouvissem, e fossem fiéis ao legado divino. Os gentios eram o Lázaro tão repelente quanto o leproso. Eram os leprosos espirituais. Não tinham direito, como pensavam os judeus, às bênçãos e favores de Deus. Mas, irmão, a mesa da verdade, da qual se orgulhavam os judeus, tornou-se em laço para eles.
Romanos 11:9
“E Davi diz: Torne-se-lhes sua mesa em laço, e em armadilha, e em tropeço, por sua retribuição.”
E, na verdade, esse foi o quinhão de um povo recalcitrante, endurecido por tanta desobediência e rebelião. Embora representassem a preferência nacional de Deus, os judeus rejeitaram e mataram o Senhor do evangelho, por isso foram “quebrados” e outros “galhos” foram “enxertados” na Oliveira – nós, os gentios – representados na parábola, por Lázaro, o mendigo. Romanos 11:17-21.
A maior prova de que o Rico (nação judaica) recebeu “seus bens em sua vida”, como informa a parábola, foi o fato de ter sido chamada para ser o sacerdócio real de Deus na Terra, nação santa, peculiar. Sobre ela dispensou o Senhor, por séculos, bênçãos sem medidas, deu-lhes uma terra onde mana leite e mel e por fim deu-lhes o próprio Messias. E qual foi a reação do Rico (judeus)?: “...Veio para o que era Seu, e os Seus não O receberam...” João 1:11.
Os judeus, portanto, rejeitaram o Messias (o Rico morre). Esta rejeição consolidou-se com o apedrejamento de Estêvão, o primeiro mártir (Atos 7:54-60), quando então os filhinhos ou o Rico da parábola, perderam definitivamente a preferência divina, bem como o direito à salvação como um povo, embora individualmente tenham direito a ela.
Após o apedrejamento de Estêvão, ocorreu uma grande perseguição aos cristãos (Atos 8:1). Esta perseguição, conquanto não pareça, constituiu-se em uma milagrosa operação celestial, pois o evangelho foi anunciado poderosamente aos gentios (Lázaro), para que eles também participassem do banquete da salvação. Agora, não comeriam mais migalhas da mesa de seu Senhor, mas fariam parte inconteste da mesa da verdade. Veja que maravilhoso:
“Mas Paulo e Barnabé, usando de ousadia, disseram: Era mister que a vós se pregasse primeiro a Palavra de Deus; mas visto como a rejeitais, e não vos julgais dignos da vida eterna, eis que nos voltamos para os gentios; porque o Senhor assim no-lo mandou: Eu te puz para luz dos gentios, para que sejas de salvação até os confins da Terra. E os gentios ouvindo isso, alegraram-se, e glorificavam a Palavra do Senhor; e creram todos quantos estavam ordenados para a vida eterna. E a Palavra do Senhor se divulgava por toda aquela província.” Atos 13: 46-49.
“Ouviram os apóstolos e os irmãos que estavam na Judéia, que também os gentios tinham recebido a Palavra de Deus.” Atos 11:1.
Perceba o quadro atual:
O RICO EM TORMENTO
(judeus)
Perderam a hegemonia nacional, conforme a Parábola. Perderam o privilégio de ser o povo escolhido de Deus (Deut. 7:6). Perderam o majetoso templo, a nação, e dispersos foram por todo o mundo. Muito embora Deus os ame a todos, e, individualmente tenham direito à salvação, desde que aceitem a Jesus Cristo como Salvador pessoal.
LÁZARO CONSOLADO
no seio de Abraão
(gentios)
Possuem a verdade, exercem fé, crêem, vivem e pregam o evangelho, esperam a volta de Jesus e transformaram-se na geração eleita de Deus, ouça: “Mas vós sois a geração eleita, o sacerdócio real, a nação santa, o povo adquirido, para que anuncieis as virtudes daquEle que vos chamou das trevas para a Sua maravilhosa luz; vós que em outro tempo não éreis povo, mas agora sois povo de Deus; que não tinheis alcançado misericórdia, mas agora alcan-çastes misericórdia.” I. Pedro 2:9-10.
ABRAÃO
Entrou nessa parábola, porque é considerado o pai da fé, segundo a Bíblia. E todos os que se salvarem, o serão pela fé em Cristo, e nunca por obras ou méritos próprios; e serão chamados filhos de Abraão pela fé. Gálatas 3: 9.
O SEIO DE ABRAÃO
Quer dizer, simplesmente: Privilégios e favores. Ó gentios! Como Deus nos ama!
Para finalizar, tenhamos em mente este pensamento:
“Na parábola do Rico e Lázaro, Cristo mostra que nesta vida os homens decidem seu destino eterno. Durante o tempo da Graça de Deus, esta é oferecida a toda alma. Mas, se os homens desperdiçam as oportunidades na satisfação própria, segregam-se da vida eterna. Não lhes será concedida nova oportunidade. Por sua própria escolha cavaram entre eles e Deus um abismo intransponível.” – Paráb. de Jesus, pág. 260. E.G. White.
Meus queridos irmãos, está claro que, nesta parábola, Jesus continua apresentando a lição iniciada com a parábola do mordomo infiel de Lucas 16:1-12, e a tônica de Seu ensino é que o “destino eterno” de uma pessoa é determinado pelo uso que ela faz das oportunidades que se apresentam HOJE.

Assim, pois, sem sombras de dúvidas, a parábola do Rico e Lázaro foi apresentada por Jesus para esclarecer definitivamente que o destino do homem – rico ou pobre é decidido aqui nesta vida, “pelo uso feito dos privilégios e oportunidades” conferidos por Deus.
Leia, como complemento: Mateus 16:27; 25:31-41. I Coríntios 15:51-55. I Tessalonicenses 4:16-17. Apocalipse 22:12, etc.
Tenho ânsias de explodir em brados de aleluias ao Senhor, pois que Ele é bom, e nos dá sabedoria para andarmos na luz. – Aleluia! Glória a Deus!
Abraço!!!

domingo, 17 de julho de 2011

Arrebatamento Secreto




“Então, estando dois no campo, será levado um, e deixado outro. Estando duas moendo no moinho, será levada uma, e deixada outra. Vigiai, pois, porque não sabeis a que hora há de vir o vosso Senhor”. Mateus 24: 40-42.


Este texto (Mateus 24:40-42) é utilizado para crer-se que os santos serão raptados secretamente antes da volta de Jesus.
Esta teoria firmada neste texto isolado é um mito medieval criado pelos adeptos da Contra Reforma. Este ensino empana o magestoso brilho da ressurreição bíblica. Em Mateus 24 Jesus apresenta a maior profecia de Sua vinda. E no contexto (Mat. 24:48-51) evidencia-se o ensino claro de Jesus: Estar alerta, porque ao retornar o Senhor, um será “tomado”, outro será “deixado”.
Em Sodoma e Gomorra apenas três pessoas foram “levadas”, isto é: escaparam da destruição. No dilúvio, oito se salvaram. Na destruição de Jerusalém, quem estava alerta (Mat. 24:15-20), fugiu e se salvou. Nenhuma daquelas pessoas foi arrebatada. Arrebatados na Bíblia só houve Enoque e Elias, e o arrebatamento não foi secreto. A Bíblia é clara ao apresentar a doutrina da ressurreição:
I Coríntios 15:51-54: – “Eis aqui vos digo um grande mistério: Na verdade, nem todos dormiremos, mas todos seremos transformados. Num momento, num abrir e fechar de olhos, ante a última trombeta; porque a trombeta soará, e os mortos ressuscitarão incorruptíveis, e nós seremos transformados. Porque convém que isto que é corruptível se revista da incorruptibilidade, e que isto que é mortal se revista da imortalidade. E, quando isto que é corruptível se revestir da incorruptibilidade, e isto que é mortal se revestir da imortalidade, então cumprir-se-á a palavra que está escrita: Tragada foi a morte na vitória”.
I Tessalonicenses 4:13-18: – “Não quero, porém, irmãos, que sejais ignorantes acerca dos que já dormem, para que não vos entristeçais como os demais, que não tem esperança. Porque, se cremos que Jesus morreu e ressuscitou, assim também aos que em Jesus dormem Deus os tornará a trazer com Ele. Dizemo-vos, pois, isto, pela Palavra do Senhor: que nós, os que ficarmos vivos para a vinda do Senhor, não precederemos os que dormem. Porque o mesmo Senhor descerá do Céu com alarido e com a voz de Arcanjo, e com a trombeta de Deus; e os que morreram em Cristo ressuscitarão primeiro. Depois nós, os que ficarmos vivos, seremos arrebatados juntamente com Ele nas nuvens, a encontrar o Senhor nos ares, e assim estaremos sempre com o Senhor”.
Na primeira ressurreição, participarão todos os justos mortos de todas as épocas (I Tess 4: 16). Com os justos vivos, são todos arrebatados (I Tes. 4:17). Mil anos mais tarde ocorre a segunda ressurreição, que é a dos ímpios (Apoc. 20:5).

OBSERVAÇÃO – Um pouco antes da volta de Jesus, ocorre uma ressurreição parcial, menor, segundo Daniel 12:2. Nesta ressurreição parcial, ressuscitarão para contemplar o Senhor os que recusaram, traspassaram, crucificaram, zombaram e escarneceram da agonia de Cristo (Apoc. 1:7). Estas pessoas morrerão três vezes. Primeira: A morte natural. Segunda: Após esta ressurreição especial, depois que tiverem contemplado o Senhor Jesus, voltarão a morrer. Terceira: Após o milênio ressuscitam para serem exterminados com todos os rebeldes. Percebe como é linda e clara a doutrina da ressurreição? Ouça isso:
I Coríntios 15: 20
“Mas agora Cristo ressuscitou dos mortos, e foi feito as primícias dos que dormem.”
A ressurreição de Moisés, do filho da viúva de Naim, da filha de Jairo e Lázaro, dependiam da ressurreição de Jesus. Isto foi possível porque Cristo ressuscitaria. Cristo ficou como fiador destas ressurreições. Por isso Jesus é a primícia. Houvesse arrebatamento secreto, haveria necessidade da ressurreição? Releia este texto esclarecedor:
Apocalipse 1: 7
“Eis que vem com as nuvens, e TODO o olho o verá, até quantos o traspassaram...”
ATENÇÃO
Quando é dia aqui no Brasil é noite no Japão. Mas, não duvide – TODO olho verá Jesus voltando. Deus esticará a Terra se preciso for . E mais, os que assassinaram a Jesus não possuiam fé, logo, não é o olho da fé. Todos os seres humanos, um dia verão a Deus. Na volta de Jesus, uns serão “levados”, outros serão “deixados”.

O RETORNO DE CRISTO SERÁ:
• Audível (I Tess. 4:16).
• Glorioso (Mat. 16:27; Apoc. 19:11-16).
• Súbito e inesperado (Mateus 24:38-39).
Depois de tudo que Jesus passou por amor a nós; vilipendiado, massacrado, zombado, esbofeteado, ridicularizado, não é melhor que ao invés de voltar à nossa Terra de forma secreta, chegasse Ele triunfalmente ao som de todas as trombetas, diante dos olhos de todos os mortais?
Claro que sim! Não é?

quinta-feira, 23 de junho de 2011

I SAMUEL CAPÍTULO 28



Os filisteus se preparavam para atacar Israel. Como o profeta Samuel falecera (cap. 28:3), Saul se desespera diante do inimigo (cap. 28:5). Então consulta ao Senhor (cap. 28:6) sem obter qualquer resposta.
Ao invés de humilhar-se, arrepender-se, converter-se de seus maus e desobedientes intentos, toma a decisão mais degradante de sua vida, ouça:
I Samuel 28:7
“Então disse Saul aos seus criados; buscai-me uma mulher que tenha o espírito de feiticeira, para que eu vá a ela, e consulte por ela...”
Pobres seres humanos, à semelhança de Saul, quando perdem de vista a obediência à Lei de Deus, pensam que tudo vale no cristianismo.
Saul começa um processo de engano periódico: “Disfarçou-se (cap. 28:8) e foi procurar a feiticeira. Ao chegar, aquela mulher demonstrando obediência ao decreto real, definiu a situação, sem saber de quem se tratava. Ouça:
I Samuel 28: 9
“... eis que tu sabes o que Saul fez, como tem destruído da terra os advinhos e os encantadores; porque me armas um laço à minha vida, para me fazer morrer?”.
Diante da preocupação da feiticeira, Saul a tranqüiliza e, ela, então, indaga:
I Samuel 28:11.
“... a quem te farei subir? E disse ele: Faze-me subir a Samuel.”
Neste instante, desesperada, a feiticeira imagina ter caído na armadilha, pois reconhece no “cliente”, o próprio rei Saul, o exterminador da feitiçaria (cap. 28:12).
Saul mandou que a mulher se acalmasse e a sessão espírita prosseguiu. A feiticeira, então, faz aparecer o próprio Satanás personificando o falecido profeta Samuel (cap. 28:14). E este diálogo se processou, preste atenção:
I Samuel 28: 15-19
“Samuel disse a Saul: por que me inquietaste, fazendo-me subir? Então disse Saul: Mui angustiado estou, porque os filisteus guerreiam contra mim, e Deus se tem desviado de mim, e não me responde mais, nem pelo ministério dos profetas, nem por sonhos; por isso te chamei a ti, para que me faças saber o que hei de fazer.
“Então disse Samuel: Por que pois a mim me perguntas, visto que o Senhor te tem desamparado, e se tem feito teu inimigo?
“Porque o Senhor tem feito para contigo como pela minha boca te disse, e tem rasgado o reino da tua mão, e o tem dado ao teu companheiro Davi.
“Como tu não deste ouvidos à voz do Senhor, e não executaste o fervor da Sua ira contra Amaleque, por isso o Senhor te fez hoje isto.
“E o Senhor entregará também a Israel contigo na mão dos filisteus,e amanhã tu e teus filhos estareis comigo; e o arraial de Israel o Senhor entregará na mão dos filisteus.”

Esta materialização espírita ocorrida na cidade de En Dor, é a obra prima do arquiinimigo – Lúcifer. Desaforadamente utiliza termos divinos e evoca o Senhor Deus Todo Poderoso apresentando-O como inimigo, quando na verdade o inimigo dos seres humanos é ele mesmo.
Astucioso e competente ator, profetiza em Nome do Senhor, com o maior descaratismo e toma toda a trama nas mãos para que o cumprimento de sua profecia ocorresse como falou – 24 horas de vida apenas para o rei em rebelião.
De fato Saul perdeu a batalha e a vida como Lúcifer predissera (I Sam. 31:4). Mas, isto só ocorreu porque Saul virou as costas para Deus e ficou de frente para Satanás. Houvesse arrependimento sincero do rei, mudança de vida e fé no Todo Poderoso, a história seria completamente diferente.
Um rei recalcitrante, atrevido, rebelde e desafiador jamais poderia crescer na fé em sua experiência cristã. Por isso, em vida, Samuel definiu a conduta que deveria ter diante do Céu:
I Samuel 15:22
“... eis que o obedecer é melhor do que o sacrificar...”
Meu amado, nunca entre no terreno encantado de Lúcifer, nunca consulte seus colaboradores, nunca saia da presença do Pai Celestial, para que as ciladas e ardís deste inimigo o alcance.
Como você pode comprovar lendo o capítulo 12 (HOMEM! MORTAL OU IMORTAL? – pág. 270), quando a pessoa morre – crente ou ímpia, vai para a sepultura e tudo fica entregue ao completo esquecimento. Eclesiastes 9:5-6.
Portanto, o Samuel deste episódio, que a feiticeira fêz aparecer, foi o próprio Lúcifer, com perfeita aparência facial e a voz de Samuel, para iludir e destruir o rei.
Este sempre foi o seu papel. Abra os olhos meu irmão.
Abraço!!!

sábado, 4 de junho de 2011

Partir e estar com cristo




“E serás bem-aventurado; porque eles não têm com que te recompensar; mas recompensado te será na ressurreição dos justos.” Lucas 14:14.

Se uma pessoa ao morrer, vai logo encontrar-se com Cristo na glória, então responda:
• Por que chorar no velório?
• Por que temer a morte?
• Quem não gostaria logo de subir ao Céu?
“Mas de ambos os lados estou em aperto, tendo o desejo de partir,
e estar com Cristo, porque isto é ainda muito melhor.”
Filipenses 1:23
“Mas temos confiança e desejamos antes deixar este corpo,
para habitar com o Senhor.”
II Coríntios 5:8
Estes textos paulinos tem-se tornado, ao longo dos anos, um forte pilar para a crença de que o galardão é conferido imediatamente após a morte. Esta fé tem sido real na vida de muitos Ministros, fato que já presenciei em várias oportunidades, no sepultamento de crentes.
No livro Angeologia, do Pastor Batista Ebenézer Soares Ferreira, destaquei do prefácio feito pelo autor, sobre a tese apresentada, o seguinte parágrafo:
“Que alcance os objetivos por que foi escrita e que a memória do grande idealista, Pastor Barreto, que me estimulou a escrevê-la, seja sempre honrada, pois no Céu já se encontra desde 9-7-63, servindo ao Senhor com os anjos que tanto amava.”

Como se vê, não somente é crida esta doutrina na esfera teológica, como patenteada em livros e lançada na correnteza evangélica. E assim são doutrinados os cristãos, com base em um verso isolado, o que é perigoso, pois que, bem analisado o texto de Fil. 1: 23, fácil ficará descobrir quando Paulo chegaria após sua partida.
Ter desejo de partir é uma coisa, chegar no mesmo dia no Céu, é outra bem diferente. Perdoe-me, muitos estão confundindo partida com chegada!
Estar com Cristo é um desejo real do cristão, e o Senhor bem conhecia este anseio, razão por que afirmou: “...e eis que Eu estou convosco todos os dias até a consumação dos séculos”. Mateus 28:20. Paulo compreendeu isso ao ponto de ficar “impregnado” de Cristo e confessou à igreja da Galácia:
Gálatas 2: 20
“Já estou crucificado com Cristo; e vivo não mais eu, mas Cristo vive em mim; e a vida que agora vivo na carne vivo-a na fé do Filho de Deus, o qual me amou, e Se entregou a Si mesmo por mim.”
Por outro lado, o desejo do Senhor para com Seus filhos foi declarado: “Jesus respondeu e disse-lhe... Viremos para ele, e faremos nele morada” (João 14:23). Por conseguinte, a fusão Cristo e o cristão é inerente a ambos. Um deseja estar com o outro. A diferença, porém, é realçada e estabelecida, quando nos perguntamos: Quem é o homem? Quem é Jesus? Esta comparação só é possível mediante o amor revelado na cruz. Por isso eu também anelo estar com Jesus.
Pois bem, lamentavelmente o dia da partida de Paulo foi precedido por dois longos anos na prisão em Roma. E a maneira em que se deu não foi menos dolorosa. Sua cabeça foi decepada pelo carrasco. Assim Paulo partiu. Isto é: morreu. Mas, quando estará com Cristo? Sim, quando chegará ao Céu? Ele mesmo nos responde:
II Timóteo 4:8
“Desde agora, a coroa da justiça me está guardada, a qual o Senhor, justo juiz, me dará naquele dia; e não somente a mim mas também a todos os que amarem a Sua vinda.”
Na contextura paulina, este verso infunde grande luz sobre o assunto e revela a confiança do apóstolo. Tinha ele certeza absoluta de seu galardão; sua co-roa era certa, porém a posse dela tem dia marcado: “Naquele dia” – a volta de Jesus.
Paulo sabia que a ressurreição o traria de volta à vida, mas quanto ao dia deste acontecimento nunca deixou ninguém enganado. Também aos coríntios garantiu:
I Coríntios 15:23
“Mas cada um por sua ordem; Cristo, as primícias, depois os que são de Cristo, na Sua vinda.”
Uma das mais belas páginas da lavra paulina, no que tange à doutrina da ressurreição, para total esclarecimento do assunto em pauta, é esta:
I Coríntios 15:52-54
“Num momento, num abrir e fechar de olhos, ante a última trombeta; porque a trombeta soará, e os mortos ressuscitarão incorruptíveis, e nós seremos transformados. Porque convém que isto que é corruptível se revista da incorruptibilidade, e isto que é mortal se revista da imortalidade. E, quando isto que é corruptível se revestir da incorruptibilidade, e isto que é mortal se revestir da imortalidade, então cumprir-se-á a palavra que está escrita: tragada foi a morte na vitória.”
Não há o que contestar. Paulo deixa claro como a luz do Sol, que o dia de sua partida é o dia de sua morte, mas o dia para estar com Cristo é o da sua ressurreição. Esta foi sua fé. Este foi seu ensinamento. Esta é uma doutrina basilar da Escritura.
Assim, o corpo do amado apóstolo foi enviado à sepultura, estando guardado pelos anjos até o ansiado dia do encontro com o Senhor nos ares, quando então as tumbas se abrirão sob o impacto da voz de Deus, para devolver à vida os que a morte retém sob seu aguilhão.
Como não há consciência na morte, o dia da ressurreição de Paulo dará a ele a nítida impressão que ocorreu “no instante imediato ao da sua morte”. E isto, amado irmão, ocorrerá com todos os mortos, que “morrem no Senhor”. Este é o ensino da Bíblia. Simples e claro. Por favor, reitero-lhe com emoção, não confunda partida com chegada, pois Paulo não tinha dúvidas de que sua chegada ao Céu só se daria com sua ressurreição. É ele quem afirma escrevendo aos crentes de Filipos:
Filipenses 3:11
“Para ver se de alguma maneira posso chegar à ressurreição dos mortos.”
Irmão, eis aí o testemunho fiel dos próprios lábios de Paulo e firmado com seu punho, dando-lhe valor eterno. Quem negará?
Lembra-se do amado do Senhor, Davi, que também morreu e não foi para o Céu imediatamente. Mas irá, por ocasião da ressurreição dos justos. Ouça:
O querido apóstolo Paulo afirma que a morte é a última porta fechada, lacrada a ser detonada pelo Filho de Deus.
I Coríntios 15:55:
“Onde está, ó morte o teu aguilhão? Onde está, ó inferno, a tua vitória?”
O Leão da tribo de Judá demonstra claro desdém a esta que foi o terror do mundo por seis milênios. E então, os resgatados da morte clamarão vitoriosos:
“Abre, ó inferno as tuas portas! Escancara-as e sacia-te do sangue dos que rejeitaram a grande salvação que Jesus lhe ofereceu!
“Mas, cala-te, fecha a tua boca e foge da presença do Filho de Deus!
“Tu, ó inferno, foste vencido pelo sangue de Cristo, e portanto nada podes contra os remidos do Senhor.”

OBSERVAÇÃO – Querido irmão, não acha você desconcertante Paulo frisar com tamanha clareza que aguardava sua ressurreição, e nós aceitarmos que ele esteja no Céu hoje?
“Pequei e arrependi-me; confiei e amei; agora descanso e ressuscitarei; e pela Graça de Cristo, ainda que indigno, reinarei.”
(Inscrição na sepultura de um leal servo de Deus).

Morte



Existe vida após a Morte ?
Para onde vamos quando Morremos ?
SONO, FINAL OU COMEÇO?

O sono tranquilo, indelével, gostoso, de alguém que durante o dia dispendeu bastante energia, além de refazer suas forças, fá-lo levantar-se bem disposto, sem que tenha noção exata das horas que mediaram o anoitecer e o alvorecer. Assim é o sono da morte.
“Quão consolador é para o cristão saber que o sono da morte não é eterno, e que haverá ressurreição e transformação. Agora podemos viver na esperança de morrer em Jesus e ‘dormir’ em Seus braços de amor. O cristianismo puro olha para além dos portais da tumba. Há consolo e conforto nestas palavras de Jesus: ‘Eu Sou a ressurreição e a vida.’” .
Amado, se você compreender bem este tema, estará definitivamente se opondo ao pensamento espírita da reencarnação.
Há uma coisa em comum em todos os livros editados para combater os Adventistas: figura em primeiro plano a negação da doutrina que os mortos dormem na sepultura após a morte. São assim voltados os canhões contra este povo amante da Bíblia, assegurando através da imprensa que esta é uma doutrina pessoal nossa, burilada e caduca. Que “forçam o texto”. Que “é um absurdo”. “Um erro muito grande”. – Est. Bib. Sobre Erros dos Sabatistas, Rev. Epaminondas Moura.
Interessante que os textos apresentados para contestar essa doutrina, além de raros, são de pouca monta e nenhum peso, depois de analisados pelo contexto. Você vai tirar as conclusões. Você verá se a doutrina do “sono da morte” é Adventista ou bíblica. Também decidirá quem está com a razão: Os Adventistas que aceitam esta doutrina de Deus ou os homens que a negam com tanta emoção.
Citaremos apenas dois textos do Antigo Testamento para fazer brotar a verdade cristalina do sono na morte. E também realçar que é uma doutrina antiga, crida pelos patriarcas e profetas e esposada pelos discípulos e apóstolos.
Daniel 12:2
“E muitos dos que dormem no pó da terra ressuscitarão...”
Salmo 17:15
“Quanto a mim, contemplarei a Tua face na justiça, satisfar- me-ei da Tua semelhança quando acordar.”
São claros demais os textos. Daniel diz que os mortos dormem e Davi assegura que o morto vai acordar, na volta de Jesus. E agora, o Novo Testamento:
Mateus 27:52
“E abriram-se os sepulcros, e muitos corpos de santos que dormiam foram ressuscitados”. Este texto informa o seguinte:
• Santos dormiam (estavam mortos).
• Ressuscitaram (porque estavam mortos).
• Que foram ressuscitados? Corpos!
CONSIDERE: Se eram santos, qual a necessidade de serem ressuscitados? Já estavam gozando a bem-aventurança? Não! Estavam dormindo na sepultura, e acordaram quando Cristo ressuscitou. Esta foi uma ressurreição especial. Depois que saíram do sepulcro foram até Jerusalém (v. 53); posteriormente subiram ao Céu com Cristo.
João 11:11-14
“Assim falou; e depois disse-lhes: Lázaro, o nosso amigo dorme, mas vou despertá-lo do sono... Disseram-lhe pois os Seus discípulos: Senhor, se dorme, estará salvo. Mas Jesus dizia isto da sua morte; eles, porém, cuidavam que falava do repouso do sono. Então Jesus disse-lhes claramente: Lázaro está morto.”
Quem poderá contestar o Senhor? Quem ousará dizer que a doutrina do sono da morte é Adventista? Jesus aqui é claro, definido e insofismável: Morte é sono. Negar isto é trair o Senhor. Ouça mais:
II Pedro 3:4
“E dizendo: Onde está a promessa da Sua vinda? Porque desde que os pais dormiram, todas as coisas permanecem como desde o princípio da criação.”
Lucas 8:52
“E todos choravam, e a pranteavam; e Ele disse: Não choreis; não está morta, mas dorme.”
Marcos 5:39
“E, entrando, disse-lhes: Porque vos alvoroçais e chorais? A menina não está morta, mas dorme.”
Mateus 9:24
“Disse-lhes: Retirai-vos, que a menina não está morta, mas dorme. E riam-se dEle (de Jesus).”
Será que não há muitas pessoas por aí, na mesma condição? Rindo-se dos Adventistas, porque nós, como o Senhor Jesus, cremos sinceramente na doutrina do sono da morte? Bem, se este for o seu caso, por favor, medite bem, pois é o próprio Deus que tem assegurado ser a morte um sono. Sorria para Jesus e não dEle, certo?!
Atos 13:36
“Porque, na verdade, tendo Davi no seu tempo servido conforme a vontade de Deus, dormiu, e foi posto junto de seus pais.”
Atos 7:60
“E, pondo-se de joelhos, clamou com grande voz: Senhor, não lhes imputes este pecado. E, tendo dito isto, adormeceu.” (Atos 8:2. Estêvão foi morto).
I Tessalonicenses 4:13-15
“Não quero, porém, irmãos, que sejais ignorantes acerca dos que já dormem, para que não vos entristeçais... assim também aos que em Jesus dormem, Deus os tornará a trazer com Ele. Dizemo-vos... que nós os que ficarmos vivos para a vinda do Senhor, não precederemos os que dormem.”
I Coríntios 15:6
“Depois foi visto, uma vez, por mais de quinhentos irmãos, dos quais ainda vive a maior parte, mas alguns já dormem também.”
Observe o paralelo que Paulo estabelece entre o vivo e o morto. Não é inegável? Também ele aceita que o morto está dormindo. Que clareza!
I Coríntios 15:18
“E também os que dormiram em Cristo...”
I Coríntios 15:20
“Mas agora Cristo ressuscitou dos mortos, e foi feito as primícias dos que dormem.”
Paulo faz alusão às primícias, referindo-se ao Antigo Testamento. Era uma prática bela, quando se oferecia ao Senhor o primeiro molho da colheita (Lev. 23:10). Semelhantemente, Jesus tornou-se a primícia da ressurreição, precedendo a ressurreição dos justos, bem como tornando-a penhor da ressurreição de todos os salvos, em todos os tempos, que dormem no pó da terra.
I Coríntios 15:51
“Eis aqui vos digo um mistério: Na verdade, nem todos dormiremos, mas todos seremos transformados.”
Paulo infere que, por ocasião da vinda do Senhor, haverá duas classes de cristãos na Terra:
• Os que dormem (mortos).
• Os vivos.
Todos porém, serão “transformados” ao soar da última trombeta.
Ora, se pregam que o crente ao morrer vai diretamente para o Céu desfrutar da imortalidade quais espíritos nebulosos, pergunto:
• O que será ressuscitado?
• O que será transformado?
Paulo é claro, todos (justos vivos e justos mortos) serão transformados.
I Coríntios 15:52
“Num momento, num abrir e fechar de olhos, ante a última trombeta; porque a trombeta soará, e os mortos ressuscitarão incorruptíveis, e nós seremos transformados.”
“Se esses mesmos mortos já estivessem desfrutando a incorrupção da imortalidade, não precisariam de qualquer mudança. A verdade é, contudo, que eles sucumbiram à corrupção do túmulo e carecerão do ministério transformador de Cristo não menos do que seus irmãos e irmãs viventes.” – Lição da Escola Sabatina, pág. 130–3º Trim., 1981. Por conseguinte, os justos mortos acordarão de seu sono, quando a voz de Deus ecoar no Céu, chamando Seus filhos à vida, para receberem então, a imortalidade sonhada. João 6: 39, 40, 44, 54.
Como vê o amado irmão, a doutrina do “sono da morte” não é dos Adventistas como dizem os inúmeros escritores que combatem esta amada igreja, mas é uma doutrina também neo-testamentária, e nós a aceitamos porque é uma verdade inquestionável. E você, se esteve equivocado até agora a respeito do assunto, ouça por favor o apelo de Paulo:
I Tessalonicenses 4: 1
“Finalmente, irmãos, vos rogamos e exortamos no Senhor Jesus, que, assim como recebestes de nós, de que maneira convém andar e agradar a Deus, assim andai, para que abundeis cada vez mais.”
NOTA – Na Bíblia a morte é chamada “sono” cinquenta e quatro vezes.


Abrazo!!!

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