segunda-feira, 26 de abril de 2010

Sábado: do Homem, do Judeu ou de Deus?

A partir desta postagem vamos estudar sobre estes assuntos "O SÁBADO"
• Sábado: do Homem, do Judeu ou de Deus?
• O Sábado na Semana da Glorificação
• Perdeu-se no Tempo o Sábado?
• Pode Ser Guardado o Sábado num Mundo Esférico?
• O Sábado Perdeu-se no Dia Longo de Josué?
• Sábado: do Homem e de Deus!
• O Sábado no Novo Testamento!
• O Sábado Foi Feito Por Causa do Homem.
• Quando Seria Restaurado o Sábado?
• O Sábado na Nova Jerusalém
• O Sábado no Gênesis Não é Contado Como “Tarde e Manhã”

Se o homem vai viver eternamente sem pecado após a restauração da Terra, e se o Sábado foi feito antes de haver pecado no mundo, evidente que após a extinção do pecado, o homem continuará santificando o Dia do Senhor: o Sábado.
“O fato de que o Sábado será ainda celebrado na Nova Terra como um dia de culto (Isaías 66: 23) é uma clara indicação de que Deus jamais intencionou ter sua observância transferida para outro dia.” – EGW – The Seventh-Day Bible Commentary, vol. 7 pág. 981.
“O tempo que a Terra gasta em seu movimento de oeste para leste, descrevendo uma elipse alongada em torno do Sol, forma o ano. O espaço de tempo necessário para uma revolução completa da Lua em volta da Terra forma o mês. O período que a Terra leva para completar o movimento de rotação em redor de seu próprio eixo forma o dia. Com efeito, o ano, o mês e o dia estão associados, como unidade de tempo, aos fenômenos astronômicos. A semana, entretanto, constitui um ciclo independente, de origem divina, sem qualquer relação com as lunações ou movimento de translação e rotação da Terra.” – Revista Adventista, 9/78, pág. 8.
O Sábado foi criado por Deus para marcar perpetuamente o período da semana. Ao final de cada seis dias – virá o sétimo que é o Sábado. – Então, qual é o dia do aniversário da criação? – O Sábado!
“O Sábado é uma lembrança semanal de que o Deus Todo Poderoso tudo fez e de tudo cuidou em Sua criação, para provar que foi, é e será fiel.”
OBSERVAÇÃO – O Sábado era, e é tão bom, que o Criador o separou como dia santificado.

As nações se originaram em Adão. Por conseguinte, o Sábado foi feito para todos os homens, de todas as nações.

SÁBADO: DO HOMEM, DO JUDEU OU DE DEUS?
Agora, vamos ter uma boa conversa, profunda e íntima. Você que me acompanhou até aqui, certamente deve compreender que meu desejo é revelar verdades eternas e tentar esclarecer dúvidas que talvez divagam em muitas mentes.
Assim que, neste sentimento, vou tentar responder as muitas indagações que se fazem e que, de certa forma, incomoda muitos corações. Por exemplo: Por que criou Deus o Sábado? Qual a finalidade do Sábado? Perdeu-se no tempo, ao longo dos milênios intermináveis, o Sábado da criação? Tinha tempo de duração o Sábado? Que Deus, pois, nos dê Sua Graça e o entendimento. Aleluia!
Saiba que, como você, irmão, tomei uma decisão definitiva em minha vida: ir à Nova Jerusalém, abraçar afetuosamente o Salvador Jesus, beijar-Lhe a régia fronte ferida. Sim, após minha conversão, dediquei-me com afinco a encontrar respostas às dezenas de declarações negativas que ouvi com relação à Lei de Deus e ao Sábado. O que estudei, compreendi e vivo, eu lhe passo agora.

“O SÁBADO É DO JUDEU”
Afirmações como esta são comumente proferidas por pessoas bondosas e sinceras, mas que desconhecem completamente o assunto. Dizem porque ouviram. Mas, não conferiram. E nós temos que conferir tudo com a Bíblia, não é? A princípio posso garantir que é muito frágil essa afirmação, pois que, dentro da premissa, é ou não é, a verdade é que o Sábado não é do judeu nem do gentio, é de Deus, que o criou.
“O SÁBADO FOI FEITO PARA OS JUDEUS”
Esta expressão, também largamente usada pelos irmãos evangélicos em geral, é outra afirmação precipitada e sem nenhuma base escriturística. Por quê? – Ouça, irmão: Você sabe de onde provém os judeus? Sabe por acaso como surgiram? Quando apareceram na Terra? Se a pessoa não possui resposta para estas perguntas, nunca deve dizer que o Sábado foi feito para os judeus.
Sim, afirmo com convicção, porque o Sábado foi feito na semana da criação e somente havia duas pessoas presentes – Adão e Eva –, e eles não eram judeus, eram filhos de Deus dos quais descendemos. Deste casal, que nasceu adulto, surgiu o povo de Deus do início, e saiba, amado, não eram judeus, e sim hebreus. Aqui a prova: “E lhes dirás: O Senhor, o Deus dos hebreus...” Êxodo 7: 16; 9: 13.
O judeu só veio a existir no cenário mundial, dois mil anos depois de ter Deus criado o Sábado. Portanto, o Sábado foi tornado conhecido no Éden, ao homem. Daí, mais esta afirmação deixa de ter conteúdo e cai por terra, não é?

“O SÁBADO FOI DADO AOS JUDEUS”
Esta expressão também é outro equívoco doutrinário, sem respaldo bíblico ou teológico. Efetivamente o Sábado foi proclamado no Monte Sinai, a uma multidão judia. Mas, concluir que nós, os gentios, não estamos obrigados a observá-lo, não está correto. Sabe por quê? Medite nisto:
“Quando os três discípulos Pedro, Tiago e João – todos judeus, estavam com Cristo no Monte da Transfiguração, veio uma voz do Céu, dizendo: ‘... Este é o Meu Filho amado; a Ele ouvi’ (Luc. 9: 35). Devemos então compreender daí que esta ordem do Pai de ‘ouvir’ a Cristo devesse ser obedecida unicamente por aqueles três discípulos, ou, quando muito, unicamente pela raça judia, da qual faziam parte? Isto, porém, seria tão razoável como a conclusão acerca do mandamento do Sábado.” – Francis D. Nichol, Objeções Refutadas, pág. 23.
Como se vê, tanto no Monte Sinai, quanto no Monte da Transfiguração, Deus está diante de pessoas judias. No Sinai, ao dar a Lei, o monte incandesceu; na transfiguração, os três discípulos viram Jesus, Moisés e Elias rebrilharem como o Sol. Num e noutro caso, os circunstantes eram todos judeus. Ouça agora:
“...o simples fato de que o auditório se compusesse de judeus, não justifica a conclusão de que a ordem só a esses se destinasse. Basear uma objeção a um mandamento bíblico no fato de que ele tem ligações positivas com os judeus, levar-nos-á às mais estranhas conclusões. Toda a Bíblia foi escrita por judeus, e a maior parte se dirige especialmente aos judeus. Todos os profetas foram judeus, e o próprio Cristo ‘... tomou a descendência de Abraão’ (Heb. 2: 16) e andou na Terra como judeu. E Ele também declarou: ‘... a salvação vem dos judeus’ (João 4: 22). Devemos então concluir que... os profetas bíblicos, os apóstolos, o Salvador e a salvação devessem ser limitados aos judeus?” – Idem, pág. 24.
– Evidentemente que não. Porém, se usarmos o silogismo de que o Sábado se refere aos judeus, nós os gentios, não temos obrigação de observá-lo, – da mesma maneira – , a Bíblia é dos judeus, nada temos com ela. Como ficaremos? Caro irmão, leia a clareza deste verso:
Marcos 2: 27 – “... O Sábado foi feito por causa do homem, e não o homem por causa do Sábado.”
Esta expressão Neo-Testamentária encerra estas verdades:
Primeira – O Sábado foi feito por causa do homem (e não do judeu), e Jesus tem absoluta certeza nesta afirmação, porque, ao ser criado o Sábado, não existia o judeu.
Segunda – O valor do Sábado é aqui realçado e confirmado. Sim, porque se não existisse o homem Deus não precisaria criar o Sábado. Sendo, porém, criado o homem, o Sábado passou a ser de vital utilidade. É Deus quem diz. Eu creio, e você?
Isso quer dizer que o homem e o Sábado estão unidos. Intimamente ligados. E o propósito divino é que o Sábado seja um dia deleitoso para o homem (Isaías 58: 13-14). Se Deus assim deseja, aceitemos. Este é o imperativo divino, ouça:
Eclesiastes 12: 13 – “De tudo o que se tem ouvido, o fim é: Teme a Deus e guarda os Seus mandamentos; porque este é o dever de todo o homem.”
Novamente, e com absoluta clareza é realçada a expressão homem e não judeu. Isto é evidente de que o Sábado foi criado por Deus para o homem.

“O SÁBADO É SINAL PERPÉTUO PARA OS JUDEUS”
Esta expressão também perde sua razão, e agora alcança real significado e responsabilidade para todos os cristãos, porque, diante do que apresenta a Bíblia, o Sábado não é sinal para os judeus e sim para os homens, e isso confirmado pela Bíblia, consubstanciado pelo próprio Senhor Jesus. Portanto, meu amado, reconsidere o assunto e nunca esqueça: Deus empenhou a palavra para dar poder a quem desejar obedecê-Lo. Sabe, irmão, o propósito divino ao criar o Sábado e torná-lo santo, não se limitava apenas aos judeus. O povo de Israel deveria fazer resplandecer a luz de sua religião para as nações vizinhas. Aceitando a adoração do Deus verdadeiro, essas nações com prazer observariam as leis divinas como Israel. Ouça:
Números 15:16 – “ A mesma lei e o mesmo rito haverá para vós, como para o estrangeiro que morará convosco.”
Isto inclui, sem dúvida, o Sábado. E a confirmação vem dos primórdios do Velho Testamento. Observe:
Números 9:14 – “... Um mesmo estatuto haverá para vós, assim para o estrangeiro como para o natural da terra.”
No próprio quarto mandamento do Decálogo, a observância do Sábado atinge “... o forasteiro das tuas portas para dentro.” (Êxodo 20: 10). Posteriormente Deus promete ao estrangeiro que O aceita como Deus verdadeiro, e que prazerosamente observe o Sábado como o “santo dia do Senhor”, as mesmas bênçãos prometidas a Israel: Eis a promessa:
Isaías 56: 6-7
“E aos estrangeiros que se chegam ao Senhor, para O servirem, e para amarem o Nome do Senhor, sendo deste modo Seus servos, sim, todos os que guardam o Sábado, não o profanando, e abraçam a Minha aliança, também os levarei ao Meu santo monte, e os alegrarei na Minha casa de oração. Os seus holocaustos e os seus sacrifícios serão aceitos no Meu altar, porque a Minha casa será chamada casa de oração para todos os povos.”

“MEMORIAL DA CRIAÇÃO”
O Sábado é o grande memorial da criação e do poder de Deus, um constante rememorador do Deus vivo e verdadeiro. O anseio divino ao criar o Sábado e em ordenar que seja santificado é que Deus quer que o homem nunca esqueça o Criador de todas as coisas. Sendo o Sábado original uma perpétua memória de Deus, convidando o homem para imitá-Lo na observância do mesmo, não pode o homem observar o Sábado original e esquecer-se de Deus.
“Ao lembrar-nos que dois terços dos habitantes do mundo são hoje idólatras, e que desde a queda à idolatria, com seu séquito de males associados e resultantes, tem sempre sido um pecado dominante, e pensarmos então que a observância do Sábado, conforme ordenado por Deus, teria evitado tudo isso, podemos melhor apreciar o valor da instituição do Sábado e a importância de observá-lo.”
Por que as nações dos periseus, cananeus, heteus, jebuseus e outros, foram desarraigadas da Terra? Eram idólatras, tinham deuses de pau e de pedra, sacrificavam vidas humanas. E por que desceram tanto no pecado até chegarem a este ponto? Por que o conhecimento de Deus e Sua vontade saíram-lhes de tal maneira da mente?
Digo-lhe, meu irmão, se ao final de cada semana esses homens observassem o Sábado, em honra ao Criador, não existiriam outros deuses, porque no centro do mandamento sabático encontra-se a eterna verdade que aponta a Deus como o único Criador de todas as coisas. Se o homem observasse o santo Sábado, adoraria ao único Deus, e a idolatria não teria sido conhecida. Finalmente, amado, na Nova Terra, onde haverá pessoas de todas as nações e raças, o Sábado será guardado por todos e para sempre. Ouça: Isaías 66: 22-23: “Porque, como os Céus novos, e a Terra Nova, que Hei de fazer...E será que desde uma Lua nova até a outra, e desde um Sábado ao outro, virá toda a carne (pessoas) a adorar perante Mim, diz o Senhor.”

quinta-feira, 1 de abril de 2010

QUANDO MORREU JESUS?

AFINAL, – Quarta ou Sexta-feira?
Páscoa é um termo hebraico “que significa passagem (o anjo da morte ‘passou’ sobre as casas dos israelitas”).
“Os judeus computavam o tempo pelo sistema inclusivo. O dia inicial era o ‘primeiro’ dia, mesmo que dele só restassem algumas horas; o dia imediato era o ‘segundo’; e as primeiras horas do dia que vinha em seguida já eram consideradas ‘terceiro dia.’”

Há um grupo religioso que defende com muita determinação a idéia de que Jesus morreu na quarta-feira e ressuscitou no Sábado. Para tal, apóia-se num único verso existente na Escritura. Ei-lo:
Mateus 12: 40
“Pois, como Jonas esteve três dias e três noites no ventre da baleia, assim estará o Filho do Homem três dias e três noites no seio da terra.”
Os membros desta igreja entendem que Jesus teria que passar, morto, setenta e duas horas, sem um segundo a menos ou a mais, o que é tarefa difícil de provar. Interessante que, se por um lado há apenas um único texto que informa “três dias e três noites”, por outro existem sete que, tratando do mesmo acontecimento (morte do Senhor), cristalinamente consignam três dias. Ei-los:

Mateus 26:61 – “...derribar o templo de Deus e reedificá-lo em três dias”.
Mateus 27:40 – “...e em três dias o reedificas...”
Mateus 27:63 – “...depois de três dias ressuscitarei.”
Marcos 8:31 – “...mas que depois de três dias ressuscitaria.”
Marcos 14:58 – “... e em três dias edificarei.”
Marcos 15:29 – “...derribas o templo, e em três dias o reedifica.”
João 2:19 – “...derribarei este templo, e em três dias O levantarei.”

Observe que são sete contra um, e o mesmo Mateus relata outras três vezes apenas três dias. Ora, se uma vez informa “três dias e três noites” e se três vezes menciona “três dias”, é evidente que mais peso deverá ter a referência repetida pelo mesmo evangelista, não acha? Isso indica que a expressão “três dias e três noites” foi uma expressão casual, não absoluta. Já pensou porque os demais evangelistas não repetiram a mesma expressão? Mormente sendo sinóticos?
As dez passagens seguintes mencionam que Jesus iria ressuscitar no terceiro dia, contado de Sua morte, sem se importar com os minutos ou segundos: Luc. 9:22; Mat. 17:23; Luc. 18:33; Mat. 20:19; Mar. 9:31; Luc. 13:32; Mar. 10:34; Luc. 24:7 e 46; Mat. 16:21). Conferiu?

IMPORTANTE – A morte de Jesus na sexta-feira não foi acidental nem casual, mas profética, por estas duas razões fundamentais e bíblicas:
1ª – Todas as profecias do Antigo Testamento que apontavam para Jesus e Sua obra de redenção precisavam ter cumprimento literal, para que ficasse caracterizado ser Ele o Messias. Uma delas evidencia Sua ressurreição no primeiro dia da semana. Era a festa das primícias. O sacerdote, neste ritual, movia o molho perante Deus “ao seguinte dia do Sábado” (Lev. 23:10 e 11). Assim, Cristo teria que ressuscitar neste dia, para cumprir mais esta profecia e se fazer “as primícias dos que dormem” (I Cor. 15:20 e 23).
2ª – Jesus Cristo precisava passar o Sábado da redenção descansando de Sua obra redentora, como fizera no Sábado da criação, para confirmá-lo eternamente como o dia de repouso para todos os cristãos. Daí por que Jesus não poderia morrer nem segunda, terça, quarta, quinta ou domingo.

PROVAS ESCRITURÍSTICAS DA MORTE DO SENHOR NA SEXTA-FEIRA,
SEGUNDO O EVANGELISTA MARCOS – (Marcos 15:1-4)
Estes versos narram os últimos acontecimentos na vida de Jesus. Foi Ele crucificado à hora terceira (9:00h – v. 25) e morreu à hora nona (15:00h – v. 34).
Verso 42 –“E, chegada a tarde, ... o dia da preparação, isto é, véspera do Sábado.”
Nota-se claramente por esta escritura que Jesus morreu na sexta-feira, e Lucas, o médico gentio, define cristalinamente, identificando a sexta-feira (dia da preparação) como o dia que antecede o Sábado semanal. Diz ele:
Lucas 23: 54 – “E era o dia da preparação, e amanhecia o Sábado.”
Trocando em miúdos: Sexta-feira é dia da preparação, véspera do Sábado. A própria palavra “preparação” quer dizer sexta-feira (paraskeuê).
Pois bem, nesta sexta-feira fatídica, José de Arimatéia, um dos ricos príncipes de Israel, foi pedir o corpo de Jesus a Pilatos, para o sepultar. Mar. 15:43.

CONSIDERE:
• Não é estranho que, se Jesus tivesse realmente morrido na quarta-feira, José só teria ido pedir o corpo do Mestre dois dias depois?
• Não estaria este corpo decomposto, haja vista suas carnes repuxadas penderem sob o pesado corpo na cruz?
• Não teria sido uma desumanidade deixar o corpo do Senhor exposto à intempérie e desalento durante 48 horas?
• Qual a finalidade de deixar Jesus dois dias dependurado no madeiro?

Atente agora para a reação de Pilatos à solicitação do corpo do Senhor:
Verso 44 – “E Pilatos se maravilhou de que já estivesse morto...”
Por que Pilatos se surpreendeu de que Jesus já tivesse morrido naquela sexta-feira? – Lógico, sua admiração devia-se ao fato de que há algumas horas apenas Jesus fora crucificado, e os supliciados duravam na cruz às vezes de 2 a 7 dias – vivos – mas Jesus, coitado, embora forte, depois de ter passado pela agonia do Getsêmani, padecido açoites, morreu de dilaceramento do coração, por causa dos pecados do mundo. Por isso Jesus não durou muito tempo vivo (apenas de 9 às 15:00 h), razão porque motivou a admiração do Governador.
Pilatos jamais se teria “maravilhado” da morte de Jesus, caso ela houvesse ocorrido na quarta-feira e José só tivesse pedido Seu corpo na sexta-feira; teriam transcorridos dois dias, o que era perfeitamente normal. Pilatos, entretanto, para ter absoluta certeza de que Jesus morrera, certificou-se com o seu chefe da guarda, e depois liberou o corpo (v. 45).
Não há por conseguinte nenhuma razão plausível, para se negar tenha O Senhor morrido na sexta-feira. A tangente por onde saem os que não aceitam esta verdade cristalina é afirmar que este dia da preparação mencionado pelos evangelistas não antecedeu ao Sábado do sétimo dia da semana, mas ao sábado cerimonial que foi a “páscoa que se deu na quinta-feira”, da última semana de vida do Senhor, antes de Sua morte (Veja-se Doutrinal, págs. 151 e 152 – Igreja Adventista da Promessa). Será que foi assim? – Não! A Bíblia esclarece.
Marcos 16:1 – “E, passado o Sábado, Maria Madalena, e Maria, mãe de Tiago e Salomé, compraram aromas para irem ungí-Lo.”
Se Jesus tivesse morrido na quarta-feira, haveria tremenda contradição na sequência evangelística, pois diz o verso 2:
Marcos 16: 2 – “E, no primeiro dia da semana, foram ao sepulcro, de manhã cedo, ao nascer do Sol.”
Outra vez está claramente identificado que se trata do Sábado do sétimo dia da semana, o dia que vem depois da sexta-feira, pois afirma Marcos: “...passado o Sábado (v. 1), surgiu o primeiro dia da semana (v. 2).”

Aplicada esta escritura à crença de que a páscoa se deu na quinta-feira, chegaremos ao seguinte panorama:

• Dia da morte do Senhor.
QUARTA-FEIRA • Dia da preparação (?!)

QUINTA-FEIRA • Dia da páscoa (sábado cerimonial?!)

SEXTA-FEIRA • ?!? (Este dia terá que ser transformado no primeiro dia da semana, pois dizem os evangelistas que aquela tarde do dia da morte de Jesus era o dia da preparação – véspera do Sábado (Mar. 15:42; Luc. 23:54; Mat. 27:57; João 19:42). E, passado o Sábado – surgiu – o primeiro dia da semana – domingo (Mar. 16:1 e 2; Luc. 24:1; Mat. 28:1; João 20:1).

EVIDENTE: No dizer dos irmãos da Igreja Adventista da Promessa, se a quinta-feira foi a páscoa (sábado cerimonial), a quarta teria que ser a preparação, e a sexta-fei-ra... (??!!) Isto prova que Jesus não morreu na quarta-feira.

Finalizando esta maratona no evangelho de Marcos, ele finaliza com esta jóia de verdade:

Marcos 16:9 – “E Jesus, tendo ressuscitado na manhã do primeiro dia da sema-na, apareceu primeiramente a Maria Madalena, da qual tinha expulsado sete demônios.”
Este texto demasiadamente claro na definição do dia da ressurreição do Senhor, foi alterado pelos irmãos promessistas que colocam a vírgula depois da palavra ressuscitado. (“E Jesus tendo ressuscitado, na manhã do primeiro dia da semana apareceu primeiramente a Maria Madalena...”).
Desfigura-se assim a Escritura para sustentar uma doutrina que não tem fundamento sólido, nem embasamento bíblico, porque está firmado apenas sobre um texto isolado.

SEGUNDO O TESTEMUNHO DE LUCAS – (Lucas 23:33-49)
Novamente são narrados os últimos acontecimentos da vida do Mestre. Depois de morto, Jesus foi retirado da cruz (v. 53); “E era o dia da preparação (sexta-feira) e amanhecia o Sábado.” (v. 54). Lucas define cristalinamente que o dia que antecede o Sábado é a sexta-feira (dia de preparação), “conforme o mandamento” (v. 56). Veja como é claro! Que mandamento? – Moral, e não cerimonial!
Jesus morreu e foi retirado da cruz na sexta-feira. Foi colocado no sepulcro também neste dia (v. 55), depois os discípulos prepararam os ingredientes para o embalsamamento do corpo e descansaram no Sábado (v.56). No primeiro dia da semana bem cedo, foram as discípulas ao sepulcro (Luc. 24:1). Dois anjos apareceram e lembraram-lhes as palavras de Jesus que ressuscitaria no terceiro dia (Luc. 24:7).
Dois outros discípulos, neste mesmo PRIMEIRO DIA da semana (Luc. 24:13), dirigiam-se para Emaús, e, no trajeto, desconsolados, rememoravam os acontecimentos da sexta-feira passada, quando o próprio Jesus lhes aparece (Luc. 24:15) e interpela-os sem que eles O reconheçam (Luc. 24:16-17). Então os discípulos relatam ao viajor (Jesus) os acontecimentos do Calvário (Luc. 24:19-20), finalizando com esta esclarecedora declaração:
Lucas 24: 21 – “E nós esperávamos que fosse Ele o que remisse a Israel; mas ago- ra, sobre tudo isso, é já HOJE o terceiro dia desde que essas coisas aconteceram.”

DOMINGO – 3º Dia (“ ... que essas coisas aconteceram...”)
OBSERVE SÁBADO – 2º Dia
SEXTA-FEIRA – 1º Dia – Morte de Jesus

Jesus, então, identificando-Se confortou-os com palavras messiânicas e proféticas (Luc. 24:31-49). Para desanuviar as dúvidas, vamos destacar este verso:
Lucas 24: 46 – “... convinha que o Cristo padecesse, e ao terceiro dia (domingo- primeiro dia da semana) ressuscitasse dos mortos.”
Veja, terceiro dia, e não “três dias e três noites”. Tudo claro! Tudo certo! Agora, imagine, tivesse Jesus morrido na quarta-feira, o quadro seria este:

CERTO ERRADO
DOMINGO 3º Dia ... 4º Dia
SÁBADO 2º Dia 3º Dia
SEXTA-FEIRA ...................... 1º Dia 2º Dia
QUINTA-FEIRA ..................... ? ..................... 1º Dia
QUARTA-FEIRA ..................... ? .................... ?
Houvesse Jesus ressuscitado no Sábado, o discípulo teria errado ao dizer: “É já hoje o terceiro dia...”, pois em realidade seria então – o domingo – o 4º dia, e não o 3º, “desde que essas coisas (suplício do Salvador) aconteceram”, e pior, para ser verídica esta hipótese, o Senhor teria que ter morrido na quinta-feira (?!).

SEGUNDO O TESTEMUNHO DE MATEUS – (Mateus 27: 32-56)
Estes versos narram as cenas finais da crucificação.
Morreu Jesus à hora nona (15:00 horas, vv. 45,46,50). Era sexta-feira. E logo após Sua morte, antes que o Sol se pusesse, José foi pedir o corpo a Pilatos para sepultá-Lo em seu túmulo (vv. 57-58). Agora o esclarecimento cristalino:
Verso 62:
“E no dia seguinte, que é o dia depois da preparação, reuniram-se os príncipes dos sacerdotes e os fariseus em casa de Pilatos.”

REPARE BEM:
• “Dia seguinte” – (Sábado, pois o óbito se deu na sexta-feira).
• “Que é o dia depois da preparação” – (Sábado, é o único dia que vem logo depois da sexta-feira, que sempre foi e será o dia de preparação bíblica).

Mateus serve-se de uma circunlocução (rodeio de palavras) para deixar bem claro e patente que Jesus morreu na sexta-feira. Depois de morto, os ânimos não se serenaram. Os sacerdotes reuniram-se no Sábado com o Governador, receosos da ressurreição de Cristo (v. 63-64) que se daria, sem dúvidas, conforme a profecia, no terceiro dia (domingo), o que ocorreu de fato. Mateus 28: 1.

NÃO ESQUEÇA: A sexta-feira, até hoje, é conhecida bíblicamente como o dia da preparação para o santo Sábado do sétimo dia da semana.
RESUMO

SEXTA-FEIRA - 1ª DIA • Morre Jesus Cristo à 15:00 horas.
• Jesus descansa no sepulcro, de Sua obra de redenção.

SÁBADO – 2º DIA • Sacerdotes tramam boicotar a Sua ressurreição.

DOMINGO – 3º DIA • Ressurreição. Vitória.
Como você pode comprovar, e com clareza: Três dias do calendário.
Profecia cumprida. Aleluia!

SEGUNDO O TESTEMUNHO DE JOÃO – (João 19: 17-42)
Este evangelista, de forma clara e incisiva, estabelece o dia da morte de Jesus na sexta-feira, como também identifica que a páscoa foi no Sábado, naquela semana derradeira do ministério de Jesus. Vamos ler:
João 19: 14
“E era a preparação da páscoa, e quase à hora sexta (*); e disse aos judeus: Eis aqui o vosso Rei.”
Ora, se os acontecimentos que culminaram com a morte de Jesus foram na sexta-feira, e Seu óbito se deu também na sexta-feira, e este dia era a preparação da páscoa, logicamente a páscoa se deu no Sábado do sétimo dia da semana. Senão, veja o que diz João 19:
Versos 17-27 – narram as cenas da crucifixão;
Verso 30 – focaliza a morte de Jesus;
E o verso 31 diz:
“Os judeus, pois, para que no Sábado não ficassem os corpos na cruz, visto como era a preparação (pois era GRANDE aquele dia de Sábado), rogaram a Pilatos que se lhes quebrassem as pernas, e fossem tirados.”
Clareza maior não pode haver. Por que era “GRANDE” aquele Sábado, após a morte do Senhor, a ponto de chamar a atenção do evangelista em seu registro?
– Por que nesta semana, a da morte de Cristo, a páscoa coincidiu cair no Sábado do sétimo dia da semana, e não na quinta-feira.
Assim, o Sábado cerimonial ocorreu no Sábado moral.
O cordeiro da páscoa era morto no dia 14 e comido no dia 15 de Nisã (Êxo. 12: 6-10). O cordeiro pascal foi morto na sexta-feira (dia 14), e comido no Sábado (dia 15), da última semana ministerial de Jesus. Por isso Jesus jamais poderia morrer em outro dia que não a sexta-feira.

João 19: 42 – “Ali pois (por causa da preparação dos judeus, e por estar perto aquele sepulcro), puseram a Jesus.”

– Por causa de quê?! – PREPARAÇÃO!
Ora, aí está mais que claro – SEXTA-FEIRA – é o dia de preparação dos judeus até o dia de hoje. Este vocábulo – preparação – identifica SEMPRE o dia seguinte que é o Sábado moral e nunca cerimonial.

(*) Equivalente a 12:00 h do sistema palestino de contar o tempo. João foi o único dos evangelistas que empregou o sistema romano de contar o tempo, pois escreveu seu evangelho, “na última década do primeiro século, quando os costumes dos conquistadores (romanos) se impunham nas áreas conquistadas.”

Recapitulando
Os evangelistas confirmam:
• Jesus teria que morrer! E morreu!
• Teria que ressuscitar ao terceiro dia! E ressuscitou!
Jesus então morreu na sexta-feira. Por que negar?
Por isso, as 72 horas completas, sem um minuto a mais ou a menos, é uma exigência que não deve prosperar, porque não tem respaldo nos evangelhos, e é tão somente, um texto isolado.
Esta expressão “três dias e três noites”, tinha para os orientais, especialmente dos tempos de Jesus, uma conotação diferente dos ocidentais. Específicamente os palestinos usavam a “contagem inclusiva” para contar o tempo, e, este “incluia o dia (ou ano) inicial, bem como o dia (ou ano) final; sem considerar como pequena, fosse a fração do dia iniciante ou findante.” –

EXEMPLO: uma criança nascida no dia 15 de dezembro de 1995, ao chegar o dia 31 de dezembro de 1995, para os judeus teria um ano e não quinze dias; e a partir do dia 1º de janeiro, já contava dois anos.
“A maneira de contar o tempo empregada na Bíblia é chamada contagem inclusiva, que considera tanto a primeira como a última unidade de tempo incluídos no período. Este sistema era também usado por outras nações, como se pode ver através de documentos. Uma inscrição egípcia que registra a morte de uma sacerdotisa no quarto dia do 12º mês, relata que o sucessor dela chegou no 15º dia, quando se passaram 12 dias. É evidente que, pela nossa maneira de contar, diríamos que os doze dias, passados a partir do 4º dia, chegariam à data de 16.”
Arnaldo B. Christianini, em seu livro “O Ídolo da Quarta Feira”, apresenta uma enxurrada de exemplos de contagem inclusiva na Bíblia. Alinharemos dali, dois apenas, para esclarecer ao irmão o que é contagem inclusiva.
“O bebê israelita era circuncidado quando tivesse ‘oito dias’ de idade, segundo lemos em Gênesis 17:12...No entanto, a circuncisão ocorreria ‘no oitavo dia’ (Lev. 12:3), ou melhor ‘ao oitavo dia’ (Luc. 1: 59). É evidente, é indesmentível, que o oitavo dia se incluia na contagem. O oitavo dia era parte integrante do período de oito dias, simplesmente porque a contagem bíblica é inclusiva, e não ocidental, como a usamos hoje.

“Na descrição do episódio da enfermidade, morte e ressurreição de Lázaro, temos mais uma prova da contagem inclusiva e para isso basta simples cotejo de versículos:
“João 10: 40; 11:3 – Jesus estava em Betânia... aldeia de Marta e Maria...Essas mulheres enviaram um emissário para avisar a Jesus da enfermidade de Lázaro. O emissário gastou um dia para ir lá, e nessa ocasião Lázaro já havia morrido.
“João 11: 6 – Jesus deliberadamente decide demorar-Se ali mais dois dias.
“João 11: 7 – Decidiu Jesus voltar à Judéia, e nisso gastou um dia de viagem, perfazendo quatro dias, e lá chegou no quarto dia.
“Agora o mais importante. Em João 11: 39 lemos a expressão de Maria: ‘É já de quatro dias.’ No entanto, no original grego está: “já é do quarto dia”.
“É conclusiva a expressão ‘é já do quarto dia’. Tão lógica que o próprio Taylor, assim a traduziu e comentou:
‘É cadáver de quatro dias. Ou ‘do quarto dia’. A viagem de quem trouxe o recado sobre a doença de Lázaro levou um dia. A volta de Jesus gastou outro dia. O Mestre demorou-se dois dias antes de partir.’
“Resumindo: no ‘quarto dia’ Jesus constatou que Lázaro falecera havia ‘quatro dias’ (v. 17). Era a contagem inclusiva, em uso no Oriente. Necessariamente o quarto dia estava incluído no período.”
Desanuviada pois a dificuldade para entender-se a contagem de tempo bíblica, resta-nos ver patenteada a harmonia dos evangelhos, que confirma com clareza absoluta a morte de Jesus na sexta-feira e Sua ressurreição no domingo, satisfazendo plenamente o que dizem as Escrituras.
SEXTA-FEIRA – Morte de Jesus – (passou parte deste dia no sepulcro).
SÁBADO – Descansou – (passou todo este dia no sepulcro).
DOMINGO – Ressuscitou – (passou parte deste dia no sepulcro).

Três Dias – (Mar. 8: 31; 14: 58. Mat. 26: 61; 27:40, 63. João 2: 19. Mar. 15: 29). Claro, claríssimo! Três dias do calendário.
Vale ressaltar aqui a perpetuidade e santidade do Sábado, pois neste dia, sim, Jesus passou as suas vinte e quatro horas com todos seus minutos e segundos descansando de Sua obra redentora.
A “contagem inclusiva”, que foi a contagem de tempo dos dias de Jesus, como vimos, indicava que dois dias podem ser um dia e meio, ou um dia e parte de outro, etc. Por isso ninguém deve exigir que os “três dias e três noites” mencionados por Mateus devam ser rigorosamente setenta e duas horas exatas.
Meu irmão, minha querida irmã, não faça do sinal de Jonas, um “cavalo de batalha”, que lhe roube a capacidade de distinguir as coisas simples de Deus. O sinal de Jonas deve ser aplicado honestamente, como uma representação da morte de Jesus, em suas fases maravilhosas (Criação e Redenção), pois os evangelistas assim criam e a descreveram, mas não se perderam em minudências de minutos e segundos. Dizem eles:

Lucas 11: 30 – Jonas foi sinal para os ninivitas.
Mateus 16: 4 – Jonas seria sinal para a geração de Jesus.
Mateus 12: 39 – Não seria dado outro sinal, senão o de Jonas.

Meu amado, o sinal de Jonas não são os minutos e segundos, e sim o acontecimento, porque realmente a experiência deste profeta foi cercada por ocorrências fantásticas do poder e da misericórdia de Deus. Assim como Deus ordenou ao grande peixe lançá-lo à terra, ordenou à sepultura devolver à vida O doador dela. Jesus e Jonas desceram ao “inferno”. Ambos dele escaparam vitoriosamente.
“Assim como Jonas escapara da morte para pregar aos ninivitas a mensagem de arrependimento e salvação, do mesmo modo Cristo, através de Sua ressurreição, levaria a todos que O aceitassem à salvação.”
Nisto aqui deve-se dar a devida atenção como o grande sinal de Jonas, e não aos minutinhos que ninguém pode provar foram observados rigorosamente no seio da terra. Outrossim, pedir sinal era um costume dos judeus. I Cor. 1: 22.

DETALHES
Outro interessante sinal de Jonas, está nos quatros capítulos do livro que leva seu nome. No primeiro capítulo Jonas – correu de Deus. No segundo Jonas – correu para Deus. No terceiro Jonas – correu com Deus. No quarto Jonas correu –adiante de Deus.
Meu querido irmão, preciosa irmã, se você pegar ao pé da letra este texto isolado dos “três dias e três noites”, deverá fazê-lo também para outros textos isolados da Escritura, como por exemplo, Marcos 9:43: “E, se a tua mão te escandalizar, corta-a, melhor é para ti entrares na vida aleijado, do que, tendo duas mão ires para o inferno, para o fogo que nunca se apaga.”
• Você crê na literalidade dele?
• Você crê que os pecadores ficarão eternamente queimando?
• E Baleia, pode engolir um homem?

Por favor, evitem correr adiante de Deus, porque conta-
gem, cálculo ou cômputo inclusivo, indica que:
• Qualquer fração de um dia era contada como um dia completo.
• Qualquer fração de um ano era contada como um ano completo.

No Japão, até o fim da segunda guerra mundial, empregava-se este método. Este é o método do exemplo da criança nascida em 15 de dezembro, lembra-se? Que o Todo Poderoso Deus lhe abençoe muitíssimo. Glória a Deus!

quarta-feira, 31 de março de 2010

Exatidão Divina / Excelência Divina

EXATIDÃO DIVINA
• Por que o inverno, primavera, verão, outono, ocorrem ininterruptamente?
• Por que as frutas nascem sempre em suas estações próprias?
• Por que as plantas nascem onde existe terra?
• Por que as flores desabrocham em suas épocas certas?
• Por que um minúsculo sêmem segue um ciclo de nove meses em um ven- tre materno para depois nascer uma linda criança?
• Por que os cientistas podem prever um eclipse com absoluta exatidão com anos de antecedência?
• Por que sabem os astrônomos que o Cometa Halley vai passar sobre a Terra a tal dia, hora, mês e ano?
É porque o Senhor Deus Jeová fez leis perfeitas para comandar toda a Sua maravilhosa criação. Glória a Deus. Aleluia!

EXCELÊNCIA DIVINA
A Terra gira em torno de seu eixo a uma velocidade de 1600 quilômetros por hora. Porém, se ela girasse a uma velocidade de apenas 160 quilômetros por hora, os nossos dias e noites seriam dez vezes mais longos do que são hoje.
E, assim, toda a vegetação terrestre seria arrasada pelo Sol no seu curso interminável do dia. E se sobrasse alguma coisa durante o dia, seria exterminada pelas geadas que proporcionaria a longa noite.
A Terra é uma bola e nós estamos pelo lado de fora dela seguros pela força atrativa da lei da gravidade. Se esta lei de gravitação deixar de existir, nós desapareceremos no espaço cósmico.
O Sol é uma bola de fogo com uma temperatura superficial de 6.648 graus centígrados. Ele foi criado para aquecer nossa Terra, promover a saúde das plantas e de nossos ossos. E ele está à distância da Terra o suficiente para cumprir à risca esta ordem divina.
Imagine você, se o Sol desse metade apenas de seu calor, viraríamos todos blocos de gelo. E se nos aquecesse apenas metade mais do que nos aquece, tudo seria reduzido a cinzas.
Se a Lua saísse de seu lugar e se aproximasse 75 quilômetros de distância da Terra ao invés daquela que foi colocada por Deus no espaço, os nossos mares se transformariam em gigantescas e tremendas marés e submergiriam os Continentes duas vezes por dia; e as montanhas não demorariam a ser desmanchadas pela erosão dessa monstruosa massa de água.
– Mas, tal não acontece, porque toda a criação de Deus obedece Suas perfeitas leis. Aleluia! Glória a Deus!
– Sim, Deus está no comando. Fez uma lei para o bem de cada obra criada. Leis perfeitas e imutáveis!
– Os corpos celestes, as plantas, a vida, enfim, toda a natureza é fiel no cumprimento de Suas leis. Só o homem teima em desobedecer, transgredindo a Lei que Deus criou para reger os moradores da Terra!
– Que pena!
Deus escolheu os israelitas como Seu povo. Deu-lhes a mais perfeita lei que existe para ser seu código de conduta – os Dez Mandamentos. Eles falharam. Deus conclamou outro povo na mesma base. O que Deus exigiu dos israelitas não pode ser menos que o exigido de nós, senão haverá dois pesos e duas medidas, e aí, alguém, com razão, poderia reclamar. Portanto, o que Deus pediu ao Seu povo do passado, requer no presente, exigirá no futuro, é tão somente – OBEDIÊNCIA à Sua santa Lei.
Abraço!!!

quarta-feira, 10 de março de 2010

Perfeição Divina

Quando um amado irmão afirma que a Lei Moral foi abolida, que caducou, que nada aperfeiçoa e não presta, certamente ele o faz por desconhecer alguns traços de caráter do maravilhoso Jeová.
Sabe, Deus não fez somente a Lei Moral.
Procure contemplar o Céu à noite, de um lugar onde não haja luzes acesas.
Você saberá porque Davi compôs o Salmo 19.
Pois bem, dirija seu olhar para uma espessa faixa branca leitosa que se estende quase no centro do firmamento.
É a nossa Via-Láctea, uma esteira de milhões e milhões de estrelas.
A nossa Via-Láctea é uma nebulosa (“agrupamento de estrelas indistintas”).
Tem ela uma circunferência de nada menos que 900 milhões de anos lumínicos, ou seja: se fosse possível voar com a rapidez da luz (300 mil quilômetros por segundo), levaríamos 900 milhões de anos para atravessá-la.
O diâmetro dela é de trezentos e doze quintilhões, e duzentos quatrilhões de quilômetros (312.200.000.000.000.000.000).
Em nossa Via-Láctea existem 350 milhões de sistemas solares (inclusive o da Terra) com seus Sóis, Planetas e Satélites.
Há também no infinito a linda nebulosa Cyranus que é formada por cinco milhões de Vias-Lácteas.
Existem catalogadas pelos astrônomos onze mil nebulosas.
Destas, mais de mil já foram exploradas com potentes telescópios que revelaram nelas, milhões de sistemas solares.
Júpiter, o maior Planeta de nosso sistema solar é 1330 vezes maior que a Terra.
O Sol (que é uma estrela de quinta grandeza) se fosse partido, daria 64 milhões de Luas iguais à nossa.
Na Constelação do Órion há quatro grandes estrelas: Entre elas, Rigel, a gigante branca, é 10.000 vezes maior que o Sol.
A gigante vermelha, Betegeuse, é 250 vezes maior que o Sol.
Na Constelação do Boieiro está Arturus a estrela mais bonita do Céu, e é 24 vezes maior que o Sol. Ela viaja, conforme informação dos astrônomos, a quase 113 quilômetros por segundo.
Um ano luz é aproximadamente 9.460.800.000.000 (nove trilhões, quatrocentos e sessenta bilhões e oitocentos milhões) de quilômetros.
Esta é a distância percorrida em um ano, por um raio luminoso.
Arturus está a 32,6 anos-luz de distância da Terra.
Isto quer dizer o seguinte: Se você tem 33 anos de idade, olhe para o Céu nesta noite. Olhou? A luz que você está vendo saiu de Arturus exatamente quando você nasceu, e chegou hoje.
Na Constelação do Escorpião a super gigante vermelha Antares, é 390 vezes maior que o Sol.
Na Constelação de Touro, está Aldebaram 35 vezes maior que o Sol.
E que dizer de Canopus, a brilhante estrela que, para igualar seu brilho, precisaríamos de 80.000 Sóis iguais ao nosso?
Na Constelação de Andrômeda, a estrela Alpheratz forma com mais duas companheiras um diâmetro maior que a nossa Galáxia.
O centro de nossa Galáxia contém cerca de 100 bilhões de estrelas semelhantes ao nosso Sol, e há mais de 100 bilhões de Galáxias no Universo conhecido.
Esta Galáxia onde vivemos, se desloca à velocidade aproximada de 790 mil quilômetros por hora.
Apesar dessa velocidade incrível e inconcebível, nossa Galáxia precisa de 200 milhões de anos para dar uma volta completa, dizem os astrônomos.
Pasme agora: Existem, no Universo, mais de um bilhão de Galáxias como a nossa.
Aí pelo espaço infinito, dizem os astrônomos que já existem ao alcance dos telescópios, dez trilhões de estrelas.
Com reverência e louvor ao grande e Onipotente Deus, concluo dizendo-lhe: estes miríades de corpos celestes seguem garbosamente em suas órbitas, não se chocando um com o outro, porque obedecem a leis perfeitas, fixas e imutáveis. Leis que Deus criou para reger o Seu vastíssimo Universo.
Tudo em seu curso certo.
Nada perdendo sua trajetória. Deus é perfeito. Sua Lei é perfeita.
Abraço!!!

segunda-feira, 8 de março de 2010

Lei Moral Antes do Sinai, do Éden e da Queda de Lúcifer

“O caráter de Deus não muda (Mal. 3:6; Heb. 13: 8; Tia. 1: 17).
Nos tempos eternos, antes que nosso mundo fosse criado, Deus já era perfeitamente justo.
Ele estava em perfeita conformidade com a lei da vida, por Ele estabelecida.
Essa lei define Sua maneira de ser e a dos seres perfeitos criados por Ele.
Se a Lei de Deus pudesse ser abolida ou mudada, o padrão de Seu caráter também seria mudado.
Em tais circunstâncias, Ele não poderia ser reconhecido como tendo uma justiça imutável.
A Lei de Deus é tão imutável quanto o Seu caráter justo.
Lúcifer e um terço dos anjos pecaram contra Deus (II Ped. 2: 4; Apoc. 12: 4, 7-10).
Paulo diz: ‘Onde não há lei, também não há transgressão.’ Rom. 4: 15.
Portanto a Lei de Deus existia antes que o nosso mundo fosse criado.” A Lei Moral (os Dez Mandamentos) também já existia desde o Éden, representada primeiramente pela árvore da ciência do bem e do mal, que Deus proibiu tocar – Gênesis 2: 17; 3: 3.
Era essa lei transmitida oralmente de pai para filho através do ensino familiar – Êxodo 13: 9.
Também era conhecida e praticada na casa do patriarca Jacó, o que se denota da atitude de seu filho José, ao declarar, quando assediado pela impura mulher de Potifar: Gênesis 39: 9 – “Ninguém há maior do que eu nesta casa, e nenhuma coisa me vedou, senão a ti, porquanto tu és sua mulher; como pois faria eu tamanho mal, e pecaria contra Deus?”Da mesma forma, Tamar, a nora de Judá, foi acusada de adultério (Gên. 38: 24).
Claramente se vê que o adultério é a quebra do sétimo mandamento da Lei Moral e isto é pecado.
Portanto, antes de Deus escrever a Lei Moral em pedras, com Seu próprio dedo, Ele já exigia sua observância de forma clara. Leia: Êxodo 16: 4, 5, 22, 23, 25, 26, 29.
No Sinai, então, entre trovões e relâmpagos, foi ela dada ao povo de forma escrita, como definitivo código de conduta.“Não se deve pensar que não existia nada destes mandamentos antes de Moisés.
Foram escritos nas mentes e nas consciências dos homens desde o princípio.” – Pr. Orlando S. Boyer (teólogo Assembleano), Pequena Encilcopédia Bíblica, pág. 198.
REFLEXIONE • Será que a Lei só era boa e perfeita para o povo do passado?
• Por acaso o povo do passado é diferente do povo atual?
• Faria Deus alguma coisa imperfeita que precisasse de modificações humanas?
• O que Deus faz é perfeito e dura para sempre?
Abraço!!!

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

"A Lei e os Profetas Duraram Até...?"

Os bons e sinceros irmãos que militam hoje sob as mais diversas bandeiras denominacionais, que ainda não descobriram a verdade da Lei de Deus em seu esplendor magno, admitem e crêem que ela findou na cruz, estribando-se para isso em Colossenses 2:14 “Havendo riscado a cédula que era contra nós nas suas ordenanças, a qual de alguma maneira nos era contrária, e a tirou do meio de nós, cravando-a na cruz.”
Por outro lado, há também os que ensinam que a lei durou até a posteridade, que é Cristo (Gál. 3: 16). E outros, afirmam que o fim da lei se deu com o advento de João Batista, e para tanto citam: “A lei e os profetas duraram até João...” Lucas. 16: 16.
Depreendemos daí, lamentavelmente, que os que pregam a abolição da Lei de Deus, sequer chegam ao acordo mútuo, uma unidade. Se houve três abolições intercaladas no tempo, a qual deve basear-se o crente para firmar sua fé?
A coluna basilar para uns é que foi até João. Para outros findou com Jesus. Afinal, quando foi exatamente que a Lei de Deus foi abolida, ou “cessou de vigorar?” Porque a premissa lógica é que, “se durou até João, já estava abolida e nada mais teria Jesus que abolir”, correto? – Além do que, ouça o que diz o verso seguinte: Luc. 16:17 “E é mais fácil passar o Céu e a Terra do que cair um til da lei.”
Novamente, lembro a você meu irmão, para descobrir a Verdade que o versículo quer ensinar, não o isolemos do contexto, senão podemos nos enganar. Sabe, é impossível recusar que, após João, houve profetas. Observe:
Atos 2: 17-18 – “E nos últimos dias acontecerá, diz Deus, que do Meu Espírito derramarei sobre toda a carne; e os vossos filhos e vossas filhas profetizarão... e também sobre os Meus servos... e profetizarão.”
Atos 19: 6 – “E impondo-lhes Paulo as mãos... profetizavam.”
Atos 21: 9-10 – “E tinha quatro filhas donzelas, que profetizavam. E demorando-se ali... chegou da Judéia um profeta, por nome Ágabo.”
I Coríntios 14: 29,32 – “E falem dois ou três profetas... E os espíritos dos profetas estão sujeitos aos profetas.”
Pela leitura destes textos do Novo Testamento, fica comprovado que depois de João houve profetas, efetivamente.
Quanto à existência e permanência da Lei de Deus após João, é um axioma. Senão, veja: Depois de Lucas registrar: – “A lei e os profetas duraram até João...”, um moço rico procurou Jesus com estas palavras: “Bom Mestre, que bem farei para conseguir a vida eterna?” (Mat. 19: 16). Ouça o que disse Jesus:
Mateus 19: 17 – “...Se queres entrar na vida, guarda os mandamentos.”
Estas são palavras de Jesus e ninguém pode negar que estes mandamentos são os do Decálogo. Quer ver? Jesus afirmou para o moço:
“Não matarás” — 6º mandamento
“Não cometerás adultério” — 7º mandamento
“Não furtarás” — 8 º mandamento
“Não dirás falso testemunho” — 9º mandamento
“Honra teu pai e tua mãe” — 5º mandamento
Mateus 19:18-19
Já me disseram que Jesus cancelou o Sábado, porque não o repetiu para o moço rico guardar.
Meu amado, ouça o que vou lhe dizer com solenidade agora:
Se pelo fato de Jesus não ter dito ao moço – “Lembra-te do Sábado, para o santificar”, Jesus cancelou este mandamento; então o Mestre fez pior, ao omitir a proibição daquilo que é repulsivo para Ele próprio e para Seu Pai, que é a idolatria, admitindo a negação do próprio Deus.
Sim, porque Jesus também não recitou para o moço: – “Não terás outros deuses diante de Mim;... não farás para ti imagens de escultura...”
Por estas omissões de Jesus, deixaremos de cultuar a Deus, ou estamos livres para adorar ídolos? Lógico que não! Então, não podemos aceitar uma declaração e negar a outra, certo? Como vê, é coisa séria entrar na vida, por isso Jesus estabeleceu a condição: obediência aos mandamentos da Lei Moral!
Sabe, aquele moço era um israelita fiel na guarda do Sábado, como aliás, todos os judeus religiosos o eram. Para eles, o mandamento do Sábado era o de maior valor, porque eram desamorosos até mesmo com seus pais, avarentos, indiferentes às necessidades dos pobres e grandemente cobiçosos. Por isso, Jesus mencionou para o moço, somente os mandamentos da segunda tábua de pedra que escreveu com Seu dedo, no Monte Sinai, e que apresenta nossa obrigação para com o próximo.
Quanto ao Sábado, estavam todos certos, é o dia de guarda, Jesus não precisaria relembrar-lhe. Jesus apenas focalizou o que negligenciavam em Sua lei. Isso é maravilhoso! Glória a Deus. Aleluia!
AGORA PERGUNTO-LHE:
Se a Lei foi abolida, ou vigorou até João Batista apenas, por que ordenaria Cristo obediência a esta Lei abolida? E mais: como poderia o Mestre estabelecer a guarda desta Lei como norma para a salvação?
Se a lei duraria somente até João, porque Paulo reconhece e estabelece a santidade dela, a necessidade dela, e a apresenta como a única maneira de se detectar o pecado?
Ouça:
Romanos 7: 12 – “E assim a lei é santa, e o mandamento santo, justo e bom...”
Romanos 7: 22 – “ ...segundo o homem interior, tenho prazer na Lei de Deus...”
Romanos 7: 25 – “... assim eu mesmo com o entendimento sirvo a lei de Deus...”
Romanos 5:13 – “...mas o pecado não é imputado, não havendo lei...”
Romanos 8:7 – “Porquanto a inclinação da carne é inimizade contra Deus, pois não é sujeita à Lei de Deus...”
O apóstolo amado, João, é mais claro e contundente, veja:
I São João 2: 4. 3: 4 – Edição Revista
“Aquele que diz: Eu conheço-O e não guarda os Seus mandamentos (a lei) é mentiroso, e nele não está a verdade...Todo aquele que pratica o pecado também transgride a lei; porque o pecado é a transgressão da lei.”
A verdade é clara, não é irmão? A Lei de Deus não foi abolida! Os mandamentos permanecem inalterados! Isto é real na vida de todos os cristãos, apenas há um pequeno equívoco que se revela em grande falta de fé, possivelmente. Quer ver?
Você, meu amado, é membro de uma igreja evangélica, fiel, ativo, missionário e amigo de todos.
– Você guarda o primeiro mandamento? – Claro que sim!
– O segundo? – Claro que sim!
– O terceiro? – Claro que sim!
– O quinto? O sexto? O sétimo? – Claro que sim!
– O oitavo, nono e décimo? – Claro que sim!
Percebeu, você demonstra que a Lei de Deus não foi abolida. Ela foi, sim, alterada, modificada.
Mas Deus não apóia isto. Se Ele fez Dez Mandamentos, ninguém pode mudar. Afinal... Deus é O criador! Quer ver como isto é uma verdade bíblica insofismável?
Ouça:
Tiago 2: 10
“Porque qualquer que guardar toda a lei, e tropeçar em um só ponto, tornou-se culpado de todos.”
A verdade, amado, é que na matemática do Céu, dez, menos um, é igual a zero. Portanto, a Lei de Deus não terminou com a pregação de João, mas havia uma profecia de que ela seria mudada, alterada (Daniel 7: 25). E cumpriu-se.
Este assunto, meu irmão, é pessoal, carece de fé, por isso envio-lhe com ternura a Hebreus 11: 6, e Paulo lhe diz: “...Sem fé é impossível agradar a Deus...” Use a fé, meu irmão, e reclame a palavra empenhada do nosso Deus e Ele o ajudará a pôr esta fé em prática, na obediência, por amor. Não temas!
Então, como vamos entender o versículo de Lucas 16: 16 que menciona: “A lei e os profetas duraram até João?” Voltemos ao texto; leia-o . Verifique com cuidado e bastante atenção como está grifada a palavra “duraram”. Observou? Está grifada no texto, isto é, escrita com as letras de forma diferente das demais, um pouco inclinadas. O tradutor a colocou assim para chamar a atenção dos leitores de que ela não consta do original grego.
Agora, ouça como Mateus deixa clara e explícita a verdade que Jesus queria ensinar:
Mateus 11: 13
“Porque todos os profetas e a lei profetizaram até João.”
A “lei e os profetas” formam uma expressão que designa os ensinos do Antigo Testamento (João 1: 45), incluindo o pentateuco e os escritos de todos os profetas, porque “os escritos do Antigo Testamento constituíam o primeiro guia do homem para a salvação. Estes escritos eram tudo que os homens tinham em matéria de revelação. O evangelho veio, não para abolir os escritos antigos, mas para suplementá-los, reforçá-los e confirmá-los. O evangelho veio, não para ser colocado no lugar do Antigo Testamento, mas em acréscimo a ele.” – A.B. Christianini, Subtilezas do Erro, pág. 97.
Logo, quis o Mestre dizer que, até João Batista, todas as Escrituras dos profetas, referentes à Sua primeira vinda, contidas nos livros do Antigo Testamento, com o Seu advento, batismo e ministério, encontraram cumprimento in-loco.
Até João Batista, a lei e os profetas (escritos do Antigo Testamento) indicavam, através da palavra escrita, dos símbolos e do Sistema Sacrifical (sombras de Jesus), sim, indicavam o tempo em que o Reino de Deus seria anunciado, e, de fato, com a pregação do Reino, novo tempo raiava. O próprio João Batista, com clareza, afirmou: “... Arrependei-vos porque é chegado o Reino dos Céus...” Mateus 3: 2.
O tempo há milênios profetizado, e com ansiedade esperado, tem seu cumprimento. O Messias chegou. Jesus semelhantemente pregou: “O tempo está cumprido e o Reino de Deus está próximo...” (Marcos 1: 15). Daniel é um dos profetas messiânicos que mais profundamente e com muitas minúcias focalizou o surgimento do Messias, específicamente no capítulo nove de seu livro.
“Desde então, isto é, desde a proclamação do Reino de Deus por João Batista, luz adicional e supletiva tem estado a brilhar sobre a vereda da salvação, e não havia escusa para os fariseus, ‘que eram avarentos.’” – Idem.
Para sedimentar a verdade cristalina de que a Lei de Deus não “durou” até João, que Jesus estendeu sua vigência milênios além de João; que ela transcende o Céu e a Terra, o Mestre declarou:
Mateus 5: 18
“Porque em verdade vos digo que, até que o Céu e a Terra passem, nem um jota ou um til se omitirá da Lei...”
Portanto, enquanto a abóbada celeste cobrir nossa cabeça, e nossos pés pisarem o solo terrestre, é um sinal patente de que a Lei de Deus permanece, sempre e eternamente. Amém!
PENSE:
Paulo previu que as profecias indicavam ser Roma quem atentaria contra a Lei de Deus; por isso sua epístola aos Romanos é um hino de exaltação à Lei Moral.
Uma senhora evangélica foi chamada à Comissão de sua igreja a fim de ser excluída do rol de membros, em razão de estar em adultério.
Ao tomar conhecimento da sentença, replicou entusiasmada: “Em que vocês se basearam para concluir que eu adulterei?”
“A senhora transgrediu o sétimo mandamento da Lei de Deus”, arguíram-lhe.
Irritada, acometeu a irmã: “Se a Lei de Deus está em vigor para condenar o adultério, porque não está em vigor para se guardar o Sábado?”
Esta experiência ocorreu literalmente. Tire suas conclusões!
“Antes da queda, a lei destinava-se a proteger Adão e Eva, evitando que incorressem em dificuldades. O relato que temos daquele tempo indica que a lei era muito simples. Continha uma proibição: Manter-se afastado e não comer do fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal. Se houvessem seguido esse simples preceito, jamais lhes sobreviria algum problema. Essa lei era a salvaguarda da harmonia entre Deus e Suas criaturas.
“Com a entrada do pecado, a lei tornou-se muito mais específica, e suas funções foram ampliadas. A violação de certas regras de conduta num lar também impõe o acréscimo de outros regulamentos. Acontece a mesma coisa com a sociedade.”
Abraço!!!

sábado, 13 de fevereiro de 2010

Quando Foi "Enterrada" a Lei Cerimonial?

Mateus 24: 2 – “... Em verdade vos digo que não ficará aqui pedra sobre pedra que não seja derribada.”
Mateus 24: 15 – “Quando pois virdes que a abominação da desolação, de que falou o profeta Daniel, está no lugar santo; quem lê, atenda.”
A profecia de Mateus 24 é impressionante. Afinal, foi pronunciada pelos santos lábios do Senhor Jesus. Foi o último sermão do Senhor Jesus.
O último procurador romano na Judéia (64-66 d.C.), foi Géssio Floro. Homem mau e injusto, cometeu muitos abusos e crimes em Jerusalém e noutras cidades da Palestina, fazendo nascer tremendo ódio entre os judeus que se insurgiram contra ele, criando grupos rebeldes e também criminosos. Roma teria de enviar exércitos para combater estes revoltosos. E o fez. Sitiaram Jerusalém.
Em 7/11/66 d.C., o General romano Céstius Gallus, sem nenhuma razão aparente, retira-se de Jerusalém com seus exércitos. Era o sinal que os discípulos, orando durante 35 anos, esperavam (Mat. 24:15-21). Os judeus foram no encalço do exército em fuga, atacando-o pela retaguarda e matando seis mil soldados. Os cristãos então fugiram de Jerusalém para a cidade de Perla, no além Jordão. Não foi nem Sábado nem inverno (Mateus 24:20). Estavam a salvo. Logo, Jerusalém caiu em poder de grupos fanáticos e extremados, que, sem o saber, estavam apressando a ruína total da cidade.
Nero, Imperador romano, aborrecido com a derrota de Céstius Gallus, nomeou um de seus melhores generais, Vespasiano (Tito Flávio Vespasiano) que, com 60 mil homens, muito alimento, máquinas de guerra (aríetes e lançadoras de pedras), rumou para a Terra Santa.
No ano 70 d.C., o General romano Vespasiano, veio resoluto para destruir Jerusalém sem piedade. Porém, recebeu um comunicado que deveria retornar para assumir o trono de Roma pela morte de Nero. Tito (Tito Vespasiano Augusto), seu filho, assume o comando vindo mais tarde a ser um dos maiores Imperadores romanos. Tito marchou sobre Jerusalém, chegando lá no mês de abril de 70 d.C. Jerusalém foi retomada, por Tito, conforme informa o historiador judeu, Flávio Jo-sefo, no dia 8/09/70 d.C.
Tito pediu que preservassem o Templo, a todo custo. O diabo queria contestar a profecia de Jesus: “Não ficará aqui, pedra sobre pedra que não seja derribada.”
Um dos seus soldados, porém, lançou uma tocha sobre uma janela do Templo, as cortinas incendiaram-se e logo tudo era fogo. O ouro das paredes, derreteu-se e foi infiltrando-se entre as pedras.
Os soldados, então, moveram os blocos de pedra, a fim de pegarem aquela riqueza. E assim, as palavras de Cristo se cumpriram nos mínimos e precisos detalhes. O preço pago por tanta intolerância foi 1.100.000 judeus mortos, entre homens, mulheres e crianças.
Sessenta e cinco anos após esta destruição e dispersão da nação judaica, Bar Kochba, no ano 135 d.C., organizou um movimento a fim de restabelecer o cerimonialismo judaico. Imediatamente começou a reconstruir o Templo, mas o exército romano sufocou a insurreição e interrompeu a obra.
Mais tarde, em 380 d.C., o Imperador Juliano, rebelando-se contra o cristianismo, decidiu reconstruir o Templo para provar que a profecia de Jesus de que “não ficará aqui pedra sobre pedra”, não era verdadeira.
Prometeu proteção e riqueza aos judeus que o ajudassem na execução do projeto. Porém, ele não contava com uma sucesssão de ocorrências sobrenaturais que o levaram ao abandono da tarefa impossível.
“Juliano, o apóstata”, como passou a ser reconhecido, foi mortalmente ferido no campo de batalha. Reunindo as últimas forças, clamou: “Ó Galileu, Tu venceste!”
Mais tarde, o Império Otomano se apossou de toda a área onde estava o templo na qual erigiram duas Mesquitas. Estão lá ainda hoje.
Meu amado, por ocasião da páscoa no ano 70 d.C., se deu a grande destruição de Jerusalém, e o majestoso Templo Herodiano, considerado por muitos a oitava maravilha do mundo, tornou-se a sepultura de um Sistema Religioso que havia de desaparecer após a morte do Senhor Jesus. A Lei Cerimonial, com todos seus ritos envolventes e impressionantes, foi ali enterrada para sempre.
“Mateus 24: 20: Jesus instruiu Seus discípulos a observar o Sábado, durante a grande tribulação, relacionada com a destruição de Jerusalém, que se daria quarenta anos após Sua ressurreição. A mesma instrução se aplica ao povo de Deus no tempo do fim, tendo que enfrentar seus inimigos.
“Esse texto é parte da interpretação da profecia de Daniel a respeito do poder da ‘ponta pequena’ (Mat. 24: 15. Dan 8: 13, 14, 25. 9: 27. 11: 31. 12: 11). A atuação da ponta pequena vai até o tempo do fim. Como os cristãos enfrentaram Roma pagã no ano 70 e ainda observaram o Sábado, também o povo de Deus dos últimos dias deve enfrentar os inimigos e prosseguir observando o Sábado.
“Apocalipse 14: 6-7: A mensagem do primeiro anjo é o evangelho eterno. Ela inclui a instrução de que devemos adorar ‘Aquele que fez o Céu, a Terra, o mar, e as fontes das águas.’ (v. 7). Essa é uma óbvia menção ao quarto mandamento. ‘Porque em seis dias fez o Senhor os Céus e a Terra, o mar e tudo o que neles há, e ao sétimo dia descansou (Êxo. 20:11).’”
Abraço!!!

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

A Verdade Sobre a Mudança da Lei Moral!

Aproximadamente há dois milênios atrás eclodiu no espaço, pela boca de Pilatos diante de Jesus, a milenar pergunta registrada em João 18:37 e 38: “...que é a verdade?”Pilatos quis saber o que é a verdade, estando diante dela, sem, contudo, dela fazer caso. A busca da verdade é a tônica desta geração desencontrada. Churchill disse certa ocasião: “De vez em quando os homens tropeçam na verdade e bem depressa se levantam, como se nada houvesse acontecido.”
O profeta Isaías, pela inspiração divina, diz que, “... a verdade anda tropeçando pelas ruas...” (Isa. 59:14 e 15). A busca da verdade que fazem hoje os que dizem almejá-la é feita apenas por parte. A verdade está ao alcance de todos e são muitos os que passam por ela, não fazendo nenhum esforço por obedecê-la. Fecham o coração, ouvidos e olhos. Rejeitam assim a oportunidade de descobrir o que é a Verdade. É necessário encontrar a verdade, e Jesus assegura:
João 8: 32
“E conhecereis a verdade e a verdade vos libertará.”
Conclui-se então que, se a verdade liberta, o homem efetivamente está preso. E, preso a quê? Ao pecado, aos vícios, erros, à ignorância, preso a alguma religião por tradição, sentimentalismo, obrigação ou camaradagem.
A verdade de cada um assume proporções grandiosas quando em choque com outras verdades. São as verdades particulares de cada qual. E são defendidas com todo ardor. E há até os que se sacrificam para defender a verdade que aceitam. Daí a grande necessidade de encontrar a verdade que só Deus tem e pode santificar, libertar, trazer paz, felicidade e salvação.
É comum ouvir-se cristãos, das mais variadas Igrejas Evangélicas, defenderem fervorosamente a idéia de que possuem a verdade, o que em parte é aceitável. Assim levantam-se todos a uma voz e gritam: “Nós estamos com a verdade!” Não descreio, porque Jesus Cristo é a verdade. Deus é a verdade. A Bíblia é a verdade. E quem se fundamenta nestas verdades pode enunciar possuí-las. – Mas... pergunto: É somente isso a verdade de Deus? O que é a verdade para Deus?
Antes de continuar, irmão, raciocine comigo: O que é uma casa? Certamente, para ser uma casa, é preciso que se tenha: piso, paredes, teto, compartimentos, etc... Havendo apenas paredes e piso, não se pode dizer que seja uma casa. O máximo que se pode admitir é ser uma casa incompleta.
Uma árvore também, para ser considerada como tal, terá que ter raízes, tronco, folhas, etc. Tendo apenas raízes e um tronco quebrado ou cortado não é em si mesma uma árvore, mas um pedaço de árvore. Assim, irmão, a verdade que Deus deseja que o homem encontre é um conjunto de verdades que em si forma a verdade pura e cristalina que restaura, liberta, santifica e salva. E, esta verdade completa, é apresentada pela Bíblia como sendo um conjunto de cinco partes, que formam, portanto, a verdade total de Deus.
Primeira – Deus é a verdade (Isa. 65:16).
Segunda – Jesus Cristo é a verdade (João 14:6).
Terceira – O Espírito Santo é a verdade (João 16:13).
Quarta – A Bíblia é a verdade (João 17:17).
Se você irmão, tem, crê e vive estas verdades, está no caminho, mas... ainda lhe falta alguma coisa, e esta é a:
Quinta – A Lei de Deus é a verdade (Sal. 119:142).
Eis aqui, amado, a verdade completa, apresentada pela santa Bíblia. Mas, lamentavelmente, uma verdade deste conjunto glorioso está sendo desprezada. Uma destas verdades santificadoras foi lançada por terra (Dan. 8:12), e poucos são os que a têm levantado, reconduzindo-a ao seu devido lugar.
A Lei de Deus dos Dez Mandamentos tem sido ridicularizada e desdenhada, e isso para alegria de todos os demônios. O profeta Daniel, quase 600 anos antes de Jesus nascer, profetizou esta atrocidade dizendo:
Daniel 7: 25
“E proferirá palavras contra o Altíssimo, e destruirá os santos do Altíssimo e cuidará em mudar os tempos e a Lei...”
Sim, a Lei de Deus foi alterada, arrancaram de lá o Sábado e colocaram em seu lugar um dia espúrio, estranho à Palavra de Deus. Todas as desculpas e suposições podem ser levantadas para a defesa do cancelamento do Sábado como dia santificado de guarda, porém, ficará patente, sempre e eternamente, que ele foi cancelado pelo homem e não por Deus.
Sim, digo-o outra vez, uma destas verdades está lançada ao chão e disso os cristãos sinceros e leais têm que se conscientizar. Deus espera que nos levantemos em favor de Sua santa Lei.
Caro irmão, nada existe de mais precioso que andar na luz. Quando isso ocorre, fogem as dúvidas e intranquilidades. A verdade borbulha quando exposta e submetida ao crivo das Escrituras. E ela só deixará de ser uma teoria para o cristão, quando este, humildemente, ao descobrí-la, decidir observá-la, mesmo perseguido ou chacoteado. O cristão que se prepara para o Céu não se intimida nem se envergonha de tomar decisões firmes ao lado da verdade global de Deus.
Muitos hoje, despercebidamente, ensinam que não importa o que se creia, desde que seja sincero. Este é um pensamento criminoso que não tem base escriturística. Ninguém será salvo, crendo numa mentira, mesmo que o faça com toda a sinceridade de seu coração.
Em tempos de ignorância (desconhecimento da verdade divina) Deus tolera o que, de outro modo seria pecado, mas, chegando a luz, a vontade de Deus fica às claras, e há perigo em fazê-la pela metade, e quem o afirma é Jesus, ouça:
João 15:22
“Se Eu não viera, nem lhes houvera falado, não teriam pecado, mas agora não tem desculpa do seu pecado.”
O conjunto global que compõe a verdade completa de Deus foi fragmentado, modificado, e isso não é novidade para os cristãos que conhecem as profecias da Bíblia, porque está escrito no livro do profeta Daniel, com clareza meridiana, que tal fato se daria:
Daniel 8: 12 – “...e lançou a verdade por terra, fez isso e prosperou.”
Veja você, irmão, que tal declaração merece crédito, primeiro porque é bíblica; segundo, porque é confirmada pela história universal. Observe:
No ano 31 d.C. deu-se a morte de Jesus, e nesta época, a Verdade completa de Deus estava de pé, ou seja: não tinha sido ainda “lançada por terra.”
No ano 58 d.C., a Igreja Apostólica mantinha ainda de pé esta verdade sacrossanta, embora Paulo advertisse profeticamente:
Atos 20: 29-30
“Porque eu sei isto, que, depois da minha partida, entrarão no meio de vós lobos cruéis, que não perdoarão o rebanho; e que dentre vós mesmos se levantarão homens que falarão coisas perversas, para atraírem os discípulos após si.”
No ano 62 d.C., ainda continuava de pé a verdade, e neste ano Paulo assevera com todo zelo, instruindo os discípulos que alguém se atreveria contra a verdade de Deus para lançá-la por terra. Note:
II Tessalonicenses 2:3-4
“Ninguém de maneira alguma vos engane, porque não será assim sem que antes venha a apostasia, e se manifeste o homem do pecado, o filho da perdição; o qual se opõe, e se levanta contra tudo o que se chama Deus, ou se adora; de sorte que se assentará, como Deus, no templo de Deus, querendo parecer Deus.”
No ano 100 d.C., a verdade ainda continuava de pé. Foi por volta deste ano que morreu João, o último dos apóstolos, outro defensor intransigente da verdade completa.
A verdade global de Deus vai avançando intacta pelos anos, apesar da apostasia do 2º e 3º séculos. A partir, porém, do 4º século, o cumprimento das profecias de Daniel e Paulo vai ocorrer. Fique atento.
Na primeira parte do 4º século, o imperador romano Constantino diz que se convertera ao cristianismo, porém isso não passou de manobra política, com interesses pessoais, porque (dizem), de fato, seu coração permaneceu pagão. No ano 321, exatamente aos 7 de Março, Constantino, o Grande, lavra o seguinte edito:
“Que os juízes e o povo das cidades, bem como os comerciantes, repousem no venerável dia do Sol; aos moradores dos campos, porém, conceda-se atender livre e desembaraçadamente aos cuidados de sua lavoura, visto suceder frequentemente não haver dia mais adequado à semeadura e ao plantio das vinhas, pelo que não convém deixar passar a ocasião oportuna e privar-se a gente das provisões deparadas pelo Céu.”
Corpus Juris Civillis Cord. Liv. 3, Tit. 12,3
O original encontra-se na Biblioteca de
Harward-College (Univ. Livre de Cambridge, EUA)
Esta foi a primeira lei original do domingo na Terra e modelo de todas as leis dominicais que se seguiriam. Este edito uniu a Igreja Cristã e o Estado Romano. Fundiam-se o poder político e o religioso. Estava aberto o caminho para a fraude. A verdade global de Deus começa a perigar, e o domingo inicia sua escalada para enganar a cristandade, tomando o lugar do santo Sábado do Senhor.
Havia cristãos, porém, que guardavam o Sábado e o domingo paralelamente. Assim satisfaziam a “gregos e troianos”, e outros, para livrarem a pele, obedeciam ao imperador que, dando rédeas aos seus planos, revelando zelo e temor que o povo viesse adorar deuses pagãos (?), trouxe para dentro da Igreja Cristã imagens da virgem Maria, de Cristo e dos apóstolos. “Os dias de festa dos pagãos foram dedicados ao serviço de Deus”. Entre estes, o destaque era para o “deus Sol”, que, do dia de domingo se fez senhor, tornando-o santo e reverenciado pela cristandade até hoje.
Os antigos antepassados da humanidade adoravam o Sol no primeiro dia da semana. O deus Sol, era como o chamavam. O Egito, foi, na antiguidade, o foco central de adoração ao Sol, que recebeu o nome de Amon-Rá.
Os gregos e romanos também adoravam o Sol – o deus Mitra, no primeiro dia da semana. Os babilônios dedicavam o primeiro dia da semana ao culto do Sol. No ano 274 a.D., o imperador Aureliano também “adotou o culto do Sol como a religião oficial do Império Romano”, do qual Constantino também era adorador. O primeiro dia da semana foi assim dedicado ao culto do sol – Sol Invicto, que por isso era chamado no Latim dies solis – dia do Sol. O vocábulo inglês para domingo é SUNDAY e quer dizer: Dia do Sol.
Não há dúvidas que a observância do domingo como dia santo tem suas raízes e origens no paganismo.
Leia como famosas Enciclopédias confirmam isto. No artigo domingo, dizem:
“A mais antiga documentação da observância do domingo como imposição legal é o edito de Constantino, em 321 d.C., que decreta que as cortes de justiça, os habitantes das cidades e o comércio em geral, devessem repousar no domingo (venerabili die solis), excetuando-se apenas os que se empenhavam em trabalhos agrícolas.” – Enciclopédia Britânica, Nona Edição.
“Constantino, o grande, fez uma lei para todo o Império (321 d.C.), estatuindo que o domingo fosse observado como dia de repouso em todas as cidades e vilas; mas permitindo que os camponeses prosseguissem em seus trabalhos.” – Enciclopédia Americana.
Com sua licença, abro um parêntese especial para dizer-lhe que o próprio Cardeal Gibbons, primaz da Igreja Católica Romana nos Estados Unidos, afirmou:
“Podereis ler a Bíblia do Gênesis ao Apocalipse e não encontrareis uma única linha que autorize a santificação do domingo. As Escrituras ordenam a observância do Sábado, dia que nós nunca santificamos.” –
Finalmente irmão, no Concílio de Laodicéia, no ano 364 d.C., a Igreja Romana transferiu definitivamente a solenidade do Sábado para o domingo, agora como dia santificado e obrigatório para todos os cristãos. Está portanto cumprida a profecia (Dan. 8:12; 7:25). Eis o referido decreto:
“Os cristãos não devem judaizar [guardar o Sábado], ou estar ociosos no Sábado, mas trabalhando nesse dia; o dia do Senhor (domingo), entretanto, honrarão especialmente, e como cristãos não devem, se possível, fazer qualquer trabalho nele. Se, porém, forem apanhados judaizando, serão separados de Cristo.” – Cânon 29 do Concílio de Laodicéia.
A verdade foi assim lançada por terra. Isto é: a Lei de Deus, escrita por Seu próprio dedo, duas vezes, em tábuas de pedra, foi alterada pelo homem e hoje são milhões os que aceitam essa infeliz modificação.
O poder profetizado por Paulo em II Tessalonicenses 2:3 e 4, modificou os Dez Mandamentos a seu bel-prazer. Como quis, alterou, trocou, retirou, mudou, transferiu, “pintou e bordou” com a única parte da Bíblia que Deus não permitiu o homem escrever; e os cristãos, que deveriam posicionar-se contra, aceitaram, em parte, este crime cometido contra a Lei de Deus. Ora, aceitando parte, também é uma contribuição à destruição do todo (Tiago 2:10).
Veja, a seguir, as duas leis e, sinta como o homem se colocou acima de Deus, depois decida. Se for correto, aceite a lei maior... a de Deus. Prepare-se.
A LEI DE DEUS FALSIFICADA PELO HOMEM
Conforme o Segundo Catecismo da Doutrina Cristã, pág. 9 Edição Oficial, 1930.

I
Amar a Deus sobre todas as coisas
II
Não tomar Seu santo nome em vão
III
Guardar domingos e festas
IV
Honrar pai e mãe
V
Não matar
V I
Não pecar contra a castidade
V I I
Não furtar
V I I I
Não levantar falso testemunho
I X
Não desejar a mulher do próximo
X
Não cobiçar as coisas alheias
– 46 Palavras
Suprimido o segundo mandamento, ficaram nove; para completar os dez, dividiu-se o décimo em dois. Foi trocado o Sábado pelo domingo, modificou-se o primeiro mandamento, para que coadunasse com a retirada do segundo. Que fantástico cumprimento profético!
Daniel 8:12; Daniel 7:25; II Tessalonicenses 2:3 e 4.
“A igreja após trocar o dia de descanso do Sábado dos judeus, ou o sétimo dia da semana, para o primeiro dia, fez o terceiro mandamento e se refere ao domingo que seja mantido sagrado como o Dia do Senhor.”
Enciclopédia Católica, Vol. 4, pág. 153.
A LEGÍTIMA LEI DE DEUS - Êxodo 20:3-17
I
Não terás outros deuses diante de Mim.
II
Não farás para ti imagens de escultura, nem alguma semelhança do que há em cima nos Céus, nem embaixo na Terra. Não te encurvarás a elas nem as servirás; porque Eu o Senhor teu Deus, sou Deus zeloso, que visito a maldade dos pais nos filhos, até a terceira e quarta geração daqueles que Me aborrecem, e faço misericórdia em milhares aos que Me amam e guardam os Meus mandamentos.
III
Não tomarás o Nome do Senhor teu Deus em vão; porque o Senhor não terá por inocente o que tomar Seu Nome em vão.
IV
Lembra-te do dia de Sábado para o santificar. Seis dias trabalharás e farás toda a tua obra, mas o sétimo dia é o Sábado do Senhor teu Deus; não farás nenhuma obra, nem tu, nem teu filho, nem tua filha, nem o teu servo, nem a tua serva, nem o teu animal, nem o teu estrangeiro, que está dentro das tuas portas. Porque em seis dias fêz o Senhor os Céus e a Terra, o mar e tudo o que neles há, e ao sétimo dia descansou; portanto abençoou o Senhor o dia do Sábado e o santificou.
V
Honra teu pai e tua mãe, para que se prolonguem os teus dias na Terra que o Senhor teu Deus te dá.
VI
Não matarás.
VII
Não adulterarás.
VIII
Não furtarás.
IX
Não dirás falso testemunho contra o teu próximo.
X
Não cobiçarás a casa do teu próximo; não cobiçarás a mulher do teu próximo, nem o seu servo, nem a sua serva, nem o seu boi, nem o seu jumento, nem coisa alguma do teu próximo.


280 Palavras

Será que este poder religioso que iludiu os cristãos achou-se maior que o Rei? Lançou-Lhe a pecha de incúrio? Achou que Deus deveria ser suscinto, ou Se fez multiplicador de palavras? Incrível!
DEUS É SUA LEI É
SANTO Lev. 19:2 SANTA Rom. 7:12
JUSTO Sal. 145:17 JUSTA Rom.7:12; Sal.119:172
BOM Sal. 34:8 BOA Rom. 7:12 e 16
ETERNO Isa. 40:28 ETERNA Sal. 119:144; Mat. 5: 18
IMUTÁVEL Tia. 1:17; Mal. 3:6 IMUTÁVEL Sal. 89:34
OBSERVAÇÕES:
Profecia de que a lei de Deus seria mudada Dan. 7:25
O transgressor da Lei de Deus, consciente, até
sua oração é abominável Prov. 28:9
Quem será justificado? Os que ouvem ou os que praticam
(guardam) a lei? Rom. 2:13
Requisito básico para quem pretende ensinar a verdade Isa. 8:20
Os hinos 138 e 468 do Cantor Cristão falam da Lei de Deus (Êxo. 20:3-17)
CURIOSIDADE:
A Primeira Igreja Batista de Niterói distribuiu recentemente o folheto “Os Dez Mandamentos”, com carimbo-convite (guardo no arquivo um exemplar). Consideremos:
Distribuir tal literatura, inda mais com o carimbo da igreja, com dia e hora de culto, é sinal contundente de que aquela mensagem é certa, e é o que a igreja deseja para quem irá recebê-la. Ora, imaginemos que alguém recebe um destes convites, e vai ao culto. Por fim, vê que aquela igreja, apesar de distribuir uma literatura onde realça a vigência e santidade do Sábado bíblico, como confirma o folheto, ao dizer no rodapé: “Esta seleção bíblica é parte das Escrituras Sagradas – Êxodo 20:1-17”. No entanto, a Igreja Batista guarda o domingo! Como dizer isso aos visitantes?
Se a igreja disser que o referido folheto está errado, cairá em contradição, pois então estaria dando uma mensagem errada. Se afirmar que o Sábado foi mudado por quaisquer motivos, a contradição continua, pois não existe nenhuma passagem na Bíblia que consigne tal modificação.
Então, que dirá a igreja? Que a lei foi abolida? Mas como? Distribuir literatura cuja mensagem está revogada, inda mais com carimbo indicativo do dia e hora do culto?
O Sábado não foi cancelado, nem abolido! A lei, sim, foi alterada, e os evangélicos sabem disso, mas não se decidem a tomar posição definida em favor do Autor da lei.
Que não seja assim com você, irmão! (Leia algo interessante na pág. 137).
Ó RELEMBRANDO:
Que é pecado? – Resposta: “Transgressão da Lei de Deus” (I João 3:4 – Versão Rev. e Atualizada).
Dizem que Jesus aboliu a Lei de Deus. – Paulo porém diz: “... onde não há lei, não existe pecado” (Rom. 4:15; 5:13).
A Bíblia fala que Jesus salvará o povo de seus pecados (Mat. 1:21). – Entretanto, abolida a lei, o pecado desaparece; sem pecado, todos tornam-se justos, não há então necessidade de salvação. Não havendo salvação, Jesus para nada vale, e Seu sacrifício foi em vão. Vê o engodo satânico?!
Que os cristãos ergam o estandarte ensanguentado do Filho de Deus, posicionando-se ao lado de Sua santa Lei, com coragem e bravura.
PARA FIXAR
Somente três coisas fez Deus com Suas próprias mãos:
O homem (Gên. 2:7), a mulher (Gên. 2:21), e a Lei Moral (Êxo. 31:18).
Quando o homem pecou, Jesus morreu em seu lugar, para satisfazer a exigência da lei, provando a eternidade deste código moral de conduta. Nada o pode mudar. Ninguém o pode alterar. Deus o fez para nortear e proteger o homem, e isso para todo o sempre (Isa. 66:22 e 23; Mat. 5:17 e 18).
“O nosso amor a Deus encontra a sua manifestação na observância aos mandamentos de Deus... Obediência aos mandamentos de Deus em imitação de Cristo... Assim sendo, ele (o apóstolo João) ordena aos homens que dêem prova do seu conhecimento de Deus. Para saberem de certo se têm ou não o conhecimento de Deus, a prova é simples – guardam os mandamentos de Deus?” – Pr. Myer Pearlman (teólogo Assembleano), Através da Bíblia, págs. 344, 341. (referindo-se a I João 2: 2-6 e 5: 2-3).
Os huguenotes, albigenses e valdenses, que recusaram veementemente a mudança da Lei de Deus, guardaram o Sábado, mais de mil anos depois que a Igreja Romana o subverteu, pois estes povos preservaram as Escrituras em sua pureza original.
Na Etiópia, no Século XVII, o Sábado era observado como memorial da criação.
“Os Dez Mandamentos são um código de princípios, não de regras e regulamentos, de ‘faça isto’ e ‘não faça aquilo’. Deus deseja que esses princípios se tornem os princípios evidenciados em nosso caráter.” – Lição da Escola Sabatina, nº 7, 24/8/1984.
CONTRASTE ENTRE AS DUAS LEIS

LEI MORAL
1 – Proclamada pelo próprio Deus (Êxo. 20:1,22).
2 – Escrita por Deus (Êxo. 31:18; Deut. 9:10).
3 – Escrita em tábuas de pedra (Êxo. 31:18).
4 – Entregue por Deus, Seu escritor, a Moisés (Êxo. 31:18).
5 – Depositada por Moisés “dentro da arca” (Deut. 10:5).
6 – Tem que ver com preceitos morais (Êxo. 20:3-17).
7 – Mostra o pecado (Rom. 7:7).
8 – Seu quebrantamento é pecado (I João 3:4).
9 – É preciso “guardar toda lei” (Tiago 2:10).
10 – Porque “devemos ser julgados” por esta lei (Tiago 2:12).
11 – O cristão que guarda esta lei é bem-aventurado (Tiago 1:25).
12 – “Lei perfeita da liberdade” (Tiago 1:25 – comp. com Tiago 2:12).
13 – Paulo tinha prazer nesta lei (Rom. 7:22 – comp. c/ Rom. 5:7).
14 – Estabelecida pela fé em Cristo (Rom. 3:31).
15 – Cristo devia “engrandecer” a lei, e fazê-la gloriosa (Isa. 42:21).
16 – “Sabemos que a lei é espiritual” (Rom. 7:14 comp. c/ v. 7).
17 – É estabelecida na dispensação evangélica (Rom. 3:31).
18 – É uma lei eterna, inab-rogável (Mat. 5:18).
19 – Não pode ser mudada (Luc. 16:17).
20 – Contém um Sábado semanal (Êxo. 20:8-11).
21 – Contém um Sábado que continuará, mesmo na eternidade (Isa. 66:23).

“Nós não podemos compreender a salvação sem entender a Lei de Deus...Deus revela Sua vontade, no tocante ao procedimento do homem, por meio dos mandamentos que lhe apresenta... O propósito da lei é fazer com que os homens sintam sua necessidade de Jesus Cristo e do Seu evangelho de perdão... Pela lei vem o conhecimento do pecado. Os homens precisam buscar a Deus, reconhecendo-se pecadores, ou seja, criaturas que sabem ter desobedecido a lei e o governo de Deus, reconhecendo-se verdadeiros inimigos do próprio Deus pelo desrespeito às Suas leis.” – Pr. Harold J. Brokle, ( teólogo Assembleano), Prosperidade Pela Obediência, págs. 14, 15, 16, 17.
“Os mandamentos de Deus são cercas, por assim dizer, que impedem ao homem entrar em território perigoso e dessa maneira sofrer prejuízo para sua alma.” – Pr. Myer Pearlman (teólogo Assembleano), Conhecendo as Doutrinas da Bíblia, pág. 91.
“O Decálogo – o fundamento do pacto é o mais essencial da lei, como também a condição para vida e felicidade.” – Pr. Carlo Johansson (teólogo Assembleano) Síntese Bíblica do Velho Testamento, pág. 116.
LEI CERIMONIAL
1 – Anunciada por Moisés (Êxo. 24:3).
2 – Escrita por Moisés (Êxo. 24:4; Deut. 31:19).
3 – Escrita em um livro (Êxo. 24:4,7; Deut. 31:24).
4 – Entregue por Moisés, seu escritor, aos levitas (Deut. 31:25 e 26).
5 – Depositada pelos levitas “fora da arca” (Deut. 31:26).
6 – Trata com matéria cerimonial e ritual (Lev. 23).
7 – Prescreve ofertas para o pecado (Ler todo o livro de Lev.).
8 – Não há nenhum pecado em quebrá-la; foi abolida (Efé. 2:15; Col. 2:14).
9 – Os apóstolos não deram ordens para guardá-la (Atos 15:24).
10 – Não seremos julgados por esta lei (Col. 2:16).
11 – O cristão que guarda esta lei não é abençoado (Gál. 5:1-6).
12 – O cristão que guarda esta lei perde a liberdade (Gál. 5:1,3).
13 – Paulo classificou-a de jugo de servidão (Gál. 5:1 ver Atos 15:10).
14 – Abolida por Cristo (Efé. 2:15).
15 – Cristo riscou “a cédula que era contra nós...” (Col. 2:14).
16 – “Lei do mandamento carnal” (Heb. 7:16).
17 – Foi abolida na dispensação evangélica (Efé. 2:15).
18 – Constitui-se em mera sombra das coisas futuras (Heb. 10:1)
19 – Foi mudada por necessidade (Heb. 7:12).
20 – Continha Sábados anuais (Lev. 23:24, 27, 32, 39).
21 – Abrigava sábados cerimoniais que cessaram na cruz (Col.2:14-17).
“Os Dez Mandamentos foram escritos em tábuas: uma em relação a Deus e outra em relação ao próximo. Na primeira tábua as diretrizes que nos ensinam a reverenciar a Deus e na segunda a respeitar ao próximo. São princípios eternos de Deus, portanto, imutáveis.” – Pastor Fanini (Teólogo Batista), Dez Passos Para Uma Vida Melhor, pág. 21.
“O homem não pode entender verdadeiramentte a cruz de Cristo sem primeiro entender a Lei de Deus. O pecado é a transgressão da lei ... e esta declara que estamos sob sentença de condenação. O homem é um criminoso diante do tribunal de juízo de Deus... Quando olhamos para a cruz e vemos Cristo morrendo ali, somos admoestados pelas Escrituras a nos ver, não só perdoados por causa do sangue derramado, mas também condenados à morte com Cristo. Aqui a lei e a cruz combinam em divina harmonia. Tanto a lei como a cruz de Cristo condena à morte o velho eu egoísta.” – Haroldo J. Brokke, A Lei é Santa, págs. 136-137.
Abraço!!!

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