sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

A Plenitude dos Tempos

   
 "Vindo a plenitude dos tempos, Deus enviou Seu Filho ... para remir os que estavam debaixo da lei, a fim de recebermos a adoção de filhos." Gál. 4:4 e 5. 
    A vinda do Salvador foi predita no Éden. Quando Adão e Eva ouviram pela primeira vez a promessa, aguardavam-lhe o pronto cumprimento. Saudaram alegremente seu primogênito, na esperança de que fosse o Libertador. Mas o cumprimento da promessa demorava. Aqueles que primeiro a receberam, morreram sem o ver. Desde os dias de Enoque, a promessa foi repetida por meio de patriarcas e profetas, mantendo viva a esperança de Seu aparecimento, e todavia Ele não vinha. A profecia de Daniel revelou o tempo de Seu advento, mas nem todos interpretavam corretamente a mensagem. Século após século se passou; cessaram as vozes dos profetas. A mão do opressor era pesada sobre Israel, e muitos estavam dispostos a exclamar: "Prolongar-se-ão os dias, e perecerá toda a visão." Ezeq. 12:22. 

Mas, como as estrelas no vasto circuito de sua indicada órbita, os desígnios de Deus não conhecem adiantamento nem tardança. Mediante os símbolos da grande escuridão e do forno fumegante, Deus revelara a Abraão a servidão de Israel no Egito, e declarara que o tempo de sua peregrinação seria de quatrocentos anos. "Sairão depois com grandes riquezas." Gên. 15:14. Contra essa palavra, todo o poder do orgulhoso império de Faraó batalhou em vão. "Naquele mesmo dia", indicado na promessa divina, "todos os exércitos do Senhor saíram da terra do Egito." Êxo. 12:41. Assim, nos divinos conselhos fora determinada a hora da vinda de Cristo. Quando o grande relógio do tempo indicou aquela hora, Jesus nasceu em Belém. 
    "Vindo a plenitude dos tempos, Deus enviou Seu Filho." A Providência havia dirigido os movimentos das nações, e a onda do impulso e influência humanos, até que o mundo se achasse maduro para a vinda do Libertador. As nações estavam unidas sob o mesmo governo. Falava-se vastamente uma língua, a qual era por toda parte reconhecida como a língua da literatura. De todas as terras os judeus da dispersão reuniam-se em Jerusalém para as festas anuais. Ao voltarem para os lugares de sua peregrinação, podiam espalhar por todo o mundo as novas da vinda do Messias. 
    Por essa época, os sistemas pagãos iam perdendo o domínio sobre o povo. Os homens estavam cansados de aparências e fábulas. Ansiavam uma religião capaz de satisfazer a alma. Conquanto a luz da verdade parecesse afastada dos homens, havia almas ansiosas de luz, cheias de perplexidade e dor. Tinham sede do conhecimento do Deus vivo, da certeza de uma vida para além da morte. 
    À medida que Israel se havia separado de Deus, sua fé se enfraquecera, e a esperança deixara, por assim dizer, de iluminar o futuro. As palavras dos profetas eram incompreendidas. Para a massa do povo, a morte era um terrível mistério; para além, a incerteza e as sombras. Não era só o pranto das mães de Belém, mas o clamor do grande coração da humanidade, que chegou ao profeta através dos séculos - a voz ouvida em Ramá, "lamentação, choro e grande pranto: Raquel chorando os seus filhos, e não querendo ser consolada, porque já não existem". Mat. 2:18. Na "região da sombra da morte", sentavam-se os homens sem consolação. Com olhares ansiosos, aguardavam a vinda do Libertador, quando as trevas seriam dispersas, e claro se tornaria o mistério do futuro. 
    Fora da nação judaica houve homens que predisseram o aparecimento de um instrutor. Esses homens andavam em busca da verdade, e foi-lhes comunicado o Espírito de inspiração. Um após outro, quais estrelas num céu enegrecido, haviam-se erguido esses mestres. Suas palavras de profecia despertaram a esperança no coração de milhares, no mundo gentio. 
    Fazia séculos que as Escrituras haviam sido traduzidas para o grego, então vastamente falado no império romano. Os judeus estavam espalhados por toda parte, e sua expectação da vinda do Messias era, até certo ponto, partilhada pelos gentios. Entre aqueles a quem os judeus classificavam de pagãos, encontravam-se homens que possuíam melhor compreensão das profecias da Escritura relativas ao Messias, do que os mestres de Israel. Alguns O esperavam como Libertador do pecado. Filósofos esforçavam-se por estudar a fundo o mistério da organização dos hebreus. A hipocrisia destes, porém, impedia a disseminação da luz. Com o fito de manter a separação entre eles e as outras nações, não se dispunham a comunicar o conhecimento que ainda possuíam quanto ao serviço simbólico. Era preciso que viesse o verdadeiro Intérprete. Aquele a quem todos esses tipos prefiguravam, devia explicar o sentido dos mesmos. 
    Por meio da Natureza, de figuras e símbolos, de patriarcas e profetas, Deus falara ao mundo. As lições deviam ser dadas à humanidade na linguagem da própria humanidade. O Mensageiro do concerto devia falar. Sua voz devia ser ouvida em Seu próprio templo. Cristo tinha de vir para proferir palavras que fossem clara e positivamente compreendidas. Ele, o autor da verdade, devia separá-la da palha das expressões humanas, que a haviam tornado de nenhum efeito. Os princípios do governo de Deus e o plano da redenção, deviam ficar claramente definidos. As lições do Antigo Testamento precisavam ser plenamente apresentadas aos homens. 
    Havia entre os judeus ainda algumas almas firmes, descendentes daquela santa linhagem através da qual fora conservado o conhecimento de Deus. Estes acalentavam a esperança da promessa feita aos pais. Fortaleciam a fé repousando na certeza dada por intermédio de Moisés: "O Senhor vosso Deus vos suscitará um profeta dentre vossos irmãos, semelhante a mim: a Este ouvireis em tudo que vos disser." Atos 3:22. E novamente liam como o Senhor havia de ungir Alguém "para pregar boas novas aos mansos", "restaurar os contritos de coração", "proclamar liberdade aos cativos", e apregoar "o ano aceitável do Senhor". Isa. 61:1 e 2. Liam como Ele havia de estabelecer "a justiça sobre a Terra", como as ilhas aguardariam a "Sua doutrina", (Isa. 42:4) como os gentios andariam à Sua luz, e os reis ao resplandor que Lhe nascera. Isa. 60:3. 
    As derradeiras palavras de Jacó os enchiam de esperança: "O cetro não se arredará de Judá, nem o legislador dentre seus pés, até que venha Siló." Gên. 49:10. O enfraquecido poder de Israel testemunhava que a vinda do Messias estava às portas. A profecia de Daniel pintava a glória do Seu reino sobre um domínio que sucederia a todos os impérios terrestres; e disse o profeta: "subsistirá para sempre". Dan. 2:44. Ao passo que poucos entendiam a natureza da missão de Cristo, era geral a expectativa de um poderoso príncipe que havia de estabelecer seu reino em Israel, e que viria como um libertador para as nações. 
    Chegara a plenitude dos tempos. A humanidade, tornando-se mais degradada através dos séculos de transgressão, pedia a vinda do Redentor. Satanás estivera em operação para tornar intransponível o abismo entre a Terra e o Céu. Por suas falsidades tornara os homens atrevidos no pecado. Era seu desígnio esgotar     a paciência de Deus, e extinguir-Lhe o amor para com os homens, de maneira que Ele abandonasse o mundo à satânica jurisdição. 
    Satanás estava procurando vedar ao homem o conhecimento de Deus, desviar-lhe a atenção do templo divino, e estabelecer seu próprio reino. Dir-se-ia coroada de êxito sua luta pela supremacia. É verdade, que, em toda geração, Deus tem Seus instrumentos. Mesmo entre os gentios, havia homens por meio dos quais Cristo estava operando para elevar o povo de seu pecado e degradação. Mas esses homens eram desprezados e aborrecidos. Muitos deles haviam sofrido morte violenta. A escura sombra que Satanás lançara sobre o mundo, tornara-se cada vez mais densa. 
    Por meio do paganismo, Satanás desviara por séculos os homens de Deus; mas conseguira seu grande triunfo ao perverter a fé de Israel. Contemplando e adorando suas próprias concepções, os gentios haviam perdido o conhecimento de Deus, tornando-se mais e mais corruptos. O mesmo se deu com Israel. O princípio de que o homem se pode salvar por suas próprias obras, e que jaz à base de toda religião pagã, tornara-se também o princípio da religião judaica. Implantara-o Satanás. Onde quer que seja mantido, os homens não têm barreira contra o pecado. 
    A mensagem de salvação é comunicada aos homens por intermédio de instrumentos humanos. Mas os judeus haviam procurado monopolizar a verdade, que é a vida eterna. Entesouraram o vivo maná, que se corrompera. A religião que tinham buscado guardar só para si, tornara-se um tropeço. Roubavam a Deus de Sua glória, e prejudicavam o mundo por uma falsificação do evangelho. Haviam recusado entregar-se a Deus para a salvação do mundo, e tornaram-se instrumento de Satanás para sua destruição.  
    O povo a quem Deus chamara para ser a coluna e fundamento da verdade, transformara-se em representante de Satanás. Faziam a obra que este queria que fizessem, seguindo uma conduta em que apresentavam mal o caráter de Deus, fazendo com que o mundo O considerasse um tirano. Os próprios sacerdotes que ministravam no templo haviam perdido de vista a significação do serviço que realizavam. Deixaram de olhar, para além do símbolo, àquilo que ele significava. Apresentando as ofertas sacrificais, eram como atores num palco. As ordenanças que o próprio Deus indicara, tinham-se tornado o meio de cegar o espírito e endurecer o coração. Deus não poderia fazer nada mais pelo homem por meio desses veículos. Todo o sistema devia ser banido. 
    O engano do pecado antigira sua culminância. Todos os meios para depravar a alma dos homens haviam sido postos em operação. Contemplando o mundo, o Filho de Deus viu sofrimento e miséria. Viu, com piedade, como os homens se tinham tornado vítimas da crueldade satânica. Olhou compassivamente para os que estavam sendo corrompidos, mortos, perdidos. Estes tinham escolhido um dominador que os jungia a seu carro como cativos. Confundidos e enganados, avançavam, em sombria procissão rumo à ruína eterna - para a morte em que não há nenhuma esperança de vida, para a noite que não tem alvorecer. Agentes satânicos estavam incorporados com os homens. O corpo de criaturas humanas, feito para habitação de Deus, tornara-se morada de demônios. Os sentidos, os nervos, as paixões, os órgãos dos homens eram por agentes sobrenaturais levados a condescender com a concupiscência mais vil. O próprio selo dos demônios se achava impresso na fisionomia dos homens. Esta refletia a expressão das legiões do mal de que se achavam possessos. Eis a perspectiva contemplada pelo Redentor do mundo. Que espetáculo para a Infinita Pureza! 
O pecado se tornara uma ciência, e era o vício consagrado como parte da religião. A rebelião deitara fundas raízes na alma, e violenta era a hostilidade do homem contra o Céu. Ficara demonstrado perante o Universo que, separada de Deus, a humanidade não se poderia erguer. Novo elemento de vida e poder tinha de ser comunicado por Aquele que fizera o mundo. 
    Com intenso interesse, os mundos não caídos observavam para ver Jeová levantar-Se e assolar os habitantes da Terra. E, fizesse Deus assim, Satanás estaria pronto a levar a cabo seu plano de conquistar a aliança dos seres celestiais. Declarara ele que os princípios de Deus tornavam impossível o perdão. Houvesse o mundo sido destruído, e teria pretendido serem justas as suas acusações. Estava disposto a lançar a culpa sobre o Senhor, e estender sua rebelião pelos mundos em cima. Em lugar de destruir o mundo, porém, Deus enviou Seu Filho para o salvar. Embora se pudessem, por toda parte do desgarrado domínio, ver corrupção e desafio, foi provido um meio para resgatá-lo. Justo no momento da crise, quando Satanás parecia prestes a triunfar, veio o Filho de Deus com a embaixada da graça divina. Através de todos os séculos, de todas as horas, o amor de Deus se havia exercido para com a raça caída. Não obstante a perversidade dos homens, os sinais da misericórdia tinham sido constantemente manifestados. E, ao chegar à plenitude dos tempos, a Divindade era glorificada derramando sobre o mundo um dilúvio de graça vivificadora, o qual nunca seria impedido nem retido enquanto o plano da salvação não se houvesse consumado. 
    Satanás rejubilava por haver conseguido rebaixar a imagem de Deus na humanidade. Então veio Cristo, a fim de restaurar no homem a imagem de seu Criador. Ninguém, senão Cristo, pode remodelar o caráter arruinado pelo pecado. Veio para expelir os demônios que haviam dominado a vontade. Veio para nos erguer do pó, reformar o caráter manchado, segundo o modelo de Seu divino caráter, embelezando-o com Sua própria glória. 
Abrazo!

sábado, 25 de janeiro de 2014

O Povo Escolhido

    
Por mais de mil anos aguardara o povo judeu a vinda do Salvador. Nesse acontecimento fundamentara suas mais gloriosas esperanças. No cântico e na profecia, no ritual do templo e nas orações domésticas, haviam envolvido o Seu nome. Entretanto, por ocasião de Sua vinda, não O conheceram. O Bem-Amado do Céu foi para eles "como raiz duma terra seca"; não tinha "parecer nem formosura" Isa. 53:2; e não Lhe viam beleza nenhuma para que O desejassem. "Veio para o que era Seu, e os Seus não O receberam." João 1:11.Todavia Deus escolhera a Israel. Ele o chamara para conservar entre os homens o conhecimento de Sua lei, e dos símbolos e profecias que apontavam ao Salvador. Desejava que fosse como fonte de salvação para o mundo. O que Abraão fora na terra de sua peregrinação, o que fora José no Egito e Daniel nas cortes de Babilônia, devia ser o povo hebreu entre as nações. Cumpria-lhe revelar Deus aos homens.  
    Na vocação de Abraão, Deus dissera: "Abençoar-te-ei, ... e tu serás uma bênção ... e em ti serão benditas todas as famílias da Terra." Gên. 12:2 e 3. O mesmo ensino foi repetido pelos profetas. Ainda depois de Israel haver sido arruinado por guerras e cativeiros, pertencia-lhe a promessa: "Então os restos de Jacó estarão no meio de muitos povos, como um orvalho que vem do Senhor, e como gotas de água que caem sobre a erva, sem dependerem de ninguém, e sem esperarem nada dos filhos dos homens." Miq. 5:7. A respeito do templo de Jerusalém, o Senhor declarou por intermédio de Isaías: "Minha casa será chamada casa de oração para todos os povos." Isa. 56:7. 
Mas os israelitas fixaram suas esperanças em mundanas grandezas. Desde o tempo de sua entrada na terra de Canaã, apartaram-se dos mandamentos de Deus e seguiram os caminhos dos gentios. Era em vão que Deus enviava advertências por Seus profetas. Em vão sofriam eles o castigo da opressão gentílica. Toda reforma era seguida de mais profunda apostasia.  
    Houvessem os filhos de Israel sido leais ao Senhor, e Ele teria podido cumprir Seu desígnio, honrando-os e exaltando-os. Houvessem andado nos caminhos da obediência, e tê-los-ia exaltado "sobre todas as nações que fez, para louvor, e para fama, e para glória" Deut. 26:19. "Todos os povos da Terra verão que és chamado pelo nome do Senhor", disse Moisés; "e terão temor de ti." Deut. 28:10 "Os povos ... ouvindo todos estes preceitos" dirão: "Eis um povo sábio e inteligente, uma nação grande." Deut. 4:6. Devido a sua infidelidade, porém, o desígnio de Deus só pôde ser executado através de contínua adversidade e humilhação.  
    Foram levados em sujeição a Babilônia, e espalhados pelas terras dos pagãos. Em aflição renovaram muitos sua fidelidade ao concerto de Deus. Enquanto penduravam suas harpas nos salgueiros, e lamentavam o santo templo posto em ruínas, a luz da verdade brilhava por meio deles, e difundia-se entre as nações o conhecimento de Deus. O pagânico sistema de sacrifícios era uma perversão do sistema que Deus indicara; e muitos dos sinceros observadores dos ritos pagãos aprenderam dos hebreus o significado do serviço divinamente ordenado, apoderando-se, com fé, da promessa do Redentor.  
    Muitos dos exilados sofreram perseguição. Não poucos perderam a vida em virtude de sua recusa de violar o sábado e observar as festividades pagãs. Quando idólatras se levantaram para esmagar a verdade, o Senhor levou Seus servos à presença de reis e governadores, para que estes e seu povo pudessem receber a luz. Repetidamente os maiores reis foram levados a proclamar a supremacia do Deus a quem seus cativos hebreus adoravam.  
    Mediante o cativeiro de Babilônia, os israelitas foram realmente curados do culto de imagens de escultura. Durante os séculos que se seguiram, sofreram opressão de seus inimigos gentios, até que se firmou neles a convicção de que sua prosperidade dependia da obediência prestada à lei de Deus. Mas com muitos deles a obediência não era motivada pelo amor. Tinham motivo egoísta. Prestavam a Deus um serviço exterior como meio de atingir 
a grandeza nacional. Não se tornaram a luz do mundo, mas excluíram-se do mundo a fim de fugir à tentação da idolatria. Nas instruções dadas a Moisés, Deus estabeleceu restrições à associação deles com os idólatras; estes ensinos, porém, haviam sido mal interpretados. Visavam preservá-los contra as práticas dos gentios. Mas foram usados para estabelecer uma parede de separação entre Israel e todas as outras nações. Os judeus consideravam Jerusalém como seu Céu, e tinham reais ciúmes de que Deus mostrasse misericórdia aos gentios.  
    Depois da volta de Babilônia, foi dispensada muita atenção ao ensino religioso. Ergueram-se por todo o país sinagogas, nas quais a lei era exposta pelos sacerdotes e escribas. E estabeleceram-se escolas que, ao par das artes e ciências, professavam ensinar os princípios da justiça. Esses agentes perverteram-se, porém. Durante o cativeiro, muitos do povo haviam adquirido idéias e costumes pagãos, os quais foram introduzidos em seu culto. Conformaram-se, a muitos respeitos, com as práticas dos idólatras.  
    À medida que se apartavam de Deus, os judeus perderam de vista em grande parte os ensinos do serviço ritual. Esse serviço fora instituído pelo próprio Cristo. Era, em cada uma de suas partes, um símbolo dEle; e mostrara-se cheio de vitalidade e beleza espiritual. Mas os judeus perderam a vida espiritual de suas cerimônias, apegando-se às formas mortas. Confiavam nos sacrifícios e ordenanças em si mesmos, em lugar de descansar nAquele a quem apontavam. A fim de suprir o que haviam perdido, os sacerdotes e rabis multiplicavam exigências por sua conta; e quanto mais rígidos se tornavam, menos manifestavam o amor de Deus. Mediam sua santidade pela multidão de cerimônias, ao passo que tinham o coração cheio de orgulho e hipocrisia.  
    Com todas as suas minuciosas e enfadonhas imposições, era impossível guardar a lei. Os que desejavam servir a Deus, e procuravam observar os preceitos dos rabinos, arrastavam um pesado fardo. Não podiam encontrar sossego das acusações de uma consciência turbada. Assim operava Satanás para desanimar o povo, rebaixar sua concepção do caráter de Deus, e levar ao desprezo a fé de Israel. Esperava estabelecer a pretensão que manifestara quando de sua rebelião no Céu - que as reivindicações de Deus eram injustas, e não podiam ser obedecidas. Mesmo Israel, declara ele, não guardava a lei.  
    Ao passo que os israelitas desejavam o advento do Messias, 
 não tinham um reto conceito da missão que Ele vinha desempenhar. Não buscavam redenção do pecado, mas libertação dos romanos. Olhavam o Messias por vir como um conquistador, para quebrar a força do que os oprimia, e exaltar Israel ao domínio universal. Assim estava preparado o caminho para rejeitarem o Salvador.  
    Ao tempo do nascimento de Cristo, a nação estava irritada sob o governo de seus dominadores estrangeiros, e atormentada por lutas internas. Fora permitido aos judeus manterem a forma de um governo separado; mas coisa alguma podia disfarçar o fato de se acharem sob o jugo romano, ou reconciliá-los com a restrição de seu poder. Os romanos pretendiam o direito de indicar ou destituir o sumo sacerdote, e o cargo era muitas vezes obtido pela fraude, o suborno e até pelo homicídio. Assim o sacerdócio se tornava mais e mais corrupto. Todavia os sacerdotes ainda os tentavam grande poder, e o empregavam para fins egoístas e mercenários. O povo estava sujeito a suas desapiedadas exigências, e era também pesadamente onerado pelos romanos. Esse estado de coisas causava geral descontentamento. Os levantes populares eram freqüentes. A ganância e a violência, a desconfiança e apatia espiritual estavam corroendo o próprio âmago da nação.  
    O ódio dos romanos, bem como o orgulho nacional e espiritual, levaram os judeus a apegar-se ainda rigorosamente a suas formas de culto. Os sacerdotes tentavam manter reputação de santidade mediante escrupulosa atenção às cerimônias religiosas. O povo, em seu estado de trevas e opressão, e os príncipes, sedentos de poder, ansiavam a vinda dAquele que havia de vencer seus inimigos e restaurar o reino a Israel. Eles tinham estudado as profecias, mas sem percepção espiritual. Esqueciam, portanto, os textos que apontavam à humilhação do primeiro advento de Cristo, e aplicavam mal os que falavam da glória do segundo. O orgulho lhes obscurecia a visão. Interpretavam a profecia segundo seus desejos egoístas. 
Abrazo!

sábado, 4 de janeiro de 2014

Deus Conosco

I. Uma Perspectiva

                                                                                                                                                                   "Ele será chamado pelo nome de Emanuel (que quer dizer: Deus conosco)." Mat. 1:23. O brilho do "conhecimento da glória de Deus" vê-se "na face de Jesus Cristo". Desde os dias da eternidade o Senhor Jesus Cristo era um com o Pai; era "a imagem de Deus", a imagem de Sua grandeza e majestade, "o resplendor de Sua glória". Foi para manifestar essa glória que Ele veio ao mundo. Veio à Terra entenebrecida pelo pecado, para revelar a luz do amor de Deus, para ser "Deus conosco". Portanto, a Seu respeito foi profetizado: "Será o Seu nome Emanuel." Isa. 7:14.
Vindo habitar conosco, Jesus devia revelar Deus tanto aos homens como aos anjos. Ele era a Palavra de Deus - o pensamento de Deus tornado audível. Em Sua oração pelos discípulos, diz: "Eu lhes fiz conhecer o Teu nome" - misericordioso e piedoso, tardio em iras e grande em beneficência e verdade - "para que o amor com que Me tens amado esteja neles, e Eu neles esteja" João 17:23. Mas não somente a Seus filhos nascidos na Terra era feita essa revelação. Nosso pequenino mundo é o livro de estudo do Universo. O maravilhoso desígnio de graça do Senhor, o mistério do amor que redime, é o tema para que "os anjos desejam bem atentar", e será seu estudo através dos séculos sem-fim. Mas os seres remidos e os não caídos encontrarão na cruz de Cristo sua ciência e seu cântico. Ver-se-á que a glória que resplandece na face de Jesus Cristo é a glória do abnegado amor. À luz do Calvário se patenteará que a lei do amor que renuncia é a lei da vida para a Terra e o Céu; que o amor que "não busca os seus interesses" (I Cor. 13:5) tem sua fonte no coração de Deus; e que no manso e humilde Jesus se manifesta o caráter dAquele que habita na luz inacessível ao homem.
No princípio, Deus Se manifestava em todas as obras da criação. Foi Cristo que estendeu os céus, e lançou os fundamentos da Terra. Foi Sua mão que suspendeu os mundos no espaço e deu forma às flores do campo. "Ele converteu o mar em terra firme." Sal. 66:6 "Seu é o mar, pois Ele o fez." Sal. 95:5. Foi Ele quem encheu a Terra de beleza, e de cânticos o ar. E sobre todas as coisas na terra, no ar e no firmamento, escreveu a mensagem do amor do Pai.
Ora, o pecado manchou a perfeita obra de Deus, todavia permanecem os traços de Sua mão. Mesmo agora todas as coisas criadas declaram a glória de Sua excelência. Não há nada, a não ser o coração egoísta do homem, que viva para si. Nenhum pássaro que fende os ares, nenhum animal que se move sobre a terra, deixa de servir a qualquer outra vida. Folha alguma da floresta, nem humilde haste de erva é sem utilidade. Toda árvore, arbusto e folha exalam aquele elemento de vida sem o qual nenhum homem ou animal poderia existir; e animal e homem servem, por sua vez, à vida da folha, do arbusto e da árvore. As flores exalam sua fragrância e desdobram sua beleza em bênção ao mundo. O Sol derrama sua luz para alegrar a mil mundos. O próprio oceano, a origem de todas as nossas fontes, recebe as correntes de toda a terra, mas recebe para dar. Os vapores que lhe ascendem ao seio caem em chuveiros para regar a terra a fim de que ela produza e floresça.
Os anjos da glória acham seu prazer em dar - dar amor e infatigável cuidado a almas caídas e contaminadas. Seres celestiais buscam conquistar o coração dos homens; trazem a este mundo obscurecido a luz das cortes em cima; mediante um ministério amável e paciente operam no espírito humano, para levar os perdidos a uma união com Cristo, mais íntima do que eles próprios podem avaliar.
Volvendo-nos, porém, de todas as representações secundárias, contemplamos Deus em Cristo. Olhando para Jesus, vemos que a glória de nosso Deus é dar. "Nada faço por Mim mesmo" (João 8:28), disse Cristo; "o Pai, que vive, Me enviou, e Eu vivo pelo Pai." João 6:57 "Eu não busco a Minha glória" (João 8:50), mas "a dAquele que Me enviou" João 7:18. Manifesta-se nestas palavras o grande princípio que é a lei da vida para o Universo. Todas as coisas Cristo recebeu de Deus, mas recebeu-as para dar. Assim nas cortes celestes, em Seu ministério por todos os seres criados: através do amado Filho, flui para todos a vida do Pai; por meio do Filho ela volve em louvor e jubiloso serviço, uma onda de amor, à grande Fonte de tudo. E assim, através de Cristo, completa-se o circuito da beneficência, representando o caráter do grande Doador, a lei da vida.
No próprio Céu foi quebrantada essa lei. O pecado originou-se na busca dos próprios interesses. Lúcifer, o querubim cobridor, desejou ser o primeiro no Céu. Procurou dominar os seres celestes, afastá-los de seu Criador, e receber-lhes, ele próprio, as homenagens. Portanto, apresentou falsamente a Deus, atribuindo-Lhe o desejo de exaltação própria. Tentou revestir o amorável Criador com suas próprias más características. Assim enganou os anjos. Assim enganou os homens. Levou-os a duvidar da palavra de Deus, e a desconfiar de Sua bondade. Como o Senhor seja um Deus de justiça e terrível majestade, Satanás os fez considerá-Lo como severo e inclemente. Assim arrastou os homens a se unirem com ele em rebelião contra Deus, e as trevas da miséria baixaram sobre o mundo.
A Terra obscureceu-se devido à má compreensão de Deus. Para que as tristes sombras se pudessem iluminar, para que o mundo pudesse volver ao Criador, era preciso que se derribasse o poder enganador de Satanás. Isso não se podia fazer pela força. O exercício da força é contrário aos princípios do governo de Deus; Ele deseja unicamente o serviço de amor; e o amor não se pode impor; não pode ser conquistado pela força ou pela autoridade. Só o amor desperta o amor. Conhecer a Deus é amá-Lo; Seu caráter deve ser manifestado em contraste com o de Satanás. Essa obra, unicamente um Ser, em todo o Universo, era capaz de realizar. Somente Aquele que conhecia a altura e a profundidade do amor de Deus, podia torná-lo conhecido. Sobre a negra noite do mundo, devia erguer-Se o Sol da Justiça, trazendo salvação "sob as Suas asas". Mal. 4:2.
O plano de nossa redenção não foi um pensamento posterior, formulado depois da queda de Adão. Foi a revelação "do mistério que desde tempos eternos esteve oculto". Rom. 16:25. Foi um desdobramento dos princípios que têm sido, desde os séculos da eternidade, o fundamento do trono de Deus. Desde o princípio, Deus e Cristo sabiam da apostasia de Satanás, e da queda do homem mediante o poder enganador do apóstata. Deus não ordenou a existência do pecado. Previu-a, porém, e tomou providências para enfrentar a terrível emergência. Tão grande era Seu amor pelo mundo, que concertou entregar Seu Filho unigênito "para que todo aquele que nEle crê não pereça, mas tenha a vida eterna". João 3:16.
Lúcifer dissera: "Subirei ao céu, acima das estrelas de Deus exaltarei o meu trono. ... Serei semelhante ao Altíssimo." Isa. 14:13 e 14. Mas Cristo, "sendo em forma de Deus, não teve por usurpação ser igual a Deus, mas aniquilou-Se a Si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-Se semelhante aos homens". Filip. 2:6 e 7.
Foi um sacrifício voluntário. Jesus poderia haver permanecido ao lado de Seu Pai. Poderia haver retido a glória do Céu, e as homenagens dos anjos. Mas preferiu entregar o cetro nas mãos de Seu Pai, e descer do trono do Universo, a fim de trazer luz aos entenebrecidos, e vida aos que estavam prestes a perecer.
Cerca de dois mil anos atrás, ouviu-se no Céu uma voz de misteriosa significação, saída do trono de Deus: "Eis aqui venho." "Sacrifício e oferta não quiseste, mas corpo Me preparaste. ... Eis aqui venho (no rolo do livro está escrito de Mim), para fazer, ó Deus, a Tua vontade." Heb. 10:5-7. Nestas palavras anuncia-se o cumprimento do desígnio que estivera oculto desde tempos eternos. Cristo estava prestes a visitar nosso mundo, e a encarnar. Diz Ele: "Corpo Me preparaste." Houvesse aparecido com a glória que possuía com o Pai antes que o mundo existisse, e não teríamos podido resistir à luz de Sua presença. Para que a pudéssemos contemplar e não ser destruídos, a manifestação de Sua glória foi velada. Sua divindade ocultou-se na humanidade - a glória invisível na visível forma humana.
Esse grande desígnio havia sido representado em tipos e símbolos. A sarça ardente em que Cristo apareceu a Moisés, revelava Deus. O símbolo escolhido para representação da Divindade foi um humilde arbusto que, aparentemente, não tinha nenhuma atração. Abrigou, porém, o Infinito. O Deus todo-misericordioso velou Sua glória num símbolo por demais humilde, para que Moisés pudesse olhar para ela e viver. Assim na coluna de nuvem de dia e na de fogo à noite, Deus Se comunicava com Israel, revelando aos homens Sua vontade e proporcionando-lhes graça. A glória de Deus era restringida, e Sua majestade velada, para que a fraca visão de homens finitos a pudesse contemplar. Da mesma maneira Cristo devia vir no "corpo abatido" (Filip. 3:21), "semelhante aos homens". Aos olhos do mundo, não possuía beleza para que O desejassem; e não obstante era o encarnado Deus, a luz do Céu na Terra. Sua glória estava encoberta, Sua grandeza e majestade ocultas, para que pudesse atrair a Si os tentados e sofredores.
Deus ordenou a Moisés acerca de Israel: "E Me farão um santuário, e habitarei no meio deles" (Êxo. 25:8), e habitou no santuário, no meio de Seu povo. Durante toda a fatigante peregrinação deles no deserto, o símbolo de Sua presença os acompanhou. Assim Cristo estabeleceu Seu tabernáculo no meio de nosso acampamento humano. Estendeu Sua tenda ao lado da dos homens, para que pudesse viver entre nós, e tornar-nos familiares com Seu caráter e vida divinos. "O Verbo Se fez carne, e habitou entre nós, e vimos a Sua glória, como a glória do Unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade." João 1:14.
Desde que Cristo veio habitar entre nós, sabemos que Deus está relacionado com as nossas provações, e Se compadece de nossas dores. Todo filho e filha de Adão pode compreender que nosso Criador é o amigo dos pecadores. Pois em toda doutrina de graça, toda promessa de alegria, todo ato de amor, toda atração divina apresentada na vida do Salvador na Terra, vemos "Deus conosco".
Satanás apresenta a divina lei de amor como uma lei de egoísmo. Declara que nos é impossível obedecer-lhe aos preceitos. A queda de nossos primeiros pais, com toda a miséria resultante, ele atribui ao Criador, levando os homens a olharem a Deus como autor do pecado, do sofrimento e da morte. Jesus devia patentear esse engano. Como um de nós, cumpria-Lhe dar exemplo de obediência. Para isso tomou sobre Si a nossa natureza, e passou por nossas provas. "Convinha que em tudo fosse semelhante aos irmãos." Heb. 2:17. Se tivéssemos de sofrer qualquer coisa que Cristo não houvesse suportado, Satanás havia de apresentar o poder de Deus como nos sendo insuficiente. Portanto, Jesus "como nós, em tudo foi tentado". Heb. 4:15. Sofreu toda provação a que estamos sujeitos. E não exerceu em Seu próprio proveito poder algum que nos não seja abundantemente facultado. Como homem, enfrentou a tentação, e venceu-a no poder que Lhe foi dado por Deus. Diz Ele: "Deleito Me em fazer a Tua vontade, ó Deus Meu; sim, a Tua lei está dentro do Meu coração." Sal. 40:8. Enquanto andava fazendo o bem e curando a todos os aflitos do diabo, patenteava aos homens o caráter da lei de Deus, e a natureza de Seu serviço. Sua vida testifica ser possível obedecermos também à lei de Deus.
Por Sua humanidade, Cristo estava em contato com a humanidade; por Sua divindade, firma-Se no trono de Deus. Como Filho do homem, deu-nos um exemplo de obediência; como Filho de Deus, dá-nos poder para obedecer. Foi Cristo que, do monte Horebe, falou a Moisés, dizendo: "EU SOU O QUE SOU.... Assim dirás aos filhos de Israel: EU SOU me enviou a vós." Êxo. 3:14. Foi esse o penhor da libertação de Israel. Assim, quando Ele veio "semelhante aos homens", declarou ser o EU SOU. O Infante de Belém, o manso e humilde Salvador, é Deus manifestado "em carne". I Tim. 3:16. A nós nos diz: "EU SOU o Bom Pastor." João 10:11 "EU SOU o Pão Vivo." João 6:51 "EU SOU o Caminho, a Verdade e a Vida." João 14:6 "É-Me dado todo o poder no Céu e na Terra." Mat. 28:18. EU SOU a certeza da promessa. SOU EU, não temais. "Deus conosco" é a certeza de nossa libertação do pecado, a segurança de nosso poder para obedecer à lei do Céu.
Baixando a tomar sobre Si a humanidade, Cristo revelou um caráter exatamente oposto ao de Satanás. Desceu, porém, ainda mais baixo na escala da humilhação. "Achado na forma de homem, humilhou-Se a Si mesmo, sendo obediente até à morte, e morte de cruz." Filip. 2:8. Como o sumo sacerdote punha de parte suas suntuosas vestes pontificais, e oficiava no vestuário de linho branco, do sacerdote comum, assim Cristo tomou a forma de servo, e ofereceu sacrifício, sendo Ele mesmo o sacerdote e a vítima. "Ele foi ferido pelas nossas transgressões, e moído pelas nossas iniqüidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre Ele."
Cristo foi tratado como nós merecíamos, para que pudéssemos receber o tratamento a que Ele tinha direito. Foi condenado pelos nossos pecados, nos quais não tinha participação, para que fôssemos justificados por Sua justiça, na qual não tínhamos parte. Sofreu a morte que nos cabia, para que recebêssemos a vida que a Ele pertencia. "Pelas Suas pisaduras fomos sarados." Isa. 53:5.
Pela Sua vida e morte, Cristo operou ainda mais do que a restauração da ruína produzida pelo pecado. Era o intuito de Satanás causar entre o homem e Deus uma eterna separação; em Cristo, porém, chegamos a ficar em mais íntima união com Ele do que se nunca houvéssemos pecado. Ao tomar a nossa natureza, o Salvador ligou-Se à humanidade por um laço que jamais se partirá. Ele nos estará ligado por toda a eternidade. "Deus amou o mundo de tal maneira que deu o Seu Filho unigênito." João 3:16. Não O deu somente para levar os nossos pecados e morrer em sacrifício por nós; deu-O à raça caída. Para nos assegurar Seu imutável conselho de paz, Deus deu Seu Filho unigênito a fim de que Se tornasse membro da família humana, retendo para sempre Sua natureza humana. Esse é o penhor de que Deus cumprirá Sua palavra. "Um Menino nos nasceu, um Filho se nos deu; e o principado está sobre os Seus ombros." Deus adotou a natureza humana na pessoa de Seu Filho, levando a mesma ao mais alto Céu. É o "Filho do homem", que partilha do trono do Universo. É o "Filho do homem", cujo nome será "Maravilhoso Conselheiro, Deus Forte, Pai da eternidade, Príncipe da paz". Isa. 9:6. O EU SOU é o Árbitro entre Deus e a humanidade, pondo a mão sobre ambos. Aquele que é "santo, inocente, imaculado, separado dos pecadores" Heb. 7:26, "não Se envergonha de nos chamar irmãos". Heb 2:11. Em Cristo se acham ligadas a família da Terra e a do Céu. Cristo glorificado é nosso irmão. O Céu Se acha abrigado na humanidade, e esta envolvida no seio do Infinito Amor.
Diz Deus de Seu povo: "Como as pedras de uma coroa eles serão exaltados na sua Terra. Porque, quão grande é a Sua bondade! E quão grande é a Sua formosura!" Zac. 9:16 e 17. A exaltação dos remidos será um eterno testemunho da misericórdia de Deus. Ele há de "mostrar nos séculos vindouros as abundantes riquezas da Sua graça, pela Sua benignidade para conosco em Cristo Jesus". Efés. 2:7 "Para que ... a multiforme sabedoria de Deus seja conhecida dos principados e potestades nos Céus, segundo o eterno propósito que fez em Cristo Jesus nosso Senhor." Efés. 3:10 e 11.
Por meio da obra redentora de Cristo, o governo de Deus fica justificado. O Onipotente é dado a conhecer como o Deus de amor. As acusações de Satanás são refutadas, e revelado seu caráter. A rebelião não se levantará segunda vez. O pecado jamais poderá entrar novamente no Universo. Todos estarão por todos os séculos garantidos contra a apostasia. Mediante o sacrifício feito pelo amor, os habitantes da Terra e do Céu se acham ligados a seu Criador por laços de indissolúvel união.
A obra da redenção será completa. Onde abundou o pecado, superabundou a graça de Deus. A Terra, o próprio campo que Satanás reclama como seu, será não apenas redimida, mas exaltada. Nosso pequenino mundo, sob a maldição do pecado, a única mancha escura de Sua gloriosa criação, será honrado acima de todos os outros mundos do Universo de Deus. Aqui, onde o Filho de Deus habitou na humanidade; onde o Rei da Glória viveu e sofreu e morreu - aqui, quando Ele houver feito novas todas as coisas, será o tabernáculo de Deus com os homens, "com eles habitará, e eles serão o Seu povo, e o mesmo Deus estará com eles, e será o seu Deus" Apoc. 21:4. E através dos séculos infindos, enquanto os remidos andam na luz do Senhor, hão de louvá-Lo por Seu inefável Dom - EMANUEL,"DEUS CONOSCO". Abrazo!
"VOCÊ PODE ESCUTAR ESTE CAPITULO, SE NÃO TIVER TEMPO DE LER"

sábado, 2 de novembro de 2013

ELLEN G. WHITE A MENSAGEIRA DE DEUS –– “ESPÍRITO DE PROFECIA”

A fúria do desamor nas ferinas acusações feitas à humilde serva do Senhor, Ellen G. White, levaram-me a inserir este artigo, que não representa uma pálida idéia do que foi sua vida, obra, ministério e piedade.

Sim, escrever sobre esta frágil e extraordinária mulher é difícil, sua obra é espantosa, são mais de 25 milhões de palavras. É impraticável, relatar todo o cumprimento de suas profecias e visões nos campos prático pessoal, médico, religioso, educacional e da saúde, mas, se for de seu interesse, procure o Serviço Educacional Lar e Saúde (órgão da Igreja Adventista do Sétimo Dia) de sua cidade e compre a brochura – Ellen G. White e a Igreja Adventista do Sétimo Dia. É uma sinopse de sua biografia e ministério, e você vai comprovar como Deus usa os frágeis e simples instrumentos, quando estes se colocam em Suas Mãos.

Todos os colégios, agrícolas ou não, escolas paroquiais, primárias, secundárias, universidades, hospitais, clínicas, e o avanço missionário mundial, nesta igreja, efetivamente, vieram por revelações divinas à irmã White, que as transmitiu à liderança da igreja que as executou, e os resultados hoje são palpáveis.

Como afirmei, é impossível neste artigo relatar tudo a respeito de Ellen G. White, porém, à guisa de conhecimento, apresentarei a você uma estatística da Obra Adventista Mundial, do ano de 1981, para ficar patente a atuação de Deus através desta mulher na direção de Sua igreja. (Escrevi este livro em 1982).

Éramos 22.357 igrejas organizadas; 44.880 Escolas Sabatinas (futuras igrejas organizadas); 9.889 ministros ordenados; 94.891 colaboradores (obreiros e professores); 13 Divisões cobrindo quase toda a superfície do Globo (184 países); 79 Uniões sediadas dentro dos países que compõem o campo das Divisões; 383 Associações sediadas dentro dos países que compõem o campo das Uniões; e 294 missionários (além-mar); 4.834 escolas paroquiais; 3.921 escolas primárias; 832 escolas secundárias; 78 colégios agrícolas; 41 escolas de enfermagem e 2 universidades; 166 hospitais e sanatórios, 269 clínicas e dispensários e 50 editoras; 23 fábricas de alimentos integrais; 86 orfanatos; 63 emissoras de rádio (3 na Guatemala; 2 no Haiti; 1 na República Dominicana; Porto Rico; Guadalupe; Martinica e Costa Rica; 12 na Suécia; 4 na Noruega; 5 na Dinamarca; 2 na Bélgica; 9 na França; 8 na Itália; 1 na Indonésia e Filipinas; 1 no Canadá e 10 nos Estados Unidos) e 1 canal de TV, em Catânia, Itália; 13 lanchas para assistência aos carenciados das regiões ribeirinhas (muitas delas com dois andares), equipadas com gabinete médico e dentário; 45 avionetas (suporte da obra de Assistência Social Adventista para alcançar lugares de difícil acesso em terra ou água). (Estatística mais atual, postarei mais afrente).
P.S. – Hoje, 1996, só no Brasil temos 21 emissoras de rádio Adventista, interligadas pelo sistema SALT (satélite). Em 1981, não tínhamos nenhuma.
Meu irmão, onde isso seria possível em uma igreja que só tem 133 anos de fundação? E diga-se de passagem que estes números são de 1981! Sim, isto só foi possível graças à atuação e influência da serva do Senhor, Ellen G. White. Deus lhe concedeu o Dom de Profecia, dando-lhe visões e revelações divinas. Ela foi “a mais fraca dentre as fracas”, para Deus patentear ao mundo que Ele pode realizar obras fantásticas através de quem, pequeno ou fraco, confia nEle. Aleluia!
Quero sintetizar, neste capítulo, apenas quatro, entre as centenas de extraordinários acontecimentos proféticos na vida de Ellen G. White, que possibilitaram o grande sucesso da amada Igreja Adventista do Sétimo Dia.


PROFECIA DA PÁGINA IMPRESSA – LITERATURAS

(Novembro de 1848)
“Tenho uma mensagem para ti”, disse ela a Tiago White, seu esposo. “Deves começar a publicar um pequeno jornal e mandá-lo ao povo. Que seja pequeno a princípio; mas, lendo-o o povo, mandar-te-á meios com que imprimí-lo, e alcançará bom êxito desde o princípio. Desde este pequeno começo foi-me mostrado assemelhar-se a torrentes de luz que circundavam o mundo.” – Vida e Ensinos, pág. 127.
Era de se estranhar tal ordem dada a um grupinho de “pobretões”, sequer organizado como igreja, o que só aconteceu em 1863. Mas, hoje, não precisamos dizer muito da literatura Adventista, pois que ela se impôs pela qualidade e pelo que transmite ao pecador (Revista Decisão); às crianças (Nosso Amiguinho); aos cristãos (Sinais dos Tempos); adultos (Vida e Saúde), e à igreja (Revista Adventista), etc.
Desde a época da predição de Ellen G. White (1848), os periódicos Adventistas têm dado voltas em torno do mundo. Um total de 356 periódicos Adventistas são impressos continuamente em 230 línguas. Somente nos EUA a revista missionária, colorida e com 32 páginas – Signs Of The Times – circula à razão de um milhão de exemplares mensais. No Brasil, a revista Nosso Amiguinho chega a 112.000 exemplares mensais.
Referindo-se à Casa Publicadora Brasileira (Cx. Postal 34, Cep.: 18270-970 - Tatui - SP), a gigantesca Editora Brasileira dos Adventistas, que imprime mais de um milhão de livros por ano (“torrentes de luz”), um acérrimo oponente desta igreja, reconhecendo a qualidade deste empreendimento, disse textualmente em um de seus livros que ela “causa inveja à Editora Abril Cultural”. Não é preciso dizer mais nada, não é? Profecia cumprida. Glória a Deus!


EVANGELISMO TOTAL E MUNDIAL, ALIADO À PÁGINA IMPRESSA

(Profetizado em 1885)
“Deus fará logo grandes coisas por nós, se nos achegarmos humildes e crentes a Seus pés... Mais de um milhar serão logo convertidos em um dia, a maioria dos quais atribuirá suas primeiras convicções à leitura de nossas publicações.” – Colportor Evangelista, págs. 145 e 146.
Na verdade, Deus foi muito sábio ao idealizar este plano extraordinário de ganhar almas. Hoje, eu compreendo isso com a experiência pessoal, através da Editora ADOS – a Editora do ASSIM DIZ O SENHOR. A página impressa é um instrumento vivo e poderoso para alcançar pecadores. Sabedoria, também, foi crer nesta profecia e a colocar em prática, sem recursos financeiros.
No dia 3 de Setembro de 1983 (exatamente 98 anos depois desta profecia), em um grande clube da Tijuca/RJ, reuniram-se 5.000 Adventistas do Grande Rio para o Congresso de Colportagem conjugado com os “Mil Dias De Colheita” (Desafio evangelístico de ganhar mil almas por dia, a cada dia, durante mil dias no mundo inteiro). Houve a hora dos testemunhos, quando então foram apresentadas as almas ganhas através da colportagem. Tive o privilégio de apresentar 3 preciosas almas que tiveram seu primeiro contato com o cristianismo genuíno adquirindo literaturas Adventistas, e comigo terminaram os estudos e se batizaram.
Destaco que, destas, uma mulher era a mais famosa “bruxa” de Niterói/RJ, que, com seu esposo, leram os livros da irmã Ellen White – Vida de Jesus e Conflito dos Séculos; o outro, um funcionário do Governo Federal e Médico Naturalista, “comeu” o livro – Assim Diz o Senhor.
Nessa reunião, o vice-líder mundial dos Adventistas, Pastor Enoch de Oliveira, fez a extraordinária declaração de que os computadores da Associação Geral, órgão máximo dos Adventistas, sediado em Washington DC, acusaram a marca de 1.172 almas ganhas por dia nos três primeiros meses de 1983, nos “Mil Dias De Colheita”. Não é de admirar, é divino. Profecia cumprida! Amém.


PROFECIA EDUCACIONAL 

(Novembro de 1872)
“Construí uma escola. Ensinai a Bíblia aos jovens. Preparai-os para que falem outras línguas, de maneira que a mensagem do advento possa ser levada ao mundo.” – Mensagem aos Jovens pág. 225.

Construir escolas, como implantar igrejas, são partes salientes do compromisso Adventista. Assim que, há uma rede de escolas Adventistas ao redor do mundo, que são uma bênção para as famílias. São os Adventistas que operam “o maior sistema protestante de escolas paroquiais fora da América do Norte”. O maior complexo de escolas particulares do mundo, excetuando-se a Igreja Católica Romana. Mantém, os Adventistas, mais de 5.500 colégios com 42.000 professores que instruem a 828.000 estudantes.
Aliados estão os grandes colégios agrícolas, em áreas de milhares de metros quadrados, onde os alunos trabalham e estudam, desenvolvendo-se, harmonicamente, o físico, “espírito” e intelecto. Há, dentro destes colégios, o cultivo da terra, o trato com bovinos e caprinos, e também o fabrico de produtos variados para a construção civil, bem como a fabricação de pão integral.
Não é difícil hoje, em qualquer lugar do Brasil, procurar uma Escola Adventista que não se ache. E por que isso acontece? É divino! – Profecia cumprida!
Não deixe de ler, no final deste capítulo, o episódio maravilhoso, “O Milagre do Colégio de Newborn.”


VISÃO MÉDICA – PROFECIA MÉDICO-MISSIONÁRIA

(Em 6 de Junho de 1863)
“Vi que era sagrado dever cuidar de nossa saúde e despertar outros para sua responsabilidade... Vi que não devemos ficar calados sobre o assunto de saúde, mas despertar as mentes para ele.” – Manuscrito 1, 1863.
É impossível (a não ser por divina revelação) que alguém que não é graduado em “qualquer ramo de dietética, de enfermagem ou de medicina, revele segredos de cura e de viver saudável desconhecidos a outros de seu tempo”, e mais, cujos escritos, nesta área, ao serem comparados com a ciência médica da atualidade, suscitem a curiosa pergunta: Como pode esta mulher ter escrito isto em seu tempo?

Efetivamente, por causa destes escritos, deste arrojo no Senhor, surgiram as 581 unidades médico-hospitalares no mundo, incluindo-se os 11 grandes hospitais Adventistas do Brasil. Como? Sim, como? Há algo de sobrenatural nisto!

Temos que parar, amado irmão, senão o livro ficará muito grande e dispendioso, mas, faça isso: Procure o SELS ou escreva para a CASA PUBLICADORA BRASILEIRA e compre o livrinho que fala desta humilde serva do Senhor que, a custa de sangue, suor, fome, frio, sacrifício, morte prematura do esposo e de dois filhos, mas, por eleição direta de Deus, tornou-se a mensageira desta fantástica estrutura eclesiástica internacional: Os Adventistas do Sétimo Dia.

Sim, retirados a orientação, influência e testemunhos de Ellen G. White das Instituições Adventistas, a escola se tornará mera casa de aula, e não o posto missionário que educa para a eternidade. O hospital será mais um local onde se coloca um doente e não um lugar aprazível, onde médicos e enfermeiras tratam-no de maneira a restaurar-lhe a saúde física e espiritual. As editoras seriam simples empresas comerciais e não um complexo gráfico produzindo literatura para despertar um povo que jaz no malígno, e os colportores seriam reles vendedores de livros e não os missionários anônimos que abalam o mundo e as estruturas de Satanás, levando a mensagem da página impressa a cada lar, em todas as ruas do mundo inteiro.

Finalmente, as fábricas de alimentos e restaurantes vegetarianos Adventistas não estariam eivados da mensagem de Reforma Pró-Saúde, provindas também de uma das visões de Ellen G. White. (O que ela escreveu sobre nutrição não foi ainda superado. Tais escritos foram reconhecidos pela ciência, estar, à época em que os escreveu (século passado), 50 anos à frente de seu tempo).

Estas instituições surgiram por divina revelação dada a esta piedosa mulher, que muitos querem, de qualquer jeito, apagá-la em sua influência à frente do remanescente. Mas, é impossível! O que vai acontecer foi o que ocorria com muitos dos espectadores nas arquibancadas do Coliseu Romano, presenciando o trucidamento dos cristãos pelas feras. É questão de tempo! Tenha paciência, povo de Deus!

O MILAGRE DO COLÉGIO DE NEWBORN – AUSTRÁLIA
“Um incidente na vida de Ellen G. White ilustra como foi ela providencialmente usada para ajudar a edificar os interesses do povo de Deus na Terra. Esta é a história de um sonho profético e de um donativo que ajudou a estabelecer um Colégio Adventista do Sétimo Dia na Austrália. No coração desta história está o miraculoso poder operador de Deus revelado por intermédio de Sua mensageira, Ellen G. White. Este é apenas um de uma centena de palpitantes relatos que poderiam ser apresentados se o espaço o permitisse.

“Vamos imaginar que estamos na Austrália, na grande cidade sulina de Melbourne, no ano de 1890. Somos visitantes invisíveis numa reunião de Comissão. A irmã White, como é afetuosamente chamada pelos membros da igreja, chegou recentemente da América para orientar na expansão do movimento, e está falando aos ministros presentes à sessão anual da Associação da Austrália.
“– Precisamos ter um colégio na Austrália – disse a irmã White – um colégio com indústrias, agricultura e um programa educacional. Deve localizar-se na zona rural, numa fazenda, disse ela. As verdades e os princípios bíblicos devem ser a base de toda a instrução. Deve a natureza unir sua voz com a das Escrituras, para dar aos estudantes tanto o preparo espiritual como o prático.

“Os dirigentes da igreja não pensavam que pudessem lançar um programa colegial. Disseram:
“– Temos aqui cerca de quinhentos membros apenas, e como poderemos sustentar um colégio com esse número de crentes?
“Mas a irmã White os encorajou a prosseguir, de maneira que elegeram um grupo para escolher um local para este colégio singular.

“Após alguns meses de busca, a comissão escolhida informou à sra. White, então em Sidney, que havia encontrado uma gleba de terra em Cooranbong, a setenta e seis milhas ao norte de Sidney, em Nova Gales do Sul. O custo da terra era de aproximadamente cinco mil dólares, sendo o seu tamanho de mais ou menos mil e quinhentos acres. Achavam os homens que era possível. Gostaria a irmã White de ir dar uma olhadela?

“E com efeito ela foi. Juntamente com vários obreiros, ela tomou o trem nesse dia de Outono para viajar setenta e nove milhas por estrada de ferro até a pequena estação de Dora Creek. Enquanto viajavam, ela falou aos amigos que a acompanhavam a respeito de um sonho que tivera dias antes. Numa visão noturna ela foi transportada para um pedaço de terra que estava sendo considerado para um colégio. A terra era coberta de espessa floresta. Pareceu-lhe estar ela e seu grupo andando por entre as árvores. Nisto chegaram a uma pequena clareira. Nessa clareira havia uma parte do solo trabalhada por um arado, tendo uma extensão de 180cm x 20cm de profundidade. Pareciam que eles estavam olhando o sulco, quando dois irmãos se aproximaram da cena e disseram: ‘Esta terra não é boa. O solo não é favorável’. Mas a irmã White viu em seu sonho um anjo próximo do sulco o qual disse: ‘Falso testemunho tem sido dado desta terra’. O anjo então descreveu as propriedades das diferentes camadas da terra e explanou a ciência do solo. Disse que a terra era admiravelmente apropriada ao cultivo de frutas e verduras, e que Deus poria uma mesa no deserto. Convenientemente cultivada, a terra daria o seu produto abundantemente para o benefício do homem.

“Quando chegaram à propriedade, a sra. White descansou um pouco junto a um pequeno fogo, enquanto os obreiros se espalharam para ver a terra. Posteriormente, na parte da tarde, ela começou a inspecionar a propriedade. Na companhia de um ministro amigo e sua esposa, ela começou a caminhar pela floresta de grandes eucaliptos. Logo chegaram a uma clareira. Perto do centro – milagre dos milagres! Viram um pedaço de chão limpo que havia sido arado, com cerca de seis pés de comprimento (180cm) por nove de polegadas (cerca de 20 cm) de fundo. Não havia marca de carreta ou pés de cavalo, mas somente o pequeno espaço recentemente arado. Enquanto estavam inspecionando a terra, os dois homens do sonho da irmã White apareceram – literalmente!

“Eles estavam familiarizados com a rica terra preta de Iowa (EUA). Ficaram um em cada extremidade do sulco lavrado. Examinaram o solo e disseram: ‘Esta terra não é boa. O solo não é favorável’. Disseram que era arenosa e acre, não valendo praticamente nada.
“Os que tinham ouvido a irmã White relatar o seu sonho não puderam evitar de olhar para ela interrogativamente, como a dizer: ‘Bem, irmã White, não vai repetir-lhes o que o anjo disse?’

“E a irmã White o fez. Ela repetiu as palavras do mensageiro de Deus:
“Falso testemunho tem sido dado sobre esta terra. Deus pode
estender uma mesa no deserto” – Carta 350, 1907.

“Os componentes do grupo ficaram profundamente impressionados. Disseram: ‘Certamente o Senhor nos conduziu a este lugar’. E à noite tomaram o voto de comprar a propriedade de 1.500 acres como local do novo colégio da Austrália.

“Na manhã seguinte, ao se reunirem os visitantes para o culto, alguns estavam descoroçoados. Não tinham certeza de haverem tomado decisão acertada. A irmã White sentiu-se impressionada a suplicar a Deus cura para o irmão McCullagh, membro ativo da Comissão local e que estava morrendo de tuberculose. Imediatamente o Pastor McCullagh foi curado. Ao falar sobre isto mais tarde, disse ele que lhe pareceu haver-lhe um choque elétrico percorrido o corpo. Parou de tossir e seu peso reagiu para o normal, voltaram-lhe as forças e ele viveu ainda mais de cinquenta anos depois disto. Ao testemunharem esse milagre, os obreiros adquiriram a certeza de que Deus os guiara na decisão de comprar a terra, decisão que foi confirmada na sessão seguinte da União-Associação Australiana, em 20 de Novembro de 1894.

“Por esse tempo a sra. A. E. Weasels, da África do Sul, acompanhada de sua filha Ana e o esposo desta, Harmon Lindsay, visitaram o local da nova escola de Cooranbong. Ficaram impressionados com o que viram. Naturalmente quando ouviram do milagre que tivera lugar ali, sentiram que a mão de Deus estava guiando. Ana Lindsay, movida pelo espírito de Deus, disse: ‘Faço uma doação de cinco mil dólares para o empreendimento’. E assim fez. Este donativo deu para pagar a terra, e foi este o terceiro milagre na fundação do Colégio Missionário da Austrália. Talvez o maior milagre de todos tenha sido o sucesso fora do comum alcançado no setor da agricultura. O solo provou-se fértil e produtivo, superando as melhores esperanças dos pioneiros da escola.

“Assim foi fundado um colégio na Austrália. Como? Por uma visão à noite, pela oração, por um donativo de amor e pelo duro trabalho da parte dos que creram que Deus estava dirigindo. Foi um triunfo de fé e previsão. Após muita ansiedade e muitos dias de fervente trabalho e fé, esta escola foi formalmente aberta. Hoje, após mais de meio século de serviço, este colégio cristão está ainda operando. Centenas de graduados servem agora à Causa como ministros, professores, missionários. Muitos têm procurado especialização e tornam-se médicos-missionários.

“Aqui vemos iniludível evidência de como o senhor usou Ellen G. White como Sua mensageira para guiar o povo do advento em projetos construtivos que adicionaram força e caráter à crescente Igreja Mundial.” – Ellen G. White, e a Igreja Adventista do Sétimo Dia, págs. 64-68.

ADENDA

Não acredito em coincidências nem fatalismos. Creio sim que “todas as coisas contribuem para o bem dos que amam a Deus...” (Rom. 8:28). Assim que, no mês de Agosto de 1984, adventistas de 48 países estiveram em congresso de temperança no Hotel Nacional no Rio de Janeiro.
No dia 1º de Setembro, Sábado, três destes irmãos: Lewis R. Hutchinson e sua esposa Jane dos EUA e o pastor Gordon McDowel da Austrália, estiveram em nossa amada Igreja do Barreto, São Gonçalo/RJ. Incrível!!!
O pastor Gordon, há dez anos é o diretor do Departamento de Educação da Divisão Australasiana dos Adventistas do Sétimo Dia. E na ocasião confirmou o grande avanço da Obra Adventista nas áreas: evangelística, médica, educacional e nutricional; e disse mais:
• Que o povo australiano é por índole, afeito à pregação do evangelho, daí haver muitas conversões;
• Que o conglomerado médico adventista ocupa na Austrália lugar de destaque; que em toda a Divisão Australasiana há um Hospital Adventista em cada ilha e vários nas cidades;
• Que há uma explosão das fábricas de alimentos, restaurantes vegetarianos e lojas revendedoras dos produtos integrais fabricados nos Colégios Adventistas, gerando centenas de empregos, bem como proporcionando meios para que outros estudem nestas instituições e assim é pregada também a mensagem do Evangelho da Saúde (temperança).

Afirmou, contudo, que o mais impressionante na Austrália é a Obra Educacional, dado o seu conceito no país. O próprio governo, disse ele, a incentiva e apóia.
Meus irmãos, eu ali sentado, ouvindo tudo. Não nos conhecíamos nem nunca tivemos nenhum contato. No entanto, estávamos ali. Ele falando através de um tradutor, e eu ouvindo calado; porém... meu coração declarava: Tudo, graças a irmã White que creu na mensagem do Senhor. Aleluia!
Este livro já estava pronto para ir ao prelo, quando este fato se deu. Houve tempo de inserí-lo, e eu louvo ao Senhor por isso. (Soubemos depois pelo Dr. Sebastião Marques, de nossa Igreja de Madureira, RJ, que seria o nosso pregador daquele Sábado, que os congressistas espalhavam-se pelas nossas igrejas ao findar o Congresso, e que trouxera, então, estes irmãos à Igreja do Barreto).
Coincidência? – Jamais! Aleluia. Glória a Deus!

“Deve estabelecer-se aqui (Newborn-Austrália) o negócio de alimento saudável. Deve ser esta uma das indústrias ligadas à escola. Deus me mostrou que os pais podem achar trabalho nessa indústria, e mandar seus filhos à escola. Mas tudo o que for feito, deve ser feito com a maior simplicidade. Não deve haver extravagância em coisa alguma. É necessário fazer um trabalho bem sólido, porque, a não ser que este seja feito solidamente, experimentar-se-á, como resultado, o desmazelo.” – Ellen G. White, Australian Union Conference Record, 28 de Julho de 1899.
...Tudo cumpriu-se, amém! 
Abrazo!!!
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sábado, 26 de outubro de 2013

DOM DE PROFECIA RESTAURADO À IGREJA ADVENTISTA DO SÉTIMO DIA, DE ACORDO COM A PROFECIA


•“Um Tempo, Tempos e Metade de um Tempo”, Matemática Divina
•O Livro Selado
•O Livro Aberto
•Restaurado o Dom Profético


“Não havendo profecia, o povo se corrompe...” Prov. 29:18

No Pentecostes, Deus deu à Sua igreja o Dom de Línguas.
– Os discípulos, então, cumpriram o Ide!

Dois mil anos depois, Deus deu à Sua igreja o Dom de Profecia.
– E ela também o está cumprindo.

“TEMPO, DOIS TEMPOS E METADE DE UM TEMPO”, MATEMÁTICA DIVINA
Da Reforma Protestante do Século XVI surgiu a Igreja Luterana (1517), que, embora tivesse restaurado a grandiosa verdade da justificação pela fé e a autoridade da Bíblia, ainda continuava a praticar o batismo por aspersão.

Posteriormente, com raízes da Igreja Luterana, surgiu o anglicanismo (1534), que gerou os Puritanos, Episcopais, Separatistas, Quakers, Congre-gacionalistas, etc. Em seguida surgiu a Igreja Batista (1609), cujos dirigentes aceitaram o batismo por imersão, que em verdade é o batismo bíblico; surge depois a Igreja Metodista (Século XVIII), por acreditarem seus dissidentes haver a necessidade especial de métodos no culto; finalmente, os pentecostais (Século XX), etc.

Surgiram assim as grandes Igrejas (vide gráfico à pág. 460), cada uma aceitando variados pontos doutrinários, porém indiferentes em restaurar completamente a Lei de Deus, bem como negando a doutrina da mortalidade da alma.
Embora a Bíblia mencione a volta de Jesus mais de 2500 vezes, esta doutrina não recebeu enfoque nas Igrejas Reformadas. A Bíblia não menciona o dia e a hora desta volta, mas, nem por isso deve-se deixar de pregá-la. A volta de Jesus é fato confirmado e urgente, bem como a maior esperança do crente.

Sabemos pela Bíblia, especificamente pelo livro de Daniel, onde há uma profecia clara e definida, que o despertamento para a mensagem do advento do Se-nhor seria depois de um determinado período de tempo, que se estenderia até o “Tempo do Fim”, quando então se levantariam homens em todos os quadrantes da Terra, para proclamar exclusivamente esta mensagem ao mundo. Vamos buscá-la:
Daniel 12: 5 – “E eu, Daniel, olhei, e eis que estavam outros dois, um desta banda, à beira do rio, e o outro da outra banda, à beira do rio.”

Pois bem, o profeta vê dois anjos, um de cada lado do rio Tigre da Mesopotâmia. Um anjo interroga o outro:
Daniel 12: 6 – “E ele disse ao homem vestido de linho, que estava sobre as águas do rio: Que tempo haverá até ao fim das maravilhas?”

Caro irmão, que acha você seja a maior maravilha que pode ocorrer neste mundo, que é palco de sofrimento, lágrimas e violência? – Sim, a volta gloriosa do Senhor Jesus! Esta é a maior maravilha, na verdade é o fim das maravilhas.

Observemos a pergunta do anjo: “Que tempo haverá até o fim das maravilhas?” Certamente, o fim é a maravilha maior: A volta de Jesus. Mas, aconteceriam “maravilhas” que antecederiam a vinda do Senhor, e são sem dúvida nenhuma, irmão, os grandes sinais proféticos, precursores da volta de Jesus – a maior maravilha de todos os tempos.

E estas maravilhas, isto é, os grandes sinais proféticos, são os sinais no Sol, na Lua e nas estrelas; terremotos, angústia entre as nações, mencionados em Lucas 21, Mateus 24, e em outros livros. Consideremos agora a resposta do anjo:
Daniel 12:7
“E ouvi o homem vestido de linho, que estava sobre as águas do rio, quando levantou a sua mão direita, e sua mão esquerda ao Céu, e jurou por Aquele que vive eternamente que depois de um tempo, dois tempos, e metade de um tempo, e quando tiverem acabado de destruir o poder do povo santo, todas estas coisas serão cumpridas.”
“A resposta do homem vestido de linho não se fez esperar. Erguendo as mãos para o Céu, jurou pelo Eterno, em afirmativa de que ia dizer em testemunho da verdade. Seu juramento referiu-se ao exato tempo em que terá lugar o início do tempo chamado ‘fim do tempo’, e bem assim o tempo inicial das ‘maravilhas’ anunciadas.” – Testemunho Histórico das Prof. de Daniel, pág. 721. A.S. Mello.


Daniel 11:13
“Porque o rei do norte tornará, e porá em campo uma multidão maior do que a primeira; e ao cabo de tempos, isto é, de anos...”
Veja como é clara a interpretação bíblica, pela Bíblia; diz ela que o vocábulo tempos é o mesmo que anos. Sendo assim, sabemos que o período de tempo mencionado pelo anjo, em cujo final aconteceriam os sinais da volta de Cristo, são 3.1/2 anos proféticos. (1 tempo, 2 tempos e 1/2 tempo).

Daniel 7:25

“E proferirá palavras contra o Altíssimo, e destruirá os santos do Altíssimo, e cuidará em mudar os tempos e a lei; e eles serão entregues na sua mão por um tempo, dois tempos e metade de um tempo.”

Aqui novamente é focalizado o período dos 3.1/2 anos proféticos, durante os quais a Lei de Deus seria mudada, fato comprovado hoje; o tempo bíblico que marca o ciclo de 24 horas deixou de ser de pôr-do-Sol a pôr-do-Sol, e é aceito como de meia-noite a meia-noite; o povo de Deus seria perseguido e morto, verdade que a história confirma fielmente. E palavras contra o Altíssimo, nada mais são do que a acintosa determinação de mudar o que Deus não altera, nem modifica; a resolução de criar dogmas e ensiná-los, sem a aprovação e o sinete do Céu, com a prerrogativa de que: “Ocupamos na Terra o lugar de Deus Todo Poderoso.” – Papa Leão XIII, Encyclical Letter, Junio 20, 1894, The Encyclical Letters of Leo XIII, pág. 304.

Assim, irmão, tudo isso aconteceria durante o transcorrer deste período de “um tempo, dois tempos e metade de um tempo”, em cujo final as “maravilhas” (sinais) começariam a aparecer. A partir de agora você irá observar como os livros de Daniel e Apocalispe estão interligados. Daniel 12:7; 7:25 e Apocalipse 12:14, todos estes textos mencionam: “um tempo, dois tempos e metade de um tempo”, perfazendo um total de 3.1/2 tempos.

Por outro lado, são também 3.1/2 anos, pela interpretação de Daniel 11:13. Se um tempo é igual a um ano, dois tempos são dois anos, e metade de um tempo é igual à metade de um ano.

A Bíblia transforma estes 3.1/2 tempos ou anos proféticos em 42 meses, dentro do mesmo escopo escatológico.

Apocalipse 13:5
“E foi-lhe dada uma boca para proferir grandes coisas e blasfêmias; e deu-se- lhe poder para continuar por 42 meses.”
Este é o mesmo poder que Daniel apresenta como perseguindo a igreja, alterando a Lei de Deus, e a igreja assim, teria de fugir por este período de tempo, a fim de não sucumbir totalmente.
Então entendamos a matemática divina. Já sabemos que 3.1/2 tempos são 3.1/2 anos. Se um ano tem 12 meses, 3.1/2 anos são exatamente 42 meses. Senão, somemos: 1 ano = 12 meses. 2 anos = 24 meses. 1/2 ano = 6 meses. Total : 12 meses + 24 meses + 6 meses = 42 meses.
Mas a cronologia profética e o desmembramento deste período, bem a miúdo, não param aí. A Bíblia transforma estes 42 meses em dias.
Apocalipse 11:3; 12:6
“E darei poder às minhas testemunhas, e profetizarão por 1260 dias, vestidas de saco... E a mulher (igreja) fugiu para o deserto, onde já tinha lugar preparado por Deus, para que ali fosse alimentada durante 1260 dias.”

Estes textos são claros e definidos; durante este período a igreja seria perseguida (na pessoa de seus fiéis), porém guardada pelo Senhor, reservando-lhe, inclusive, um lugar de refúgio.

Retornemos à matemática divina: 3.1/2 tempos são o mesmo que 3.1/2 anos. E 3.1/2 anos são 42 meses. Como na profecia o mês é de 30 dias, multiplicamos 30 dias por 42 meses, e chegamos ao total mencionado por João: 1260 dias, exatamente como diz a palavra profética.

Poderá alguém manifestar-se incrédulo e não aceitar esta verdade, achando que o mês conforme os temos, não são somente de 30 dias. Dá-se o caso de alguns terem 31 e 29 dias. Mas esta dificuldade não teve Deus quando determinou que para o esclarecimento desta profecia o mês teria 30 dias e o ano 360 dias.

Aliás, foi Deus quem estipulou tais números, apenas os coloquei em ordem para entendermos o período no qual se daria a grande apostasia, perseguição dos santos e lançamento das Verdades de Deus por terra. Daniel 8:12.

Deus dá sabedoria para decifrar Sua palavra; o homem deve esforçar-se por descobrir a Verdade, e quando achá-la, deve retê-la como tesouro sem igual. E esta é a Verdade: Deus estabeleceu que 42 meses são 1260 dias; por conseguinte, o mês profético é de 30 dias. Aliás, o mês dos homens é que é complicado.

Pois bem, afirma a Bíblia que “um tempo, dois tempos e metade de um tempo” são 1260 dias. Como se trata de um período profético, são então: 1260 dias proféticos. De acordo com as Escrituras (Eze. 4:4-6; Núm. 14:34: Lev. 25:8), tratando-se de profecia, um dia equivale a um ano. Temos, portanto, um período profético de 1260 anos literais, que se estenderia até o “tempo do fim”.

Daniel 12:9
“... vai, Daniel, porque estas palavras estão fechadas e seladas até o tempo do fim...”

Isto é, o livro de Daniel estaria “fechado” até o final dos 1260 anos, quando então seria aberto, ou seja: suas profecias seriam estudadas e compreendidas.
Resta-nos, portanto, descobrir o início dos 1260 anos, e este infalivelmente se deu quando o “decreto do imperador Justiniano, emitido em 533 d.C. reconheceu o papa como o cabeça de todas as igrejas.” – Código de Justiniano, Livro 1, título 1, Baroniusos, Anls d.C. 533.

“A pesada derrota dos Ostrogodos no cerco de Roma, cinco anos mais tarde 538 d.C., foi um golpe mortal para a independência do poder ariano que governava a Itália, e constituiu, portanto, uma data notável no desenvolvimento da supremacia papal. Com o período de 533-538, pois, começaram os mil, duzentos e sessenta anos desta profecia, que se estenderiam até o período de 1793-1798. O ano de 1793 foi o ano do reinado do terror na Revolucão Francesa, e o ano em que a religião católica, romana, foi abandonada na França, e em seu lugar foi instituído o culto da razão. Como resultado direto da revolta contra a autoridade papal, na revolução francesa, o exército francês, sob o comando de Berthier, entrou em Roma, e a 10 de fevereiro de 1798, o papa foi aprisionado, morrendo no exílio na cidade de Valença, no ano seguinte.” – Estudos Bíblicos pág. 196.

Eis aí então, o testemunho infalível da História Geral, que confirma a profecia bíblica.
Voltemos à matemática divina: Ano 538 (supremacia papal) + 1260 anos (tempo em que este poder perseguiria a Igreja de Cristo; lançaria suas Verdades por terra, substituindo-as por tradições) = 1798, data da queda do papado.
Por conseguinte, tendo fim este poder no ano de 1798, terminou assim matematicamente o período de 1260 anos, quando então se daria, primeiro, a abertura do livro de Daniel, e, segundo, o cumprimento (início) dos grandes sinais proféticos, indicadores da volta gloriosa do Senhor Jesus.

Por conseguinte, 1798 é o término dos 1260 anos e o começo do Tempo do Fim. Início das “maravilhas”. Aguarde!



GRÁFICO - 1260 DE PERSEGUIÇÃO

O LIVRO SELADO

Daniel 12: 4,9
“E tu, Daniel, fecha estas palavras e sela este livro, até o fim do tempo; muitos correrão de uma parte para outra, e a ciência se multiplicará...Vai, Daniel, porque estas palavras estão fechadas e seladas até ao tempo do fim.”

A ordem que o anjo deu a Daniel era que seu livro deveria estar selado (fechado) até ao “tempo do fim”, isto é, não seria compreendido, nem se lhe daria especial atenção até que se completassem os 1260 anos (1798 d.C.). Disse o anjo que, após esta data (1798 – início do tempo do fim), a ciência se multiplicaria, os grandes sinais proféticos surgiriam no Céu e na Terra, e o livro de Daniel seria “aberto”; sendo compreendido pelo povo, seus mistérios desvendados, suas profecias decifradas.
Esta linda história profética se confirma, primeiro, no campo da ciência tecnológica. Observe:
“Quando George Washington, primeiro presidente dos EUA, pôs sua assinatura na primeira Lei Federal de Patentes, a 10 de Abril de 1790, ninguém podia imaginar, em toda a sua magnitude, o que esse ato iria significar. Apenas se passaram 120 anos desde aquele fato até que se registrou o primeiro milhão de invenções! Isto é, as invenções que receberam patente, só naquele país americano, chegaram a um milhão no ano de 1910, quando 1000 sábios escolheram as sete maravilhas de seus dias: o telégrafo sem fios, o telefone, o aeroplano, o rádio, a antissepsia e as antitoxinas, a análise espectral e os raios X. No ano de 1934, naquele país, registrou-se o segundo milhão de invenções. Para o primeiro milhão havia sido necessário que transcorresse quase um século e um quarto. Para o segundo milhão só se passaram 24 anos.” – O Mundo do Futuro, pág. 24, D.H. Dupuy.

“E que diríamos das milhões de invenções científicas nos demais países? Se na verdade fosse possível volvermos 150 anos ou menos, atrás, não teríamos nenhuma das maravilhosas realizações da ciência moderna que agora temos e desfrutamos. Como jamais ocorreu no mundo passado, a hodierna civilização pode desfrutar confortavelmente de benefícios sem conta. Do trem ou estrada de ferro, do automóvel, da navegação marítima, da aviação, do rádio, do telefone, do telégrafo, do prelo ou da imprensa, da fotografia, da eletricidade, da arquitetura. E pensemos no interminável cortejo de invenções utilíssimas que nos legaram os sábios da ciência. Seria interessante meditarmos na moderna medicina, com seus aparatos e laboratórios, nas instalações sanitárias, e água e esgoto, nas câmaras refrigeradoras, no ferro elétrico, nas máquinas de lavar, nos grandes teares, na máquina de costura, nas inumeráveis indústrias manufatureiras, na máquina de escrever, no cérebro mecânico, na magia dos discos e fitas que tocam, falam e cantam, na música em geral, no fonógrafo, na televisão, nas obras de arte e engenharia, nos aperfeiçoamentos agrários, nos bondes elétricos, nas letras e artes, na astronomia, nos dentes postiços, na matéria plástica, na ótica moderna, no elevador, no relógio, no gás de iluminação e de cozinha, no rádium, na energia atômica.” – Testemunho Histórico das Profecias de Daniel, pág. 717-718, A.S. Mello.

Esta resenha infinda e incompleta, trago para você, irmão, como algo maravilhoso do cumprimento da palavra profética, pois é fato comprovado: Todos estes inventos se deram exatamente após o início do “tempo do fim”, isto é, depois de 1798. Se retrocedessemos século e meio, encontraríamos o mundo como deixaram os patriarcas. Mas, no alvorecer do século dezenove, “o mundo despertou do sono milenar, e... raiou o tempo do fim, em que a ciência se deveria multiplicar”. Idem.

Paralelamente, os grandes sinais deveriam também ocorrer e de fato assim se deram. Eu aceito que tenha sido o grande terremoto de Lisboa, quando ela quase foi totalmente destruída em 1755, o primeiro da cadeia dos grandes sinais precursores do regresso do Senhor, que ocorreriam imediatamente após o término dos 1260 anos, em 1798.
Os irmãos que estão atentos a estas considerações certamente devem imaginar: Como coadunar a data de 1755, em que se deu o terremoto de Lisboa, com a data de 1798, que marcou o início do tempo do fim, se esta data é posterior àquela? Alguém inquirirá: Que fará o irmão Lourenço Gonzalez agora?

– Nada, respondo! Simplesmente buscarei na Bíblia a solução para o enigma porque não há nela nenhum problema que ela mesma não traga solução, ainda mais quando o seu ensino é claro: “...nenhuma profecia da Escritura é de particular interpretação” (II Pedro 1:20). Por isso, que a Escritura fale! Ouça:


Mateus 24: 22

“E, se aqueles dias não fossem abreviados, nenhuma carne se salva- ria; mas por causa dos escolhidos serão abreviados aqueles dias.”

– Quais dias seriam abreviados?
– Lógico, seriam abreviados os dias da grande apostasia e da perseguição ocorrida durante o período dos 1260 anos (Desde a supremacia papal, em 538 d.C., até sua derrocada pelo general de Napoleão Bonaparte, em 1798, milhões de crentes morreram impiedosamente nas mãos deste poder, à medida que era introduzida a apostasia total, com adoração de imagens, culto aos mortos, substituição da Bíblia por catecismos e formas litúrgicas, santificação de mortos, etc...).

Assim, o tempo necessariamente foi abreviado em cerca de 45 anos, pois o último mártir cristão morreu por volta do ano de 1753. Confirme: (1.798 (queda do papado) – 1.753 (fim dos martírios) = 45 anos).

Portanto, não tenhamos dúvida que há veracidade em ter sido o terremoto de Lisboa o primeiro da cadeia dos grandes sinais proféticos do regresso de Jesus, acontecido exatamente dentro do período profético focado.

Vinte e cinco anos mais tarde, a 19 de Maio de 1780, o dia amanheceu normal como os demais, até que, às dez horas da manhã, uma escuridão fantástica abateu-se sobre os E.U.A., sem nenhuma razão natural, nem possibilidade de ter sido um eclipse, pois neste dia a posição da Lua em relação à Terra era justamente oposta à do Sol. Herschel, o grande astrônomo inglês, diz: “O dia escuro da América do Norte foi um dos mais extraordinários fenômenos da natureza, que será sempre lido com interesse, mas a ciência é incapaz de explicá-lo”. Naquela noite, as trevas dissiparam-se e a Lua apareceu vermelha como uma bola de sangue. Joel 2; Luc. 21.
Cinquenta e três anos mais tarde, na madrugada de 12 para 13 de Novembro de 1833, ocorreu a notável queda de estrelas cadentes, “a maior demonstração de fogos celestes que já houve desde a criação do mundo, ou pelo menos nos anais compreendidos nas páginas da história... A extensão da chuva (de estrelas cadentes) foi tal que cobriu parte considerável da superfície da Terra”, alcançando o Atlântico, o Pacífico, a costa norte da América do Sul, até as longínquas regiões das possessões britânicas ao Norte dos E.U.A. Apocalipse 6:13.

As grandes comoções bélicas, conflitos constantes, bombas atômicas, guerra fria, fome, peste, violência, usinas nucleares, enfim, este rosário de miséria que tira a paz dos homens, e os leva a atemorizarem-se e desmaiarem de terror (Luc. 21:26), são o cumprimento fiel profetizado por Daniel, e que ocorreria imediatamente após o período dos 1260 anos.

Particularmente, aceito como sendo o último grande sinal da volta de Jesus, que se daria nos Céus, segundo a leitura de Lucas 21: 26 – “As potências do Céu seriam abaladas...”; foi quando, no aprimoramento das grandes máquinas e foguetes propulsores de grande alcance, colocou-se na Lua os homens desta Terra (1969). As potências do Céu astral foram assim abaladas, já que as do Céu atmosférico o foram pelos aviões que cruzam o nosso espaço aéreo doméstico.

O enfoque importante desta profecia está em que a ciência (conhecimento pessoal) também cresceria com relação ao estudo do livro de Daniel, quando este fosse aberto no tempo do fim. Houve comprovadamente um grande despertamento religioso a partir de 1798. Isto era necessário, pois a fé na Bíblia já ia às catrâmbias, e os cristãos acostumaram-se a uma rotina religiosa, fria e sem motivação.

Seguiu-se também um espantoso incremento missionário. O “Evangelho do Reino” (Mat. 24:14) devia ser pregado, e Deus despertou nos crentes o interesse pelos pagãos, começando então a surgir os primeiros missionários que se aventuravam a pregar nas inóspitas terras de além-mar, com risco da própria vida.

Surgiram as grandes Sociedades Bíblicas: Britânica, 1804; Russa, 1812; Alemã, 1813; Americana, 1816; a de Paris, 1822; a de Nova Iorque, 1825; a de Basiléia, Suíça, 1834; a de Berlim, 1845, etc. Através delas, vieram a lume centenas de milhares de exemplares do livro de Deus, folhetos e porções bíblicas, a fim de advertir o mundo para a salvação.
Os livros de Daniel e Apocalipse, como afirmei, têm uma maravilhosa interligação. Uma piedosa escritora cristã fala deles o seguinte:

“Os livros de Daniel e Apocalipse são unos. UM é a profecia, OUTRO a revelação; um livro selado, o outro revelado.” – Ellen G. White, 7 – Seventh-Day Adventist Bible Commentary , pág. 971. Grifos meus.
E ela tem razão. Veja:
Apocalipse 10:1, 2, 5, 6
“E vi outro anjo forte, que descia do Céu, vestido de uma nuvem; e por cima da sua cabeça o arco celeste, e o seu rosto era como o Sol, os seus pés como colunas de fogo. E tinha na sua mão um livrinho aberto, e pôs o seu pé direito sobre o mar, e o esquerdo sobre a terra...; e o anjo que vi estar sobre o mar e sobre a terra levantou a sua mão ao Céu, e jurou por Aquele que vive para sempre, o qual criou o Céu e o que nele há, e a Terra e o que nela há, e o mar e o que nele há, que não haveria mais demora.”


Sim, irmão, o capítulo 10 de Apocalipse é uma continuação do capítulo doze de Daniel, em uma unidade perfeita, santa e gloriosa. Atente para os detalhes seguintes:
Primeiro: Um anjo apareceu a Daniel (cap. 12), levantou suas duas mãos para o Céu, e jurou que as maravilhas que antecederiam a volta de Jesus começariam a acontecer nesta Terra, após o período de “um tempo, dois tempos e metade de um tempo”, findo em 1798.

Segundo: Agora um anjo apareceu à João na Ilha de Patmos, também sobre as águas, porém levantando apenas uma das mãos para o Céu (porque a outra segurava um livrinho aberto) e também sob juramento diz a João que não mais haveria demora. Aqui há sabedoria e um sincronismo profético esplendoroso. Senão, vejamos:
Lá no rio Tigre (Dan. 12:5 e 6) o anjo informa que as “maravilhas” (sinais), começariam após os 1260 anos; e no mar de Patmos, o anjo diz que não há mais demora para o regresso do Senhor Jesus, porque as maravilhas (sinais) que antecederiam a maior maravilha (volta de Jesus) já se cumpriram todas, apenas faltando que o Evangelho do Reino alcance a última alma.

Prezado irmão, no capítulo seguinte estudaremos o restante do capítulo dez de Apocalipse, mostrando que livrinho era aquele que estava na mão do anjo, e finalizando esta série, revelando a você, o povo que, com hora absolutamente cronometrada, Deus levantou nesta Terra para restaurar-lhe o Dom de Profecia. Aguce a audição, abra os olhos.

O LIVRO ABERTO

Apocalipse 10: 2
“E tinha na sua mão um livrinho aberto, e pôs o seu pé direito sobre o mar, e o esquerdo sobre a Terra.”
Este livro, irmão, inconfundivelmente é o livro de Daniel, que estava selado, por ordem de Jesus, desde o sexto século a.C., e o estar aberto é a forma alegórica de dizer que seus “selos” foram retirados e agora suas profecias poderiam ser entendidas, desde que estudadas com afinco e sob a orientação do Espírito Santo.
E foi o que se deu. Os estudiosos da Bíblia (a partir do século passado) descobriram, através dos símbolos de Daniel, uma motivação especial para o estudo e descerramento das cadeias proféticas ali contidas, concluindo que a volta de Jesus era iminente.

Apocalipse 10:8 e 9
“E a voz que eu do Céu tinha ouvido tornou a falar comigo, e disse: Vai, e toma o livrinho aberto na mão do anjo que está em pé sobre a terra. E fui ao anjo, dizendo-lhe: Dá-me o livrinho. E ele disse-me: Toma-o, e come-o, e ele fará amargo o teu ventre, mas na tua boca será doce como o mel.”
Estas palavras são metafóricas, pois comer o livrinho é o mesmo que dizer: Levantar-se-iam no tempo do fim, homens que se lançariam com tanta “fome” e vontade de estudar e desvendar os símbolos do livro de Daniel, que é como se o estivessem comendo.
“Comer” um livro é o mesmo que estudá-lo a fundo, examiná-lo minuciosamente, destrinchando detalhe por detalhe. E o anjo assegura a João que, ao comer o livro, sua mensagem traria um tão grande deleite e gozo no descobrimento da iminente volta do Senhor, fato que os sinais ocorridos prenunciavam com segurança, que era comparado ao doce mel em sua boca.

Apocalipse 10:10
“E tomei o livrinho da mão do anjo, e comi-o; e na minha boca era doce como o mel; e, havendo-o comido, o meu ventre ficou amargo.”
Irmãos, maravilhosa é esta profecia. Como afirmei, até próximo ao ano de 1798, os cristãos viviam uma religião fria, e a fé na Bíblia ia decrescendo paulatinamente, tanto que, pouco além desta data (1859), Darwin lançou ao mundo sua teoria da evolução (origem das espécies), que é um acinte à inspiração da Bíblia.
Como a profecia indicava a abertura do livro de Daniel no tempo do fim (Dan. 12:9), a esta época portanto, levantaram-se cerca de 84 homens ao redor do mundo, sem se conhecerem, buscando o significado dos 2300 dias de Daniel 8:14, pregando com denodo a volta de Jesus. Entre eles: Guilherme Miller, em Nova Iorque; Davis, em Carolina do Sul; A.J. Krupp, na Filadélfia; David Macgregor, no Maine; dois pregadores na Inglaterra, também dois na Alemanha, Escócia, Haia, Amsterdã, Bavária; também dois, perto do Báltico e do mar Cáspio, e finalmente Lacunza na Espanha. Na Suíça, no impedimento dos adultos, crianças anunciavam a mesma ocorrência – a volta de Jesus.
Os que se lançaram ao estudo do livro de Daniel imaginavam que se pudessem decifrar esta profecia (Dan. 8:14), a maior da Bíblia, fatalmente descobririam o tempo em que se daria o regresso do Salvador. E, entre estes profundos e sinceros pesquisadores do santo Livro achava-se Guilherme Miller, um fiel membro da Igreja Batista, e que foi o pai do movimento do advento nos EUA. Ellen G. White, nesta ocasião uma seguidora de Miller, escreveu o seguinte:

“Segundo sua regra de fazer as Escrituras o seu próprio intérprete, Miller descobriu que um dia na profecia simbólica representa um ano (Núm. 14:34; Eze. 4:6); viu que o período de 2300 dias proféticos, ou anos literais, se estenderia muito além da dispensação judaica, donde o não poder ele se referir ao santuário daquela dispensação. Miller aceitou a opinião geralmente acolhida, de que na era cristã a Terra é o santuário e, portanto, compreendeu que a purificação do santuário predita em Daniel 8:14, representava a purificação da Terra pelo fogo, à segunda vinda de Cristo. Se, pois, se pudesse encontrar o exato ponto de partida para os 2300 dias, concluiu que se poderia facilmente determinar a ocasião do segundo advento.” – Conflito dos Séculos, Vol. 3, pág. 36 e 37.

Como grande estudioso da Bíblia Sagrada, Miller não teve dificuldades em descobrir que o início dos 2300 dias deu-se com o decreto de Artaxerxes no ano 457 a.C. para restaurar Jerusalém, que se encontrava em ruínas (Leia Dan. 9:25; Esd. 7:11-26).
A bem da verdade, e para que não haja dúvidas infundadas, passemos a limpo o fato de que houveram três decretos, como bem gostam de dizer os oponentes e antagonistas da verdade desta profecia. Esdras 6:14.

Três decretos foram publicados pelos monarcas persas para a restauração da pátria dos judeus. O de Ciro, o de Dario e o de Artaxerxes. O decreto de Ciro dizia respeito tão-somente ao templo. O decreto de Dario Histapes foi promulgado para a continuação da obra de reconstrução do templo, que havia sido obstada por Esmerdis. Finalmente, o decreto de Artaxerxes restaurou completamente em todos os ângulos o governo judeu, providenciando, inclusive, a vigência de suas leis. É por conseguinte este decreto que serviu para a restauração total de Jerusalém, conforme exige a profecia, e tal ocorreu no Outono de 457 a.C., inquestionavelmente. Esdras 7:12-26. (Confira na página 145 e 411).

Pois bem! Fez então Miller suas contas e chegou matematicamente à data de 1844, que é inapelavelmente a última data profética da Bíblia, bem como o fim dos 2300 anos proféticos. Consequentemente, Miller e seus companheiros pensavam que 1844 era o ano da volta de Jesus.

“Com um novo e mais profundo fervor, Miller continuou o exame das profecias, dedicando dias e noites inteiras ao estudo do que agora lhe parecia de tão estupenda importância e absorvente interesse.

“Devotando-se ao estudo das Escrituras, como fizera, a fim de provar serem elas uma revelação de Deus, Miller não tinha a princípio a menor perspectiva de atingir a conclusão a que chegara. A custo podia ele mesmo dar crédito aos resultados de sua investigação. Mas a prova das Escrituras era por demais clara e forte para que fosse posta de parte.” – Idem.

“Dois anos dedicara ele ao estudo da Bíblia, quando em 1818 chegou à solene conclusão que dentro de vinte e cinco anos, aproximadamente, Cristo apareceria para redenção de Seu povo. ‘Não necessito falar’, diz Miller, do júbilo que me encheu o coração em vista da deleitável perspectiva, nem do anelo ardente de minha alma para participar das alegrias dos remidos.” – Ibidem, 41 e 42.

“Solenemente convencido de que as Santas Escrituras anunciavam o cumprimento de tão importante acontecimento em tão curto espaço de tempo, surgiu com força em minha alma (de Miller) a questão de saber qual meu dever para com o mundo, em face da evidência que comovera a meu próprio espírito... não pôde (Miller) deixar de sentir que era seu dever comunicar a outros a luz que tinha recebido. Esperava encontrar oposição por parte dos ímpios, mas confiava em que todos os cristãos se regozijariam na esperança de ver o Redentor, a quem professavam amar. Seu único temor era que, em sua grande alegria ante a perspectiva do glorioso livramento, a consumar-se tão breve, muitos recebessem a doutrina sem examinar suficientemente as Escrituras em demonstração de sua verdade. Portanto, hesitou em apresentá-la, receando que estivesse em erro, e fosse, assim, o meio de transviar a outros.” – Ibidem.

Este santo receio de Miller o levou “a rever as provas em apoio das conclusões a que chegara, e a considerar cuidadosamente toda dificuldade que se lhe apresentava no espírito.” – Ibidem.

Miller, escudando-se de todo cuidado, para não acontecer laborar em erro, passou a ser seu próprio “detetive”; ele mesmo levantou variadas objeções à mensagem da volta de Jesus em 1844. Reestudou toda a profecia. Objetou-a de todas as formas, porém, “viu que as objeções se desvaneciam ante a luz da Palavra de Deus, como a névoa diante dos raios do Sol. Cinco anos despendidos desta maneira deixaram-no completamente convicto da correção de suas opiniões. E agora o dever de tornar conhecido a outros o que cria ser ensinado tão claramente nas Escrituras impunha-se-lhe com nova força: ‘Vai falar ao mundo sobre o perigo que o ameaça.’ ” – Ibidem.

“Começou ele a apresentar suas opiniões em particular, quando se lhe oferecia oportunidade, orando para que algum ministro pudesse sentir a força das mesmas e dedicar-se à sua promulgação. Mas não pôde banir a convicção de que tinha um dever pessoal a cumprir, em fazer a advertência.” – Ibidem.

“Vai dizê-lo ao mundo, era a voz que soava em seus ouvidos... Durante nove anos esperou, pesando-lhe sempre esse fardo sobre a alma, até que em 1831, pela primeira vez, expôs publicamente as razões de sua fé.” – Ibidem

“Miller lançou-se ao trabalho de pregar a volta de Jesus, como acreditava, em 1844, e esta mensagem gloriosa tornou-se tão doce como doce é o mel, na boca dos que a aceitavam.
“Convertiam-se pecadores, cristãos eram despertados a maior consagração, e deístas e incrédulos reconheciam a verdade da Bíblia e da religião cristã. Sua pregação era de molde a despertar o espírito público aos grandes temas da religião, e sustar o crescente mundanismo e sensualidade da época. Em quase todas as cidades havia dezenas de conversos e, em algumas, centenas, como resultado de sua pregação. Em muitos lugares as igrejas protestantes de quase todas as denominações abriram-se amplamente... e... logo se viu (Miller), impossibilitado de atender à metade dos pedidos que choviam sobre ele. Muitos que não aceitaram suas opiniões quanto ao tempo exato do segundo advento ficaram convencidos da certeza da proximidade da vinda de Cristo, e de suas necessidades de preparo. Em algumas das cidades seu trabalho produziu impressão extraordinária. Vendedores de bebidas abandonavam este comércio e transformavam suas lojas em salas de culto; antro de jogos eram fechados; corrigiam-se incrédulos, deístas, universalistas, e mesmo os libertinos mais perdidos, alguns dos quais não haviam durante anos entrado em uma casa de culto. Várias denominações efetuavam reuniões de oração, em diferentes bairros, quase todas as horas do dia, reunindo homens de negócio ao meio-dia para oração e louvor. Não havia nenhuma excitação extravagante, mas sim uma sensação de solenidade quase geral no espírito do povo.” – Ibidem, 45.

Sim, era uma mensagem doce, que alcançou a todos. Uma mensagem doce, “doce como o mel”, na boca dos mileritas, como eram chamados.

“Em 1833 (Miller) recebeu da Igreja Batista de que era membro, uma licença para pregar. Grande número de ministros de sua denominação aprovou-lhe também a obra, e foi com essa sanção formal que continuou com seus trabalhos.” Ibidem, 45 e 46.
Neste ano de “1833, dois anos depois que Miller começou a apresentar em público as provas da próxima vinda de Cristo, apareceu o último dos sinais que foram prometidos pelo Salvador como indício de Seu segundo advento. Disse Jesus: ‘As estrelas cairão do Céu’ (Mat. 24:29). E João, no Apocalipse, declarou, ao contemplar em visão as cenas que deveriam anunciar o dia de Deus: ‘E as estrelas cairão sobre a Terra, como quando a figueira lança de si os seus figos verdes, abaladas por um vento forte’ (Apoc. 6:13). Esta profecia teve cumprimento surpreendente e impressionante na grande chuva meteórica de 13 de Novembro de 1833.” Ibidem, 46 – grifos meus.
“Assim se mostrou o último dos sinais (da vinda de Cristo), relativamente aos quais Jesus declarou a Seus discípulos: ‘... Quando virdes todas estas coisas, sabei que está próximo às portas’, Mateus 24:33.” – Ibidem.

E assim, o batista Miller, um sincero irmão, ao presenciar com seus próprios olhos a grande queda de “estrelas” em 1833, quedou-se contemplativo e reverente diante daquele mirífico acontecimento que, ocorrendo dentro dos cálculos previstos, segundo as profecias de Daniel e Apocalipse, a que ele havia dado toda atenção, consolidou a sua firme crença de que a volta de Jesus se daria exatamente em 1844, data absolutamente certa, como final do maior período profético da Bíblia, os 2300 anos de Daniel 8:14. (Veja gráfico às págs. 145 e 411).

Miller acertou em cheio no destrinchamento do período desde o seu início, meio e fim; errou, porém, lamentavelmente, no cumprimento do que aceitava e cria sinceramente ser a purificação do santuário, isto é: Jesus voltando à Terra.

Assim irmão, deu-se a grande decepção, pois o Senhor não veio, como se esperava. Tristeza, grande frustração. Escárnio geral, zombaria, galhofas e chacotas vieram daqueles que se diziam cristãos. Do que foram alvo os crentes mileritas do advento no dia 22 de Outubro de 1844, não se comparava à dor do grande desapontamento que experimentaram. Alguns dias atrás, a mensagem era “doce como o mel” na boca do povo. E “comido o livrinho”, isto é: aceita a mensagem da volta de Jesus, tornou-se em seu ventre amargo como o fel.

Que bela ilustração! Que melhor alegoria usaria Deus para caracterizar o tão triste desapontamento dos mileritas, como o fel amargo no ventre do apóstolo João? – Sim, mas graças a Deus, aleluia, glórias ao Grande Jeová, porque o capítulo 10 de Apocalipse não termina na triste decepção amarga como fel, no verso 10. Ouça:

Apocalipse 10:11
“E ele disse: Importa que profetizes outra vez a muitos povos, e nações, e línguas e reis.”
Sim amados, cristãos de toda a Terra, Apocalipse 10:11 revela, com clareza solar, que das reminiscências daquele desapontamento, Deus suscitaria um povo ao qual daria o Dom de Profecia, para profetizar aos povos, nações, línguas e reis.
E assim foi! Aleluia!
Vire a página, conclua este espisódio de amor.


RESTAURADO O DOM PROFÉTICO
Foi no cumprimento da maior profecia da Bíblia, os 2300 anos de Daniel 8:14, que surgiu o povo a quem Deus restauraria o mais importante dom para a igreja, o Dom de Profecia. O antigo dom dos profetas que dirigiram o povo de Deus. O dom que Paulo declara ser o de maior importância na igreja (I Cor. 14:5). O dom que permitiria identificar os engodos de Satanás, na própria contrafação deste mesmo dom. E este dom seria outorgado à igreja para uma função determinada pelo Senhor, qual seja: Profetizar a todo povo, rei, nação e língua, isto é, este povo, portador desta mensagem e deste dom, abrangeria o mundo inteiro. Ouça isto:

“...O anjo de Apocalipse 10 é apresentado como tendo um pé no mar e outro em terra, mostrando que a mensagem será levada a terras distantes, que o oceano será atravessado e as ilhas do mar ouvirão a proclamação da última mensagem de advertência ao nosso mundo... Esta mensagem anuncia o fim dos períodos proféticos. A decepção dos que esperavam ver o Senhor em 1844 foi na verdade amarga para os que haviam tão ardentemente antecipado Seu aparecimento. Achava-se no desígnio do Senhor que viesse esse desapontamento e se revelassem os corações.” – Mensagens Escolhidas, Vol. II, págs. 107 e 108 – E.G. White.
Deus é muito bom! Quando em 1844, o povo do advento (os mileritas) se decepcionou, muitos voltaram para suas igrejas de origem; aproximadamente 13 Igrejas Protestantes, cerca de 80.000 pessoas. Outros foram para o mundo desesperançados; mas um grupinho permaneceu ali firme, embora decepcionado também. Permaneceu inabalável nas palavras de Deus: “Se tardar, espera-O”. Hab. 2:3.
Meio atordoados, tentando a todo custo colocar em ordem os pensamentos, esses irmãos uniram-se em fervorosa oração, firmes na esperança de que o Senhor breve viria. E a este grupinho Deus dedicou, em gloriosa deferência, estas palavras:
Apocalipse 10:11 – “... importa que profetizes outra vez a muitos povos, e nações, e línguas e reis.”

Observe irmão, como é clara a mensagem, e como são límpidos os acontecimentos e aplicações de tudo isso: Inúmeros cristãos de diversas igrejas evangélicas da América do Norte unem-se em torno de um grande homem da Igreja Batista, Guilherme Miller. Entendem que a volta de Jesus se daria em 1844, pelo estudo de Daniel 8:14, sacodem o povo com uma mensagem – DOCE COMO O MEL – a mensagem da volta de Jesus. Neste ano, porém, não aparece o Salvador; a mensagem tornou-se amarga como o fel. Deus, porém, transforma este fel em uma deliciosa esperança, uma sublime e específica comissão, capacitando-os com o dom maior: o Dom de Profecia. “Importa que profetizes outra vez...” É o imperativo divino, e quem duvidará? Quem contenderá com Deus? Quem O contestará?

“Importa que profetizes outra vez...” – Olha irmão, como é claro. Outra vez. Por que outra vez? Sim, é porque houve uma primeira vez, e essa foi a pregação de Miller e seus companheiros do advento de 1831 a 1844. Desejo ressaltar, e espero que você entenda, irmão amado, mesmo que todos os demônios se levantem para empanar sua mente, ou tirar de seu coração a gloriosa verdade que, se aqueles cristãos do advento (mileritas) profetizaram a volta de Jesus, o fizeram com a maior sinceridade e amor, zelosos pelos pecadores perdidos, porém o fizeram sem a operação direta do Dom de Profecia, que até então lhes era estranho, mas sem o perceberem, amadurecia o tempo para que tal dom fosse restituído à igreja do Senhor, no exato cumprimento da profecia de Apocalipse 10.

“Importa que profetizes outra vez...”, e isto aconteceria fielmente, com a aprovação e orientação diretas de Deus pela gloriosa e amada igreja do Senhor, que sucedeu aos mileritas de 1844.

Efetivamente, se Deus disse: “Importa que profetizes outra vez...”, é porque Ele capacitaria esta amada igreja, com o Dom de Profecia. E verdade é que Deus nunca pede nada ao homem sem antes havê-lo capacitado. Portanto, glória a Deus! Aleluia, honras e louvores eternos ao grande El-Shaddai, que restaurou o Dom de Profecia à Sua amada igreja, para profetizar aos povos e reis e a todo o mundo.

Glória a Deus, que levantou e preparou nesta Terra este movimento, a Igreja Adventista do Sétimo Dia, para dar a última mensagem a um mundo que perece, bem como alertar a todos os cristãos que se despertem para toda a Verdade que uma vez foi lançada em terra (Dan. 8:12) por Roma cristã, na Idade Média, durante o período de “um tempo, dois tempos e metade de um tempo”, de Daniel 7:25.

Esse povo agraciado pelo Senhor com o Dom de Profecia teria a incumbência de remover do cristianismo os enganos e erros infiltrados ao longo do tempo, advertindo o mundo com as três mensagens angélicas de Apocalipse 14.

Saiba, irmão, não foi o homem, mas Deus quem levantou esse povo, ordenando: “Importa que profetizes outra vez...” O Senhor mesmo o fez para que ninguém possa duvidar ou questionar. Quem recusar negará a própria Palavra de Deus, que é a única regra de fé do cristão.

Esse povo que se constituiria no último período da Igreja de Deus na Terra “não só pregaria a mensagem da breve volta de Jesus, mas possuiria e ensinaria a verdade quanto à Deus, ao Salvador, ao santuário... à lei, ao Sábado e quanto a todas as demais verdades que foram pervertidas. É nesta igreja remanescente, que o Dom de Profecia seria restaurado”. – O Dom de Profecia – C.B. Haynes – pág. 84. Como o foi de fato, e quem no-lo diz é um anjo. O anjo de Apocalipse 10. Esta igreja amada “creria e ensinaria a verdade acerca da verdadeira comunhão – a Ceia do Senhor” (Idem, 86). Juntamente com a cerimônia da humildade o lava-pés (João 13:14 e 15; I Timóteo 5:10). Os símbolos desta comunhão tem que ser pão ázimo, sem fermento, e o puro suco de uva.

“Acreditaria e ensinaria a verdade a respeito da verdadeira Lei de Deus, a qual, tendo existido desde o princípio, foi dada sob trovões no Monte Sinai e é uma norma perpétua de justiça quanto ao verdadeiro Sábado, feito pelo Criador e dado no Éden à raça humana como um monumento perpétuo do poder criador de Deus.” – Ibidem.
“Haveria de rejeitar o falso sábado da mesma maneira que todas as demais falsificações do falso sistema religioso; observaria unicamente o verdadeiro Sábado de Jeová, o sétimo dia. Apresentá-lo-ia como o sinal entre Deus e Seu povo.” – Ibidem. Ezequiel 20: 12, 20.

“Ensinaria também a verdade acerca da natureza do homem, e o estado dos mortos, a recompensa dos justos e a sorte dos ímpios, os quais foram todos pervertidos... em vez de pregar um purgatório ou um estado de vida consciente na morte, ensinaria a verdade da Bíblia que os mortos estão inconscientes (Sal. 146:3 e 4), ‘não sabem coisa nenhuma’ (Ecl. 9:5 e 6); que eles (os homens) são mortais (I Timóteo 6:13-16; I Cor. 15:51-54); e que o tempo da recompensa e da punição ocorrerá, não pela morte ou na morte, mas pela ressurreição.” – Ibidem. Sal. 17:15; I Timóteo 4:8. Grifo meu.
“Desta maneira este povo, por meio do qual Deus daria ao mundo a última mensagem de verdade, deveria crer e ensinar todas as verdades pervertidas pelo cristianismo apostatado. Seria dirigido em sua obra pelo Dom de Profecia. A mensagem que apresentaria ao mundo seria, obviamente, em todos os pormenores, contrária (a de Roma Cristã), de modo que, quando pregada, constituiria uma grande advertência contra a ‘besta e sua imagem’ e contra o recebimento de seu sinal.” – Ibidem.

“Por dever ser a última igreja contrária ao sistema religioso que Satanás estabeleceu para tomar o lugar do evangelho, não nos maravilha que o “dragão” desejasse dar batalha especial ao povo remanescente, que guardaria os mandamentos de Deus e haveria de dar Sua mensagem ao mundo.” – Ibidem.


Apocalipse 12:17
 – “E o dragão irou-se contra a mulher, e foi fazer guer- ra ao resto da sua semente, os que guardam os mandamentos de Deus, e têm o testemunho de Jesus...”

Apocalipse 19:10
“...Porque o testemunho de Jesus é o Espírito de Profecia.”

Como são claros estes ensinamentos! Tudo límpido! Definição bíblica sem nenhuma dúvida. O Senhor diz:o testemunho de Jesus é o Espírito de Profecia.

Ora, Espírito de Profecia, não é outra coisa senão o Dom de Profecia, que Deus restauraria à igreja que guardaria os Seus mandamentos. Sim, tudo que diz a Bíblia, cumpre-se na Igreja Adventista que está, conforme a comissão divina, levando o “evangelho a todo povo, nação e língua”, este Evangelho Eterno, que anuncia a volta de Jesus pela segunda vez, para pôr fim à grande controvérsia com Satanás.

Por isso, meu irmão, devo dizer-lhe, sem temor ou medo de errar: É este o povo que, em cumprimento à profecia, agradou-Se o Senhor em conceder o Dom de Profecia, constituindo-a como a igreja remanescente, a amada igreja, a única igreja que preenche as exigências de Apocalipse 10. Nenhuma outra o cumpre. Examine a Palavra de Deus, compare, por favor, as 4800 religiões cristãs e suas doutrinas, com Apocalipse 10, e veja se alguma satisfaz as minúcias e pormenores desta profecia.

Tenho certeza, você reconhecerá que a ordem divina – “importa que profetizes outra vez...” foi dirigida à Igreja Adventista do Sétimo Dia, que surgiu de entre aquele sofrido grupinho desapontado de 1844. Grave isto:

“Assim, o Movimento Adventista não surgiu no cenário dos acontecimentos histórico-sociais como mera divisão do protestantismo ou, como fruto amadurecido de uma fantástica imaginação doentia... antes, porém, é uma verdade positiva, documentada pela profecia bíblica e pelo desenrolar dos acontecimentos universais, aparecendo no palco da história, no momento exato em que no relógio divino do tempo, soou a hora de dar a derradeira mensagem de advertência, de amor e de esperança, que Deus em Sua infinita misericórdia reservou à humanidade na época atual.” – Dr. Gideon de Oliveira, citado em Subtilezas do Erro, pág. 36 – itálicos meus.

Esses são, amado, fatos bíblicos que tenho o dever de mostrar à sua sinceridade, porque, um cuidadoso e acurado estudo, livre de preconceitos, do Movimento Adventista do Sétimo Dia e sua mensagem, juntamente com o tempo de seu surgimento, revela sucintamente o seguinte:
Seguiu às Igrejas da Reforma, e prosseguiu em luz sempre crescente. Pregou a primeira e segunda mensagens angélicas de Apocalipse 14:6-8, exatamente quando estas deveriam ocorrer, isto é, após o começo do “tempo do fim”, depois de 1.798, advertindo o povo da hora do juízo, e continua sendo estas hoje, associadas a terceira mensagem angélica (Apoc. 14:9-11) prioritárias, preparando o povo para a segunda vinda de Cristo, enquanto nosso Sumo-Sacerdote e Advogado continua no Santuário Celestial. Ensina a observância dos Dez Mandamentos da Lei Moral de Deus, e realça o Sábado como devendo ser observado. Foi-lhe restaurado o Dom de Profecia (Apoc. 12:17; 19:10). É contrária em tudo e todos os pormenores às doutrinas falsas de Roma Cristã. Está pregando a mensagem de advertência contra a besta e sua imagem. E prega a justificação pela fé e salvação unicamente pela Graça, em mais de 213 países do globo.

Sim, irmão, este Movimento é verdadeiramente a obra finalizadora do Evangelho Eterno entre os homens do Planeta Terra. E isso, sob a orientação direta de Deus que restaurou a este Movimento Adventista do Sétimo Dia o Dom de Profecia. Graças a Deus! Assim dirigida, certamente esta igreja triunfará, mesmo que contra ela Satanás e suas hostes desfiram seus impiedosos ataques; haverá de estar ela, triunfante afinal, na presença do Cordeiro, cantando o hino de livramento, “nas alvacentas areias do mar de vidro da eternidade.” Amém! Aleluia! Glória a Deus.

Prezado leitor:
Esta mensagem que você lê só falta ser pregada em 23 países deste Planeta. Ore para que eles sejam alcançados o mais rápido possível, pois disto depende a volta de Jesus (Mat. 24:14). E juntos façamos planos para recebê-Lo!
Neste tempo de um cristianismo estranho, quando o Excelso Nome do Senhor Jesus está associado a rock, tango, funk, blocos carnavalescos e... mais que vulgarizado; mero acessório de consumo, em uma insólita agência de publicidade. Um cristianismo que misturou o santo com o profano, o puro com o impuro, e que deu as mãos ao mundanismo generalizado, Deus define o Seu remanescente. Descubramo-lo na Bíblia:

DRAGÃO
 – Satanás.
MULHER – Igreja de Deus.
RESTO DA SUA SEMENTE – Os fiéis de Jesus que ficaram de resto, firmes e inabaláveis na observância dos mandamentos da Lei de Deus (Êxo. 20:1-17; Apoc. 14:12). Queira Deus, o irmão seja mais um destes fiéis.

“OS QUE GUARDAM OS MANDAMENTOS DE DEUS E TÊM
O TESTEMUNHO DE JESUS”
Esta é a identificação correta e clara da igreja à qual Satanás tem ostensivo ódio. Seu objetivo, sua ira não são contra as 800 religiões pagãs, nem as 4.800 cristãs, mas apenas contra aquela que guarda os Dez Mandamentos e têm o testemunho de Jesus.
Apocalipse 12:17
“E o dragão irou-se contra a mulher, e foi fazer guerra ao resto de sua semente, os que guardam os mandamentos de Deus, e têm o testemunho de Jesus Cristo.”
Apocalipse 19:10
“...o testemunho de Jesus é o Espírito de Profecia.”


O DOM DE PROFECIA (Espírito de profecia) É SUPERIOR A TODOS
• Porque edifica a igreja – I. Cor. 14: 4
• Esclarece os homens – I Cor. 14: 3

Abrazo!

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